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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Parada do Corgo - Love Story

por cunha ribeiro, Sábado, 30.11.13

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às 23:50

A ESCOLA DA MINHA VIDA‏

por Francisco Gomes, Sábado, 30.11.13

A primeira  Escola de Parada que eu lembro, funcionava numa sala da casa da Senhora Georgina Moutinho e do Senhor José Penato. A sala tinha uma janela que dava para a entrada do quinteiro do Tio Américo. Tinha uma horta no largo em frente. Quando subia ou descia a escada da escola, via-se toda a horta.

Também lembro da construção da nova escola, principalmente o muro da frente para a rua, aquele portão de ferro, pelo qual depois eu passaria muitas vezes. Tenho uma vaga lembrança da inauguração, tinha a figura imponente do Senhor Pedreira e alguns homens engravatados que a gente não conhecia. Disseram que era o Governador Civil e o Administrador de Vila Pouca, mais um representante do governo central. O Padre Paulino de Soutelo benzeu o prédio.

Eu ainda não estava na Escola, mas depois que os homens foram embora, teve o primeiro almoço na Escola, todas as crianças podiam comer. Estavam presentes ao almoço, o Senhor Pedreira e a família do senhor Joãozinho. Após a comida, o Senhor Pedreira repetiu um gesto muito comum. Toda a criançada ficava numa fila, e Ele dava dinheiro para todos. Após cada um haver recebido a sua cota, ele subia num banco e mandava para o alto uma porção de moedas. Ria a bandeiras despregadas, ao ver a garotada acavalo uns nos outros para arrabanhar o dinheiro. Eu era ainda pequeno, não conseguia apanhar nada, tinha que me contentar com as moedas que recebia da sua mão.

A figura humana do Senhor Pedreira era amada e idolatrada na aldeia. Todos os anos vinha para a Festa de São Pedro. Os mordomos ficavam ansiosos pela sua chegada, por causa da oferta que ele fazia para a festa. A garotada também ficava assanhada, pelo dinheiro que ia receber, que sempre dava para comprar umas cavacas no adro de S. Pedro. Para mim e para muitos era o único dinheiro que a gente tinha para a festa.

Isto são passagens que conseguimos guardar no Livro das Recordações. Muitas coisas já se perderam, levadas pela marcha destentora do tempo. Resolvi escrever estas pequenas lembranças, para que a Associação o Prazer da Memória possa reter alguma coisa das origens  da Escola que foi o berço de instrução da aldeia, durante muitos anos, e que agora foi transformada num "Albergue", que eu suponho seja para abrigar os Peregrinos de São Tiago, que agora usando o caminho do último Comboio, devem passar a rodos por esses lugares. (Que assim seja).

Deus abençoe a todos

                                                                             

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:28

Há Seis "Ronaldos" ( Folha de Vencimento...) na Nossa Banca

por cunha ribeiro, Sábado, 30.11.13

Seis banqueiros portugueses receberam um milhão de euros

 

Seis banqueiros portugueses receberam pelo menos um milhão de euros de remuneração em 2012, segundo a Autoridade Bancária Europeia.


A EBA divulgou hoje um relatório que indica quantos trabalhadores dos bancos europeus auferiram em 2012 pelo menos um milhão de euros, incluindo salários, bónus, prémios e contribuição para a pensão, a partir dos dados recolhidos em cada país pelas autoridades nacionais.

Segundo a EBA, em 2012, seis banqueiros portugueses tiveram rendimentos de pelo menos um milhão de euros: três da banca de retalho e três de outros ramos da atividade bancária.

Os primeiros receberam, no total, 1,438 milhões de euros em remuneração fixa, dois milhões em remuneração variável e 695 mil euros em remuneração variável diferida, a que se somam ainda 995 mil euros de benefícios para pensão.

Assim, em média, cada um destes banqueiros recebeu 1,147 milhões de euros em 2012. A remuneração foi ainda mais alta nos banqueiros de outras áreas do sector bancário: 1,577 milhões de euros cada um, em média.

A maior fatia dos rendimentos destes banqueiros veio da remuneração fixa, de 3,563 milhões de euros. Em remuneração variável o valor ascendeu a 2,336 milhões de euros, dos quais 1,168 milhões de euros em diferida.

Entre os países com maior número de trabalhadores de bancos que receberam mais de um milhão de euros em 2012 estão Reino Unido, com 2714, Alemanha (212), França (177) e Espanha (100).

No final de Setembro deste ano, o Banco de Portugal enviou uma instrução aos bancos para saber quantos funcionários das oito principais instituições -- à Caixa Geral de Depósitos (CGD), ao BPI, ao BES, ao BCP, ao Santander Totta, ao Crédito Agrícola, ao Montepio Geral e ao Banif - ganham mais de um milhão de euros por ano.

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às 18:32

O Nosso conterrâneo MANUEL CHAVES, à Frente

por cunha ribeiro, Sábado, 30.11.13

 

 De momento a votação na maior personalidade aguiarense de sempre está assim:

 

1. Manuel Chaves - 15 V.

2. Dr. António Gil - 11 V.

3. Dr Gomes da Costa - 3 V.

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às 18:07

PORQUE OS QUE TINHAM ESTAVAM A FICAR VELHOS

por cunha ribeiro, Sábado, 30.11.13


Jogadores do Real Madrid recebem carros novos

Veículo que Cristiano Ronaldo escolheu custa cerca 160 mil euros.

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às 15:06

Algum Bom Senso. Já agora, se não se importam, e a Revisão dos Salários?

por cunha ribeiro, Sábado, 30.11.13

Eliminação de feriados vai ser revista ao fim de cinco anos

Alteração ao Código do Trabalho estabelece a revisão da eliminação de feriados.

 

A eliminação dos feriados do Corpo de Deus, de 5 de outubro, de 1 de novembro, e de 1 de dezembro vai ser sujeita a uma reavaliação dentro de cinco anos, determinou uma alteração ao Código do Trabalho.

Uma alteração ao Código do Trabalho realizada em agosto deste ano estabelece que a eliminação dos feriados "será obrigatoriamente objeto de reavaliação num período não superior a cinco anos".

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às 14:38

ELEJA A MAIOR PERSONALIDADE AGUIARENSE DE SEMPRE: 3. Dr ANTÓNIO GIL

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 29.11.13
Segunda-feira, 07.12.09

 

 As várias facetas do Padre Gil fizeram dele uma das personagens mais densas e incontornáveis de Vila Pouca.

Não vou, aqui, ( com muita pena minha) falar do Padre, que não conheci, ou do político, que apenas "observei" à distância...

Vou, antes, evocar o Professor.

Vi pela primeira vez o Padre Gil, em cima do estrado de uma das salas de aula do Colégio  de Vila Pouca, que ele próprio dirigia.

Estávamos nos primórdios da década de setenta, do século passado.Todos sentados,à espera do professor/director  ( antigamente era assim: os alunos entravam na sala de aula, sentavam-se, e esperavam o mais pacientemente possível, pelo seu professor...). Poucos minutos depois do primeiro toque, a porta da sala abriu. um homem forte, estatura média, cabelo curto suavemente ondulado,a branquear aqui e ali, entrou. Após um curto silêncio, seguiu-se um pequeno "sermão", mais ou menos nos termos que seguem: "que tivéssemos muito juízo! Estávamos ali para estudar... os nossos pais  sacrificavam-se muito para pagar as propinas... os livros eram para tratar com muito carinho... mais isto...mais aquilo".

No fim da prelecção, como era a primeira aula, deixou-nos sair mais cedo.

Mas o que melhor retive do meu professor de português e francês foi a sua forma peculiar de ensinar.

Quando chegou aos Lusíadas, introduziu-os de uma forma especialmente " motivadora".  Lembro-me de o ouvir dizer, cheio de convicção: " A Viagem de Vasco da Gama  à Índia,não tenho dúvida, foi a maior façanha de sempre, em todo o mundo... Nem a viagem à Lua dos americanos foi feito maior!". ( Fiquei tão convicto da magnificência daquela  viagem que vasco da Gama passou a ocupar, na minha galeria de heróis, o lugar, até aí, reservado a D. Afonso Henriques).

Mas o Padre Gil ainda me influenciaria num outro aspecto. Quando iniciou a matéria dos Lusíadas, leu as estâncias  de uma forma tão expressiva, e emocionante, que logo o tentei imitar, ao chegar a casa: fechei-me no quarto; abri a epopeia logo no início e comecei: " As armas e varões assinalados/ Que da ocidental praia lusitana/ Por mares nunca dantes navegados/..." - com a voz o mais colocada possível, lia enquanto me ouvia... E repetia.

O que nunca mais esquecerei foi o misto de excitação e temor que sentia nos dias em que o Padre Gil se lembrava de nos mandar a todos para cima do estrado e proclamar: " hoje, minha gente, há sabatina!".

E o que era a sabatina?

Era a exposição pública do nosso orgulho, quando sabíamos; ou da nossa vergonha, quando não tínhamos estudado bem a matéria. Ficávamos todos em fila, de costas quase encostadas à parede do quadro. Pela ordem numérica que tínhamos desde o início do ano escolar: o número um, era o primeiro, à direita; e o aluno que tinha o número de ordem final, era o último, à esquerda.

Seguiam-se perguntas de todo o tipo. Se alguém errava, o professor passava ao aluno seguinte; se este acertasse, ocupava( com um orgulho mal disfarçado) o lugar do que acabava de errar.

Gostava daquilo... Talvez porque sempre gostei da competição. Acho que, para além de uma excelente "bengala" para o professor (sobretudo nos dias em que as  aulas vinham menos  bem preparadas...), era uma actividade que motivava os alunos e os estimulava para o estudo.

Esquecendo os quatrocentos escudos de propinas que os meus pais pagavam todos os meses ( muito dinheiro para quem só fazia algum de vez em quando, na feira, vendendo uma vitela ou um "bezerro" ao desbarato...), o Externato Liceal Duarte de Almeida em Vila Pouca, cujo maior responsável pela sua existência foi, sem dúvida, o Padre Gil, foi a minha "salvação", a minha "ponte" para o prosseguimento de estudos que nunca mais quiseram estagnar...

É também por essa razão que eu decidi escrever sobre os seus principais protagonistas.

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às 16:45

ELEJA A MAIOR PERSONALIDADE AGUIARENSE DE SEMPRE: 2. FRANCISCO GOMES DA COSTA

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 29.11.13

 

Francisco Gomes da Costa nasceu no dia 25 de fevereiro de 1919 em Vila Pouca de Aguiar.

Na temporada de 1936/37 ingressou na equipa principal do Futebol Clube do Porto, quando contava com 17 anos de idade. Por essa altura conciliava o futebol com os estudos, já com a intenção de vir a ser médico dentista. Foi essa a razão para ter deixado o futebol para segundo plano e não ter participado em nenhum jogo na temporada de 1938/39.

Logo na sua primeira temporada ao serviço do F.C. Porto conquistou o Campeonato de Portugal. O F.C. Porto foi a Coimbra vencer o Sporting C.P. na final por 3-2.
Em 1939/40 sagrou-se Campeão Nacional.
Jogou sempre com a camisola dos Dragões até à temporada de 1945/46, quando terminou a carreira de futebolista.
 Representou também a Seleção Nacional numa partida contra a Espanha em 1945.
Depois de deixar o futebol abraçou a carreira de médico e mais tarde, em 1964, foi Presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar. Como prova de reconhecimento pelo seu trabalho em prol da vila do Distrito de Vila Real, tem o seu nome no Pavilhão Gimnodesportivo Municipal.
Palmarés
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato de Portugal

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às 16:34

ELEJA A MAIOR PERSONALIDADE AGUIARENSE DE SEMPRE: 1. MANUEL JOAQUIM LOURENÇO CHAVES

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 29.11.13

Manuel Chaves ainda bem jovem emigrou para o Brasil, seguindo já uma tradição familiar, voltou com alguns proveitos e investiu, e no momento certo investiu em minério, produto que à data era altamente rentável. Mas aquele homem enorme, forte, sério mas com um sorriso sonoro e franco, tinha um sonho … E o sonho de sua vida era voltar à sua terra natal, onde tudo investiu o que amealhou e o que herdou, o que tinha e não tinha, e como todos bem sabemos eram tempos em que os Portugueses viviam do seu esforço e da sua arte, não como agora em que basta ter os contactos necessários e os subsídios “choverão” em catadupa, não havendo qualquer risco pessoal.

Arrastou com seu sonho, pessoas que ele amava, que tinham outros horizontes e vontades na vida, uma mulher doce que não fazia a mínima ideia onde ficava Trás-os-Montes e o acompanhou toda a sua vida, mas o chamamento de Parada foi mesmo mais forte. As árvores que abanando davam frutos, não eram nem são as árvores transmontanas, porque falamos de uma Terra cultivada e preservada por gente que luta contra as adversidades físicas dos terrenos onde cultiva. O tempo que castiga, e o constante abandono por parte de quem governando devia cuidar de todo o rectângulo que é Portugal. Mas também é assim que se talha em cada Transmontano, um Homem, simples, forte, lutador e honesto e em que o seu amor à Terra que é sua, é enorme.

 O grande legado que Manuel Chaves entregou a seus descendentes, é esse … O Amor a Parada de Aguiar, o carinho, a ternura que todos expressamos sempre que se fala de Parada, e sabe bem meu caro quão é difícil obter notícias da “nossa Aldeia”, … felizmente agora vamos socorrendo-nos de seus textos para matar saudades e saber alguma novidades …. E acredite que mais que as casas, as terras, os animais, são as memórias presentes de Parada que mais nos alegram.

 Cada um de nós seguiu seu caminho, vivemos espalhados entre vários países, mas aquilo que mais une, mesmo para além do nome Chaves de que nos orgulhamos, são as memórias, as recordações, e o sentimento de “Casa Comum” que é para nós Parada de Aguiar.

Se Parada não fez de meu Avô um homem rico, fez dele um homem feliz por viver os seus sonhos, em sua Terra e com suas gentes Este texto, não é a qualquer titulo reivindicativo, (até porque o texto sobre meu avô foi publicado em Abril/2010 e por mim lido e relido nessa altura) apenas é de agradecimento pelo seu trabalho por Parada, que V.Exa desenvolve através de seu Blog … e por nos ajudar a matar saudades desta Terra que mesmo à distância sentimos um pouco como “nossa” . Um sentido Obrigado.

Em complemento deste panegírico, necessariamente subjectivo e emotivo de um seu descendente, salienta-se que Manuel Joaquim Lourenço Chaves foi Presidente da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar entre 1948 e 1951. Tendo ainda no pós 25 de Abril feito parte de uma comissão directiva interina que administrou por algum tempo o mesmo Município.

FCR

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às 16:26

Reformas - Fumo Negro no Horizonte

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 28.11.13

Conheça a proposta do Governo que será discutida com parceiros sociais.


Governo e parceiros sociais começam a negociar segunda-feira as alterações ao regime de pensões, que inclui o aumento da idade de reforma. A proposta do Governo, a que o Diário Económico teve acesso, deverá entrar em vigor em Janeiro de 2014, mas ainda está sujeita a alterações. Saiba o que muda.


Idade de reforma sobe para 66 anos em 2014


A idade de acesso à pensão vai subir de 65 para 66 anos em 2014. Isto porque a idade de reforma estará indexada ao factor de sustentabilidade e este terá novas regras. Até aqui, este mecanismo apenas influenciava a idade de acesso à pensão completa (sem penalizações) e não a idade legal de reforma. Este ano, de acordo com o Governo, já era necessário trabalhar, em média, mais seis meses além dos 65 anos para ter a reforma completa mas, ainda assim, os trabalhadores podiam abandonar o mercado de trabalho aos 65 anos, aceitando a penalização no valor da pensão.


Novo factor de sustentabilidade


O novo factor de sustentabilidade passará a ter por referência o ano 2000 (e não 2006) e vai ditar um corte de cerca de 12% nas pensões pedidas em 2014 (contra 4,78% este ano). A proposta do Governo garante, no entanto, que quem se reformar aos 66 anos em 2014 não verá a sua pensão afectada pelo corte de 12%, uma vez que já trabalhou 12 meses adicionais. Enquanto as reformas antecipadas estiverem congeladas na Segurança Social, os trabalhadores não poderão, assim, abandonar o mercado de trabalho antes dos 66 anos. Na Função pública, as saídas antecipadas são possíveis mas ditarão cortes adicionais.


Aumentos graduais a partir de 2016


A proposta do Governo indica que, a partir de 2015, o factor de sustentabilidade terá por base a esperança média de vida aos 65 anos do segundo e terceiro anos anteriores à reforma, na proporção de dois terços. No entanto, o Diário Económico sabe que a idade de reforma vai manter-se nos 66 anos em 2015, aumentando apenas a partir de 2016. O Executivo prevê que a idade de reforma atinja os 67 anos em 2029, o que significa aumentos inferiores a um mês por cada ano que passa. Todos os anos, a nova idade de reforma constará de portaria.


Factor nunca se aplicará a quem abandonar o mercado de trabalho depois da idade legal


Ao longo do tempo, sempre que os trabalhadores se reformarem depois da idade legal de reforma fixada para cada ano, não verão a sua pensão afectada pelo corte do factor de sustentabilidade.


Quem completar 65 anos em 2013 é excepção


Quem completar 65 anos ainda em 2013 não será abrangido pelo novo regime, mesmo que peça a reforma em 2014 ou mais tarde. Neste caso, aplica-se o factor de sustentabilidade deste ano (corte de 4,78%, que pode ser compensado com trabalho adicional). Também às pessoas que recebem pensões de invalidez há menos de 20 anos, e que vão ver a sua pensão convertida em reforma de velhice a partir de 2014, é aplicável o actual factor de sustentabilidade e não o futuro. O novo regime vai abranger quem pedir reforma depois da entrada em vigor do diploma (previsivelmente, Janeiro de 2014). No entanto, quem pedir pensão este ano será abrangido pelo novo regime caso não complete os 65 anos em 2013. É que, actualmente, os trabalhadores podem pedir a reforma com três meses de antecedência face à data em que pretendem começar a receber pensão: se este pedido tiver já ocorrido mas o trabalhador só completar 65 anos em 2014, será abrangido pelo novo regime.


Excepções aos 66 anos


A idade de reforma continua nos 65 anos no caso de trabalhadores que, legalmente, não podem manter actividade além dessa idade e que exerceram essa profissão pelo menos nos últimos cinco anos. É o caso de mineiros, pescadores, condutores de veículos pesados, pilotos de aviação, controladores de tráfego aéreo, bailarinos, etc.


Pilotos podem passar à reforma antecipada


Actualmente, o regime de reforma antecipada está suspenso na Segurança Social e apenas os desempregados de longa duração e outros regimes específicos podem aceder a esta via. O Governo entende agora que os pilotos comandantes e co-pilotos de aeronaves de transporte público comercial de passageiros, carga ou correio, também podem passar à reforma antecipada, alargando o leque de excepções.


Longas carreiras menos penalizadas


A idade de reforma é reduzida para os trabalhadores que, aos 65 anos de idade, já ultrapassem 40 de carreira. Quem tem 41 anos de trabalho, pode pedir a reforma aos 65 anos e oito meses; quem tiver 42 anos de carreira, pode reformar-se aos 65 anos e quatro meses e quem já trabalhar há 43 anos pode receber pensão com 65 anos.


Pensão social de velhice e complemento afectados


Também a pensão social de velhice e o complemento solidário para idosos, que até aqui eram atribuídos a quem atingia 65 anos, só serão pagos a partir da nova idade legal de reforma (66 anos em 2014 e acima disso a partir daí).


Penalização da pensão aumenta e bonificação diminui


A partir de 2014, a penalização das reformas antecipadas terá por referência o número de meses de antecipação face à idade legal estabelecida em cada ano. Se o Governo abrir novamente a via das reformas antecipadas em meados de 2014, uma pessoa que peça a pensão aos 64 anos, por exemplo, terá uma penalização de 12% (0,5% ao mês face aos 66 anos), o dobro do que teria se a idade de reforma ficasse em 65 anos. Com as bonificações, a lógica é a mesma. Só quem trabalhar além dos 66 anos em 2014 terá direito a bonificações que variam entre 0,33% e 1% por cada mês de trabalho adicional. Actualmente, as bonificações tinham em conta o trabalho prestado depois dos 65 anos.


Revalorização


O Governo aproveita para eliminar o regime transitório de revalorização de salários que servem de base à pensão. O decreto-lei em vigor estabelecia um regime de revalorização dos salários recebidos entre 2002 e 2011, baseado na inflação e na evolução dos ganhos subjacentes às contribuições. Este regime deveria ter sido revisto em 2011. A proposta do Governo estende agora as regras de revalorização aos salários recebidos depois de 2002.


Adaptação à Função Pública


A proposta do Governo prevê que o regime de protecção social da Função Pública seja adaptado aos princípios do decreto-lei agora revisto.

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às 22:39

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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