Não são os privilégios laborais de não-corporações de funcionários públicos em número abaixo da média europeia que provocam buracos sucessivos e cumulativos de milhares de milhões de euros mas uma camarilha de gestores de empresas públicas que, na sua maioria, se afirmam grandes liberais, assim como os escritórios de advogados que preparam estas negociatas e os seus parceiros na banca que os empregou ou há-de empregar.

O Estado não está falido por causa do pouco “social” pago ao que deles precisam mas por causa da ganância dos que dele se alimentam de forma alarve, enquanto dizem dele desdenhar.

Um gestor público liberal consegue produzir mais danos ao orçamento do que mil funcionários acusados de comodismo.

Isto não é preconceito ideológico, é descrição factual.

 

( Texto de Paulo guinote)