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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


O CÂNTARO DE BARRO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 22.03.17

Na aldeia de Parada existem poucas pessoas que se lembrem do Cântaro de Barro Preto. Era a vasilha usada pela maioria das famílias, para buscar água na fonte e guarda-la dentro de casa para seu uso. Nos meus tempos de adolescente, somente o Senhor Joãozinho Chaves, tinha água dentro de casa. Era canalizada de uma mina que tinha junto da Fonte do Neto. O restante das famílias carregava água das fontes da aldeia nos cântaros de barro, onde era mantida para uso diário. As fontes eram: a fonte do Santo, a fonte do Mouro e a Mina do Fundo. Era comum ver mulheres com os cântaros à cabeça, cheios de água, levada para as casas, para consumo das famílias.

Naquele tempo não se falava no fontenário da Cuscarreira. Eu lembro quando foi feita essa obra. A água vinha de Fonte Castanheira e do Regato Porto Cerdeira. Foi construído um Reservatório no Tojal, dali é que ia a água para a Cuscarreira. A Câmara Municipal forneceu os canos, mas as valas até ao alto da serra, quem as cavou foi o povo. Nos meus treze anos de idade, trabalhei muitos dias. Cada dia iam algumas pessoas em rodízio, para cavar as valas. Lembro que um dia, na Corte do Pereira, a vala teria que passar por cima de uma rocha que precisava ser dinamitada. Fizeram o buraco onde foram colocadas três bananas de Dinamite, o rastilho estava rebentado e o fogo não chegou aos explosivos. Ficamos meio dia á espera de um técnico de Vila Pouca, para constatar que era o rastilho rebentado.

 Naquele tempo havia muitas nascentes pela serra, eu conhecia quase todas. A gente fazia pequenas represas para o rebanho beber. Existiam as poças de cima junto da tapada e as poças de baixo, junto do Porto da Bouça. As águas de Fonte Castanheira, que era a melhor fonte da serra, foram desviadas para o Viveiro. Foi uma luta para canalizá-las para a aldeia. As águas dessa fonte juntavam-se ás do Regato Porto Cerdeira, num depósito construído ali.

Lembro o dia que a água jorrou na Cuscarreira, foi um dia de festa. O Empreiteiro da obra foi o Senhor Jeremias, o povo o aplaudiu pela obra. Passados alguns dias, começou a construir a casa no Adro de São Pedro, aproveitou a bondade da aldeia para roubar o terreno do Santo. Essa casa ainda se encontra lá, hoje pertence à Junta da Freguesia.

 Em Parada hoje, todos têm água dentro de casa, poucas pessoas devem se lembrar do “Cântaro de Barro Preto ” , que tantas vezes ia à fonte, até que um dia lá ficava a Asa. A Fonte do Santo, hoje está muito diferente, falta a grande Pia entre a torneira e o Tanque, onde beberiam os animais que subiam ou desciam à rua. Eu sinto saudades dessa Fonte.

    

Deus abençoe a todos

         

Agostinho Gomes  Ribeiro

 

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às 20:59

E AGORA, JOSÉ?

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 22.03.17

Dia 19 de março é dia de São José e pouco sabemos do homem que criou Jesus Cristo. O pouco que os Evangelhos falam dele, dizem que era operário da construção civil. Na Liturgia Portuguesa, sintetizou que era carpinteiro. Por isso, Jesus Cristo era conhecido como o “Filho do Carpinteiro”. Segundo alguns livros “apócrifos”, ao conhecer a Virgem Maria, já era viúvo e tinha vários filhos.  Por isso, a Bíblia tem razão quando se refere a irmãos de Jesus Cristo, pois tem vários irmãos por parte de Pai.

São José é venerado em duas datas. Em 19 de março como Pai Adotivo de Jesus Cristo e Protetor da Igreja Universal e no dia primeiro de maio como São José Operário, numa alusão ao Dia do Trabalho. José trabalhava com madeira e com pedras, fazia construções de residências. Trabalhou na construção de Séfores, primeira capital da Galileia, que fica a sete quilômetros de Nazaré, onde morava. Também trabalhou junto com Jesus Cristo, na construção de Tiberíade, a capital ao lado do Mar da Galileia, mandada construir por Herodes Antipas, em homenagem a Tibério, Imperador Romano. Foi durante o seu governo que nasceu Jesus Cristo e foi crucificado sob as ordens do Governador Romano, Pôncio Pilatos. Jesus em sua vida terrena, nunca esteve em Tiberíade, chamava de “cidade do mal”.

Quando José começou o seu relacionamento com Maria, era bem mais velho do que ela. Depois de três meses na casa de sua Prima Isabel, quando do nascimento de João Batista, ela voltou a Nazaré, grávida. José não querendo acusá-la de adúltera, para não ser apedrejada, resolveu assumir, abandonando-a em segredo. Quando se afastava de Nazaré teve em sonhos uma visão angélica, que lhe dizia ser aquela gravidez, obra do Espírito Santo, que Maria fora escolhida por Deus, para trazer ao mundo o seu Filho Jesus. Ele deveria voltar aceitar Maria e assumir a Paternidade Adotiva do Filho de Deus.

José voltou, recebeu Maria e assumiu ser o guardião do Templo Vivo da Santíssima Trindade. Pois Maria fora indicada pelo Pai, para gerar o Filho, pelo Espírito Santo. Maria transformou-se em Templo da Santíssima Trindade neste mundo. Assumiu também Jesus Cristo, sendo seu Pai Adotivo. Que bom seria se o Natal não fosse só um dia. Se todas as Mães fossem como Maria. Se todos os Pais fossem como José. Se nossos filhos se parecessem com Jesus. E o nosso Lar fosse aquele lugar humilde, cheio de felicidade, a semelhança daquele Lar de Nazaré.

    

Deus abençoe a todos

         

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 20:54

SER SEMPRE JOVEM

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 15.03.17

A juventude não está na vida material, mas na vida espiritual. Um ser humano pode ser um idoso, mas com espírito de jovem. Para o jovem, a vida é um desafio, um compromisso e um constante caminhar. Ser jovem é ter objetivos definidos, ter projetos e ideais. Ao assumir a sua vocação de jovem, abrevia seus caminhos e chega mais rápido ao seu destino, sem gastar energias em ruelas secundárias, sem perder tempo em assuntos banais, em questões ridículas, sem qualquer valor.

Jovens são todos aqueles que lutam por uma causa, que trazem o entusiasmo estampado na fronte, o alimento na mochila e um estilo todo próprio de encarar a vida. Quando caminha, não pode se fixar apenas no solo que pisa, mas apreciar o horizonte que descortina mais adiante. Quanto mais ampla for a nossa visão, tanto mais seguros e carregados de esperança, serão os nossos caminhos. É preciso se convencer, de uma vez por todas, que não existem problemas sem solução. Em qualquer situação adversa, a resposta virá no momento oportuno, basta ter paciência para esperar. O jovem deve simplificar sua vida, pois a complicação é um veneno. A complicação inferniza a própria vida e a vida dos outros.

O jovem precisa ser objetivo e calmo. Os impulsos precipitados,  sempre trazem o arrependimento depois. Ser jovem é um estado de espírito, que todos gostam de viver. Ser jovem é amar a vida, cantá-la e abraçá-la, perdoando as ofensas e as pedradas que a maldade humana lhes atira. Ser jovem é ter altos e baixos, entusiasmos e desalentos, é vibrar com os momentos bons e passar por cima dos maus, é sorrir da sua própria tristeza. Ser jovem é ter os olhos molhados de tristeza, mas cheios de esperança. É dormir com seus problemas, mas acreditar na solução, ao romper a aurora.

Ser jovem é admirar o por do sol, o ar puro da natureza e as noites estreladas. É se preocupar apenas com sua vida e deixar de lado a vida dos outros. Ser jovem é ser compassivo e silencioso, ficar ao lado das crianças, gostar de leitura, sentir ódios pelas guerras e se deliciar com a Paz. Ser jovem é combater as drogas, a promiscuidade, é amar a todos, sem distinção de pessoas, é pisar firme no solo da realidade. Ser jovem é olhar a vida de frente, saudar cada novo dia como uma dádiva de Deus. É ser eternamente criança.

Em seu  Reino, Jesus Cristo disse que só queria crianças, crianças idosas, crianças corcundas, mas somente crianças. Só entrará nesse Reino, quem for como uma criança.

    

Deus abençoe a todos

                   

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 21:51

FILOSOFIA PARA A VELHICE

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 15.03.17

Se não leres este texto até ao fim, terás perdido um ano de vida. Sabias que a única época da vida, em que gostamos de ficar velhos, é quando ainda somos crianças. Se temos menos de dez anos, ficamos entusiasmados em ser velhos, principalmente envelhecer a frações. Nós nunca teremos quatro anos e meio, mas sempre arredondamos para frente, esta é a chave.

Quando estamos na adolescência, ninguém nos segura queremos ser velhos e puxamos sempre os nossos anos para cima. Muitas vezes, ainda temos 13 anos e já afirmamos que temos 16. Quando menos nos precatamos, chegamos a 21. É um grande dia para nós, pois assumimos a maioridade absoluta. Até as nossas palavras passam a ter ressonância de adultos. Sem que a gente se dê conta, batemos às portas dos 30 anos. Agora ficamos diferentes, parecemos leite estragado, ficamos azedos, passamos a ser olhados com indiferença. Ninguém gosta de bolo  azedo. O que mudou? O que está errado em nós? Nada, é que chegamos sem notar, aos 40 anos. Agora já começamos a nos preocupar, precisamos dar uma trava, mas tudo parece derrapar. Antes de nos dar conta, estamos nos 50 anos. É o meio do caminho, os nossos sonhos passam a ficar mais longe e mais difíceis.

Mas, espera aí! Fizemos 60 anos, ninguém sequer pensava que iríamos conseguir. Mas chegamos. Fizemos 21, alcancemos os 30, empurramos para 40, chegamos a 50, e agora estamos nos 60! Ficamos a meditar porque o tempo correu tão depressa, na preocupação com a velocidade da vida, batemos à porta dos 70. Agora, a nossa vida será uma incógnita, passaremos a viver dia após dia. Tentamos chegar aos 80. Será que vamos conseguir? Já chegamos à hora do almoço, esperamos para ver se vem o jantar. A nossa vida agora são pequenos círculos. Com algum esforço, eis-nos chegando aos 90. Agora a vida começa a andar para trás, todos os nossos atos e as nossas ações são infantis.

Quem sabe se não vai acontecer algo estranho e nós chegamos aos 100 anos. É difícil, mas não é impossível, nosso comportamento  será de uma criança. Mas  que importa, a vida é bela, tanto faz sendo ancião de 100 anos, como uma criança de cinco anos. Esperamos que todas as pessoas que lerem este texto cheguem a pelo menos 100 anos e meio. Porque, a 100 anos pretendo chegar eu que estou a escrever. E para isso, já não falta muito, pois 84 já estão a passar.

   

Deus abençoe a todos

                            

Agostinho Gomes  Ribeiro  

 

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às 21:48

Srª da Graça

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 10.03.17

 

Era o meu primeiro dia de festa, na Srª da Graça, em Quintã.

- Ó mãe, leva merenda?

- Sim. Levo maçãs, pão e marmelada.

- Marmelada?! Que bom!

Minha mãe gostava de ir a tudo o que eram capelas. Já me tinha levado à Srª do Extremo, a Tourencinho. Agora, era um pouco mais longe, e o percurso bem mais acidentado. Pegou no saco com a merenda, deu-me a mão, e saímos. À nossa frente, cerca de três quilómetros, a pé, quase sempre a subir na encosta da serra que descai pra Parada do Corgo; na outra vertende, cerca de quinhentos metros sempre a descer, porque a Santa tem capela a meio do monte.

Com os "tojais " à ilharga, iniciámos o nosso percurso, subindo à beira de um pinhal até um valado, onde medram meia dúzia de castanheiros. À nossa esquerda, num lombo do monte, um denso pinhal estendia-se até à Veiguinha; À nossa direita, seguia o caminho que levava às poças debaixo e ao Porto da Bouça.

- Estamos na Côrte do Pereira. (informou, minha mãe)

Seguimos, depois, em frente, pela ladeira de um cerro. E, no alto, minutos depois, alcançámos um prodigioso conjunto de cedros, de copas espessas, quase alapadas, por onde se esgueirava, entre juncos, um  pequeno ribeiro.

- Que lindo lugar! ( Exclamou, minha mãe)

Gostava daquele sítio. Cultivava aí um lameiro, com o nome de Ribeiro Côvo.

Subimos agora por uma curta garganta entre montes.De um lado o Sardão, do outro o Cornelho. Cem metros depois, já na Tapa, ao fundo de um lameiro, ouvem-se ruídos de pequenas cascatas  de um outro riacho que ali passa. Minha mãe apontou:

- Escorre por ali abaixo, atravessa o Pôrto da Bouça e as Algobadas, depois desce pelos Moínhos, segue pelas Valsadas, até encontrar o Rio.

- O Corgo?

- Sim.

- Mãe, nos Moínhos, existem moínhos?

- Sim, é de lá que vem a farinha com que fazemos o pão.

Aquela peregrinação estava a ser, para mim, uma prodigiosa  lição. Subimos mais um pouquinho, e eis-nos numa "mata" de vidoeiros. 

- Depois desta mata, é o Viveiro. 

Era um dos sítios mais badalados na aldeia. Aí ganharam o sustento várias pessoas. Entre elas, a minha avó.

- A Mãe Maria trabalhou aqui muito tempo! Um dia, lutou com dois lobos,  lá em baixo, na tapa, quando vinha pra cá. 

- Dois lobos?!

- Sim.

Seguiu-se uma narrativa incrível de uma mulher só, em plena montanha, ainda a manhã vinha longe, a lutar com dois lobos:

- Pareciam dois "assassinos", de dentes arreganhados, cheios de fome, com o focinho no ar.  Estancaram a olhar pra ela.  Eram dois "matulões", e estavam  prontos a degolá-la. Ela enervou-se e ficou sem saber que fazer. Mas, pouco depois, acalmou, ripou da pá e  começou a dar com ela nas lajes. Com os choques na pedra, fazia faíscas. Mas os lobos não iam embora,  pareciam estar à espera que aquilo acabasse pra poder atacar. E ela, coitada, estava cada vez mais aflita, ó pé da bocarra daqueles bandidos,  prontos a desfazê-la em pedaços.Quase a cair de cansaço, ouviu, à distância, vindos dos lados do "Porto da Bouça",  uns ruídos que pareciam sair das goelas d`uma matilha. Eram os cães dos trabalhadores de Zimão, que acompanhavam os  donos até ao Viveiro. Esperançada na ajuda dos cães, ficou de repente com mais força nos braços, e continuou a dar golpes na laje. Até que, com a matilha já próxima, os lobos viraram o focinho pra trás, e desapareceram por entre os pinheiros.

Contava isto cheia de orgulho. Para ela, minha avó era uma mulher corajosa. Aquele episódio fizera dela uma heroína. E, em Zimão, onde nascera, "toda a família era valente, como ela".

Estamos já a descer pra Quintã. A meio do monte, ergue-se a capela da Srª Da graça. À volta,  magotes de gente. Chegámos. Minha mãe vai disparada para a capela, e eu logo atrás dela. 

- Vamos rezar à Srª da Graça para que pela sua divina graça nos dê saúde....

Começou o terço. Respondia que era o remédio. Mas ia olhando para as cavacas, brancas e doces, ali mesmo ao lado.

No fim do terço, descobri uma sombra.  A fome tinha tomado conta de nós. Estava na hora de  dar o devido valor ao pão, às maçãs e à marmelada.

  

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às 11:18

Faleceu a Armanda

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 10.03.17

Nora do ti Augusto Ferreiro. Esposa do Domingos Carvalho, já falecido. Mãe do Filipe e do José Manuel Carvalho.

Paz à sua alma.

FCR

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às 01:53

RELAÇÃO DOS SÓCIOS DO PRAZER DA MEMÓRIA, QUE ATUALIZARAM AS SUAS QUOTAS ATE31DEC2016

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 10.03.17





  1. ADELAIDE CRISTINA CUNHA RIBEIRO -SÓCIO Nº.23
  2. ADELAIDE RODRIGUES DE CARVALHO -SOCIO Nº.183 (2)
  3. AGOSTINHO MACHADO DE SOUSA-SOCIO Nº184 (2)
  4. AGOSTINHO RODRIGUES - SOCIO Nº17
  5. ANA SOUSA - SÓCIO Nº.115
  6. ANDREIA CARLOTA GOMES - SÓCIO Nº.116 (MENOR)
  7. ANGELINA RIBEIRO LOPES - SÓCIO Nº.101
  8. ANTONIO JOAQUIM P DIAS - SÓCIO Nº.6
  9. AMY JOE MIRANDA - SÓCIO Nº.113
10. AGOSTINHA REIS PEREIRA - SÓCIO Nº.170
11. ABILIO RIBEIRO - SÓCIO Nº.111
12. ANTONIO MONTEIRO - SÓCIO Nº. 104
13. AVELINO SOUSA FERREIRA - SÓCIO Nº.84
14. BRUNO PIRES - SÓCIO Nº.79
15. CAMILLE LECOUVEY - SÓCIO Nº.47
16. CANDIDA DE JESUS REIS DIAS PINTO - SÓCIO Nº.8
17. CÁTIA DIAS PINTO - SÓCIO Nº. 30
18. CÉLIA CARLOTA RIBEIRO - SÓCIO Nº.10
19. DEOLINDA CUNHA PIRES GOMES - SÓCIO Nº.11
20. EMANUEL GOMES RODRIGUES - SÓCIO Nº.92
21, EMILIA GONÇALVES PINTO - SÓCIO Nº.27
22. EMÍLIA BRANCO AMARAL - SÓCIO Nº.93
23. EDMA RIBEIRO - SÓCIO Nº.49  (2)
24. ERMELINDA SOUSA FERREIRA - SÓCIO Nº.167
25. FRANCISCO DA CUNHA RIBEIRO - SÓCIO Nº.3
26. FÁTIMA RODRIGUES MONTEIRO SÓCIO Nº.198
27. FRANCISCO JOSÉ GOMES - SÓCIO Nº.56
28. FERNANDO AMARAL - SÓCIO Nº. 190
29. ISAURA MOURA - SÓCIO Nº. 194
30. JOÃO MANUEL PINTO SÓCIO Nº.2
31. JOÃO FERREIRA (DE SOUTELO) SÓCIO Nº. 193
32. JOÃO SOUSA FERREIRA - SÓCIO Nº.85
33. JOÃO PEDRO RIBEIRO - SÓCIO Nº.128
34. JOÃO BATISTA MACHADO RIBEIRO - SÓCIO Nº.4  (2)
35. JOAQUIM MAGALHÃES DE SOUSA - SÓCIO Nº.129
36. JOSÉ AUGUSTO PEREIRA - SÓCIO Nº.88  (5)
37. JOSÉ BENJAMIM GOMES - SÓCIO Nº. 5
38. JOSÉ CARLOS RENDEIRO - SÓCIO Nº.177
39. JOSÉ MANUEL PIRES DA CUNHA - SÓCIO Nº.173
40. JOSÉ FERNANDES COUTO - SÓCIO Nº. 130
41. LINO LAGOA DIAS - SÓCIO Nº.197
42. MARIA DE FÁTIMA MONTEIRO - SÓCIO Nº.25
43. MANUEL JOAQUIM DIAS (DE FONTES)- SÓCIO Nº.196
44. MANUEL PIRES PEREIRA - SÓCIO Nº.179
45. MANUEL JOAQUIM SOUSA ALMEIDA - SÓCIO Nº.69
46. MANUEL JOAQUIM RIBEIRO - SÓCIO Nº.68
47. MANUEL PINTO - SÓCIO Nº. 13
48. MANUEL AGOSTINHO CAMPOS - SÓCIO Nº.7
49 -MANUEL SOUSA FERREIRA - SÓCIO Nº. 132
50. MANUEL FERNANDES COUTO - SÓCIO Nº.131 (2)
51. MANUELA DE JESUS GOMES - SÓCIO Nº.31
52. MARGARIDA FERREIRA BORGES - SÓCIO Nº.133 (FALECIDA)
53. MARIA GORETI FERREIRA - SÓCIO Nº. 87  (5)
54. MARIA CLARA FERREIRA - SÓCIO Nº.191
55. MARIA FERNANDA CARDOSO DIAS - SÓCIO Nº. 26
56. MARIA FERNANDA PINTO - SÓCIO Nº.187
57. MARIA GUIOMAR - SÓCIO Nº.49
58. MARIA EDITE F COUTO FERREIRA - SÓCIO Nº.86
59. MARIA LUISA FERNANDES TEIXEIRA - SÓCIO Nº.109
60. MIGUEL ANGEL POSE MOREIRA - SÓCIO  Nº.71
61. RUTE PORTELINHA - SÓCIO Nº. 189
62. SUSANA MIRANDA - SÓCIO Nº, 143
63. VALDEMAR PEREIRA (VILA POUCA)
 AGOSTINHO GOMES RIBEIRO - SÓCIO Nº.112  (Do ant.  quota paga)

SOCIOS DO PRAZER DA MEMÓRIA QUE JÁ PAGARAM AS QUOTAS DO ANO DE 2017:

1. JOÃO SOUSA FERREIRA - SÓCIO Nº.85
2. MARIA EDITE F COUTO FERREIRA - SÓCIO Nº.86
3. MARIA LUISA DE SOUSA TEIXEIRA - SÓCIO Nº.109
4. AMY JOE MIRANDA - SÓCIO Nº.113
5. SUSANA MIRANDA - SÓCIO Nº.143
6. VALDEMAR PEREIRA - SÓCIO Nº.195
7. JOSÉ FERNANDES COUTO - SÓCIO Nº.130
 AGOSTINHO GOMES RIBEIRO - SÓCIO Nº. 112 (D ant.quota paga).


Para todos os meus amigos,
um grande abraço


João Ferreira

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às 01:46

QUOTAS/COMO PAGAR

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 10.03.17


Caros amigos sócios do Prazer da Memória e Paradenses em geral, para todos as minhas saudações.

PARADA, terra onde todos nós nascemos e aí fomos criados pelos nossos pais e avós, naquele tempo, tempo que não volta mais.
Por Parada e como tesoureiro da Associação, informo que somos 182 sócios efetivos do Prazer da Memória, mas nem todos têm as quotas em dia.
É disto que vos quero informar: quando aderimos e nos registamos como sócios, foi um compromisso voluntário que assumimos, com a obrigação enquanto sócio, de anualmente pagarmos a quota administrativa.
Assim, aos sócios com quotas em atraso, faço um apelo como amigo,  para as regularizarem dentro da brevidade possível. Normalmente e segundo os Estatutos de qualquer instituição, as quotas são sempre pagas em Janeiro.
Este apelo é feito, porque estamos numa fase de elaboração do processo da construção da Sede da Associação "O Prazaer da Memória" e necessitamos de saber qual o valor com que podemos contar, relativo a quotas pagas pelos sócios.
O Projeto será elaborado, conforme as disponiibiilidades financeiras. Depois de os sócios estarem todos em pé de igualdade, no que se refere a pagamento de quotas, tomaremos a iniciativa de procurar mais apoios junto das Instituições mais próximas e outros.

QUOTAS
Lembro a todos os que puderem, para liquidarem a sua quota anual antes do convívio, altura em que informaremos o saldo existente e disponível na Associação
Para os residentes em Parada, no João Ribeiro(João de Parada)
Para os residentes fora de Parada, mas a residirem em Portugal: através do Banco Montepio, na conta da Associação com o NIB: 0036 0544 99104400145 21.

Para os residentes no Estrangeiro, também através do Banco Montepio na conta da Associação com o NIB:
0036 054499104400145 21, BICMPIOPTPL.
Os recibos dos depósitos são a prova de pagamento. Todos os meses atualizarei a caderneta e desta registarei no livro todos os depósitos, na pagina referente a cada sócio.
O ano passado 25%, fizeram o pagamento através do Montepio, e foram registados 6 novos sócios.

RESULTADOS DO ANO 2016
Foram pagas 75 quotas de adultos e uma de menor.

Para todos os amigos Paradenses
Vai o meu grande abraço
Qualquer dúvida encontro-me ao dispor

João Ferreira

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às 01:43

AS NOSSAS MULHERE

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 09.03.17

Dia 8 de março, DIA INTERNACIONAL DA MULHER. Elas merecem ser homenageadas todos os dias do ano. Durante muitos anos a mulher foi uma eterna desconhecida. Era vista como um simples objeto. Não tinha liberdade de ação, precisava andar de rosto coberto, como ainda o fazem em muitos países. Lembro como as mulheres eram discriminadas, até na Igreja. Não podiam tocar em qualquer objeto do altar. A própria Bíblia, sempre omitiu o nome e a quantidade de mulheres que participavam dos acontecimentos.

Existe um grande simbolismo na criação da mulher. Para que se cumprisse a ordem do Mestre, ”Crescei e multiplicai-vos”, era preciso que a mulher se unisse ao homem, pois “uma andorinha só não faz verão”. Diz a Bíblia no Capitulo 2 versículos 21 e 22 do Livro do Gêneses, que Deus fez a mulher da costela do Adão. Ora a Costela é a sustentação óssea do corpo, por isso, a mulher e o homem, devem viver apoiando-se um no outro. O Homem e Mulher juntos, é que forma uma família, a “célula mater da humanidade”.

Levou muito tempo para que o homem entendesse a importância da mulher em sua vida. Hoje se diz que: “por trás de um grande homem, tem sempre uma grande mulher.” Foi com muita luta e muitas dificuldades que as mulheres conseguiram se impor perante a sociedade. Hoje elas competem com os homens em todos os setores da vida, e o Casal é o responsável pela criação no mundo. Não podemos aceitar uniões uni sexuais, são estéreis, nada produzem, são aberrações que o mundo de hoje teima em nos impor.

Hoje encontramos mulheres lutando ombro a ombro com o homem, para que o mundo seja melhor. Essas mulheres que buscam no dia a dia a sua liberdade. Ocupa lugares importante, tanto profissional quanto político, por isso é respeitada, valorizada e compreendida. Ao mesmo tempo em que ocupa lugares importantes, continua a ser a companheira, a mãe, a rainha do lar, a sustentação da família. Hoje a mulher desfruta dos direitos que ela conseguiu e que faz por merecer. Ocupa lugar de destaque na empresa, na fábrica, na escola e na família, e, sobretudo no lar. Elas são as donas de tudo, são as rainhas do lar.

Parabéns a todas as mulheres, não apenas pelo seu Dia, mas pelo trabalho que desenvolve, pela luta incansável de fazer este mundo cada vez melhor. Deus quer que nossas mulheres, sejam as construtoras do Brasil.

                          

Deus abençoe todas as mulheres

                               

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 21:56

Memórias - Parada do Corgo - Quaresma

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 09.03.17

QUARESMA

 

Na maioria das vezes, era vê-lo calado, meio arreliado co`a vida. Mas no momento menos esperado subia-lhe pela garganta, já húmida de um mosto de Oura, um humor impiedoso, quase escatológico. Mesmo tratando-se de assuntos religiosos. Depois de um terço mais longo que metesse um pai nosso ou uma avé maria a cada um de vários santos e santas, o Geraldo atirava a matar:

- Madrinha, jonga-os!

À volta da lareira, soava uma risada espontânea e quase geral.

- Jongo o quê, seu safado?

Sempre a dar o exemplo no uso da linguagem sem o vulgar palavrão, a Madrinha sabia conter-se, mesmo quando irritada, usando eufemismos.

- Jonga os santos, Madrinha!

- Ora, vai mas é passear!

Via-a chateada, e já se calava.

Porém, quando, em vez da Srª da Luz ou de São Bartolomeu, o assunto subisse à esfera de Cristo, o respeito era muito bonito:

- Na quinta e sexta-feira santas, nem os passarinhos se mexem nos ninhos! (Dizia, convicto).

Era uma imagem cheia de força, que impunha respeito, mesmo ao irreverente Geraldo. Uma mensagem que, dita em tom grave a uma criança, poderia causar-lhe sintomas de apoplexia.

Aos adultos mais crentes causava temor. Era como se uma voz do além ecoasse aos ouvidos: "Ouve, homem de Deus, nestes dois meios-dias não podes lavrar, nem cavar. Vai à capela, e reza. Só podes pensar em Jesus e na morte. Lembra-te que és pó, terra, cinza, nada!".

A verdade é que a tarde de quinta e a manhã de sexta eram religiosamente guardadas, logo que na torre da Igreja soasse o meio-dia:

- Pára aí! (Ordenava meu pai, nem que fosse a meio de um rego da lavra).

Para mim, era uma ordem divina. Por ser ser divinal e bem-vinda. Acabava ali, de repente, o sacrifício de andar de aguilhada na mão, à frente de uma junta de vacas, dezenas de vezes, de um extremo ao outro da terra. É certo que me esperava o terço, a missa e as confissões da novena, mas que era isso ao pé de quilómetros à frente de uma parelha de bois a rasgar torrões num lameiro? Nem o jejum ao jantar e à ceia era sanção tão severa.

- Comei hoje melhor, que amanhã jejuamos (Alertava, minha mãe)

- E a bula? Não pagaram a bula? (Reclamávamos nós)

- Pagamos, mas não dispensa este dia.

A bula era uma forma "ardilosa" de a “Igreja” arrancar mais uns tostões ao “povo de Deus”. Pagando a bula, já a ementa, às sextas durante a Quaresma, podia continuar a saber a carne de porco, esse prato tão do agrado das gentes da aldeia.

Meu pai cumpria escrupulosamente o jejum da carne, mas não perdoava a posta de bacalhau, bem regada em azeite de Vila Flor. Para ele, um consolo ainda melhor que um prato bem recheado de carne. A nós, por ser mais em conta, calhava-nos carapau ou conserva, se a houvesse. E para aguentar até tarde, uma grande malga de caldo migada com broa. Sopa? Isso era iguaria que só se comia em casa da “burguesia”.

 
 
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Comentários
Jorge Costa
 
Jorge Costa Gosto sempre do seu geito prosaico de escrever. Um abraço de um super amigo.Jorge Costa
Celina Gonçalves Branco
 
Celina Gonçalves Branco Eu, sempre que leio,o seu blogue revejo me a mim mesma,no tempo que passei na aldeia de Souto
Antonio Correia
 
Antonio Correia Olá.
Porque o amigo não edita um livro com essas Cronicas que são deleciosas?
Francisco Da Cunha Ribeiro
 
Francisco Da Cunha Ribeiro A sugestão é interessante e eu fico contente que haja quem aprecie. Só que o investimento é enorme e o retorno duvidoso...kkk Mas opbrigado pelo apoio.
Francisco Da Cunha Ribeiro
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Marieta Sousa
 
Marieta Sousa Só se for de nome, porque o caldo era bem mais substancial é saudável que a chamada sopa da burguesia. Eu lembro - me disto tudo. Era mesmo assim, cumpria- se o jejum, e ainda se pagava a bula. Para mim era uma delícia, como não gostava de carne, o bacalhau era uma maravilha, ou então uma sardinha.
Maria Barreiro
 
Maria Barreiro Como o tempo mudou agora não se faz nada disso.
Marieta Sousa
 
Marieta Sousa Ainda se faz, principalmente no interior . No entanto a igreja também mudou. Eu já ouvi vários párocos dizerem que o que interessa é o interior de ser humano e não o comermos isto, ou aquilo.
Paulo Silva
 
Paulo Silva Os tempos mudam e as pessoas mudam ... Ha uns sèculos atràs era jejum todas as sextas do ano em certos paises catòlicos. Hoje em dia hà cada vez menos pessoas que se importam com isso`!
Fernanda Castro Almeida Almeida
 
Fernanda Castro Almeida Almeida Parabéns mais uma vez pela descrição que faz do tempo da Quaresma Eu tbm vivi tudo isso
Julia Carvalhas
 
Julia Carvalhas Adorei mais este conto que me transportou por alguns instantes a tempos idos... soube tão bem.
Francisco Da Cunha Ribeiro respondeu · 1 resposta
Gomercindo Silva
 
Gomercindo Silva Francisco estás um escritor a sério. Todos os dias ocupas uns minutos do meu dia e com temas mt interessantes. Abraço amigo.
Francisco Da Cunha Ribeiro
 
Francisco Da Cunha Ribeiro Antes de mais, obrigado pelas tuas palavras que, conhecendo-te como conheço, sei serem sinceras. Achas que deva publicar isto? Tu que tens alguém na família que já ganhou um prémio literário tens a palavra ( kkk)

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