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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Neologismos

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 30.09.11

 

 Pedindo licença à grande lexicóloga Edite Estrela, vou introduzir novas expressões e vocábulos no léxico do português:

 

Eis alguns exemplos:

 

 - " estar isaltinado" - estar preso até um magistrado amigo nos libertar.

 - "Isaltinar" - recorrer de sentenças até que o crime prescreva.

 -  "Isaltinamente" - modo inocente de cometer crimes graves.

 

Assim não se espantem se lerem uma notícia como esta:  "Ontem, às dez da manhã, em Maçarocas De Baixo, um indivíduo armado de uma metralhadora disparou sobre um aglomerado de indivíduos, resultando desse tiroteio dois mortos e cinco feridos graves.

O indivíduo foi isaltinado de imediato pela polícia que o levou a Tribunal  a fim de ser ouvido pelo sr magistrado. Duas horas depois foi libertado, com o fundamento de ter disparado isaltinamente apenas uma rajada. O Ministério Público está a ponderar isaltinar da decisão.

 

CR

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às 23:20

Uma nova visão da Europa

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 30.09.11

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às 22:03

Para a filosofia criminalista-isaltinista não há crimes. O que há são decisões erradas

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 30.09.11

 

Querendo justificar o que lhe está a acontecer, o Presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, declarou:  " Ao longo da minha vida tomei algumas decisões erradas...".

 Portanto, na linguagem de Isaltino, se um indivíduo dá um tiro em alguém, não estamos perante um crime, mas sim perante uma decisão errada.

 

Nota: Não estou a sugerir que Isaltino andou aos tiros...

 

CR 

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às 21:33

Assim se vai escarafunchando a nossa Justiça

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 30.09.11

Um manda prender, outro, soltar. Um diz que  roubar milhões não é crime, mas um investimento arriscado, enquanto outro atesta que roubar tostões é crime, e dos graves. Um afirma que a ponta do dedo no queixo da esposa é violência doméstica, outro que é preciso haver muito sangue para o ser. Um diz que fulano deve de facto, mas não de direito,  outro, exactamente o contrário.

É assim,  de contradição em contradição, que se vai  escarafunchando a nossa  justiça.

 

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às 19:34

Afinal está preso ou detido?

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 30.09.11

 

 Temos de saber  o que se passa com Isaltino. Se  afivelamos uma máscara de dó e vamos visitá-lo à cadeia, e então temos de comprar um charuto, ou um chocolate suíço, para oferecer ao presidiário. Ou se vamos à festa da Câmara Municipal de Oeiras, e então temos que desenrascar  a bandeira da comarca modelo de Portugal.

 

  CR

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às 18:12

António Cândido, Olhar de Fora

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 30.09.11

                                                         

Há muito tempo que estava reservado na minha agenda escrever algumas linhas sobre o João.

O João é aquele que nós conhecemos em Parada por João Brasileiro.

O João nunca foi um vendedor de sonhos, nem muito menos um encantador de serpentes, mas tinha um dom especial de cativar a canalhada do fundo da nossa Aldeia. Mais coisa menos coisa, e já lá vão 50 anos da nossa amizade de quando éramos pequenos. Ele, João, morava com a tia Adelaide Segurelha mais outra tia que era a Senhora Angelina, pelas quais eu tinha muito respeito e alguma vergonha á mistura.

Regularmente fazia visitas ao João lá na casa da Senhora Adelaide, não era preciso chamar ou bater á porta, bastava desandar a argola de ferro da porta do quinteiro, e subir as escadas de pedra até á varanda.

O João estava sempre ao cima das escadas tocando uma pequena concertina que eu muito admirava, e também tocava quando ele estava farto dela.

A razão das minhas visitas à casa onda morava o João, prendia-se exactamente pela paixão que tinha pela concertina, dia após dia lá estava eu frum fumn fum, até que depois de tanto fanfarronar a abandonava a um canto até ao dia seguinte.

Certo dia quando da minha visita da praxe, logo percebi que o João estava triste, vim depois a saber que estava por pouco a sua ida para o Brasil, como eu era muito mais novo, não fazia ideia o que tudo aquilo queria dizer. Chegando a este ponto, já não sabia bem qual era o meu lugar, mas sempre que podia ia fazendo as mesmas visitas pensando ser sempre a última. Finalmente, quando da sua partida para terras de Vera Cruz, o amigo João fez questão de me deixar uma bonita camursina, que eu vestia aos domingos com o peito cheio de vento.

Passaram-se muitos anos até que um dia em pleno mês de Agosto em Parada, me cruzei com o João sem saber que era ele, mas logo reparei que o cara ia falando a língua de lá, pensei logo mais um brasuca que anda perdido, afinal não era nada disso.

A nossa abordagem aconteceu no café da cuscarreira, e logo nos recordamos quem de facto nós éramos, a primeira pergunta que fiz ao João foi logo saber da velha concertina, que ele tinha levado para o Brasil. Por momentos não me respondeu, balbuciou qualquer coisa que não percebi, e só depois me disse que afinal o tal instrumento nunca tinha chegado ao destino.

Fomos conversando disto e daquilo, e então o João me foi contando tintim por tintim a verdadeira história desde o dia que partiu de Parada.

“Olha António Cândido,  quando saí de casa com a concertina a tiracolo, eu ia triste pra caramba, não falava com ninguém, mesmo a tia Adelaide eu nem olhava. Entrei no comboio no apeadeiro, me sentei naquele banco de pau amarruando a cabeça, sem querer saber de nada. Alguns homens me pediam tu aí moço! Toca na concertina! E eu mais fodido ficava.

A viagem até ao Porto não tinha mais fim, nunca toquei na concertina e muito menos falei com alguém. A tia Adelaide já era uma visita muito conhecida dos donos da pensão, onde nós ia-mos dormir naquela noite, e só ao outro dia viajávamos para Lisboa para embarcar rumo ao Brasil.

Os donos da pensão tinham um filho mais ou menos como eu, que não tirava os olhos de mim e da concertina. Gosta dela! Pega aí, que já estou farto dela”.

 Continuando com esta bela história  acerca da concertina, o João foi-me dizendo que sempre sentiu saudade daquela que por vezes encostava o ombro esquecendo as mágoas quando era criança.

Quando o João regressou do Brasil, muitos anos depois, foi de propósito ao Porto para saber o local da tal pensão e tentar encontrar o rasto da velha concertina. Procurou em vão aqui e ali, mas volvidos tantos anos tudo estava diferente desde aquele dia cinzento, que ele conheceu há muitos anos atrás.

Por aqui se vê, que aquela concertina que outrora tocava de mão em mão, é um bom exemplo de como nem tudo na vida é para esquecer. Como cidadão e como alguém que tem por missão ensinar os bons costumes, o João tem sido na prática um cara às direitas, amigo de todos, gostando de partilhar os bons momentos da vida, e ajudar o próximo quando é preciso

Portanto caro amigo João, ou João Brasileiro como te conhecemos, para ti um grande abraço.

 

António Cândido Lisboa.

 

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às 17:34

Um golpe duro no isaltinismo

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 30.09.11

 Isaltino Morais: autarca condenado já foi magistrado e ministro

 

 Não gostei mesmo nada de saber que Isaltino Morais, o famoso autarca de Oeiras, tinha sido  preso. Sinceramente, isto não são coisas que se façam a uma "mulher pública"...quanto mais a um homem público como Isaltino.

 É que estamos a falar de um homem íntegro da sola dos pés ao tornozelo! De alguém que muito lutou para poder  melhorar e , mesmo, engrandecer, a  conta bancária da "autarquia" familiar,  lá na Suíça.

 Ninguém, no seu juízo puro, poderá dizer seja o que for em desabono deste imprescindível autarca, e do esforço que sempre dedicou a fazer obra, sem nunca esquecer de compensar aqueles que o compensavam.

 Isaltino foi sempre um homem de gratificação... perdão, de gratidão.

 Rezemos todos pela sua libertação, e, oxalá Deus nos oiça, e  o voltemos a ver livre e feliz, daqui a dois anos...

 

CR

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às 17:04

Perguntas (Im)pertinentes

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 30.09.11

 

 

   Se a Carris, cujos trabalhadores são pagos pelo orçamento do Estado, dispõe de um estabelecimento onde os seus funcionários são barbeados de graça (!), por que razão o Ministério da Educação não dispõe também de uma barbearia para que os professores, e, já agora, algumas professoras de pêlo na venta, aí escanhoem também a sua?

   

  Se um maquinista tem um subsídio por cada quilómetro percorrido (!!), por que carga de água um professor não recebe também um subsídio por cada aluno transitado?

 

  Se os funcionários da Caixa Geral de Depósitos têm direito a empréstimos com juros à beira de zero por cento (!!!), por que é que os professores ( e outros cidadãos) pagam juros altíssimos?

 

  Se os filhos, e outros familiares ( até as irmãs solteiras...) dos trabalhadores da CP e da Carris podem viajar gratuitamente de metro ou de comboio, (!!!!) por que é que  os filhos dos professores não podem estudar completamente de graça? 

   

 

CR

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às 15:58

Barroso afinal existe

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 30.09.11
Durão Barroso criticou esta sexta-feira os planos de Berlim e de Paris para criar um governo económico da zona euro, sublinhando que a União Europeia «já tem um governo económico há muito tempo», a Comissão Europeia.

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às 15:38

TIO FIRMINO, MEU PADRINHO (SEGUNDA PARTE)

por Francisco Gomes, Sexta-feira, 30.09.11

 

Quando cheguei à idade do entendimento, o Tio Firmino já estava casado a segunda vez, com a Tia Anunciação, que pertencia à família dos Ricotes, era irmã da Senhora Margarida Ricota, a Mãe do Aprigio. Já eram nascidos os três filhos portugueses, a  mais velha, a Ana, hoje reside em Celorico da Beira, a seguir o Manuel, que hoje reside em Monsanto e o mais novo o António, que hoje reside em Alcanena. Pouco tempo depois, eu lembro da morte da Tia Anunciação. O Tio Firmino ficou novamente viúvo, com três filhos americanos já crescidos e três filhos portugueses, ainda bem pequenos. Lá foi a minha Avó Maria tomar conta da educação de mais estes três netos.

O Tio Firmino era uma pessoa muito marcante e muito querida na aldeia. Era prestativo e entendia de tudo um pouco. Não havia problema com qualquer vizinho, que ele  não ajudasse a procurar uma solução. Amava e respeitava a família. Lembro, um dia que ele foi para nossa casa, para fumar o seu cigarro, de repente, aparece a minha avó, ele correu a esconder o cigarro. Um homem duas vezes viúvo, pai de seis filhos, e não fumava diante de sua Mãe.

Era comum o Tio Firmino, caminhar pela aldeia, com uma maletinha na mão, ia fazer a barba ou cortar o cabelo a homens que já não saiam de casa, por causa da  doença ou da idade. Lembro o Senhor José Moutinho, e o marido da Senhora Jacinta, havia muitos outros que não recordo o nome. Se alguém na aldeia precisasse tomar uma injecção, lá ia o Tio Firmino, com o estojo na mão, onde fervia a seringa e as agulhas.

Foi o primeiro a conseguir uma máquina movida a combustível, para limpar o centeio nas eiras. Quando alguma família fazia a matança dos porcos, lá ia o Tio Firmino com aquelas facas na mão, para sangrar, pelar e esquartejar todo o porco. Era um homem profundamente religioso, nunca faltava à Missa em Soutelo e sempre acompanhado dos filhos mais velhos.

Tinha uma terra na Esculca, ali ele tinha muitas abelhas. Quantas vezes eu ia com ele levar caldo de castanhas, para colocar à entrada das colmeias, em pequenas vasilhas de barro, para alimentar as abelhas e elas não morrerem por causa do longo inverno. Parece que ainda estou a vê-lo, andar no meio das abelhas, para ver se haviam enxames para sair. Muitas vezes eu o vi pegar no chão abelhas-mestras, colocá-las em caixa de fósforos, para depois colocá-las em colmeias que não trabalhavam por que não tinham mestra.

Quando era época de tirar o mel quantas vezes eu ajudava a espremer os favos e fazer bolas de cera. Ele guardava o mel em potes de barro, mas doava  mais do que vendia. Quantas vezes a minha avó trazia um pedaço de pão para molhar no mel e comer. Parece que ainda sinto o gosto desse mel.

Meu Padrinho falava fluentemente o inglês. Quando alguém precisava tratar de documentos para embarcar para o Brasil, lá ia ele ajudar. Os filhos americanos, quando atingiam a maioridade, apresentavam-se à Embaixada Americana, e recebiam passagem de graça para a América. Quando vim para o Brasil, os filhos americanos já estavam todos na América. Quando vim  para o Porto para tratar de meus documentos para vir para o Brasil, ele foi comigo. Na Régua começou a conversar com um turista americano, quando chegamos ao Porto, fez questão de pagar o almoço para a gente. Foi a  última pessoa da minha família, que estava no cais, a acenar para mim.

Hoje ao escrever estas recordações, fiquei muito emocionado.

Abraços para todos..... Até à próxima .......

 

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 08:45

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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