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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Aldeias Gêmeas de Aguiar

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 22.02.17

As aldeias aguiarenses de Freiria e Montenegrelo são uma espécie de casal que contraiu matrimónio com separação de bens. Não sei se também de pessoas, mas julgo que não. Desde tempos imemoriais que são vizinhas e aparentemente se dão muito bem. 

Habituei-me a distinguir estas duas simpáticas povoações aguiarenses, quando, em pequeno, lá ia à missa. Talvez por se tratar de uma lufada de ar fresco na nossa rotina em Soutelo, tendo de ouvir há anos o Padre Amaro, gostávamos de ir àquela missa. Na véspera já combinávamos:

- Amanhã, vamos à missa a Montenegrelo? 

- Vamos!

Não tínhamos missa em Parada, e, por qualquer razão, deixámos de ir a Soutelo, e passámos frequentar a missa de Montenegrelo e da Freiria. Celebrava-as o Padre Agostinho de Telões.

O caminho era penoso. Quase três quilómetros  sempre a subir e às curvas.  Mas não nos custava nada. Até à Abelheira , mesmo os mais velhos se safavam bem. O pior vinha a seguir, entre a Esculca e os soutos de Montenegrelo. O caminho afunilava entre bouças, e era quase sempre a subir.

- Isto agora sobe mais que na Cruz! ( Dizia uma)

- Nem Cristo no Calvário subiu tanto! ( Comparava outra)

- Eu cá não me queixo. ( bazofiava um terceiro)

Ninguém se queixava mesmo. Era obrigação, era obrigação. Minha mãe, sempre assertiva, tinha a certeza absoluta que só assim chegaríamos ao paraíso:

- Somos obrigados a ir à missa a uma légua de distância! (Afirmava, convicta)

Sabia lá quanto era uma légua. Mas tinha a certeza que era longe. E que era para cumprir com zelo católico.

Bebia as convicções e os dogmas no famoso livro " Missão abreviada" do Padre Manuel do Couto, que leu e releu vezes sem fim.

Quando a missa era em Montenegrelo, poupávamos quase um quilómetro à caminhada. Que a capela era mesmo à entrada da aldeia, junto à escola primária. A instrução, na mentalidade da época, estava a léguas da fé. Por isso, uma só escola servia as duas aldeias, enquanto capelas, havia duas.

Por maioria de razão, assim era em Parada do Corgo, uma única aldeia, com duas capelas, confirmando a grande religiosidade do povo de outros tempos.

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às 09:59

TUDO É NOSSO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 15.02.17

Quando olhamos o nosso corpo, cada coisa tem sentido. Os nossos Olhos são para admirarmos a beleza do universo, as flores da natureza, o verde das florestas, o Céu azul sem nuvens, a prata do luar e o cintilar das estrelas.  Olhar ao nosso redor ver a fisionomia dos nossos irmãos, presenciar suas  alegrias e suas tristezas, cada um diferente do outro, não existem dois seres iguais. O nosso Nariz, para sentir o perfume das flores e o olfato das coisas boas da vida. A nossa Boca, para receber o alimento para o corpo, falar palavras que construam. A nossa Língua, o menor membro do nosso corpo, mas o mais perigoso. A língua constrói ou destrói uma vida. Os nossos Lábios circundam a boca, são os responsáveis pelos gestos de carinho. O beijo, pode ser um gesto de ternura  ou de traição. As Mãos para trabalhar e afagar, para repelir ou agredir, para estender, para abraçar. Os Pés, para caminhar, levar nosso corpo, para acompanhar os irmãos de caminhada. A Cabeça, para pensar, para dirigir, para ordenar e controlar os nossos ímpetos. O nosso Coração para amar, para se alegrar com a presença dos nossos amigos.

Todo o conjunto do nosso corpo, prova que somos alguém, real e autênticos, não somos miragens. Temos vida e ocupamos nosso lugar no espaço. Se todos os nossos órgãos funcionam com perfeição, somos muito felizes. O nosso Corpo é maravilhoso, é único, é Imagem e Semelhança de Deus. Por isso, devemos agradecer constantemente, pela nossa vida e pela nossa saúde. Porque o nosso corpo é Obra de Deus e Templo do Espírito Santo,  não podemos profana-lo, entrega-lo á promiscuidade, aos vícios.  Só temos este corpo, que recebemos, puro e sem manchas, é nossa obrigação toma conta dele, tratar dele. Quem não ama a si mesmo, não terá condições de amar ninguém.

                       

Deus  abençoe a todos

                     

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:21

ETERNO DESCONHECIDO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 15.02.17

Todo o ser humano que vive neste mundo de Deus, é um eterno desconhecido. Muitas pessoas passam a vida a estudar, mas não conseguem descobrir nada a respeito delas mesmas. Não sabem quem são de onde vieram, desconhecem onde vivem e não sabem para onde vão, ao terminar seus dias neste mundo.

Eu, nos meus 84 anos, pensava que já sabia tudo a meu respeito. Mas, mergulhando na minha existência, cada dia que amanhece me traz a sensação de que nada sei  de mim mesmo e nem conheço a minha história. Sei quem sou até ao momento em que escrevo este texto, mas nada me garante que ao terminar de escrever, não saiba mais quem sou. A cada momento de nossa vida, há sempre a chance de tudo mudar. Pode o telefone tocar e me transmitir uma notícia agradável, alguém pode estar à minha procura para me ajudar. Ou também posso receber uma notícia desagradável, que me deixe triste, às voltas com problemas difíceis de resolver.

A minha vida sempre foi uma estrada, porém, cheia de curvas insinuosas. Existiram poucas retas, mas não havia acostamentos. Foi preciso muita perícia e muita paciência, para chegar até aqui. A cada dia um fato novo aparecia nas ondulações e nas curvas da minha vida. Alguém que no passado caminhou ao meu lado, mas hoje é apenas uma ilusão de ótica, se desfaz com a aproximação, deixando a minha mente mais confusa e distante da realidade. Assim como o Céu troca as suas cores nas mudanças de temperatura, nós também mudamos nossos pensamentos, diante de uma identidade que nunca se confirma.

Gostaria muito de saber quem realmente eu sou, mas como arriscar se em mais de 80 anos nada consegui descobrir, como poderei saber diante de tão pouco tempo que tenho para viver. Quantos anos terei ainda de vida? De uma coisa eu tenho certeza: o caminho que já percorri, não volta a trás e o caminho que me resta percorrer, é tão desconhecido como eu o sou para o mundo da razão. Tenho na minha vida, dúvidas que gostaria desvendar. O que vim   fazer a este mundo? Como vim parar aqui? Quem sou eu, neste universo tão desconhecido?

Diante de tantos “não sei”, eu me iludo de que sou alguém, escolhido por Deus, para viver minha vida, sem dar atenção para as dúvidas. Certamente, sou aquilo que sou aquilo que Deus colocou neste mundo e que um dia chamará à sua presença e lhe pedirá contas de tudo o que ele fez não daquilo que ele era. Pois em qualquer circunstância, sou Imagem e Semelhança de Deus.

    

Deus abençoe a todos

        

Agostinho Gomes  Ribeiro

 

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às 21:20

A Primeira Vez

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 15.02.17

 

Um dia, em viagem, assisto, incrédulo, a um curioso diálogo entre dois cavalheiros de meia idade. Um, com um ar desenvolto e sabido,  ia incitando o outro ao diálogo; o outro, titubeante, mas receptivo,  acabou por entrar no jogo daquele.

 

-  Já experimentou falar da sua primeira vez?

- E que tem você com isso?

- Nada. Estou só a sugerir que fale sobre o que as pessoas mais gostam. Daquilo que é "proibido" falar. Vai ver que tem muita audiência.

- E que me interessa a audiência...  Não sou editor, nem livreiro. Aliás, nunca tinha pensado nisso.

- Ou se pensou, não admitiu fazê-lo, talvez por receio, ou pudícia.

- Sei lá...  Mas , sim, por pudícia... Talvez.

- Ou será por receio... de algum adultério?

- Desculpe, mas não entendi...

- Que as pessoas adulterem o que você quer dizer,  interpretando mal as suas palavras.

- Olhe, quem sabe, se não será por isso...

- Mas deve imaginar como seria interessante revelar  tudo o que esconde, sem grandes razões para tal, num segredo egoísta, e nada didáctico.

- Mas a nossa vida privada não deve ser exposta, não lhe parece?

- Vá lá, ganhe coragem e diga como foi a sua primeira vez. Não diga que não teve a sua primeira vez. Toda a gente tem.

- Bem, é que ...

- Um momento. Se ousar contar a sua primeira vez, comece  pelo princípio, não omita essa parte. Que é no fundo a mais melindrosa, aquela em que nos descobrimos mais estúpidos e ignorantes.

- Bom, acho que você me convenceu. Vou então contar como foi a minha primeira vez.

- Calma! Mas veja lá como conta. Evite pormenores escabrosos, ou imorais.

- Bem, mas você quer que eu conte, ou quer o mande dar uma volta?

- Faz favor. Já disse o que tinha a dizer. Agora, sou só ouvidos.

- Não sei se consigo, que eu sou mais tímido do que você. Mas ...vou contar:

" Foi numa tarde de verão, era eu ainda um jovem imberbe. Note que é a primeira vez que eu conto isto em público, o que o faz de si um privilegiado. Uma testemunha, em primeira mão, do meu destino. 

- Em público?! Mas eu não passo de um confidente. Não sou público nenhum.

- Certo, pois... claro... Mas continuando:

"Eu sempre morara num rés do chão. Nesse dia. Melhor, nessa tarde, tentei subir a um andar acima do rés do chão. Bastante acima, aliás. Mal a porta do elevador se fechou, não imagina o que senti. Um estremecimento, umas sensasões estranhas... comecei a suar, a suar muito..! Um receio de falhar... De não saber exactamente o que fazer...onde tocar..."

- Continue, continue, você está-me a surpreender.

"Entretanto, fui subindo, subindo, até que tudo à minha volta paralizou".

- E você, também paralizou?

- Tenha calma. Oiça:

" Mais do que paralizado, fiquei petrificado.Tentei respirar normalmente...em vão. Procurei desesperadamente uma saída ... e nada. Estava cego pra tudo. Tudo me parecia estranho e errado. A oportunidade soberana de aprender, de crescer, chegara, e eu, estupidamente começava a perdê-la. Desorientado e nervoso, não soube o que fazer. O meu objectivo, a um passo de se concretizar, mas eu encalhei na inércia, por ignorância, por falta de prática".

- Pois, dois problemas de muita gente... Mas continue.

 "Subitamente, porém, à minha frente, começa a abrir-se lentamente uma espécie de ... não, não conto mais...

- Vá lá, conte! Então agora que estava no ponto...

- No ponto não, na vírgula ... ou melhor, na fenda... Uma fenda enorme, a abrir-se ... E eu de pé,  a tremer, hesitante. A fenda a alargar-se, cada vez mais. E eu sem saber ... sem perceber.

- Sem perceber?! Não percebo...

-  É que eu pus-me a hesitar:  Vou? Não vou? E se por qualquer razão tenho de sair e entrar outra vez, e não sei o que fazer? 

- Hum...

- Pois ... Aquilo que me aconteceu foi único. Não deve ter acontecido a mais ninguém. Por isso hesitei tanto em contar.

- Fez bem contar. Mas ainda não acabou. Vá, conte lá esse final. Foi feliz ou infeliz? A ver pelos lamentos ...

- Pois, a ver pelos lamentos, só podia ter sido um final infeliz. E foi, efectivamente.

- Então que final foi esse?

"Foi um inferno.  No Elevador, a suar, cheio de dúvidas: Estarei no sétimo, onde mora o meu amigo Gervásio? Ou será no sexto, onde reside a Carla com quem acabei ontem ,ao fim da tarde? Na dúvida - já as portas se tinham aberto - deixei-me ficar. E voltei a descer. Trouxe o livro que levava ao meu amigo Gervásio, que  me emprestara para estudar, e, por receio de me atrapalhar no elevador. e ficar preso dentro...sabia lá ...  vim-me embora sem o entregar.

"Um terror ... a minha primeira viagem de elevador".

 

Afonso Valtique 

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às 10:48

Arco de Triunfo

por cunha ribeiro, Sábado, 11.02.17

Terminara o sétimo ano escolar (hoje 12º). Estávamos ( eu e ele)  sentados debaixo de uma figueira, em Parada do Corgo. Um livro fechado em cima da mesa de pedra,  cotovelos fincados nas pernas, junto aos joelhos,  mãos em concha, entre o queixo e as têmporas, segurando a cabeça, imaginação a galope. 

Ele olhou-me e disse:

- Estás com um brilho nos olhos. Vê-se que estás empolgado com a tua nova aventura.

 A foto de capa, do livro de francês do 3º ano, impressionava qualquer jovem cujo olhar nunca tivesse ido além do pequeno casario da aldeia: Um arco em pedra, de grande porte, erguia-se solenemente ao centro de um vasto conjunto de ruas e avenidas, em forma de estrela.

- Aquilo sim, é o mundo ! É a civilização!

Véspera de viajar. Estou agora sentado, nas escadas de pedra, ao lado do meu vizinho, já reformado, o Sr João Guarda. Pressentindo a angústia que me assolava, tentou animar-me:

- Fazes bem sair, lá fora tens mais oportunidades.

Este conselho atento e preocupado, calou fundo na minha memória. Ainda agora o relembro.  Assim como aquela oferta simples mas tão de dentro da alma:

- Toma lá estas moedinhas, podem vir a dar jeito.

Eram várias moedas. Francos franceses, que obviamente me deram jeito, logo que o autocarro parou em França, depois dos Pirineus.

Depois de uma travessia pela aridez da velha Castela, pelas gargantas do país basco e pela fresca planície da Aquitânia,  à beira da realidade , quase defronte com ela, começava a assolar-me o receio, o preto e branco da desilusão . Cheguei a Paris, já era noite. De táxi até casa, só luzes, só carros, só gente. No quarto do sétimo andar: abraços, beijos, brincadeira, queres ir dançar ao Bataclan, Não, vou dormir, um croque monsieur, xixi e cama.

No dia seguinte, saio decidido a descobrir o meu monumento. O metro trouxe-me a Charles de Gaule. Saí. À minha frente ergue-se, portentoso, o Arco de Triunfo. O impulso da descoberta governa-me os passos e o olhar. Em círculo, vou contornando o colosso de pedra. A cada rua, a cada avenida, o olhar avança e recua, alarga e estreita. Ora pára nos pormenores ora se estende em amplitude. Estou no cimo dos Champs Élysées. Demoro-me. Deixo-me teleguiar pela sofreguidão da descoberta. De um lado e de outro da grande avenida, uma excelente promessa de dias felizes. Sou jovem.

Regresso a casa com uma certeza: Paris não tem horizontes, Paris é o próprio horizonte que nunca se toca, nem nunca se enxerga.

Volto de metro. Saio. Cá fora, as fachadas dos edifícios desfiguraram-se ao meu olhar. Sozinho, perdido no meio de uma floresta de prédios setecentistas, receio ter perdido o desenho mental da fachada do nº 106, da "Avenue des Ternes".

Decido avançar na direção que me parece acertada. Ando uma centena de metros, olho à esquerda e à direita a ver se descubro algo de familiar. Nada. Regresso ao ponto de partida, e sigo por outra rua. Sinto que me afasto outra vez. Volto. Agora tento pela Avenida. Avanço. Olho. Ainda não. Ando um pouco mais. Lá está o 106, em letras douradas, ao lado de uma enorme grade que protege a loja de fruta de Ternes.  Atravesso. Entro. Subo ao sétimo andar.

Já era noite quando entrei no meu quarto. Tarde magnífica, aquela!. Começara por descobrir a cidade sozinho. O metro fora o meu único guia.

Deitei-me, feliz. Olhei pela janela: O Concorde Lafayette estava todo iluminado, vinte e nove andares acima de mim. Que diferença ao pé da torre da capela da minha aldeia!

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às 10:58

O Sr. Sete Ofícios

por cunha ribeiro, Sábado, 11.02.17

Nunca o vi palmilhar a Serra à caça, mas era o terror dos coelhos. A forja, onde concertava artigos em ferro, sobretudo pernas de potes, dar-lhe-ia o nome com que ficou conhecido em Parada e arredores. Também fabricava e reparava socos e chancas.

Graças a outras actividades que teve - matador de porcos, trolha e Pedreiro - foi-me possível conhecê-lo melhor.

Vi-o vários anos matar, esventrar, e desfazer porcos em minha casa, domínio em que era imbatível. Os recos com ele não faziam farinha, e os ajudantes agradeciam, já que o acerto era tal que o bicho  ficava sem tempo para espernear ou grunhir. A faca ia como uma seta ao coração. E quanto a higiene, exemplar:

- Tem uma toalha?

- Não.

- E uma rodilha?

- Também não.

- Então arrange uma, se quer que lhe mate o animal.

As facas vinham sempre impecavelmente amoladas de casa. Meu pai metia-se com ele:

- Olha essas facas...Se fizer falta, há aí pedra de amolar..

- Amolar?! Podes correr o que quiseres...Ninguém em Parada tem facas tão bem afiadas!

Como pedreiro, o auge do ti Augusto foi picar pedra para a nova capela de Santo António.

Um dia, o ti António Augusto, com aquele ar brincalhão, muito dele, atirou:

- Se não fosse o mestre, com os pedreiros que aqui andam, coitada da capela!

E veio logo a resposta:

- Mestre?! Qual mestre? O mestre sou eu!

 

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às 00:10

É IMPORTANTE SABER

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 08.02.17

Quem não conhece a sua história, é um eterno desconhecido no mundo. O Rei de Portugal D. João II, o Príncipe Perfeito, como foi conhecido, deu a seu irmão o título de “ Conde de Viseu”. Seu irmão foi o Pai de D. Manuel I. Muito ligado à boémia, não deu valor ao título que ganhou, vivia nas farras lisboetas, sempre no meio de aventureiros. Certo dia o rei sofreu um atentado, porém, saiu ileso. Todos os terroristas foram presos e condenados à morte, inclusive o próprio irmão, o Conde de Viseu.

 O filho do Conde, Manuel, seguia a rotina do pai, vivia perambulando pelas ruas de Lisboa. D. João tinha um único filho que seria o herdeiro do trono, D. Afonso, que morreu na disputa de “justas” na cidade de Santarém. O rei considerou como castigo a morte do filho, por haver condenado à morte seu próprio irmão. Por isso, sentiu-se na obrigação de acolher o sobrinho e fazer dele o seu herdeiro.

Manuel viu-se de repente nos melhores colégios da época, cercado de atenções e mordomias. Inteligente como ele era, aproveitou a oportunidade. O Rei numa visita ao Algarve, teve um mal súbito e morreu. As Cortes de Lisboa levaram seis meses para considerar D. Manuel como o herdeiro do trono. Finalmente, foi coroado como Rei de Portugal com o título de D. Manuel I.

O primeiro ato do novo rei foi trazer do Algarve os restos mortais de seu tio, para ser colocado em Lisboa no Mausoléu da Família Real. Foi organizado um cortejo para trazer a urna funerária do Algarve até Lisboa, que levou cinco dias. As pessoas se reuniam para aplaudir a passagem do cortejo. Mas com a aproximação, todos fugiam por causa do mau cheiro, pois já havia falecido há seis meses. Foi um gesto muito comentado pelas Cortes da Europa.

No reinado de D. João já haviam acontecido várias descobertas marítimas, mas foi no reinado de D. Manuel, que aconteceram as mais importantes, como o Caminho das Índias e o Brasil, por Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral. D. Manuel recebeu na História de Portugal, o título de “O Venturoso”. Tinha uma filha, Princesa Isabel, que casou com Carlos V, rei da Espanha e Imperador da Alemanha, foi a  Mãe de Filipe II  da Espanha e Filipe I em Portugal, que recebeu o trono, por ser neto de D. Manuel. Por isso, Espanha e Portugal, tiveram um só Rei, durante sessenta anos.

No dia 01 de dezembro de 1640, Portugal restaurou sua autonomia e subiu ao Trono D. João IV o Duque de Bragança, dando inicio á Quarta Dinastia da Monarquia Portuguesa.

   

Deus abençoe a todos

       

Agostinho Gomes  Ribeiro

 

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às 21:00

A MALDADE HUMANA

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 08.02.17

Por todos os lugares existem homens bons e maus. Outro dia presenciei duas cenas chocantes da maldade humana. Uma foi na Síria, um País em guerra, onde monstros do famigerado Exército  Islâmico, violentavam meninas de sete anos. A outra foi em São Paulo, onde um brutamontes, desvairado, espancava a ex-namoradas indefesa, com murros, joelhadas e pontapés. É difícil aceitar estes atos de brutalidade. O primeiro é nefasto, aconteceu num País em guerra, o outro é muito comum, neste País chamado Brasil, onde são registradas mais mortes violentas do que no País em guerra.

De 2011 até 2015, foram registrados no Brasil, 278.839 homicídios. No mesmo período, na Síria, em guerra, aconteceram 256.124 mortes. No Brasil, têm  agravante, de se cometer mais mortes  do que na Síria. As autoridades brasileiras “fazem de conta que o problema não existe.”  Teimam em não assumi-lo como uma prioridade nacional.

Tivemos recentemente eleições municipais para Prefeitos e vereadores. Nas principais cidades onde teve segundo turno, os candidatos nunca falaram nos problemas de segurança e nem da violência que salta aos olhos de todos. Ninguém ofereceu uma proposta, para um País, onde uma pessoa é assassinada  cada nove minutos, o que perfaz mais de 160 por dia, e mais de 58.000 por ano. Não temos conhecimento de que haja outro País no mundo, onde aconteçam esta quantidade de mortes. Se isto não é motivo para escandalizar as autoridades, é porque, uma vida humana, passou a não valer nada.

E não são apenas as mortes, o Brasil também é campeão mundial de estupros. Acontece uma média de cinco por hora. Isto num cálculo conservador, porque os relatórios policiais indicam que muitas mulheres não registram o estupro, por vergonha ou medo de represálias. Foi lançado recentemente o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foi dele que tirei estes números. Se não houver uma união entre o Governo Federal, o Governo Estadual e as Prefeituras, não coloquem as Forças Armadas para agirem, não sabemos onde vamos parar. Quem mais mata são os policiais  militares, mas também são os que mais morrem

 Existe muitas drogas a circular pelo Pais, todos os dias a Polícia faz apreensões, mas quanto mais prendem, mais aparece. A maior tristeza é ver meninos de 10 e 12 anos a serviço do tráfico. Quando morre uma criança, o morro desce ,queimam coletivos e depredam tudo. É um verdadeiro inferno. Deus salve o Brasil.

     

Deus abençoe a todos

                 

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 20:55

Pássaro Rebelde

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 08.02.17

Como um pássaro rebelde

Que ninguém pode domar

Em vão chamamos por ele

É raro deixar-se levar

 

Como uma criança teimosa

Sempre, sempre a teimar

Há corações que se partem

Por ele assim se portar

 

Esteja, onde estiver

E vá ele aonde for

Suas asas nunca param

São as asas do amor

 

Afonso Valtique

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às 14:46

Liberdade

por cunha ribeiro, Terça-feira, 07.02.17

 

 Quero a liberdade 

 Despida de angústias e de ilusões

 Quero a liberdade

 Que não é feita de falsos perdões

 Quero a liberdade que existe para além dos milhões

 Que nos dão e nos tiram

 Nos emprestam e nos levam

 Nos furtam e roubam

 - Ladrões!

 

Afonso Valtique

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às 23:18

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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