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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


"Ficções do Interlúdio"

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 28.11.14


 Há pessoas que trabalham bem em equipa.  Diz-se que Sócrates era ( e ainda poderá ser ...) especialmente dotado a trabalhar em grupo. Basta recordar como trabalhou bem ao lado de Carlos Cruz e toda a equipa que trouxe o Campeonato da Europa  para Portugal. A mim parece-me que Sócrates será bom a gerir conflitos de grupo, desde que ninguém dê palpites. 

 Também se diz que Sócrates é muito bom em  "golpes de rins", sendo um prodígio de flexibilidade.  Neste particular, consta que além de ser capaz de encostar o cotovelo na nuca, também conseguia encostar a nuca no cotovelo!

Eu tenho a minha opinião sobre o tema:  acho que com a língua, de facto, o homem fazia milagres. Não desses que alguns estarão a pensar. Falo de outros milagres. Por exemplo, quando a usava com e sem sinceridade ao mesmo tempo.

A flexibilidade física, porém, não devia ser por aí além... Seria por isso que tinha a mania do footing? Talvez. Mas eu sempre vi aquele espetáculo como marketing pessoal. Não se aperceberia ele que corria como um desengonçado, devido a uma irritante natureza de galináceo.  Com efeito,  a falta de músculos era notória, dando a impressão de correr com as "pernas" de Oscar Pistorius ( aquele do tiro ao alvo, sendo o alvo um fantasma...), mas mais devagarinho (só me saem comparações com ex-arguídos, peço desculpa...). 

Porém, conseguia atingir o grau máximo da flexibilidade  nas suas compras. Aí, o teto de aquisição, por exemplo de um fato camisa e gravata, era, pelo que dizem, altíssimo.

Mas Sócrates, além de flexível, também era, pelo que consta, um político que trabalhava por objetivos.  Concretos e bem definidos. E lutava socraticamente por eles. O grande objetivo que nunca o largou, central, senão visceral, que o acompanhava 24 horas por dia, que almoçava e jantava com ele; se deitava e dormia com ele;  se levantava  e saía de casa com ele, esse objetivo, sempre presente e fiel, era o dinheiro, o lucro.

Mais: Sócrates possuía ainda todos os atributos de um líder -  era ativo, dinâmico, comunicativo, simpático. Mas ativamente impostor; ardilosamente dinâmico, traiçoeiramente comunicativo, e dissimuladamente simpático.

Consta ( mas pode ser peta...) que Sócrates, um dia, ainda não acabara o curso de engenharia,  foi a uma entrevista. Determinada empresa abrira uma vaga para a direção do setor de exportação. Armado dos seus conhecimentos, em inglês técnico e francês liceal, o homem lá foi à entrevista:

– Qual é a sua idade? ( Começou por perguntar o entrevistador)
– Com óculos ou sem óculos? ( Respondeu Sócrates, atrevido.)

- Basta o B.I. ( ripostou o entrevistador,mantendo-se calmo)

- Qual deles, o verdadeiro ou o falso? ( retorquiu Sócrates)

-  O falso, para me não enganar.

 

E a entrevista continuou, agora mais tensa:

- Olhe, sr J.S.,  quais são os seus pontos fracos?

– Não tenho.

- E os fortes?

- São todos.

- Vaidoso, é?

-  Q.B.

- Está-me a chamar burro?!

- Não, porquê?

- É o que sugerem as iniciais ( Q,B. - Que Burro ...)

- Desculpe, mas não entendeu ( Q. B. significa Quanto Basta...)

 

Bem, adiante:


  - De entre tantos candidatos, só você poderia ser o escolhido?
  – Eu pensei que responder a essa pergunta fosse da sua conta e não da minha. Mas posso tentar responder:  Porque acho que sou o único candidato com qualidades para esse lugar.

 -  Mas você não conhece os restantes candidatos, como pode afirmar que é o melhor?

-  Deus também não conhecia José Sócrates, e não teve duvidas em ser quem é.
– Bem, devia ter cuidado em falar dessa maneira de Deus, mas enfim. Continuemos:

- Várias pessoas que se sentaram nessa mesma cadeira  são hoje chefes, diretores, ou gerentes. Que se lhe oferece dizer sobre isso?
  J.S. – Que o fabricante da cadeira vai ficar muito feliz, quando souber que eu fui selecionado, e que pode  vender milhares de cadeiras à minha custa.

– Há alguma pergunta que você me queira fazer?
– Sim. Acha que posso levar uma multa , por ter estacionado mal o meu carro, ou ir preso por ter falsificado o meu B.I?

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às 18:31

Conto de Natal

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 28.11.14

 

Mesa Natal.JPG

 

Desde que viera do Brasil, passaria, pela primeira vez, o Natal na cama de um hospital, algures numa vila minhota. Pior do que isso, iria ficar longe da sua família.

  Esta, dilacerada, bem analisou os prós e os contras: Levá-lo?  Mas como pegar naquele corpo ressequido, com os olhos cada vez mais cavados no meio das órbitas, como dois poços  sem fundo? Como levá-lo, se os braços e as mãos descarnadas  já mal se mexiam? Levá-lo  naquele estado, não seria arrancar-lhe a última raiz que o ligava à sobrevivência? Não, decididamente, nem o bom senso aprovava, nem a administração autorizava.  Aimentado por sonda, exangue, incapaz de reconhecer a família, nenhuma vontade lúcida o poderia arrancar aos sábios cuidados  de médicos e enfermeiras. E sobrava ainda, nos corações, uma réstia de esperança, a ilusão de uma reviravolta feliz.

Na  cabeça  do filho, havia uma ideia que o sufocava: aquele Natal seria o primeiro de há quarenta anos que passaria sem o pai a seu lado. Um Natal sem aquela árvore magnífica  que durante anos e anos tivera enfeitada de alegria junto de si, não seria Natal, com toda a certeza.

Dia 23 foi vê-lo, com os irmãos, ao hospital.  A face, fria e pálida, espelhava um corpo que a doença mirrava de dia pra dia. A voz saía frágil, em sons desconexos, imperceptíveis. Pegou-lhe na mão, solta e fria, e um laço breve  e precário pareceu unir os dois durante os breves minutos  daquela visita. Uma, a mais quente, tentava sondar na outra, fria e caída,  a alma outrora alegre e  tão divertida.  O corpo, porém,  isolava-a, como plástico à volta de um fio de cobre.

Chegara a hora da despedida. Um adeus sem som de retorno soltou-se dos lábios trémulos do filho. Os olhos húmidos, a voz embargada de emoção,  deixou, atrás de si, impotente, o pai que adorava. Um último aceno tentou enganar a impossível  resposta.  Um até amanhã sem eco.

A noite descia célere e escura. Assim saíram os três, pela penumbra ensanguentada de luz natalina.  Quase sem voz, o olhar vago e fugidio  calcorreando sombras noturnas. O ruído informe dos  passos, e o pesadelo. O bálsamo da dor comum, repartida em pedaços de amor fraternal pelo mesmo dono dos seus corações.  Onde, a anesteia da  esperança? Em lado nenhum, ou nas asas quebradas do sentimento.

No dia seguinte, véspera de Natal, a insolúvel conciliação da vontade e da realidade foi-se agudizando com o passar das horas. O tumulto interior crescia  pressentindo  à distância o lúgubre canto de um cisne.  Tudo à sua volta se ia anuviando.

Era hora de consoar. O bacalhau fumegava na mesa. Entretanto, a dois passos, no escano, junto à lareira, nascia - " Meu Pai" - um poema de fé  que o filho, que o escrevia, iria ler ao jantar.

Nisto, chega a irmã, aos soluços, a chorar. A notícia viera por telefone, negra, dura, implavável - " O pai morreu".

Soluçou, chorou, ...Reescreveu o poema. Um poema, agora,  de luto mas também de esperança, arrancada ao instinto mais profundo e  discreto da fé. Um luto dorido, e uma esperança vaga, mas também concreta, palpável,  num pai já salvo e feliz.

Morrera, sim, mas, afinal,  à beira do nascimento  do Salvador.

 

 

 FCR

 

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às 16:56

HENRIQUE NETO: PENSA O QUE DIZ E DIZ O QUE PENSA

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 28.11.14

 

 

henrique neto.jpg

O SEU PENSAMENTO É LIVRE, É ABERTO, É TRANSPARENTE, É SÃO. NÃO SE COMPORTA COMO A AVESTRUZ. DIZ O QUE PENSA E PENSA O QUE DIZ.  AGE COM INDEPENDÊNCIA,  EMBORA SEJA DO PARTIDO SOCIALISTA. . ESTE HOMEM É HOJE EM DIA UMA RARIDADE. UM EXEMPLO E UMA LIÇÂO PARA OS SOCRÁTICOS ESTUDADAREM. E APRENDEREM, POIS.

 

CR.

________________________________________________________

«Há anos que esperava» a prisão de Sócrates

Palavras do ex-deputado socialista Henrique Neto sobre a prisão preventiva de José Sócrates, em declarações ao «i»

O ex-deputado do PS Henrique Neto é o primeiro socialista a assumir publicamente que não ficou surpreendido com a prisão de José Sócrates. «Há anos que esperava que isso acontecesse. Os indícios eram mais que muitos», considerou Neto, em declarações ao jornal «i», onde defende que «as reacções de alguns socialistas (à detenção de Sócrates] são irracionais». Henrique Neto acusa: «Há muitos socialistas que não querem conhecer o que se passou. Fecham os olhos, porque estão moral e eticamente metidos nestas desgraças».
 
Para Henrique Neto, que não é de agora que tem sido crítico da governação de José Sócrates, tendo em junho lançado um manifesto com duras críticas à governação do ex-PM, «António Costa não será credível no país se não limpar o partido com grande clareza e grande determinação. Sofrerá com os estilhaços do que vier a acontecer com o eng. Sócrates».
 
O Partido Socialista estará reunido em congresso durante o fim de semana e prevê-se que o conclave seja dominado pela prisão preventiva de José Sócrates. Depois de ter ido visitar à prisão de Évora, o histórico Mário Soares já fez saber que irá marcar presença no congresso, que se realiza na Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações. Manuel Alegre também já disse que falará do ex-PM durante a reunião magna.

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às 14:49

Top Páginas (ontem - 27/11/2014 )

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 28.11.14

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às 08:35

Por que Será que António Guterres ainda não foi à cadeia?

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 27.11.14

É uma pergunta que, salvo o devido respeito, terá pertinência. Não foi Guterres Primeiro Ministro de um Governo do qual Sócrates também fez parte? Ora, como é natural, António Guterres deveria, pelo que as regras da experiência nos dizem, estimar os membros do seu Governo. E portanto, ao ver preso um seu ex-colaborador, era natural que fosse à cadeia visitá-lo. Surpresa das surpresas quem o foi visitar nunca trabalhou com ele, e chama-se Mário Soares.

Poder-se-á objetar que quase nenhum dos colegas de governo de José Sócrates o foi visitar. É verdade que não, mas não deixaram de manifestar já publicamente o seu desgosto pelo infotúnio do ex-colega e "amigo". E António Guterres ainda não.

Então a pergunta obvia, inevitável, tem de ser feita: Quererá isto dizer que António Guterres lhe não apreciou o caráter e por via disso não há entre ele e "o menino de oiro" qualquer corrente de afeto, nenhum laço sentimental, um poucochinho que seja de apreço?

Eu acho que a atitude de António Guterres é muito significativa. É que ele continua na memória coletiva dos portugueses ( da maioria) como um homem impoluto, moralmente intocável.  E o que me parece é que a sua ética republicana não combina em nada com o chico-espertismo sempre presente na praxis política do socratismo.

 

CR

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às 17:06

Top Páginas (ontem - 26/11/2014 )

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 27.11.14

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às 11:04

Sócrates diz que acusações são "absurdas, injustas e infundamentadas"

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 27.11.14

 

Ora, se assim é, como cidadão, ávido de justiça no meu país, peguntava, com a devida vénia, ao sr. eng.º  J. Sócrates, o seguinte:

1. O sr eng.º acha mesmo as ditas "acusações" absurdas? Então, se não se importasse,  explicava aos portugueses porquê.

2. Acha-as também injustas?  Então explique, o sr. eng.º, a (s) razão (ões) pela (s) qual (ais) as acha injustas.

3. Acha-as ainda infundamentadas? E quais são, então, os fundamentos da sua não fundamentação, sr. Eng.º?

 

Desculpe incomodá-lo com as perguntas, mas não me (nos) sinto (sentimos) suficientemente esclarecido(s),  quando apenas me (nos) lançam  "areia" nos olhos. Por outra palavras, estou (estamos) farto (s) de discursos  ocos ou "infundamentados".

 

CR

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às 09:33

Acabo de Ouvir o que disseram Mário Soares e Cavaco Silva sobre o Assunto do Momento

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 26.11.14

E o que me ocorre dizer é que:

. Os Srs jornalistas não deveriam, se quisessem que a memória dos portugueses mantivesse algum respeito e dignidade pela pessoa do primeiro, voltar a puxar-lhe pela língua. 

.  Em relação a Cavaco, os Srs jornalistas já deviam saber que as múmias não falam, mesmo que muito se esforcem em fazê-las falar.

Mas deixem-me terminar este post vestindo a farda de um agente de segurança ( GNR ou Polícia) e gritar:

 

 

" Ó Sr Dr Mários Soares, DESAPAREÇA!" ( E leve consigo Cavaco Silva!).

 

( Reparem, p.f.,  que mais uma vez não sou sectário: Peço para desaparecer a ESQUERDA e a DIREITA... capiccio?

 

 

CR

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às 21:29

"Animal Feroz"

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 26.11.14

Acho um absurdo chamarem a Sócrates "animal feroz". "Animal", tudo bem, agora "feroz" é que não. A clássica distinção entre "animais ferozes" e "domésticos" é bem clara a este respeito. Um animal feroz não se pode domesticar. Ora Sócrates é domesticável. Basta aparecer-lhe à frente um juiz como o que o interrogou no DCIAP. Se, por conseguinte, o enquadrassem na classe "doméstica" dos animais, concordaria. Não estranharia que o apelidassem de  "Galo", ou mesmo "galinha"... Enquanto foi primeiro ministro sempre cantou de galo, e nem o presidente Cavaco foi capaz de o mandar calar, cantasse ele a que horas cantasse. E até era fácil, bastava imitar o monarca vizinho e gritar:  "Por que non te callas, ó Sócrates !?"

É preciso notar que na classe dos "animais ferozes" só cabem espécies como o lobo, o leão, o elefante ..., e outros deste calibre. Ora Sócrates não possui tais características: nem juba, nem caninos salientes, nem tromba ( aqui tenho  dúvidas...).

Também não estou a ver um "animal feroz" ser visitado por Mário Soares. O risco  do  ex-presidente ser almoçado pela fera ia ser muito grande ... E desde quando um animal feroz pôde estudar filosofia? conseguiu vestir fatos armani? passou férias em resorts de luxo? leu discursos políticos no teleponto?

Um animal feroz pode ter um domador,  mas unca teve motorista. Também não mente por natureza, pois jamais alguém poderá afirmar que o leão x, ou a pantera y  tiveram a lata de mentir ao tratador do jardim zoológico, dizendo que não almoçaram, depois de terem devorado quilos e quilos de carne.

 

Geraldo de Sá

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às 11:49

Soares: «Com certeza» que acredito na inocência de Sócrates

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 26.11.14

Assim acontece a quem volta à "idade da inocência".

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às 11:35

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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