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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


A propósito de um Livro ainda não publicado

por cunha ribeiro, Sábado, 21.01.17

Uma aldeia só tem história se tiver pessoas, lugares e factos. Sem pessoas seria uma aldeia fantasma; sem factos e sem lugares, um grande vazio. Parada do Corgo não seria a aldeia que é sem o Sr Francisco Pedreira (pessoa) e sem a Escola Primária ( lugar) que este mandou fazer (facto). 

Se evocasse aqui todas as pessoas que, até ao momento, fizeram a história da aldeia, não teria espaço suficiente para o fazer. Todavia não conheço nem uma página, para além das que foram aqui publicadas por quem tem escrito no Blog, que nos fale das gentes de Parada do Corgo.

O mesmo sobre os lugares e os factos ou acontecimentos.

Quem tem um escrito que seja sobre esse lugar, certamente carregado de história (ou mesmo de lenda), chamado "fraga do Iteiro"? Onde há um manuscrito que nos relate a origem da Fonte do Mouro? Onde encontrar a narrativa do nascimento, vida e morte das Capelas de S. Bartolomeu, de S. Pedro, e de Stº António?

Dir-me-ão que o mesmo se passa com outras aldeias. Não é completamente verdade, mas se fosse, seria esta uma boa justificação?

O Conselho Diretivo do Baldio de Parada de Aguiar, no primeiro ano que ajudou a Associação Prazer da Memória, doou 750 euros para  um eventual livro sobre a Aldeia. Esse dinheiro faz tanta falta para a sede que ainda não temos que não tendo ainda sido aplicado no livro, terá, a meu ver,aplicação condigna se o for na tão desejada sede. Um dia, com a sede já edificada, o Conselho Directivo faria bem, em minha opinião, apoiar novamente esse projecto. Devo contudo dizer que o trabalho que um livro dessa envergadura dá a quem o leve a efeito, vale muito mais que esse dinheiro. Refiro-me só ao trabalho de escrita, porquanto, a esse trabalho acresce a correcção, a ordenação ou compilação, e a despesa com a editora que o venha a publicar.

Sei que as Juntas de Freguesia não dispõem de orçamentos por aí além. Mas, mesmo com o pouco que há não seria de apostar um pouco mais na cultura das suas aldeias? Em benefício da memória colectiva dessas aldeias e freguesias?

Fica a pergunta no ar. Não como crítica a quem quer que seja. Apenas como sugestão a quem de direito.

 

 

 

 

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às 17:45

Diálogos com o meu Pai

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 20.01.17

 

Na Eira do Lameiro, em Parada do Corgo, ia uma azáfama.

Malhava-se a meda do ti Firmino Ricote - a primeira de meia dúzia.

Era a maior de todas. Na época, o ti Firmino era um dos maiores lavradores da aldeia. Muitas cabeças de gado. Bastantes alqueires de milho e centeio.

- Sobe lá pra cima, vá! (pedia o ti Firmino, ao filho mais novo)

Subiu. No cimo da meda, pegava nos molhos, ainda atados, e fazia-os voar pra cima da malhadeira.

- Mais devagar! ( dizia o da Júlia que cortava os vincelhos com uma faca, e introduzia os molhos na boca da trituradora)

- E tu, pega na gancha, anda! ( gritava a tia Emília)

À tardinha estavam as medas todas malhadas. A eira, cheia de montes de palha. Alguma, porém, já recolhera aos palheiros.

Antes da noite cair, o tractor atrelou na malhadeira; desceu a rua central da aldeia, e deixou-a na Eira das Segurelhas.

No dia seguinte, nova rodada, agora com os do fundo do povo.

 

 

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às 17:28

VERDADE OU FICÇÃO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 18.01.17

Na simpática Vila, sede do Município onde eu nasci, existe uma rua dedicada ao Imperador Romano, Teodósio. Foi este Imperador que sacramentou a união entre o Cristianismo e o Império Romano. Diz uma antiga tradição que Teodósio teria nascido nesta Vila, em época que os Romanos andaram por ali, como prova o Complexo Romano de Três Minas, um lugar que ainda não conheço, mas que espero conhecer.

Em 2015 quando estive na Vila, procurei na Biblioteca Aguiarense, algo que me desse mais informações, mas não achei nada que satisfizesse a minha curiosidade. No entanto, o Senhor Diretor do Asilo Nossa Senhora do Extremo e Comandante dos Bombeiros, me presenteou um livro, muito interessante e que li totalmente quando estava lá. Falava nas explorações levadas a efeito na Região do Alvão, dirigidas pelos Padres Rafael e Brenha, dois vultos muito conhecidos e falados pelo meu velho Pai.

Segundo as descobertas dos dois Padres, foi confirmado que vários povos antigos andaram por estes lugares, em épocas remotas. Tenho por hábito doar as pessoas interessadas, os livros que já li. Este também o doei a uma pessoa que se dizia até conhecer o autor do livro. Já li bastante sobre o que o Imperador Teodósio, suposto Aguiarense,  atuou na História do Cristianismo e na História de Roma. Foi ele que no século IV, fez a divisão do Calendário, atribuindo o ano I, ao Nascimento de Jesus Cristo. Foi criada assim a chamada Era Cristã, o tempo ficou dividido em AC e DC.

Foi também este Imperador, que no mesmo tempo, mandou 72 sábios para Alexandria no Egito,  a grande cidade cultural daquele tempo, para selecionar os documentos que deram origem à nossa Bíblia de hoje. Teodósio deu instruções que dessem maior atenção aos documentos que confirmassem a culpa dos judeus e absolvessem Roma, do assassinato cruel de Jesus Cristo. A Ciência em todos os tempos se queixou da falta de documentos que comprovassem o Cristo Histórico, pois a Bíblia só apresenta o Cristo Espiritual.

Teodósio em 395 dividiu o Império Romano em Oriente, cuja capital era Constantinopla (hoje Istambul), e Ocidente, cuja capital era Roma. Deu o primeiro ao filho Odorico e o segundo ao filho Odoacro. O Império do Ocidente caiu em poder dos Unos em 476 e o do Oriente resistiu até 1453, quando foi tomado pelos Turcos Muçulmanos, dando origem às grandes Navegações. O ano 476 marca o fim da Idade Antiga e o Inicio da Idade Média. O ano de 1453 marca o fim da Idade Média e o inicio da Idade Moderna, que foi até 1789, a Revolução Francesa.

    

Deus abençoe a todos

                 

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:37

O DEUS DAS LOTARIAS

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 18.01.17

Para a maioria dos brasileiros, o sucesso financeiro, vem de Deus. Este é o resultado de uma pesquisa recente, em que 88% das pessoas pesquisadas, ou seja, nove em cada dez acreditam que a fé influi muito na renda pessoal. Essa fé no deus que traz dinheiro, é compartilhada por 90% de pessoas ligadas a uma religião. De 70% daqueles que se dizem sem religião e 23% daqueles que se dizem ateus.

Segundo a mesma pesquisa 28%, estudaram apenas o Curso Primário e ganham de um a dois salários mínimos. Estas pessoas que se declaram não acreditar em Deus, é por isso que são pobres. Pobre Deus! Seu  Santo Nome, é assim invocado em vão, até para justificar uma desigualdade social.

Alguns protestantes chegam a afirmar que a fé, pode tirar as pessoas da pobreza. Mas esta Teologia foi combatida pelo próprio Jesus Cristo. Os fariseus atribuíam doenças e pobreza a quem não tinha fé. Jesus Cristo combatia esta teoria da prosperidade, chamando os fariseus de hipócritas. Algumas pessoas que atribuem a Deus ficar menos pobres, são aquelas que ao ingressarem numa religião, deixam de beber, fumar, jogar, frequentar boates, clubes e etc. Assim, começa a sobrar dinheiro mas faltam a liberdade e os divertimentos. Parece pouco, mas, para um assalariado, faz a diferença.

 Acreditar que o sucesso financeiro vem de  Deus, é no mínimo considerar Deus muito injusto, pois condena à pobreza a maioria da população do mundo. Uma criança não pode ser culpada de nascer numa família pobre. O próprio Jesus cristo disse que pobres sempre haverá no mundo, pois a pobreza é consequência da riqueza. Jamais, se ajudará o pobre com a destruição do rico.

Todos sabemos que muitas riquezas, não têm nada de abençoadas, pois decorrem de roubos, corrupção e subtração dos bens alheios. Muitas pessoas enriquecem cometendo injustiças. Exploram nos juros altos, falsificam balanças e outros aparelhos de precisão, pagam mal a seus funcionários e exploram os direitos dos outros.

Temos uma grande quantidade de igrejas, cujos donos exploram os quanto possam os infelizes e ignorantes.  Recentemente um Pastor e dono de uma igreja no Rio de Janeiro, foi atacado a faca por um louco. Imediatamente começou a vender pedacinhos da camisa que usava no ato, dizendo que faz milagres. Infelizmente, temos pessoas que acreditam em tudo. Hoje no Brasil existem mais de Mil igrejas com denominações diferentes. É mais fácil abrir uma igreja que explora, do que uma empresa que gera empregos e paga impostos. É esta a situação crítica do Brasil.

   

Deus  abençoe a todos

      

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:32

Diálogos com o meu Pai

por cunha ribeiro, Terça-feira, 17.01.17

O ENTRUDO

 

 Noutros tempos, no Domingo Gordo e no dia de Carnaval a rapaziada vestia uns disfarces esquisitos e toca a correr atrás dos garotos e a desatar à bordoada.

Acossados pelos caretos, nós, os pirralhos, desafiávamos:

- Cheira marranica O-I-O-AI!

E repetíamos isto até que o careto nos visse, e, tal como um touro acirrado pelo forcado, desembestisse atrás de nós.

Se fosse dos maus, o careto corria na nossa direção, e era um regalo...Fugíamos como perdigotos à sua frente, até um refúgio que nos safasse das labrestadas. 

Gostávamos daquilo. Um careto que não assustasse, era pra nós um falhado. Ficasse em casa que era melhor. Gostávamos deles agressivos, frenéticos, com chama...

Como aquele, alto e nervoso, que, no domingo gordo, depois da missa, me perseguiu, desenfreado, desde a entrada da eira do ti Alfredo Ribeiro até junto de um jeio de quatro ou cinco metros de altura, às Cortinhas, e me obrigou a saltar pró abismo... Um milagre ter saído ileso daquela loucura.

Pela noite, durante o serão, mais diversão. Batiam à porta uns quatro ou cinco caretos. Minha mãe interrompia o terço - um dos poucos motivos para o fazer - e eles entravam, perfilavam-se diante de nós, de pé, na cozinha, enquanto tentávamos descobrir quem eram. Às vezes, eram os próprios vizinhos que nos surpreendiam e divertiam com imaginosos disfarces. E, depois, geralmente surpreendidos pela revelação, seguiam-se as honras da casa:

- Vai um copinho?

- Venha!

Bebiam, comiam, brincavam e e riam.  E assim se passava um excelente serão.

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às 21:29

Diálogos com o meu Pai

por cunha ribeiro, Terça-feira, 17.01.17

Há pessoas da aldeia que eu trago da minha infância como se fossem sombras, tal é a visão vaga e nublosa que me ficou delas. Uma dessas pessoas é o ti Acácio.

Um dia, com o meu pulso em ferida devido a uma infecção, em vez de me levar ao dr Machado ou à Farmácia, a Vila Pouca, minha mãe preferiu a sabedoria prática do "dr Acácio". Não tinha canudo, mas fazia coisas de especialista.

Como era na aldeia, não foi preciso vestir roupa nova. Fui como estava, ao colo de minha mãe. A casa era junto à do ti Augusto Ferreiro, outro homem de ofícios pouco vulgar.

Já no cimo da escada, minha mãe desceu-me do colo, e bateu à porta. O dr. Acácio abriu e voltou para a lareira, pedindo que nos sentássemos.

Seguiu-se uma curta troca de palavras, entre ambos, enquanto o nosso anfitrião colocava um garfo de ferro no meio das brasas. Instantes depois, ordenou a minha mãe que me segurasse com força o braço direito. Depois, pegou no garfo em brasa, esticou-o na direção do meu pulso,  e pousou-o, firme, por uns segundos, na minha ferida.

Ignoro se chorei, gritei, ou desmaiei. Sei que o remédio foi santo.  E não foi preciso mudar de especialista.

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às 00:05

VÍDEOMEMÓRIAS - II

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 16.01.17

 

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às 21:15

Vídeo-Memórias - I

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 16.01.17

 

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às 21:11

Diálogos com o meu Pai

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 16.01.17

O ti Antoninho Segurelho sabia prever o tempo:

- Amanhã vai chover.

- Irá mesmo, ti Antoninho? ( indagava o Manuel Cunha)

- Vai sim senhor...O vento vem tocado de Braga...

Era um verdadeiro almanaque, o ti Segurelho. Conheci-o já ia nos setentas. A mulher mal saía de casa, mas o ti Segurelho, nas horas vagas, era vê-lo na Cuscarreira. Alto, esguio, olhar inteligente, tinha uma pose sã e respeitosa.  Vi-o aí muitas vezes à conversa com o sr Manuelzinho. Como este lia os jornais e via televisão trazia muita informação à Cuscarreira, e era ouvido com muita atenção:

- O governo vai investir "quinhentos mil contos" na agricultura...

- Tanto dinheiro, Sr Manuelzinho?!

- É verdade, Antoninho, ouvi-o há pouco no telejornal...

A Cuscarreira, em Parada do Corgo, é, desde há muito, o local de convívio dos paradenses. Não admira que nos anos sessenta estes tenham dado a esse local maior dignidade, alargando-o e plantando árvores.

 

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às 17:48

Diálogos com o meu Pai

por cunha ribeiro, Domingo, 15.01.17

Chamava-se Bernardina. Era baixa e roliça, casada com o Ti Manuel Benedito e minha madrinha. De Baptismo, porque a verdadeira Madrinha era outra. Prendas, só uma - um coração banhado a ouro, como um grão de milho, para pôr num fio que não existia.

 Ai de mim que, à sua chegada, esquesse a habitual saudação:

- Sua bênção!

- Deus te abençoe!

Escrevia-lhe cartas que ela ditava, começando sempre da mesma maneira: " Minha estimada sobrinha...espero que esta te vá encontrar de saúde que nós vamos bem, graças a Deus".

Um dia visitaram-na, na aldeia, uns familiares que viviam na Bélgica. Era uma família de artistas, e terão vindo numa tournée musical algures pelo país. Viajavam numa carrinha, com alguns instrumentos, entre os quais uma guitarra e uma viola.

 Quiseram passar uma tarde nas Pedras Salgadas, e eu, na qualidade de afilhado da tia Bernardina, integrei o grupo e habilitei-me ao  primeiro mergulho na piscina local. A Cândida era a cicerone. Passámos na saudosa piscina do Parque uma tarde inesquecível, bronzeando, saltando, e nadando.

Havia no grupo uma adolescente da minha idade. De uma beleza invulgar, foi, para mim, um relâmpago de  trovoada de Agosto. Nessa tarde, o céu estava, porém, todo de azul, como os seus olhos. No dia seguinte, rumavam a outras paragens. O céu pareceu-me, então, nublado, e, ao fundo, no horizonte, nem um raio de sol.

 

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às 09:58

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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    domingo gordo é mesmo para enfardar :D :D :D

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