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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


O VELHO E O NOVO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 31.12.14

Mais um que está prestes a terminar para vida ao novo dar. Do velho, todos sabemos o que foi. Do novo, pouco se pode esperar, a não ser mais umas ferroadas levarmos. As promessas já começaram a surgir do novo que está para chegar. Vamos lá ver se as ferroadas não são a dobrar, porque de velhos e novos, nada há a esperar. Uns amanharam-se e outros querem-se amanhar e, o povo bem pode esperar porque nunca há-de ter direito a se agasalhar e, deixo a pergunta no ar para a sociedade assim poder julgar.

Como sabem, o novo já começou a prometer que ao povo ia devolver aquilo que o velho não teve pejo nem vergonha em tirar. Fazemos votos para que assim aconteça. Pois, como todos nós sabemos, o velho, foi longe de mais para os médias, amarrando-os de pés e mãos, enquanto às grandes firmas foi-lhes injetando benefícios e mais benefícios, talvez com o intuito e precaução de saberem que vão deixar o cadeirão, terem alguém que lhes deite a mão como tem sido hábito neste Portugal, dos Chico espertos que tanto mal têm causado ao povo e à Nação. Deste modo, esperamos que o novo tenha alma e coração e, que as suas palavras não sejam a de cativar corações para depois os sufocar como têm feito os demais aldrabões. Disso está o povo cheio e, dá-lhes o direito de desconfiar já que o novo é originário de família que, em tempos um mandou apertar o cinto e, o mais recente, como sabemos está hospedado, embora alguns da família, venham dizer que é inocente e muito boa gente. Ponho as minhas dúvidas, já que: quem vai para essas estalagens, algo fez de errado e, com certeza que não foi por ter ido à missa duas vezes. Aguardamos até onde chega a procissão.

O ciclo da vida é este mesmo. Uns partem – outros vêm. Então pedimos que os velhos enquanto andam cá neste mundo vivam com alguma dignidade e não sejam espoliados dos poucos direitos auferidos, para agora uns certos Srs. fazerem bandeira em os discriminar desses mesmos direitos que ao longo das suas vidas a tanto se sujeitaram e agora sentirem-se enganados por estes políticos mal formados.

Aos novos, o governo, trabalho compete arranjar, para ordenados justos lhes poder pagar. Não é pagar-lhes salários mínimos que, se podem formar famílias para viver com dignidade sem terem que recorrer à mendicidade ou ao Banco alimentar para os filhos poderem sustentar. Desta forma, nenhuma sociedade consegue sair do marasmo em que vivemos. Se querem progredir na evolução de uma sociedade, eliminem o atual sistema porque já está a cair de podre.

A humilhação social, não acontece só nas ditaduras. Pelo que nos é dado ver, em democracia continua-se a humilhar disfarçadamente mas, o povo sente. Ai sente, sente! Por isso Sr. Novo! se o povo bem quer tratar, trate-o como gente que já fica no rol de inteligente e será lembrado para sempre. Caso contrário, será sempre criticado como os demais seus antecedentes.

De velho e novo já me exprimi e a mais não sou obrigado. A não ser desejar um bom ano de 2015 que, por todos nós é desejado. Mas, não se esqueçam que o fado é sempre o mesmo e,

os velhos, cada vez estão mais lixados e, com este frio, como se diz lá para os nossos lados, cada vez mais encorrilhados.

Um grande abraço e “BOM ANO DE 2015” para todo o mundo.

 

Agostinho Rodrigues

 

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às 15:31

OS ZÉS PEREIRAS‏

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 31.12.14

A festa de São Pedro, sempre foi um acontecimento marcante na aldeia de Parada. A festa começava um mês antes, com a erguida do "mastro", faziam um tronco muito alto, geralmente duas ou três árvores emendadas.

No cimo era colocada a Bandeira Nacional. Ás vezes, colocavam algo de valor, para aplaudir os aventureiros que se propunham a subir no mastro. A erguida do mastro, era uma festa, pois soltavam fogos e às vezes vinha uma Banda de Música.

No dia da festa, a alvorada com morteiros e depois a banda de música percorria as ruas da aldeia, acordando a população e avisando que a festa estava para começar. Houve um tempo que a festa era um ano de Fontes, outro de Soutelo e outro de Parada. A procissão saía da aldeia que fazia a festa. Mas Parada, apesar de só fazer a festa a cada três  anos, sempre participava em todas as festas. Mesmo que no dia 29 de junho era Dia Santo de Guarda e ninguém trabalhava.

Houve um ano que a festa era de Parada, contrataram esses tais de Zés Pereiras, eram uns bonecos muito altos, e uma porção de "bombos" que faziam um barulho de ensurdecer. No dia 28 à tarde, deram uma volta nas ruas da aldeia. Quando ia chegando com as ovelhas ao Portelo, surgiram esses tais de Zés Pereiras, faziam um barulho tão grande, que as ovelhas fugiram todas de volta para o monte, fomos alcançá-las na Corte do Pereira, foi difícil juntá-las de novo. Naquele dia, a maioria não encontrou as suas casas.

 Naquele tempo, não se falava na Banda de Música do Pontido. Em Vila Pouca tinha uma Banda, mas era muito fraca. Existiam muitas Bandas famosas em Portugal, mas não vinham à festa de São Pedro, pois cobravam um preço muito alto. Tinha uma Banda em São Mateus, perto de Vila Real, sempre vinham no Comboio. No ano que vim para o Brasil, no dia 8 de setembro fui à festa da Senhora dos Remédios em Lamego. Assisti a duas Bandas a tocarem ao desafio. Sensacional.

No dia 29 de junho de 2008, assisti à festa de São Pedro. A procissão veio de Soutelo. Estava muito bonita, tinha bastante figuras, mas os "anjinhos" pareciam muito cansados. Gostei de ver os andores vestidos de flores naturais. Antigamente eram vestidos de farrapos coloridos, Eram vestidos numa eira nas Lages. Assisti a uma apresentação da Banda do Pontido, no largo das Cuscarreira. Á noite teve o arraial, mas era um "Conjunto" de música jovem. Tinha várias mulheres quase "peladas" a animar a festa. No meu tempo não podia ter isso, pois era pecado. Achei a festa de São Pedro, mais profana do que religiosa.

Hoje estamos num tempo que vale tudo, nós já nos acostumamos a viver com o diabo ao  lado da gente. O Carnaval no Rio de Janeiro é tudo na maior liberdade.

                                                              

Deus abençoe a todos

                                                           

Agostinho  Gomes  Ribeiro         

 

 

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às 11:11

UMA ESFEROGRÁFICA

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 31.12.14

Uma esferográfica é feita de várias partes, que se juntam para formar um objeto de grande utilidade e também de necessidade. Existem esferográficas de várias qualidades e modelos, mas todas têm algo em comum. Uma pequenina esfera encaixada na ponta, que faz a sua utilidade aparecer. Essa esfera é muito pequena, mas sem ela a esferográfica não tem qualquer valor. Encaixada na ponta, sua utilidade é grande pois ela foi criada para esse fim.

Imaginemos que um dia essa pequenina esfera não queira mais ficar ali na ponta da esferográfica e fora do seu lugar, ela não terá valor algum, não será útil a ninguém e se perderia no lixo do chão. Ninguém iria sentir sua presença em outro lugar, que não seja a ponta da esferográfica. Pois fora do seu lugar, aparentemente livre, não terá utilidade nenhuma.

 Esta pequenina esfera, encaixada na ponta da esferográfica, torna-se um objeto precioso, pois espalha a tinta, em diversas cores, sobre as superfícies lisas, quando conduzida por mãos hábeis, desliza em todas as direções, forma lindas mensagens e desenhos, de acordo com as mãos que a dirigem, dela se tira toda a arte em ortografia.

Podemos comparar a nossa vida com essa pequenina esfera. Sem a nossa presença, tudo seria diferente, nada de útil aconteceria em nossa vida. Sem poder escrever, os homens ficam impossibilitados de confirmar aquilo que falaram e prometeram. Quando Deus criou a cada ser humano, havia um  propósito e uma finalidade, por isso fomos escolhidos para que em nosso ambiente, fôssemos úteis à sociedade, fomos encaixados em nossos ideais, como uma pequenina esfera  na ponta da esferográfica. Deus quer usar nossas mãos, para com elas escrever a história da nossa vida, amparada e protegida, nos levando ao sucesso e à realização total.

Quando optamos pela segurança nas mãos de Deus, podemos ficar tranquilos, pois jamais nos perderemos pelas  frestas da dúvida. Mas, as nossas fraquezas e as nossa teimosia, nos leva a fraquejar diante das tentações e passamos a viver numa falsa liberdade. Seremos completamente inúteis como a pequenina esfera fora do seu lugar. Em consequência da nossa rebeldia, perdemos o sentido de viver e os rumos da nossa vida, passamos a prisioneiros das falsidades humanas. As nossas rebeldias nos levam a pagar um preço muito alto

" Que a sabedoria seja sempre a nossa melhor conselheira, para a nossa vida se tornar um caminho de esperança, e o conhecimento seja sempre o nosso maior tesouro".

                                                                  

Deus abençoe a todos

                                                              

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 11:05

Diplomacia e Gastronomia é com o Embaixador Seixas da Costa

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 29.12.14
Sem esquecer Literatura e Política.

 






 

Caro Francisco Da Cunha Ribeiro. Da próxima vez que for a Chaves, passe pelo Canjirão. É fora do centro (perto do aeroporto), não tem o requinte do Carvalho, nem é tão típico como o Aprígio ou o Faustino, nem tem a variedade da Talha, mas come-se lá muito bem. E, em Vila Pouca de Aguiar, há uma mesa muito honesta no Hotel Aguiar da Pena.




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às 22:46

UM 2015 CHEIO DE SUCESSO NA SAÚDE,NO AMOR E NA AMIZADE

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 29.12.14

 

ANONOVO.jpg

 

São os votos  do vosso amigo 

 

Francisco Cunha Ribeiro

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às 22:23

AO ENCONTRO DA VIDA

por Francisco Gomes, Domingo, 28.12.14

Um homem fazia uma excursão pelo "Deserto", começou a escutar um ruído que mais parecia um lamento. Curioso, perguntou ao Beduíno que o acompanhava, o que era aquilo? O Beduíno respondeu que era o lamento do "Deserto", por não ser um terreno produtivo, fértil, campo florido ou uma pastagem verdejante, por isso ele chorava de tristeza a sua desertificação. Hoje é muito comum esta desertificação na vida da gente, principalmente quando abandonamos a proteção de Deus e nos lançamos atrás da nossa própria sorte. Assim, acabamos transformando nossas vidas num verdadeiro deserto, pois não produzimos nada de valor, para ninguém e nem para nós mesmos.

 No dias atuais, o fenômeno da desertificação está muito em evidência. Encontramos muitas pessoas a destruírem aquilo que não criaram e que é um bem de todos. Encontramos queimadas e desmatamentos criminosos. A Floresta Amazônica, considerada pelas Nações Unidas, como " o pulmão do mundo", está sofrendo destruição desordenada, a ganância dos negociantes de madeira, clandestinamente derrubam árvores e não plantam outras para compensar. Isto está acontecer nas barbas das autoridades, que nada fazem para preservar a natureza que é a própria vida.

Há uma grande necessidade de preservar a saúde do planeta, a destruição da bio diversidade e do meio ambiente, são um perigo constante para a humanidade e colocam em  risco muitas regiões do Planeta. As milhões de toneladas de gases venenosos que são lançadas ao espaço a cada dia, estão a descontrolar o Clima no Planeta. Em muitos lugares já não chove há muito tempo, está a se formar desertos. Noutros as chuvas são intensas e torrenciais, alagam tudo, inundam tudo. Os rios transbordam e carregam tudo o que encontram

pela frente. 

Em grandes cidades do mundo, já não existe água potável, em muitos lugares estão a reutilizar os esgotos, pois destruíram os mananciais. É muito preocupante a situação da água no mundo. Também se enfrenta em muitas metrópolis a poluição provocada pelos gases lançados ao espaço, para evitar muitas doenças, há necessidade de usar máscaras.

É uma idolatria amar a morte, mas o nosso egoísmo mancha o Céu a Terra o Mar, o azul o verde a natureza, terão outra sorte, se o mundo se converter e amar. O mundo está carente de sentimentos, enfrenta a desertificação, a violência, a poluição, a corrupção. Cada pessoa só pensa em si, ninguém pensa no irmão que sofre. A humanidade só procura se afastar de Deus e do amor.

 Estamos no final do ano de 2014, um ano que dentro de poucos dias será lançado no imenso areal dos séculos, onde ficará esquecido para a eternidade. Estes tempos, são momentos de reflexão, quem vive com seriedade, reflete no seu comportamento. A humanidade precisa urgentemente de rever conceitos, pois hoje chegamos a um tempo em que a vida humana não vale mais nada. Cada pessoa que pensar em dar uma volta em torno do planeta, deve primeiro dar três voltas em torno de si mesmo.

" Quando a  última árvore for derrubada, quando o último rio secar, quando o último peixe for envenenado, a humanidade vai entender que dinheiro não é comida."

                                                                                 

Deus abençoe a todos

                                                                             

Agostinho  Gomes   Ribeiro

 

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às 10:58

O DESPERTAR DA NATUREZA

por Francisco Gomes, Domingo, 28.12.14

Portugal é um País situado na Zona Temperada Norte ou Ártica. O Tópico de Câncer que delimita a Zona passa pelas Ilhas dos Açores. Isto quer dizer que nas Zonas Temperadas as Estações do Ano são mais acentuadas e cada uma com suas características marcantes. O Inverno é mais rigoroso, o Verão, terá dias de bastante calor, a Primavera e o Outono, o clima já é mais ameno. Na cidade do Rio de Janeiro que fica na Zona Tórrida ou Tropical, pois o Trópico de Capricórnio que delimita o hemisfério Sul, passa pela cidade de São Paulo. O clima é sempre confuso, a gente nem sabe quando é inverno ou verão. Nas Zonas Temperadas, os dias são menores e as noites muito longas, o que não acontece nas Zonas Tropicais.

Lembro os invernos rigorosos do Vale de Aguiar, as noites muito grandes, os dias muito pequenos, as geadas, as nevadas, que deixavam a paisagem parecendo lençóis brancos espalhados no chão. As ruas da aldeia pareciam um imenso tapete. A garotada formava grandes blocos de neve, que depois os adultos ajudavam a empurrar, até que chegava a um ponto que não andava mais. ficava ali até meses para derreter. Os bonecos de neve, verdadeira arte. A gente não sentia frio ao brincar na neve.

Chegava o mês de março e com ele a Primavera, era como um "despertar da natureza ", poucos dias depois começavam a aparecer flores por todos os lugares, a força das geadas diminuíam e as nevadas também. Eu lembro cair uma nevada no dia 3 de maio, naquele ano as plantações de centeio foram todas destruídas. No dia 22 de junho, já começa o Verão. Os dias são grandes e as noites pequenas. No Vale de Aguiar parecia uma imensa fábrica, todos a trabalhar nas sementeiras, nas cegadas do centeio, logo vinham as malhadas. Era um verdadeiro Paraíso de flores e frutos para todos os lugares. Tinha dias de muito calor, o chão ficava escaldante, a terra poeirenta, as plantações começavam a sentir a falta da chuva. As pessoas preocupadas, rezam e pedem uma chuvinha. As nuvens aparecem e já parecem grandes rolos de fumaça, começa a chover no Vale de Aguiar. Os lavradores retiram seu chapéu, olham o firmamento e suas lágrimas se unem à dádiva do Céu. Agradecem o ano de fartura que se anuncia.

Chega setembro, com ele as colheitas, logo aparece o outono, grande fartura de alimentos e frutos por

todos os lugares. Chegam as vindimas, as desfolhadas, as colheitas de batatas e de milho que eram guardadas para o ano inteiro. A fartura trazia a felicidade do povo. Chega novembro, com ele as Castanhas, a matança dos porcos, a preparação para o inverno que se aproxima.

Depois de 65 anos a morar no Rio de Janeiro, não sabia quando era inverno ou verão, a adaptação  torna-se muito difícil, o nosso organismo já está viciado a este clima, a este calor intenso. Neste momento, escrevo com o "ar refrigerado" ligado. Isto quer dizer  que será muito difícil para mim, viver na minha aldeia novamente. No Vale de Aguiar, tudo é verde em pleno Verão, no outono as folhas ficam amarelas e se perdem pelo chão. O meu amor até parece as folhas, já mudou de estação, pois o inverno já impera no meu coração.

Parece esquisito a gente ficar aqui a escrever coisas da nossa vida, mas nós nos apegamos tanto ao passado, quando sentimos extinguir-se a nossa existência, procuramos deixar ao menos um rasto, neste imenso caminho percorrido.

                                                                   

Deus abençoe a todos

                                                                  

Agostinho Gomes  Ribeiro  

 

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às 10:54

PRECE PELOS 82 ANOS‏

por Francisco Gomes, Sábado, 27.12.14

Senhor, agora que não mais estou no tempo de alimentar ilusões, aguça os meus sentidos para que eu perceba a alegria da realidade que estou a viver. Agora que as opções já foram feitas, as decisões já foram tomadas e tantas portas já se fecharam definitivamente para mim, dá-me a aceitação de tudo isto, para que as renúncias não se transformem num fardo pesado a carregar. Agora que a soma dos erros já derrubou as ilusões da minha onipotência, não me tirem as pretensões de continuar a aceitar a todos e aceitar a mim mesmo, como  nós somos.

Agora que os desengano e as incompreensões repetiram as ilusões do meu ceticismo, conserva a minha fé, embora fraca, fortalece a minha disponibilidade diante de tantas pessoas necessitadas que todos os dias me procuram. Agora que as forças do meu corpo já começaram a declinar, alguns sentidos bastante reduzidos, livra- me do ostracismo e redobra a minha vontade, mandai o Vosso Espírito Santo redobrar as minhas forças e impulsionar o meu otimismo.

Agora que já aprendi quanto são banais e supérfluos os objetos de valor, a limitação do meu conhecimento a fraqueza das minhas incertezas, ajuda-me a compreender o quanto sou pequeno e insignificante, neste mundo onde as perdidas ilusões alimentam a vida de muitas pessoas. Agora que já alcancei a prespectiva de que nada sou e nada sei, livra-me da defesa fácil de colocar  disfarces para enganar. Ajuda-me a envelhecer e a suportar com coragem a certeza da  morte que vive a me espreitar por todos os cantos da vida.

Agora que aumentei muito o círculo dos meus amigos, daqueles que tanto amo e tanto preciso, espero sempre algo deles e eles de mim, pois a amizade é isto, é um dar e receber. Dá-me a sabedoria que preciso, coloca sempre na minha boca palavras construtivas, inspira-me gestos concretos, mostra-me a direção deles e que eles se voltem sempre para mim, pois é nesta fase  da vida que sentimos sua falta.

 Agora que perdi  a abençoada cegueira da juventude, preciso ter sempre os olhos bem abertos, dar somente passos firmes, redobrar a minha compreensão, para superar as mágoas e ficar protegido das amarguras do tempo presente. Senhor, concedei-me a graça de não cair na armadilha da ilusão, de não chorar pelo passado mas aceitar envelhecer eternamente jovem, viver cada dia que me resta, como se  for o último, até ao momento que essa realidade se confirme. Obrigado Senhor, pelos meus 82 anos bem vividos, quantos morreram bem mais novos do que eu, e quantos chegarão ao centenário. Só vós sabeis, pois Vós sois o Deus da vida, não da morte.

                                                              

Deus me abençoe pelos 82 anos

                                                                      

 Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:14

NATAL , FAMÍLIA, MEMÓRIA

por cunha ribeiro, Sábado, 27.12.14

 

Macau, Brasil, Parada de Aguiar
Ao calor, ao frio, à chuva
A família longe, a família perto de ti,
No centro do teu universo.
De madrugada, de bicicleta, vendes o pão que o diabo amassou.

De madrugada, no campo, de enchada nas mãos

À noite choras a família que já partiu

Não é fácil um coração partido por duas razões

Não é fácil fechá-lo ao meio das emoções
Sem um queixume, uma vida inteira
Sem um lamento, à nossa beira.

Faltam palavras para exprimir o que foste
Devo-te a vida, da tua morte
Respiro-te, choro-te, amo-te.
Não tenho palavras
Devo-te tanto !
Amo-te muito,

Meu Pai !

Ela viveu só, longe de ti

Deu-nos o leite para o teu pão,

O amor dela e o teu

Amassado num só coração
Levou-nos à escola 
No colo da nossa ilusão
Deu tudo de si, por causa de ti,

Por causa de nós

E nunca estivemos sós.

Faltam palavras
Para vos falar da alma que me veio de vós
Sinto-vos, respiro-vos, amo-vos.

Em mim, nunca estais sós
Porque vos tenho comigo,

 

 

E terei sempre

 

A.V.

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às 10:18

LIVRO DE OURO

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 26.12.14

LIVRO DE OURO DA SEDE DA ASSOCIAÇÃO PRAZER DA MEMÓRIA

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 03.12.14
 

 

 

 ROL COM AS PESSOAS QUE JÁ SE COMPROMETERAM E RESPETIVOS  DONATIVOS:

 

1. CÂNDIDA E JOÃO PINTO (100.00 €) - Pago

2. FRANCISCO E CÉLIA RIBEIRO (100.00 €);

3. DEOLINDA E JOSÉ GOMES (100.00 €) - Pago

4. EDITE E JOÃO FERREIRA (100,00 €) - Pago /transf.ª banc.ª

5. ANTÓNIO JOSÉ E ESPOSA (100,00 €) - Pago/transf.ª banc.ª

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às 14:07

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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