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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


PESSOAS QUE SÃO ETERNAS

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 30.11.16

Outro dia postaram no facebok a foto da Senhora Ana Cunha. Acho que foi o senhor Cunha Ribeiro. Ao postar essa foto, não imaginou  o mundo de  recordações que vieram à minha mente, de uma pessoa que nunca deveria ter morrido. Convivi muito com a Senhora Ana Cunha. Ela era Madrinha da maioria dos paradenses daquele tempo. Quando passava pela rua, muitas crianças, jovens e adultos, lhe pediam a bênção. Até eu  também pedia, apesar de não ser seu afilhado.

Todo o Domingo de Páscoa, ela dava o folar aos seus afilhados, independente da idade que eles tivessem, pois para ela, os seus afilhados eram eternamente crianças. O folar, geralmente, era uma broa de pão de trigo, que ela mandava comprar de véspera, na Padaria de Vila Pouca. Lembro que o meu irmão António era afilhado dela. Ele casou em janeiro, quando chegou a Páscoa, ela foi levar o folar a casa dele.

Eu passava o ano a suspirar pela Páscoa, para receber o folar que meus padrinhos  me davam. Podia sentar no chão e saborear aquela broa de trigo que minha madrinha me dava. Recordo com muitas saudades os meus padrinhos, o meu tio Firmino e a minha tia Laurinda Ribeiro. Nunca se esqueciam de mim. Como eu era feliz, naquele tempo, em que se pedia a bênção aos avós, aos pais, aos padrinhos, e até  aos tios, e ao Padre da Freguesia. Hoje não se faz mais isso.

A Senhora Ana Cunha era portadora de todos os gestos de caridade, bondade e religiosidade. Quando alguma família tinha qualquer problema, lá estava a Senhora Ana para ajudar. Recordo com emoção, vê-la a dirigir as orações do Mês de Maria, na pequenina Capela do Santo. Ela morava com a sobrinha Avelina e o irmão Senhor José Cunha. O Senhor José, faleceu no Porto, onde fora fazer uma cirurgia. Seu corpo foi levado para Parada, numa urna toda especial, muito diferente dos caixões usados naquele tempo. Foi levado para Soutelo, nas mãos  do povo, como eram levados todos os enterros.

No meu tempo de adolescente, quando morria alguém na Aldeia, o caixão era feito em Vila Pouca, a cor se referia ao estado civil do morto. Branco se era solteiro,  roxo se era casado e preto e era viúvo. A Senhora Ana Cunha era a primeira a chegar na casa da pessoa que faleceu. Tomava sobre si as responsabilidades pelo enterro. Pessoas assim, deveriam ser eternas.

     

Deus abençoe a todo

        

Agostinho  Gomes  Ribeiro 

 

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às 20:29

A GANÂNCIA DE TER

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 30.11.16

A cada dia no Brasil aparecem mais notícias de roubos e de corrupção. Desde que passei a militar neste País e passei a acompanhar política, sempre escutei falar em roubos e falcatruas. Mas o povo do Rio de Janeiro, nunca levou isto a sério, levavam tudo na brincadeira, principalmente no carnaval. Tudo era motivo para marchinhas, que o povo cantava pelas ruas e nos bailes dos grandes Clubes.

 Lembro que no carnaval de 1958, saiu uma marchinha cuja letra era a seguinte: ”este País é muito bom, deixa falar quem quiser, tem Cofap, tem Cadilac,  tem boates e tem mulher. Tem wisky sobrando, jabaculê e outras mutretas, mas se cortassem a mão de quem rouba, quantos e quantos manetas.” Esta música que o povo cantava, era um retrato da situação. Cofap, era uma fiscalização que só apanhava dinheiro, não fiscalizavam nada.

 Mas situação igual  á que se passa hoje, nunca se viu. É muito difícil encontrar um político honesto. Os homens vendem a dignidade e o caráter por dinheiro. Na semana passada, foram presos dois

ex-governadores do Estado e vários  ex_secretários. A população está horrorizada com a quantidade de dinheiro roubado, a quantidade de joias caras, compradas para lavarem o dinheiro. Ainda mais, quando a saúde e a educação estão arruinadas. Os funcionários estão a receber seus salários em prestações. Nos meus 66 anos que vivo no Brasil, nunca vi coisa  igual. O Brasil ainda não desapareceu do mapa, porque é muito rico.

Li recentemente um livro, que retrata a situação dos políticos brasileiros. Num certo País, existia um Rei muito corrupto, só se preocupava com roupas e joias, não se importava que o povo passasse fome. Um dia apareceram dois vigaristas oferecendo um tecido muito rico, mas só podia ser visto por quem fosse honesto. Na realidade não havia tecido nenhum. Mas ninguém falava, para não passar por desonesto. O Rei mandou fazer uma roupa, daquele tecido, para o desfile anual. Lá estava o Rei a desfilar nu, mas ninguém falava nada, era uma hipocrisia geral. Foi um menino de cinco anos, que deu a alarme que o Rei estava nu. Todos acreditaram, porque uma criança não sabe ser hipócrita.

   

Deus abençoe a todos

       

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 20:25

A Fábula dos Presidentes

por cunha ribeiro, Terça-feira, 29.11.16


 Para além de um caldo de emoções, onde um só golo pode provocar uma síncope ao adepto comum,  o mundo do futebol é um anedotário fértil.  E, não fosse a política, seria também o território onde a mentira mais medra.

O que se passou em Alvalade, no já célebre jogo entre os Leões e o Arouca, é sumamente revelador do estatuto da mentira nos meandros do futebol. A coisa foi tão rocambolesca que os acontecimentos têm contornos de fábula, e é por isso que a narrativa a seguir segue a fórmula que La Fontaine celebrizou:

«Era uma vez dois presidentes de dois clubes de futebol - o sr Arouca e o sr Leão (para simplificar). 

A dada altura houve um aborrecimento sério entre ambos. Desconhece-se quem acendeu o fósforo que afogueou a polémica. Sabe-se que, por artes mágicas, foi visto um deles a caminhar no corredor anfitrião, e, no instante em que cruzou pelo outro, o sr Leão saltou da jaula e rugiu. Há quem diga que não rugiu, que cuspiu. Mas a gente põe-se a cismar: pode lá ser... um leão não cospe...nem isto se passou na 2ª circular, ao volante, sem cinto, para alguém ser cuspido...

Cuspido ou não, via-se que o Sr. Arouca estava agitado. Esbracejava "como um macaco". Parecia o Tarzan a pedir reforços na Selva. Não andou à pancada por pouco. Há quem diga que andou, sim, à garrafada. Porém, não se percebe bem esta insinuação. Será que queriam dizer que estavam embriagados, e se tentaram agredir com o vasilhame? Ninguém sabe explicar.

Parece que vão a averiguar o que se passou, com base numas imagens da câmara... O que é espantoso! Como é que a Câmara se pode meter numa coisa destas? Onde é que isto se viu !? Na Câmara, ou em Alvalade!?

Imagino que não vai dar em nada. Basta dois ou três de um lado a dizer que sim, que cuspiu e agrediu e tal; outros dois ou três do outro a dizer que não, e fica tudo como dantes, quartel general em Abrantes.

Moralidade- Leões e "aroucas", façam como a águia que não cospe, nem finge que cospe... apenas agarra e come».

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às 21:45

Diálogos com o meu Pai

por cunha ribeiro, Terça-feira, 29.11.16

DIÁLOGO II

 

Mal chegou do Brasil, meu pai revolucionou as rotinas de todos.Mas foi a  dos mais velhos que mais se alterou.  Minha mãe passou a cozinhar bacalhau quase todos os dias, e a habituar-se, nos fins de semana,  ao cheiro da brilhantina.  A filha mais velha, Deolinda, que, depois da escola, apenas varria e limpava,  começou a aprimorar-se no ferro de engomar, pois o pai, nos dias de feira, que só falhava se estivesse tolhido de febre, queria os colarinhos sem estrias e a calça vincada; o Zé Manel, acabava de fazer o exame de 4ª,  por isso estava à disposição para o enchadão e a picareta. Nós, os mais novos,  íamos à escola e, ao fim de semana, pastoreávamos as vacas, agora com mais frequência, e mais cabeças. 

Uma das primeiras medidas do patriarca foi a compra de uma junta de vacas, um carro de bois, um arado, uma grade, e todos os adereços afins, nomeadamente, jugo, molhelhas, estadulhos, e vara de ferrão.

A princípio achei muita piada àquilo. Acompanhei, com pasmo e pormenor, a construção do carro de bois, com o Ti Ilídio,  na serra ,e um carpinteiro, (julgo que vindo de fora) a montar e pregar; Mais tarde, quando era preciso ir lavrar, cortar mato, ou andar diante da molhelha das vacas, é que o caso mudou de figura.

Um dia, já eu estava farto daquela vida, decidi perguntar:

- Pai, que posto teve na tropa?

- Primeiro Cabo.

- Podia ter ido a Sargento, não?

A pergunta era algo provocatória. Eu  sabia que, caso tivesse tido vontade, meu pai podia ter atingido aquele posto. Minha mãe, de vez em quando, em dias de maior sacrifício, atirava-lho à cara, e repetia o exemplo de um grande amigo dele, o Sr Heitor Dias, que havia feito esse percurso, e por essa altura ganhava muito bem, com menor sacrifício.

- Podia, mas destestava aquela vida. E tem mais, acho que fiz bem, pois o meu primo Manuel Fiscal tem os problemas de saúde que tem por ter andado à chuva e ao frio lá na fronteira .

Dizia sempre isto para desarmar quem lhe tocasse no assunto. Sobretudo quando a mulher repisava... portanto, não lhe falassem mais no assunto... Foi o que eu fiz.

 

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às 17:31

Diálogos com o meu Pai

por cunha ribeiro, Terça-feira, 29.11.16

Diálogos com o meu Pai

 

 DIÁLOGO I

 

Ao sétimo ano da minha existência, meu pai caiu-me do Céu. Fizera uma viagem longa desde o Brasil para se juntar à esposa e aos filhos, sete anos depois de os ter visto pela última vez. Um deles, eu próprio, sem o ter visto uma só vez.

Hoje, muitos anos após a inolvidável aparição, quero saber sobre afastamento tão prolongado. 

- A luta pela vida, meu filho. Na aldeia, o centeio e o milho só davam trocos; 

- Nasceste no tempo da fome. Passaste fome?

- Não sei o que isso é. Meu tio poupou-me a isso. Havia sempre pão lá em casa.

- Tio, que tio era esse?

- Era irmão de minha mãe. Tinha o teu nome. Fiquei com ele desde que a mãe Deolinda foi para o Brasil.

- E o teu pai, quem era?

- Bem .. o meu pai foi o meu tio.

- Mas, pai, sabes bem que...

-  Sim, sei onde queres chegar, mas, tem paciência, disto não posso falar...

- A verdade é que não senti falta do meu pai, porque tive outro pai, percebes?

- Sim pai, percebo e respeito.

Coisas da vida ... de muitas vidas. Eu, que não conheci o meu avô biológico, quero agradecer-lhe, postumamente, por ter sido pai do meu pai. É que, sem essa circunstância, ficava privado de tudo, de mim e da família que se formou e gerou. Nós somos consequências de circuntâncias ocasionais. Pedras que se desmoronam de muros nos alicerces de outros.

- O Brasil foi apelo da mãe Deolinda, ou busca de vida melhor? 

- As duas coisas. Depois de o meu tio falecer, a familia estava dividida, entre Portugal e Brasil. Claro que o meu coração estava também  dividido pelo mar: deste lado, tua mãe e irmãos, do outro, minha mãe, irmãos e sobrinhos.

 

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às 10:19

João Ferreira e João Machado Ribeiro presentes numa Sessão camarária em representação da APM

por cunha ribeiro, Terça-feira, 29.11.16

 

 

 

 

 

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às 10:09

RECORDAR, por João de Sousa Ferreira

por cunha ribeiro, Domingo, 27.11.16

 

 

                 MARGARIDA FERREIRA BORGES - QUERIDA IRMÃ

 

Aos 69 anos de idade, após prolongada doença partiste para o Reino do Céu.

Fostes durante a tua vida uma pessoa muito corajosa, venceste muitos obstáculos da tua doença, só não conseguiste vencer o destino.

Passados 30 dias, mal acreditamos mas é verdade. Da ultima vez que te visitei no Hospital eu fiquei mais inteirado da realidade, o meu coração chorou e quando sozinho, as lágrimas brotaram pelas minhas faces, pedi um milagre, mas este não aconteceu.

Os corações dos familiares e pessoas amigas estão cheios de saudades, mas a tua imagem continuará sempre VIVA entre nós

Desejo-te PAZ À TUA ALMA, NA COMPANHIA DO SENHOR.

 

Como  Paradense de gema que foste durante a tua vida, que visitavas logo de manhã cedo, diariamente, o BLOG DO PRAZER DA MEMORIA, antes de ir para o trabalho, em Paris e nunca te esqueceste das tuas obrigações, foi também com muito pesar, que a nossa (tua) Associação, te viu partir e nunca mais te esquecerá.

Dos teus familiares e das pessoas amigas com imensas saudades.

 

Do irmão amigo

 

João Ferreira

 

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às 13:25

Sofismas

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 25.11.16

 

 

Ouviu-se e leu-se que, em Alvalade, após o jogo com o Arouca, o presidente do Sporting ameaçou e injuriou o seu homólogo arouquense. E leu-se e ouviu-se também que foi o do Arouca que injuriou e ameaçou o do Sporting. Estamos todos esclarecidos, não é verdade?

Nada esclarecidos andamos nós com a infindável querela que envolve a nova gestão da Caixa Geral de Depósitos. António Costa deu um tiro no pé com o eventual "acordo" entre o governo e os hiper-remunerados gestores desta instituição? É óbvio que deu. Mas António Costa é um ser humano que, como todos os seres da sua espécie, erram. Em minha opinião, Costa devia ter ponderado melhor as consequências do acordo. Não o fez, na altura própria, deve agora tentar minorar o problema. Não venham, porém, dizer que o erro de António Costa tem paralelo com os erros gravíssimos de José Sócrates e do seu sucessor no governo, Passos Coelho.Os erros destes, muitos e graves, não têm qualquer redenção. Este de António Costa, se não vierem mais, tem perdão. Paira a ideia que, para salvar a Caixa Geral de Depósitos do caos, era necessário um gestor de top. Segundo parece, o escolhido tem essas características, mas, como é evidente, vendeu-se caro. Ou seja, para que a CGD não vá à falência, o povo terá de abdicar de alguns bens essenciais para que o novo gestor possa gozar a vida com mais bens supérfluos à sua disposição. Uns fazem mais um furo no cinto, junto à fivela; o outro aumenta os furos do lado da ponta. Mas o pior nem será o facto deste gestor alegadamente de top ter exigido um salário extravagante, o pior é não autorizar a divulgação dos seus rendimentos. Para além de cheirar a esturro, essa exigência é uma nódoa que tolda a transparência no exercício dos cargos públicos, uma mancha que vai roer a confiança na nossa democracia.
  A tentar roer a corda da coligação governamental andam o CDS e o PSD. Um e outro, quando descobrem alguma falha na tríade que sustenta o governo, inventam logo um cataclismo. Para as palavras ocas de Assunção Cristas, ou os auto-convencimentos de Passos coelho, a  Net  tem respostas esclarecedoras e arrasadoras, verdadeiros atestados de mérito deste governo e de demérito do anterior. Eis, ipsis verbis, algumas delas (ou deles): «Insolvências de empresas recuam 23,1% até outubro»; «Presidente do CES defende que país está mais descomprimido...»; «Crédito malparado das famílias e das empresas diminuiu para 17.784 milhões de euros em setembro face ao mês anterior, representando 9,05% do total dos empréstimos concedidos. Números do Banco de Portugal». «Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "os indicadores vão no sentido de que o primeiro juízo de Bruxelas é o de não considerar preocupante a situação económico-financeira portuguesa"; Chega? Para mim é suficiente. Mas se querem negar tudo isto, perguntem aos dois pregadores da oposição, (Passos Coelho à cabeça) que eles vos darão uma ajuda, cheia de sofismas, atulhada de retórica. 

De sofismas e retórica tivemos às carradas na campanha americana para as presidenciais. A vitória de Trump, a meu ver, antes de ser um mal ou um bem para o mundo, é uma INCÓGNITA. Por isso há que saber esperar para não nos sair o tiro pela culatra. Já acreditei em "anjos" que viraram "demónios" (embora nunca tenha visto nenhum demónio tornar-se anjo..), daí esta manifestação de prudência. Dizem que vai construir muros, mas muros construímos todos nós, todos os dias, sempre que desiludimos, falseamos, ou invejamos alguém; dizem que trata mal as mulheres, mas é vê-lo rodeado delas , alegres, solícitas e amáveis; dizem que é milionário, e que roubou, prostituiu, usurou, mas, pelo menos, vai governar de barriga cheia, sem precisar de a encher com o dinheiro dos contribuintes como alguns que todos conhecem, bem falantes, democratas, e cavalheiros com as mulheres.

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às 12:45

TODOS SOMOS ROBOS

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 24.11.16

Lembro que pelos anos de 1965 a 1968, uma série que passava na Televisão: “Eu Robô”. Era o Robô B 9 que bradava Perigo, Perigo, era o seriado “Perdidos no Espaço”. Esse Robô procurava proteger a família Robison, das armadilhas siderais e das maldades do vilão Dr. Zachary Smith, um narcisista muito perigoso.

Hoje diante da rotina da nossa vida, todos nós somos Robôs, nos acostumamos a tantas coisas, que parecemos esses objetos mecânicos que querem imitar pessoas humanas. Tentamos ordenar os afazeres do dia a dia, mas acabamos por roteirizar de tal modo o nosso viver, que sem querer, passamos a agir de maneira robotizada, mecânica e repetitiva.

Trajetos, atividades, comportamentos, sentimentos, prazeres, tudo segue sua sequência enfadonha, que nos leva sempre aos mesmos lugares e aos mesmos modos de agir. Um pensador Austríaco, exilado no Rio de Janeiro, fugindo do nazismo, publicou em 1941, um livro “Brasil País do futuro”. Desde que milito neste País, sempre escutei esta frase, só que esse “futuro”, nunca chegou. Em 1942, escreveu outro livro: “Encontro com Homens Livres”. Perseguido pela ditadura Vargas, este pensador, suicidou-se em Petrópolis, nesse mesmo ano. Nos dois livros escritos por Stefan Zweig, faz uma bela exposição sobre a monotonia, a inconsciência e a alienação.

Monotonia, distração, repetição, rotina, acomodação e alienação, fazem de nós verdadeiros robôs. Este nome apareceu por volta de 1921, era um termo de origem Checoslováquia, que  dizer “ Robota”, trabalho desumano, isto é, ausência de autonomia e de consciência. Fazer as coisas sem querer, inconscientes. A rotina foge da esfera da nossa vida, e passamos a agir no terreno perigoso da automatização inconsciente. Repetimos atos mecanicamente, chegamos até a esquecer compromissos agendados, esquecer até o filho dentro do carro, ao invés de levá-lo na Creche. Recentemente, no Rio de Janeiro, uma mãe, esqueceu o filho pequenino no carro e foi para dentro de um Shoping. Demorou a voltar, e quando chegou junto do carro, a criança estava morta, por causa do calor e da falta de ar, no carro todo trancado.

Quando nos transformamos em robôs, ameaçamos a nossa vida e a vida dos outros. Deixamos de ser “perdidos no espaço”, para sermos perdidos no tempo.

   

Deus abençoe a todos

        

Agostinho Gomes  Ribeiro

 

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às 20:57

A SALVAÇÃO DO PLANETA

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 24.11.16

No dia quatro de novembro de 2016, entrou em vigor o Acordo de Paris, que visa conter o aquecimento global, com o envio para o espaço, de milhares de toneladas de CO2, responsável pelo descontrole do clima e do meio ambiente, no Planeta Terra. O espaço de tempo entre o Acordo e a entrada em vigor, mostrou que vai ser difícil, os Países signatários, atingirem as suas metas.

Segundo o Programa das  Nações Unidas  para o Meio Ambiente, (PNUMA), ainda que todos os países se esforcem para cumprirem as metas estabelecidas, as emissões globais, alcançarão 56 Bilhões de toneladas de CO2, até 2030. Número muito superior ao estimado no Acordo, que era de 42 Bilhões de toneladas, o limite estipulado pelos cientistas, para serem alcançadas as metas previstas.

O Brasil, um dos Países signatários se propôs a reduzir as emissões, por meio do controle de queimadas, mas inverteu as tendências, e aumentou os lançamentos na atmosfera, em virtude do aumento das queimadas e dos desmatamentos. Dados do Observatório de Clima mostram que as emissões brasileiras, de gases efeito estufa, aumentaram em 6%. O País se compromete com a taxa de 37%, mas chegaram a 43%. Segundo cálculos científicos, o Brasil mandou para o espaço em um ano, 1.928 Bilhões de toneladas de gases CO2, responsáveis pelo aquecimento global e descontrole do Clima.

Segundo ainda o Instituto de Pesquisas Espaciais, o aumento das emissões de gases, teve como principal responsável os desmatamentos criminosos, de imensas áreas, somente em 2015, o aumento foi de 25%, e o principal responsável pelos desmatamentos, foi o setor Agropecuário, que aumentou em 64%, referente a 2014. As autoridades brasileiras estão preocupadas com o descontrole do envio de gases ao espaço e prometem tomar medidas drásticas para atingir a meta acordada no Acordo de Paris.

Mas não foi só o Brasil que deixou de cumprir as metas, muitos outros Países, também não conseguiram controlar os gases industriais e por isso não cumpriram suas metas. O mundo espera o sacrifício de todos, no cumprimento dos Acordos, para que seja preservado o Planeta, a casa comum de todos nós. O aquecimento global, além de descontrolar o Clima, está provocando o degelo das calotas polares, aumentando muito as águas dos oceanos, colocando em risco muitos arquipélagos de ilhas e os Países Baixos. O  mundo espera que cada um faça  possível para Salvar o  Planeta.

                                                             

Deus abençoe a todos

                                                         

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 20:53

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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