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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Associação o "Prazer da Memória" - Despesas com o Convívio do ano transacto

por cunha ribeiro, Sábado, 30.07.11

 

 

 

TOTAL DE DESPESAS:  366,49 euros

 

Nota: brevemente se discriminarão estas despesas.

 

FCR

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às 14:05

RECORDAÇÕES DE UMA VIDA

por Francisco Gomes, Sábado, 30.07.11

Se eu viver até Dezembro, estarei fazendo 79 anos. Em 12 de Novembro, estará fazendo 61 anos que deixei a minha aldeia querida, depois de 12 dias navegando, cheguei finalmente a esta terra no dia 26 de Novembro de 1950. Talvez pareça esquisito estar aqui um velho a contar coisas da sua adolescência. Mas, nós nos apegamos tanto à vida, e quando sentimos que vai-se extinguir a nossa existência, procuramos ao menos, deixar um rastro no caminho percorrido. Sim, meus amigos, é um velho paradense quem lhes conta coisas de sua juventude. Quanto mais a gente vive, mais saudades afloram à nossa mente, desencadeiam uma quantidade de recordações, que aumentam o gosto pela vida. Já várias pessoas escreveram sobre a Escola de Parada. Também gostaria de dar o meu palpite. Ali estudei durante 4 anos, comecei no primeiro ano primário e terminei na Quarta Classe, quando fui prestar exame em Vila Pouca, e fui aprovado com distinção. Lembro-me de cada canto, de cada detalhe da minha Escola. A sala de aula, tinha quatro fileiras de carteiras, cada carteira para dois alunos. A carteira tinha dois buracos para colocar o tinteiro e um local para colocar a pena, pois naquele tempo, ainda não existiam os lápis tinta. Na parede da frente, tinha a um canto a mesa da Senhora Professora, D. Deolinda, que morava em Soutelo. Bem no meio da Parede, tinha um enorme quadro negro, (lousa), em cima de um cavalete de madeira. Pendurados na parede, por cima do quadro, três retratos, tamanho grande e com molduras. À nossa esquerda, a foto do Marechal António Óscar Fragoso Carmona, Presidente da República. À nossa direita, a foto do Senhor António Oliveira Salazar, ao centro, a foto do Senhor Francisco José Rodrigues Pedreira, grande benemérito da aldeia e construtor da nossa Escola. Antes de começarem as aulas, cantava-se o Hino Nacional. A professora perguntava: Quem reina? E todos tinham que repetir três vezes: Cristo Rei! Depois perguntava, quem manda? Todos tinham que repetir três vezes: Salazar! A nossa Escola, foi a primeira do Concelho de Vila Pouca a ter comida para os alunos. A Senhora Luísa Moreira, era a cozinheira. Todos os anos, no mês de Junho, o Senhor Pedreira visitava a aldeia. Ia à Escola e mandava os alunos ficar em fileira e dava dinheiro, moedas para cada um. Depois, abria uma sacola e jogava o dinheiro para o alto. Ria a bandeiras despregadas, ao ver a garotada acavalo uns nos outros, para ver quem apanhava mais moedas. Eu sempre gostei de estudar, muitas vezes, usava o livro dos colegas, pois meu pai, raramente me comprava os livros. Depois que terminei a Quarta Classe, voltei para a lavoura e para a serra guardar as ovelhas e as cabras. O filho de um lavrador pobre, jamais tinha condições de continuar os estudos. Só lhe restava imigrar para o estrangeiro, o que eu fiz, quando cheguei ao Brasil com 17 anos de idade. Se demorasse mais alguns meses, seria impedido de imigrar pelo exército. Este é o primeiro capítulo da novela da minha vida, quando tiver oportunidade, escreverei o segundo.

 

 Abraços para todos os paradenses, que Deus abençoe a todos.

 

Agostinho Gomes Ribeiro

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às 08:48
editado por cunha ribeiro às 11:49

Associação "O Prazer da Memória" de Parada de Aguiar: uma Associação à espera que todos se orgulhem de lhe pertencer

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 29.07.11
 
A nossa Associação não deseja mais do que isto: contribuir para o engrandecimento da nossa aldeia. Por isso, quem gostar de Parada nao deve deixar de se associar ao PRAZER DA MEMÓRIA.
Acreditem, caros conterrâneos:  nao estamos nisto para nos promover a nós próprios; estamos nisto para que PARADA seja uma aldeia amada e admirada por todos nós, e à qual todos nos orgulhemos de pertencer:
                                                                            Francisco Cunha Ribeiro

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às 23:41

Imagens da Festa de S. Pedro, por Teresa Cunha

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 29.07.11

 

 

 

 

 

 

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às 15:51

Sócios ( e não sócios) que confirmaram a sua presença na Festa da Associação

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 29.07.11

 

Estão já  confirmadas as presenças seguintes:

 

 1. Agostinho Rodrigues, Manuela Gomes, e um dos filhos.

 2. Deolinda Pires Cunha, José Gomes, e filha.

 3. Cândida dos Reis e João Pinto

 4. Cátia Dias e Marido

 5. João Machado Ribeiro, Edma, filho, e sobrinha, Eduarda Ribeiro

 6. António Cândido, e Agostinha

 7. Francisco Cunha Ribeiro e Célia Ribeiro

 8.  Belarmino Campos e Fatima Monteiro

 9. Fernando José Gonçalves Amaral e Maria Emília Borges Branco ( Vão-se associar este ano)

 

 Aguardam-se mais confirmações.

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às 15:00

Viagens

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 29.07.11

 

A Viagem é a melhor fantasia de que dispomos para enganar a monotonia que, por vezes, se agarra à nossa existência. Quantas vezes viajamos, parados no espaço e no tempo, para fintarmos o nosso aborrecimento.

Para mim as viagens são oásis que surgem no caminho árido da nossa vida. São metáforas que embelezam as nossas biografias. 

Se estabelecesse uma hierarquia das viagens, no vértice apareceriam as mais dinâmicas, e imprevisíveis. As viagens feitas de acasos são, com efeito, as mais memoráveis. Nessas viagens tudo o que vemos nos aparece. Sentimo-nos nelas como os marinheiros de quinhentos se sentiam a descobrir novas terras.

Recordo-me de uma viagem em que vivi vários momentos assim. Num deles, estava eu em plena escalada dos Pirinéus, pela vertente francesa, quando, inesperadamente, surgiu diante de mim um deslumbrante "quadro medieval". Com ruelas apertadas ladeadas de magníficas casas de pedra, artisticamente recuperadas, prontas a desafiar a eternidade. Os contrafortes daquele sítio extraordinário, eram os penedos da Serra. Rijos, enormes, intemporais.

Parei o carro, saí, percorri, durante largos minutos, aquele prodígio nascido do homem e da natureza, numa rara comunhão estética entre o humano e o divino.

Sempre que viajo no tempo, no dorso  escondido da minha memória,  relembro este momento de plenitude que só a viagem oferece.

 

FCR

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às 14:19

FESTA DA ASSOCIAÇÃO

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 28.07.11

Pedíamos a todos os que vão estar presentes no dia 7 de Agosto

no convívio da nossa Associação que telefonem; ou enviei email a confirmar a sua presença.

 

Telefone 96 1585025

Email   cunharibeiro267@hotmail.com

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às 21:58

Agostinho Ribeiro - Memórias do Viveiro

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 27.07.11

 

          Acabo de ler no Blogs de Parada, um depoimento do Senhor Antonio Cândido, de Lisboa, falando sobre o Viveiro. Sei que este Senhor é de Parada, mas não lembro a quem pertence. Talvez, se soubesse o nome de seus Pais, eu  viesse a me lembrar. Este Senhor, tem escrito muito,  sobre pessoas e sobre lugares da nossa terra. Isto, desperta em mim, muitas recordações e muitas saudades. Isto que ele escreveu sobre o Viveiro, me emocionou, pois eu vivi tudo isto. Trabalhei muito naquele lugar. Também tinha o meu pote, para que a cozinheira  fizesse a nossa comida. A gente levava os ingredientes, entregava na mão dela, esperava tocar  a corneta e ia para o batente. Naquele tempo, quem comandava tudo aquilo, era o Senhor Francisco Ferreiro, casado com a Senhora Ana Ricota, irmã da Senhora Margarida, a mãe do Aprigio. Admiro também outras pessoas que também já escreveram sobre esta terra que me viu nascer, principalmente o Senhor Cunha Ribeiro. Andei muito naquela serra a tomar conta das ovelhas, matei muitas vezes a sede naquelas fontes e regatos que descem a serra. Lá do alto, via-se todo o Vale, o nosso relógio  eram os combóios que passavam para cima e para baixo. Tinha que impedir que as ovelhas ou as cabras, penetrassem nos limites do Viveiro, senão eram multadas. Muitas vezes subi aquela serra  de madrugada para cortar estrume. Também trabalhei  na Chã de Vales, quando o Senhor Manuelzinho Chaves, mandou semear batatas em toda a Chã. Trabalhei vários dias, a cavar a vala onde colocaram os canos para trazer a água de Fonte Castanheira e Regato Porto Cedreira, até ao reservatório no Tojal.  Ajudei a fazer o primeiro Campo de Futebol na Veiguinha. Fomos roubar seis pinheiros novos, nas Varrias, para fazer as traves do Campo. O primeiro jogo ali realizado, foi de Parada contra Quintã. Parada perdeu de 3 X 1, e o golo  de Parada foi marcado pelo Carlos da Tia Izaura. Depois que eu tomei conhecimento deste Blog de Parada, passei a matar as saudades lendo tantas coisas, tão bonitas, daquele lugar. Já li tudo o que foi escrito a partir de julho de 2009. Se eu pudesse escrever sobre tudo o que já li neste Blog, certamete gastaria algumas folhas de papel, e bastante tempo.
          Por hoje é só. Que Deus abençoe  aqueles que tiveram a ideia de criar este Blog. Peço que nunca desistam. Se existe um que não gosta do estilo de escrita, noventa e nove adoram.
          Abraços para o Senhor António Cândido, e que tenha muita saúde e disposição para continuar e esrever.
Envio também abraços   para todos os paradenses e felicidades para todos
 
( O passaro que nasce na terra fria, sempre por ela pia)

Agostinho Gomes Ribeiro
                                  

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às 16:54
editado por Francisco Gomes a 28/7/11 às 09:39

Ainda sobre o S. Pedro

por cunha ribeiro, Terça-feira, 26.07.11

 

Este ano ainda não se sabe se a festa deu lucro, ou prejuízo. Ou se nem uma coisa nem outra. Aguardemos que cheguem notícias.

 

 

(Foto enviada pela Teresa Cunha)

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às 18:51

António Cândido - Olhar de Fora

por cunha ribeiro, Terça-feira, 26.07.11

                                                                 

                                              O VIVEIRO E A SERRA DA PADRELA

 

A minha velha casa, situada no fundo da Aldeia, tinha uma janela virada ao nascer do sol, todos os dias quando me levantava da cama, logo a abria de par em par, contemplando a bela paisagem.

Á minha direita, lá estavam os picotos com a frondosa ramagem dos pinheiros onde os pássaros esvoaçando faziam os ninhos. Mais abaixo junto ao ribeiro, os carvalhos ondulantes pela força do vento, escondiam o velho moinho que a água tranquila e branca fazia girar.

Á minha esquerda ladeando os matagais de S. BENTO, e a capelinha do Santo com o mesmo nome, lá estava Cabeça Gorda olhando o vale de terra lavrada, e as casas de pedra fumegando.

Ao centro, e olhando bem de frente, percorria a encosta verdejante da Serra Mãe, que nos dava o pão, dava também o trabalho, e nós fomos desprezando sem jeito.

Das suas entranhas nasceu aquele, que seria amado por todos, o seu nome de baptismo era VIVEIRO, nasceu escorreito, e regia-se pelas regras do Estado— Aquele Estado que dava ordens e todos cumpriam. Cumpriam os que davam as ordens, cumpriam todos aqueles que obedeciam, e todos cumpriam a bem da Nação.

Um dia, era ainda menino e moço, na companhia do meu amigo da época o João Albino da tia Soledade, fomos visitar o viveiro. Quando começamos a subir a encosta que dava acesso ao viveiro, a primeira coisa que vimos foi uma grande cozinha á sombra das árvores, havia muitos potes de ferro á fogueira, e muitos outros pendurados numa grande parede.

Para meu espanto, a grande cozinheira daquele espaço, era nem mais nem menos, aquela que é hoje a minha amiga e cunhada GUIOMAR.

Face á nossa admiração por ver tantos potes á fogueira, logo começou a dizer a quem eles pertenciam, e nos mostrava o que eles estavam a cozer, este que tem batatas é do teu irmão Manuel! - Este é de fulano, aquele é dum rapaz de Zimão, aquele é de outro rapaz de Raíz-do-Monte. Enfim, todos aqueles potes tinham dono, e toda aquela gente mais nova ou mais velha, trabalhavam diariamente no Viveiro de PARADA.

Sentei-me numa pedra em frente á fogueira, e ia vendo chegar os homens de olhar rude e pele gretada pelo vento e das longas manhãs frias de Inverno.

Todos os dias, às 8 horas da manhã, uma corneta entoando um som estridente serra abaixo, dava o início de mais um dia de trabalho. Logo o pessoal era dividido pelas várias tarefas que havia para fazer, uns iam apanhar sementes, outros tratavam das plantas dos talhões, e ainda outros mais fortes iam fazer a plantação abrindo covas pela serra fora.

Quando chegava a época da apanha das pinhas, era sempre na altura de mais frio e grandes geadas, lembro-me bem os meus irmãos dizer que faziam grandes fogueiras para aquecer as mãos, para depois poderem subi r aos pinheiros.

, Partiam de manhã, e regressavam ao Viveiro ao por do Sol, transportando às costas os sacos com a quantidade de pinhas que cada um apanhava, que logo era pesada, e depois vazada na eira para secar ao Sol.

Quanto mais apanhavam mais ganhavam, naquela época não havia pão pra malucos como hoje! Tanto ganha aquele que nada faz, como aquele que trabalha muito e nunca está de baixa.

Nem tudo eram rosas pelas bandas e cercanias do Viveiro, havia já nessa altura alguns caciques, que julgavam ser donos e senhores feudais da serra, e tudo aquilo que ela tinha. Não se pode admitir que á época de então, fosse preciso uma licença para roçar mato e cortar lenha, e para cúmulo dos pobres lavradores serem multados, por serem apanhados a dar de comer ao gado, na serra que era do povo. Creio que haveria alguém com excesso de zelo.

Volvidos muitos anos depois, voltei ao Viveiro para recordar o lugar que em tempos foi um jardim, das belas flores azuis e rosas brancas não havia qualquer rasto. Por momentos cheguei a pensar, que não era bem ali o Viveiro que eu conheci meu DEUS! Que barbaridade, nem a bomba de Hiroshima fez tanta desgraça.

Recentemente quando da construção da A24 alguns ambientalistas da região, bradaram aos céus pelo traçado da estrada. Vieram dizer que percurso e caminho dos lobos tinha que ser preservado, pois bem, só não entendo como esses mesmos ambientalistas, não se têm preocupado com o resto da serra, e a sua reflorestação. Tanto a serra da Padrela  e a serra do Alvão metem dó, e nada disto abona á paisagem do lindo vale do nosso concelho.

 

António Cândido ----Lisboa

 

Para todos os amigos de Parada um abraço e até breve

Lá nos vamos encontrar no dia da festa da nossa associação

 

 

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às 17:56

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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