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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


AMIZADES E RECORDAÇÕES, POR FRANCISCO JOSÉ GOMES

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 30.06.10

 

Na minha vida sempre ( ou quase sempre, para ser mais exacto) apostei forte nos sentimentos. Ainda criança eram os fortes sentimentos familiares pela mãe, pela tia-avó, pelos irmãos; e aqueles que também se tinham pelos amigos mais chegados. Adolescente, o sentimento familiar cresceu também para o lado do meu pai, que apenas conheci com sete anos de idade; mas começou a despontar outro sentimento muito humano que todos conhecem também, aquele que se experimenta pelas pessoas do sexo oposto; também aqui havia em mim um turbilhão de sensações/ emoções que pareciam não acabar. Depois, foi o período em que o sentimento amoroso parecia eclipsar tudo o resto. Foi também o declínio de algum sentimento fraternal; as amizades feitas, desfeitas ou refeitas, ao ritmo das incoerências, dos egoísmos e erros humanos.

Este protagonismo que sempre dei ao SENTIMENTO fez-me quase chorar muitas vezes, e autenticamente chorar noutras.

Para mim os amigos não são apenas para as ocasiões. Mas, talvez por isso, esteja na amizade como quem está de sentinela: E à primeira ameaça, lá vai "disparo" pra cima dela.

 

Desculpem o tom confessional desta introdução. Porém, o texto que vem a seguir criou-me este clima emocional para escrevê-la.  É que o seu autor é não apenas um amigo de sempre, mas é sobretudo, daqueles amigos "que se têm sem se ter", ou, dito de outro modo, amigos que "são" mas que, infelizmente, não "estão".

 

Permitam então que partilhe convosco este texto do amigo de Parada e meu amigo Francisco José Gomes, que nos faz a todos reviver o passado, com sentimentos próprios, mas tão idênticos aos seus, e, por via dessa comunhão sentimental, espero eu, com, pelo menos alguma, emoção:

 

 

Meu caro amigo Francisco Cunha

Como estás?
Faço votos para que estejas bem. Vim-me embora de Parada sem conseguir despedir-me de ti.
Após a viagem de regresso, que correu bem, já estou de novo em casa e de regresso ao trabalho.

Estou a escrever-te para te dizer que adorei regressar a Parada, ver novamente pessoas que há muito já não via, voltar
a festejar o S. Pedro e de ter estado contigo.

Agora envio-te um texto que já tinha escrito há quase dois meses, mas que não tive coragem de o enviar,onde tento descrever o que pensei, quando descobri o blog de Parada.

" Andava eu tão alheado das recordações daqueles tempos da nossa infância, e agora  vens tu, através do blog de Parda, ao mostrar fotografias da escola, das vielas e casas da nossa aldeia, de relatos sobre pessoas que fazem parte da nossa memória de paradenses, puxar cá para cima do meu consciente todas essas memórias que eu já tinha guardado lá num cantinho bem escondido.
Memórias dos tempos em que as nossas preocupações maiores eram acabar o jogo da macaca naquelas pedras cimeiras da parede do adro da antiga capela do santos, ou ganhar ou perder um botão no pique contra a parede ou no carrinho de linhas posto na ponta daquele enorme pedra que servia de degrau de entrada na capela. E as corridas à volta do centro de Parada, uns por cima outros por baixo, ou seja a partir do santos, um corria em direção à loja do ti Coutinho, outro em direcção à loja do ti Alfredo e depois descer ou subir aquele caminho que liga as duas tabernas,e ver quem chegava primeiro ao santos.
Ou, já um pouco mais tarde, aprender a andar na bicilceta do teu pai onde tu, numa posição estranhamente equilibrada já eras mestre em te movimentar, e eu, naquela terra do ti Mountinho atrás do outeiro, tentava dar as primeiras pedaladas e conseguir chegar ao fundo da terra sem cair. Ou ainda, quando as nossas tardes de Domingo eram passadas a levar e trazer as vacas do teu pai ao pasto do lameiro.
Ou as lembranças mais tristes como aquelas partidas periódicas para o seminário em que se me partia o coração de saudades, mas que ao mesmo tempo sabia que era para o meu bem e que os meus pais faziam muitos sacrifícios para que pudesse andar a estudar e formar os alicerces da vida que hoje tenho.

E de repente sinto saudades de Parada e das pessoas que por lá ficaram, da festa do S.Pedro, daquela vida calma, em que entre o Natal e o S.Pedro o tempo nunca mais passava e me parecia uma eternidade, em contraste com o stress da vida  de hoje, onde tudo é correrias e o tempo tudo devora, onde as semanas parecem que só têm Segundas e Sextas, de tão rápido que o tempo passa. "


Fica bem. Um abraço forte.

Francisco Gomes

 

 

POST SCRIPTUM: Caro Francisco,como eu me lembro daquelas corridas! Hoje ninguém faz corridas assim... ( Ganhei algumas... Perdi outras... Mas esse era mais um momento mágico... Que eu aguardava até escurecer ). Quase sempre os dois "atletas" cruzavam ali pela taberna do Ti Coutinho...).

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às 23:51
editado por Francisco Gomes a 12/11/12 às 22:06

RESCALDO DO CAMPEONATO DO MUNDO: O FIASCO DA EQUIPA DAS QUINAS PELA BOCA DE DOIS PROTAGONISTAS

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 30.06.10

 


Deco:

-Gente, alguém me sabe dizer o que vim eu fazer aqui tão longe, quando podia já estar gozando, minha(s) querida(s) féria(s)? Tu, capitão, me explica, por favor!

Ronaldo:

-M... de pergunta! Não vieste cantar o Hino Nacional, acho...

Deco:

- Nem você! Pensa que não vi você de olho fechado? Nem um lábio você mexeu...

RONALDO: Estava concentrado... A pensar na...

DECO: Na sua nova namorada... Na Irina... né?

RONALDO: Não desconverses, meu, ou ponho-te a pedir desculpas em público... Queres ou não que diga o que vieste fazer?

DECO: Pois não!

RONALDO: Pá, essa pergunta faz-se ao treinador... Mas eu acho que vieste jogar...

DECO: Mas, cara... eu joguei?

RONALDO: Se jogaste? Sei lá... Bem, jogar, assim, mesmo à séria, só o Eduardo, o guarda redes.

DECO: Pois é... Agora é que você falou tudo...

 

Surge CARLOS QUEIRÓS (com um sorriso novo e surpreendente, que "encomendou" especialmente para  o Mundial):

- Há jogadores a quem as camisolas ficam curtas...

RONALDO ( acusando o toque ):

- Pois há, mister, pois há... ( E, entre dentes) E Treinadores com ideias do tamanho delas...

DECO ( Também baixinho, aproveitando a deixa do capitão):

- É... Ideias tão curtas com` aquela de "colocá" um distribuidor, tal qual eu, jogando na extrema...


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às 22:56

RESCALDO DA FESTA DE S. PEDRO: II: OS E/MIGRANTES VIERAM À FESTA

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 30.06.10

 

 

A festa de S. Pedro continua  a sua  imortal caminhada através  das várias gerações da nossa aldeia. E acaba de somar mais um ano à sua vetusta idade.

Mas neste Post, se me permitem, vou falar dos paradenses que, mesmo estando lá fora, não quiseram perder a festa de 2010 e vieram de longe juntar-se aos residentes, tornando a festa, sem sombra de dúvida, mais colorida e alegre.

Perdoem-me aqueles ou aquelas que eu não terei percebido que cá vieram, mas foi notória a presença de alguns:

Da Suíça, por exemplo, veio a Helena, a filha da Ana Pires;

Da França vieram a Cândida e o João Manuel, o António Rendeiro, a Helena e creio uma das filhas e netos;

De Lisboa vieram o Francisco Gomes, o João Gomes e esposas; e a Manuela Gomes e o seu marido, Agostinho Rodrigues.

S. Pedro ainda é um elo de união entre os paradenses.

E continuará a sê-lo, espero , ainda mais, no futuro.

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às 20:23

ECOS DA FAMÍLIA CHAVES

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 30.06.10



Anónimo, deixou um comentário ao post PESSOAS DA NOSSA MEMÓRIA - O SR MANUELZINHO às 18:13, 2010-06-30.

Comentário:
Caro Senhor Cunha Ribeiro

 

Antes de mais peço-lhe desculpa por invadir este seu espaço, que em alguns textos se torna um pouco de todos nós, aqueles a quem Parada de Aguiar marcou e faz parte da sua memória pessoal e familiar. E assim lendo-os avivamos memórias, matamos saudades e relembra-mos sítios, momentos e locais onde fomos felizes. Acredite que os descendentes de Manuel Chaves, não abandonaram a nossa (permita-me o uso deste termo) Parada, eu que nunca lá vivi apenas passando períodos de férias, visito-a várias vezes, e se passar na zona do vale de Aguiar é certo que subo até ao largo da nossa aldeia. Manuel Chaves ainda bem jovem emigrou para o Brasil, seguindo já uma tradição familiar, voltou com alguns proveitos e investiu, e no momento certo investiu em minério, produto que á data era altamente rentável. Mas aquele homem enorme, forte, sério mas com um sorriso sonoro e franco, tinha um sonho … E o sonho de sua vida era voltar à sua terra natal, onde tudo investiu o que amealhou e o que herdou, o que tinha e não tinha, e como todos bem sabemos eram tempos em que os Portugueses viviam do seu esforço e da sua arte, não como agora em que basta ter os contactos necessários e os subsídios “choverão” em catadupa, não havendo qualquer risco pessoal. Arrastou com seu sonho, pessoas que ele amava, que tinham outros horizontes e vontades na vida, uma mulher doce que não fazia a mínima ideia onde ficava Trás-os-Montes e o acompanhou toda a sua vida, mas o chamamento de Parada foi mesmo mais forte As arvores que abanando davam frutos, não eram nem são as arvores Transmontanas, porque falamos de uma Terra cultivada e preservada por gente que luta contra as adversidades físicas dos terrenos onde cultiva, o tempo que castiga, e o constante abandono por parte de quem governando devia cuidar de todo o rectângulo que é Portugal. Mas também é assim que se talha em cada Transmontano, um Homem, simples, forte, lutador e honesto e em que o seu amor à Terra que é sua, é enorme. E o grande legado que Manuel Chaves entregou a seus descendentes, é esse … O Amor a Parada de Aguiar, o carinho, a ternura que todos expressamos sempre se fala de Parada, e sabe bem meu caro quão é difícil obter noticias da “nossa Aldeia”, … felizmente agora vamos socorrendo-nos de seus textos para matar saudades e saber alguma novidades …. E acredite que mais que as casas, as terras, os animais, são as memórias presentes de Parada que mais nos alegram, cada um de nós seguiu seu caminho, vivemos espalhados entre vários países, mas aquilo que mais une, mesmo para além do nome Chaves de que nos orgulhamos, são as memórias, as recordações, e o sentimento de “Casa Comum” que é para nós Parada de Aguiar. Se Parada não fez de meu Avô um homem rico, fez dele um homem feliz por viver os seus sonhos, em sua Terra e com suas gentes Este texto, não é a qualquer titulo reivindicativo, (até porque o texto sobre meu avô foi publicado em Abril/2010 e por mim lido e relido nessa altura) apenas é de agradecimento pelo seu trabalho por Parada, que V.Exa desenvolve através de seu Blog … e por nos ajudar a matar saudades desta Terra que mesmo à distância sentimos um pouco como “nossa” . Um sentido Obrigado

 

O MEU COMENTÁRIO:

 

Sem ter revelado a sua identidade, o ilustre comentarista deixou (não intencionalmente, julgo) um pequena fresta no véu com que ainda se encobre para que seja possível sabermos de quem se trata ( Já aqui vinquei que não gosto de comentários anónimos).

Ora, pelo que se deduz do texto, foi um NETO do Sr Manuelzinho que o escreveu. Como também se infere do mesmo texto, trata-se de alguém que já nos visita há mais tempo. Posso ainda inferir que é alguém que poderá trabalhar no FINIBANCO, no Porto.

Quem será?

Acreditamos que o iremos saber brevemente, pois a pessoa em causa não fez o seu comentário anonimamente de forma deliberada.

Não vou acabar o meu comentário sem agradecer a este NETO do Sr Manuelzinho o apreço que revelou por este BLOG, pedir-lhe que continue a comentar o que lhe aprouver, e terminaria com um convite: Deseja  tornar-se nosso associado? A Associação o PRAZER DA MEMÓRIA terá todo o prazer em recebê-lo em seu seio. E, mesmo não aceitando, está convidado para a nossa festa no fim de semana de 14/15 de Agosto.

 

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às 19:03

OPINIÃO: MANUEL ALMEIDA

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 30.06.10



Comentário:


Qual o assunto que não é polémico ? Na nossa aldeia tudo é polémico , os habitantes reclamam por tudo mas deixam-se enganar por alguns. Já há algum tempo, foi escrito no blog que Parada de Aguiar, ser olhada com olhos de ver e crer. O sr. Presidente da Junta tem olhado para aldeia que tambem é sua com desprezo. Exite muito boa gente capaz de realizar trabalhos em prol do desenvolvimento da Aldeia, que é o caso deste blog, mas até hoge mantem-se am silêncio. Alguns anos atrás o Sr. Presidente da Junta recebeu da autarquia 100.000€ / 20.000 (vinte mil contos )  para gastar na aldeia de Parada de Aguiar, e até hoje nunca o fez? Não conheço nenhuma obra que tenha sido realizada pela junta,( ou o barraco de muito mau gosto construido na adro foi com o dinheiro que recebeu). Não podemos esquecer que as melhorias feitas no barraco, que  mais parece um curral, têm sido suportadas pelas comissões de festas. Desde a instalação de água, banca de lavar, instalações eléctricas, etc... etc .... Até aqui o Sr. Presidente falhou, mas é seu apanágio. A história faz-se com factos, não com promessas que nunca serão cumpridas.

 

Saudações Paradenses

 

Manuel Almeida

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às 01:18

BONITA HOMENAGEM DO ANTÓNIO CÂNDIDO A UMA DAS FAMÍLIAS MAIS POBRES DA NOSSA ALDEIA

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 30.06.10

Olhar de Fora

Quando fui convidado para fazer parte da Associação “O Prazer da Memoria”, aceitei de imediato por concordar com o Projecto que então me foi proposto.

Sendo eu, um conservador dos costumes da nossa Aldeia, nunca deixaria passar em vão, a oportunidade de participar em questões de natureza comunitária, onde o comum cidadão informa e é informado.

A escaça informação que outrora circulava, era deficiente e mal formada pensava-se então, que quem está fora do concelho, da freguesia, e principalmente da Aldeia, pouco deve saber – Bastava mandar uns sinais de fumo e os assuntos estavam resolvidos. Ainda me lembro de quando garoto, dos serões da aldeia – era exactamente aí, que as pessoas se juntavam falando de tudo, de fulano, de sicrano, ou beltrano, falavam das terras, falavam das vaquinhas, e não se esqueciam daqueles que tinham partido para terras distantes.

Essa era a forma mais pura e sincera, que as pessoas tinham para se informar dizer a verdade, com sinceridade e sem rodeios.

Neste contexto, o Francisco Cunha e o Fernando Ribeiro, rapazes que muito prezo, iluminados pelas novas tecnologias resolveram num ápice, a forma mais inteligente e eficaz, dos Paradenses de cá e de lá comunicar entre si.

Devo dizer que como Paradense assumido que sou, tenho muito orgulho em todos aqueles que se destacam no reconhecimento e valorização da Aldeia de Parada.

Tenho lido no Blogue de Parada o muito que se tem escrito sobre Famílias que partiram não voltando mais, como também sobre outras que descansam na Paz de Deus.

Diz o Povo que após 10 minutos acordados esquecemos noventa por cento do que sonhamos, como não sonhei, decidi escrever algumas linhas sobre a Dona Rosalina, mãe do Avelino, do Zé Bonito, do Jacó, e Menino D´oiro.

A Grande Parte das Pessoas da Aldeia já nem se lembram desta gente, que era concerteza a Família mais Pobre da Freguesia.

A casa que servia de Habitação, era um casebre em cima de Fragas – O telhado era de colmo, o seu interior muito escuro e húmido impróprio para viver.

Lembro – me do Avelino que não tinha Pernas, mas percebia-se perfeitamente pelo resto do corpo, que tinha sido um homem forte.

O Avelino sentava-se numa tábua semi-redonda sendo os braços a alavanca para se movimentar – apoiava as mãos numa base de cortiça e assim balançava o corpo no sentido da frente.

Todos os dias de manhã apanhava o comboio com destino á Vila, Pedindo aqui e ali, arranjando alguns tostões para o sustento Familiar.

Eu embora criança ajudei algumas vezes o revisor do comboio a descer e a subi –lo naquele percurso diário, se bem me lembro, já lá vão 50 anos.

Recordo com satisfação o movimento naquela época do apeadeiro de Parada, sem falsa modéstia direi até uma pequena metrópole.

Recordo Hoje com tristeza, o abandono e decadência do que foi a revolução industrial do século passado.

Pelo que me Lembro do Zé Bonito, era baixote muito alegre, e um grande impulsionador do carnaval da aldeia, eu fugia a sete pés quando o apanhava pela frente vestido de careto, tornava – se feio e fazia normalmente o papel de agressivo, no entanto, era bom rapaz.

Outra faceta do Zé Bonito de que me Recordo era dele jogar à bola, fazendo até parte da equipa da Aldeia, gostava de o ver chutar na bola, porque no meu entender era o que chutava mais alto.

Não sei muito bem, a forma de vida do Zé Bonito, Lembro – me à muitos anos quando vim de Moçambique, me terem dito que vivia e trabalhava em chaves, não me lembro de o ter visto, nem sei como foi o seu fim.

O Jacó era sem dúvida, o mais controverso de todos, mas bom rapaz, tinha uma certa malícia que se deixava perceber, era também baixote, e se não me engano coxeava duma perna, peço perdão se não estou a falar verdade.

Com o Jacó tive várias oportunidades de falar com ele em Parada ou em Vila Pouca, onde me relatava que estava bem porque trabalhava como armador de Quintã.

Soube mais tarde aqui em Lisboa, que o Jacó tinha Morrido, fiquei triste com a notícia por achar que era cedo a sua partida do reino dos vivos.

Finalmente, vou escrever algumas linhas sobre o filho mais novo da Dona Rosalina, que nós chamava – mos o Menino D’oiro, esse

Nome provém penso eu, de uma Personagem intocável aos olhos de uma mãe que ama o seu filho.

Privei de perto com ele, na escola, no jogo do botão, a jogar à bola, e um sem fim de brincadeiras de quando era – mos crianças, mas quando alguma coisa corria mal, logo o menino D’oiro berrava até casa, vindo logo a Dona Rosalina protestar contra todos.

Era um rapaz simples, de quem eu gostava imenso, a última vez que o vi com vida, foi no apeadeiro de Parada andava eu na tropa no Porto em 1975.

Quando se analisa a existência da pobreza e sofrimento, raras vezes se fala na causa principal da sua origem, esta Família pobre, foi também uma Família sem sorte.

Aos Olhos de todos nós que Deus os tenha no Céu.


António Cândido -Lisboa

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às 01:06

ISTO É QUE É A CASA DE BANHO EM S. PEDRO, CARO ANTÓNIO ALMEIDA?!

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 28.06.10

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às 22:50

O ANTÓNIO ALMEIDA TAMBÉM VIU CLARAMENTE VISTO O MESMO QUE EU VI

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 28.06.10

Comentário:

 

Realmente o que tu viste foi visto por muita gente, o que se torna realmente uma vergonha, porque o poder local não parece estar disposto em ajudar a resolver o assunto dos WC`s . Este tema era um daqueles que eu também queria trazer à baila neste blog.

À porta de um familiar do poder local, foi uns dos locais escolhidos para servir de WC, não se podia passar por aquele local, só faltou saltar o muro para fazer as necessidades maiores.

O local para os WC`s serve sim para deposito de entulho , podíamos ter outra vista e outra higiene , parece que a civilização ainda não chegou a PARADA DE AGUIAR, não só no adro como na própria aldeia, muita gente fala e pouco se faz.

Em relação aos esgotos o poder local sabe da situação, já que foi alertado por mim e nada fez. Depois de interrogar a câmara por causa dos mesmos, anda a informação de boca em boca que o TONINHO fez queixa à Câmara por causa dos esgotos.

Só interroguei a Câmara porque à minha Porta passa o rego da agua que servia de esgoto e como não corria agua era ali mesmo um deposito de .... ou melhor fossa a céu aberto. Gostava que quem lesse este comentário tivesse a coragem de me dizer pessoalmente, e não andasse de porta em porta a informar que foi o TONINHO.

Vou finalizar com uma frase " CORAGEM PARA RESOLVER OS PROBLEMAS É O QUE FALTA A MUITA GENTE. Vou mandar para o teu mail pessoal o local do futuros WC`s só para confirmar o que disse em relação aos mesmos.


TONINHO

 

Pois cá fico à espera do que prometes enviar, caro amigo.

 

( Só como curiosidade, faltou bem pouco para eu ter uma reportagem fotográfica do flagrante delito que foram os vários crimes ecológicos que aconteceram algures juntoao Adro de S. Pedro...).

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às 22:21

RESCALDO DA FESTA DE S. PEDRO - MUITOS CARROS, MAS NÃO SÓ.

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 28.06.10

 

 

Quem visse ontem em PARADA DE AGUIAR o número de carros que por ali estavam, deve ter-se  perguntado se a CRISE de que tanto se fala é mesmo VERDADE ou é uma grande TRETA: Muitos carros e bons! Ele era carros desde os "canastros" até à ponte de pedra; e ainda os havia pelo estradão que agora existe no sítio da extinta Linha do Corgo, desde a estrada municipal até às bandas da ponte de ferro.

 

Passei por este local duas vezes, e constatei a razão pela qual as tão faladas casas de banho (que iriam ser feitas caso houvesse mais bom senso e menos mau orgulho) afinal não fazem falta nenhuma: urinou-se ali com fartura, e certamente, que as terras ali à volta ficaram, ontem, bem mais "adubadas" com a prodigiosa defecação de restos de arroz e cabrito assado que por lá existiu, o que faz prever grandes e fartas colheitas...

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às 18:58

HÁ GENTE QUE TEM VERGONHA NA CARA

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 28.06.10


Obviamente,este Senhor, ( O Presidente da Federação Francesa de Futebol ) demitiu-se. Tinha de ser.

Em França é assim. As pessoas fazem asneiras, pagam por elas.

( E notem que o Sr até tinha argumentos para teimar em não se demitir: A qualificação para a fase final, e os sucessos anteriores... Mas...Não os usou. Foi homem...).

Aqui, no nosso rectângulo, nem no futebol, nem na POLÍTICA, isso acontece. Há sempre uma desculpa para os erros que se cometem (desde crises internacionais, até ao "caracol" que não anda nem deixa andar).

Presidente da Federação Francesa de Futebol demite-se

Jean-Pierre Escalettes anunciou esta segunda-feira a sua demissão do cargo de presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), com efeitos a partir de dia 2 de Julho.

 

Escalettes afirma estar à disposição para analisar o fracasso da participação francesa no Mundial da África do Sul.

Segundo a ministra francesa do Desporto, Roselyne Bachelot, a demissão de Escalettes “era inevitável” depois da eliminação dos 'bleus' e do incidente com Anelka, que levou os jogadores a decidirem não treinar.

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às 18:43

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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