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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


PARADA ESTÁ A REVIVER‏

por Francisco Gomes, Segunda-feira, 31.08.15

Com a queda do regime ditatorial em Portugal, tudo se modificou. Todas as aldeias passaram a ter saneamento básico, água encanada em todas as residências, luz elétrica e telefones. Aquelas ruas por onde antes só passavam cabras e ovelhas, agora passavam carros de verdade. Todas as aldeias de Portugal passaram por profundas modificações.  Em Parada, não podia ser diferente. A Serra da Padrela, que pertencia ao governo, foi devolvida à aldeia. Parada sempre teve uma grande parcela dessa Serra, conforme contavam os antigos, das lutas que travaram para manter este território. O Governo tomou a Serra, criou a floresta, fez o Viveiro, de onde saiam mudas de plantas para vários lugares. O povo era dono da Serra, mas não tinha qualquer poder sobre ela. É verdade que esse empreendimento público, dava trabalho para muita gente, mas a aldeia não tinha qualquer poder sobre a Serra que fora usurpada pelo Poder Público.

Deixaram uma pequena faixa de Serra, chamada de "Coutada", era ali que os rebanhos da aldeia podiam pastar. Mas o espaço era tão pequeno que não havia pasto para os animais, por isso, muitos invadiam a área da Floresta, onde o pasto era abundante. Mas eram aprisionadas e só eram liberadas depois que os donos pagasse as multas. Nunca cheguei a saber para onde ia o dinheiro das multas. Com a queda da Ditadura, que atrasara o País em mais de cem anos, a Serra foi devolvida à aldeia, formando o território do Baldio. A partir daí, este imenso território passou a ser propriedade da aldeia, que elegeu um Conselho para vigiá-lo e administrá-lo. É hoje o Conselho Diretivo dos Baldios. Alguém que em nome da aldeia podia administrar o patrimônio.

A partir de então, quem passasse a usar a Serra para alguma finalidade, precisava pagar os direitos pelo uso do patrimônio. Aconteceu com as "Ventarolas" e com a  Auto Estrada. A aldeia passou a usufruir de algum benefício, pelo uso do patrimônio. Isto foi uma grande novidade para mim, quando em 2008, visitei minha terra o que não acontecia há 58 anos. Hoje quando já faz 65 anos que estou no Brasil, pude assistir à inauguração de um Centro Social, uma obra que orgulha a aldeia, tudo nos mínimos detalhes. Está de parabéns este Conselho, pelo trabalho e pela abnegação com que procura aumentar o patrimônio da aldeia. Não posso citar nomes, pois não conheço a todos e não quero cometer qualquer injustiça.

A inauguração foi um acontecimento muito marcante para a aldeia de Parada. Ali existia uma velha residência, quase a cair. O Conselho comprou, construiu o Centro Social, embelezou mais a aldeia, pois esta obra fica no lugar mais frequentado da aldeia. A inauguração aconteceu no dia 26 de julho, o dia dos Avós, transformando-se numa singela homenagem a todos os avós de Parada. Também presta homenagem a todos os vultos que já passaram pela aldeia, até pelo nome Centro Social do Corgo.

Foi uma festa muito bonita, não faltou comida, a vitela assada, bebida à vontade, incluindo o Vinho Verde do nosso Portugal. Teve Bolo de inauguração e o tradicional Caldo Verde. A população de Parada participou, com muita animação, todos se mostravam felizes por mais esta obra que pertence à aldeia. Participei com muito gosto, agradeço o Convite especial que me foi oferecido. Todos os paradenses estavam felizes e se divertiram até altas horas.

Queridos Paradenses, vocês merecem obras deste tipo. Oxalá que o Conselho Diretivo do Baldio, possa no futuro, brindar a aldeia com outros acontecimentos semelhantes a este. O meus sinceros parabéns. pela Obra inaugurada, certamente, como prenúncio de outras que virão, pois quem trabalha com amor, sempre colhe bons frutos. Parabéns a Parada, parabéns ao Conselho, pela dedicação e esmero com que executaram esta obra.

                                                                     

Deus abençoe a todos

 

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 15:24

É PRECISO REFLETIR‏

por Francisco Gomes, Domingo, 30.08.15

A Europa tem memória muito curta. Os acontecimentos que hoje se passam de "clandestinos" a  entrar pelo Mediterrâneo, a migrar pela Europa, para fugirem da fome e das perseguições religiosas. As tragédias da travessia, a quantidade de pessoas que perdem a vida, viajando em condições sub-humanas, não deveriam surpreender a tão poderosa  Comunidade, pois ela já passou pelos mesmos fenômenos.

Foi na margem Oriental do Rio São Lourenço, que operários descobriram uma vala comum, com nada menos de seis mil corpos de migrantes, mortos na travessia do Mar, em frágeis embarcações superlotadas. Não se sabe se estas pessoas morreram de exaustão, desnutridas, por falta de água, asfixiadas ou abatidas por doenças epidêmicas, como o Tifo, que proliferava nos porões imundos, apinhados de pessoas desesperadas a fugirem dos conflitos religiosos, da miséria e da fome.

Foi no ano de 1847. O Rio São Lourenço, corta Montreal, antiga Capital do Canadá. Os migrantes miseráveis e famintos eram europeus, e o Mar que eles atravessavam, era o Oceano Atlântico. No lugar onde existiu essa vala, hoje existe um monumento de pedra preta, ali, todos os anos os canadenses prestam homenagem aos milhares de migrantes europeus, mortos na travessia, em busca de uma vida melhor na América. Pelo menos 30% daqueles que tentavam a travessia, morriam. Por isso, as embarcações eram apelidadas do "navios caixões". Muitos morreram no próprio  Golfo do São Lourenço.

Estes migrantes vinham de portos Irlandeses. Naquele tempo já existia a luta armada entre católicos e protestantes, a guerra mais ignorante que já existiu. Além disso, a Irlanda se viu mergulhada numa seca violenta, que provocou a quebra da produção agrícola, levando o País a uma grande fome. Naquele tempo, mais de quatro milhões de Irlandeses, deixaram o seu País rumo à América. Foi a maior "onda migratória" da Europa e ficou conhecida como a Grande Migração do Atlântico. Entre os anos de 1880 e 1910, mais de 17 milhões de Europeus entraram nos Estados Unidos, uma média de 570 mil por ano. Uma média bem inferior do que aquela dos que procuram atravessar o Mediterrâneo.

 A crise do Atlântico, foi muitas vezes maior do que a crise do Mediterrâneo. Os viajantes hoje viajam como naquele tempo, em porões fétidos, expostos a doenças contagiosas, sem água e nem comida, expulsos de suas terras  pelos traficantes e pelos violentos religiosos. A Europa, como reconhecimento, tem o dever humanitário de acolher a todos os fugitivos. Todos os refugiados Europeus que migraram para a América, ajudaram a formar uma grande  Nação e uma economia de respeito mundial. Com toda a certeza, estes refugiados que hoje procuram a Europa, também serão úteis aos países que os acolherem. Principalmente, ajudarão a renovar a Europa, que geme sob o peso da velhice, vive a cair pelas tabelas.

A Europa precisa retribuir aqueles favores que já recebeu, quando precisou.

                                                    

Deus abençoe a todos

                                                 

Agostinho  Gomes   Ribeiro

 

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às 21:05

ELOGIEMOS QUEM MERECE SER ELOGIADO

por cunha ribeiro, Domingo, 30.08.15

Não devemos ser parcos em elogios sinceros. O elogio faz bem à saúde física e psíquica do ser humano. Por isso elogiemos quem merece ser elogiado. Eu procuro fazê-lo sempre que o julgo pertinente. 

Não vou deixar passar mais tempo sem enaltecer o casal João e Cândida Pinto por terem aberto as portas de casa todos os dias durante mais de uma semana para os ensaios do grupo que participou no desfile de trajes e cantares. Todos devemos saber e reconhecer como é incómodo e até dispendioso para eles. Já o ano passado o haviam feito com a mesma simpatia e entrega. Este ano voltaram a estar disponíveis e com que disponibildade e simpatia o fizeram de novo!

Em nome da APM aqui fica o meu reconhecimento e o nosso obrigado.

FCR

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às 12:24

PARADA, COMO TE VI‏

por Francisco Gomes, Sábado, 29.08.15

Cheguei a Parada no dia 15 de junho de 2015, por volta das 13 horas. Estive apenas junto a São Pedro. Depois de uma noite a viajar, precisava descansar. Fui para Vila Pouca. Depois do almoço, fiz algumas compras e fui descansar.

No dia seguinte, após o almoço, tomei um táxi e fui para Parada, rever familiares e amigos. Fiquei no Santo. A primeira coisa a fazer, foi molhar a cabeça como um pedido de bênção à aldeia e beber um pouco daquela água milagrosa, para afogar as saudades. A nossa aldeia, continua linda, asseada e acolhedora. Porém, muito misturada do antigo com o moderno. Por volta de São Pedro e pela subida da Cruz, se veem  muitas casas bonitas, belas construções. Mas se bate de frente com a casa do Senhor Bernardino, tudo velho e a cair. Continuando aldeia adentro, o cenário é sempre o mesmo, o velho misturado com o novo.

Subi pela rua Eira do Lameiro, tudo por ali é velho. Cheguei às fragas do Iteiro, o "promontório de Parada". É um lugar que lembra só o passado. Fiquei triste em ver o abandono a que foi relegado aquele local. Ali era um maravilhoso "mirante" de todo o Vale de Aguiar. Mas está a perder esse privilégio, pois encostado na Fraga e tomando um pedaço dela, fizeram uma construção e tiraram as vistas de um dos lados. Além disso, existe muito lixo por todo o lado. Em cima das rochas, abandonaram um montão de telhas velhas. A Eira do Lameiro, também virou um depósito de lixo. Era ali que eu jogava bola de meia, hoje só se veem montões de lixo. Tudo isto me deixou muito triste pelo abandono do lugar e pelo pouco caso que os paradenses dão ao passado de sua aldeia. Ninguém se preocupa em preservar um pedaço da história daquele povo. Aquele local deveria estar limpo e com placas indicativas. Mas como está abandonado e cheio de lixo, é melhor escondê-lo dos visitantes para que a aldeia não venha a passar vergonha.

Mais uma vez está caracterizada a falta de "Memória" de um povo, isto acarreta o esquecimento do passado e dos grandes vultos que fizeram a história desse passado. Os paradenses têm a obrigação de respeitar, venerar a história de sua aldeia. Quem não admira o seu passado, não é digno de viver o presente.

Lembra-te paradense, que na tua aldeia, guardas um pedaço da História da Humanidade. Por isso, ama e preserva. Lembra-te que foi neste "Torrão" que nasceram teus pais e vocês nasceram também, por isso, deveis sentir orgulho desta terra que  vos viu nascer. Este torrão que merece ser amado e respeitado, por todos os seus filhos.

                                                                     

Deus abençoe a todos

 

Agostinho  Gomes    Ribeiro

 

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às 14:44

SALVEM A NOSSA CASA

por Francisco Gomes, Sexta-feira, 28.08.15

Quando no dia 13 de março de 2013, foi eleito Papa o Cardeal Mário Bergoglio da Argentina, e escolheu o nome de Francisco, numa clara opção pela natureza e pelos pobres, era evidente que mais cedo ou mais tarde, viesse a se preocupar com a pobreza e com a ecologia, numa clara referência a São Francisco de Assis, a personalidade do segundo milênio, de quem tomou o nome escolhido.

Em junho de 2015, foi publicada a Encíclica "Laudato Si" o Cântico das Criaturas do próprio São Francisco, "Louvado Sejas meu Senhor, pela Terra Mãe que nos acolhe, sustenta e governa". É impossível, do nosso ponto de vista, analisar um documento tão importante, cheio de conhecimento e sabedoria, dos problemas sofridos pelo nosso Planeta Terra, por causa das injustiças e da falta de amor. Um documento que chama a atenção da humanidade, das dificuldades provocadas pelas agressões à ecologia e ao meio ambiente. Não é por acaso que este documento foi publicado nesta data, pois trata-se de uma reflexão para os "Grandes do Mundo", que se preparam para a conferência das Nações Unidas, sobre o Clima no Planeta, a se realizar no dia 30 de novembro, na cidade de Paris.

O Presidente dos Estados Unidos, foi o primeiro Estadista a reconhecer o valor desta Encíclica e aplaudir a intervenção do Papa, num assunto de tanta importância para a Vida no Planeta. No entanto, Jeb Bush, possível candidato à Casa Branca, criticou a intromissão do Papa e da Igreja, pois deveriam se preocupar com a Religião e deixar de lado a política e o meio ambiente. Porém o Papa, como Vigário de Cristo na Terra, acha que é seu dever se preocupar com a situação do mundo e alertar as populações para a defesa do Planeta, tão agredido, por todos os lugares. A Terra que é a "Casa de Todos", precisa ser respeitada e preservada, ficar livre das ameaças que afetam a ecologia e o meio ambiente, provocando mudanças drásticas no Clima  em toda a Terra. Deus ao criar o mundo, com tudo o que nele existe, entregou ao Homem para cuidar, não para destruir

Um assunto igualmente importante nesta Encíclica, é a preocupação do Papa com o aumento da pobreza no mundo, que em muitos casos, está relacionada com as  péssimas políticas de distribuição de rendas e uma íntima ligação com as agressões à Natureza, pois nas secas prolongadas ou nas enchentes, quem sofrem mais são os mais pobres. Há uma constante preocupação com a "aquecimento global", que está a provocar drásticas alterações nos Climas. Muitas regiões estão a virar desertos, por causa das secas prolongadas. Em outros lugares, as chuvas torrenciais carregam tudo. Se nenhuma providência for tomada a curto prazo, ao aumento da temperatura, fará derreter grandes geleiras nos Polos e acarretará o desaparecimento de muitas Ilhas e ecossistemas, com o aumento dos Oceanos. É necessário, impedir com urgência que milhões de toneladas de gases venenosos, sejam lançados ao espaço todos os dias. A Terra, "a nossa Casa", torna-se a cada dia, um lugar onde viver é muito difícil. Por todos os lados se encontram milhões de toneladas de lixo, muito não biodegradável, que é lançado nos rios e nos oceanos. O Século XXI será testemunha das maiores destruições de ecossistemas, com grandes prejuízos para a humanidade. A cada dia estão aparecendo novas e estranhas doenças, algumas muito perigosas que desafiam a Ciência.

 Um grande problema que está a ser vivido, é a falta de água potável, em muitos países já não existe, pois os grandes mananciais foram destruídos pela poluição e pela falta de amor. Se Deus não interferir, a humanidade estará perdida.

                                                              

Deus abençoe a todos

                                                            

Agostinho Gomes  Ribeiro

 

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às 17:32

RECORDAR É VIVER

por Francisco Gomes, Sexta-feira, 28.08.15

Jesus Cristo, Deus e Homem Verdadeiro, veio a este mundo para o Povo Judeu, mas estes não o receberam, não o aceitaram. Pelo contrário, pediram sua morte e a expulsão do meio de seu povo. Os Judeus, porém, é que foram relegados ao esquecimento, expulsos de suas  terras e dispersos pelo mundo, onde foram perseguidos e mortos. O Cristianismo, a religião de Jesus Cristo, cresceu, espalhou-se pelo mundo, é vivido e respeitado na maioria dos Países do Planeta. A História sempre se repete, é por isso que "Recordar é Viver."

Hoje podemos sentir o mesmo fenômeno com a Associação o Prazer da Memória. Foi criada para os Paradenses, para que eles pudessem, assim, relembrar seu passado e sua história. Um povo que não reverencia o seu passado, é um povo alienado, pois esquecer que existem as nossas raízes, é condenar a árvore da nossa vida ao esquecimento. Mas, a grande maioria dos Paradenses ainda não se deram conta disso. A Associação foi criada, no meio do povo e pertence ao povo. Se estas gerações não lhe der o justo valor, ela continuará a crescer, levada por outras pessoas, algumas até alheias a Parada. Com esta rejeição, o Povo Paradense está a perder a grande oportunidade de embarcar no Comboio da História. É preciso tomar consciência de que a rejeição à APM jamais impedirá o seu crescimento e a sua propagação. A semente já foi lançada, a árvore fatalmente crescerá, se não for no meio dos paradenses, será levada por outras pessoas que a projetarão na posteridade, quer os paradenses  queiram ou não.

Mais um ano se realizou a Festa da Memória, graças a Deus tive a oportunidade de participar. Mais uma vez, Parada estava à beira do caminho,  para ver passar o desfile de sua História, pelas suas ruas, rumo a São Pedro, que como sempre, recebeu com humildade a todos aqueles que tiveram a coragem de acompanhar o desfile e participar da festa.  Muitos viram o desfile passar, mas poucos tiveram o coragem de acompanhar e participar das homenagens a seus familiares, que um dia fizeram a História deste povo, desta aldeia, "Capital do Vale de Aguiar."

A festa se  realizou graças ao esforço e à abnegação de alguns poucos. A presença foi muito boa, mais de 160 participantes. A maioria eram paradenses de longe, pois os que habitam na aldeia preferiram ficar frios e alheios a esta Festa Convívio, que recordava quem já passou por suas vidas e pela vida desta Aldeia tão querida. Foi tudo muito bem planejado, desde o desfile até à comida. Não faltou a animação e a presença de todas as pessoas importantes para nós. Até a Autoridade máxima do nosso Município, o nosso Pároco Padre Domingos Barrias, muitas pessoas vindas de vários países, deram o colorido internacional á esta Festa.

As mesas bem arrumadas, a comida apetitosa, bem servida, onde não faltou o "Querido Vinho Verde do nosso Portugal." Foi feita uma homenagem aos vultos do Passado, na figura das três pessoas mais idosas da aldeia. Senhora Soledade, Senhora Emília Pires e Senhora Alice Branco. Todas representadas por alguns descendentes. Foi uma tarde para nunca ser esquecida. Havia uma grande exposição de fotos, onde muitos podiam recordar seus entes queridos, a maioria de Paradenses que já não estão mais entre nós, mas que passaram pelas nossas cabeças e nossas mentes, naqueles momentos de nostalgia.

Por fim, tivemos o tradicional "Caldo Verde" e o divertimento se prolongou até altas horas. Parabéns a todos que participaram, que desfilaram, que trabalharam e organizaram este acontecimento que, com certeza ficará marcado na História de Parada. Paradenses Queridos, reflitam e participem das homenagens aos Paradenses enquanto o tempo lhes permite. Lembrem-se de que a "Roda do Tempo", só anda para a frente. Pequenas picuinhas só fazem mal e não nos levam a lugar nenhum.

"Quem não recorda os erros do passado, certamente os cometerá novamente."

                                                      

Deus abençoe a todos

                                                

Agostinho Gomes  Ribeiro

 

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às 12:53

Onde está a Civilização?

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 26.08.15

Acabo de ler nos jornais, que um homem morreu asfixiado, dentro de uma mala, no porta bagagem de um automóvel, quando tentava entrar na Inglaterra, clandestinamente. Era mais um africano a fugir da perseguição e da miséria no seu País. Tentou encontrar uma vida mais calma mais tolerável na Europa. Diante deste facto,  ninguém se indignou. A Europa e o mundo se indignaram com a morte de Cecil, um leão das selvas do Zimbabue.

É muito estranho e perigoso esse nosso mundo. Não por lamentar a morte de um animal, indefeso, abatido por um turista rico, apenas para saciar o desejo pela caça nas selvas africanas, mas pela frieza diante das tragédias humanas, que acontecem todos os dias. Isto deveria questionar a humanidade:  para onde vamos, ao fechar as portas aos nossos irmãos, que não têm culpa em haverem nascido, no outro lado do mundo, num País "errado". Já se ouviram muitos relatos estarrecedores, de pessoas que perderam a vida no mar, ao tentar chegar à Itália ou à Grécia.

A Europa fez várias reuniões e chegaram a conclusões piedosas, de que todos seriam acolhidos, nada que perturbasse a poderosa Comunidade Europeia. Mas o problema do Mediterrâneo, este lugar mítico, berço de tantas civilizações, não foi resolvido. Mudou de repente, os problemas da Europa dos poderosos, e transferiu-se para as portas de velha Inglaterra, para onde todos os fugitivos querem emigrar. Porém, os Ingleses não querem receber mais ninguém. Passaram a  combater os refugiados como se fossem pragas, semelhantes às pragas do Egito, no tempo de Moisés. Foram usadas cercas e cães farejadores, para travarem qualquer forma de entrada de emigrantes. A Hungria também está a construir muros nas fronteiras, para barrar qualquer refugiado. A Europa está a ficar dividida por cercas e muros e ninguém fica indignado, todos acham um fato normal.

Mais de seis mil refugiados, perambulam pela Europa e ninguém quer recebê-los. A maioria são jovens, que deixaram para trás suas famílias e se lançaram na aventura de encontrar uma vida mais calma e mais feliz. O Canal da Mancha é vigiado noite e dia. O Euro Túnel, a partir de Calais, está sob rigorosa fiscalização. Os fugitivos se aventuram em caminhões frigoríficos ou porta bagagens de carros. Não suportam e muitos morrem. Se lançam na aventura de atravessar, como quem não tem mais nada a perder.

O Leão Cecil morreu, a Europa  e o resto do mundo se indignou. Estes clandestinos, muitos nem sabem o nome, não são alvos de indignação, mas são alvos de preocupação de muitos governos que fogem deles, como o Diabo foge da Cruz. Fazem o que é possível para se livrarem deles. Estamos a viver numa Europa que se diz humana e civilizada, mas carente de amor e sentimentos. Jesus Cristo disse com muita clareza: Onde sofre o teu irmão, Eu estou sofrendo nele. " Onde está o Amor ao Próximo?

                                                           

Deus abençoe a todos.

 

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 14:58

RECORDANDO O «ZÉ MARIA»

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 24.08.15

Metade homem ( Zé), metade mulher ( Maria), o “Zé Maria” podia não ser mais que uma criatura fantástica, nascida no meio do mar. Uma sereia, sei lá… Mas não, o “Zé Maria” atravessa as fronteiras da imaginação. Voa muito além da fantasia…

Mas fica aquém de todo o mistério, quando se atravessa, de barco, um pedaço da Ria Formosa, e se penetra na inolvidável Ilha de Tavira.

 Quem não conhece, ainda, este fragmento da natureza, no meio da Ria Formosa, não sabe oferecer aos sentidos o que eles merecem. Os olhos viajam pelo mais deslumbrante horizonte de cores da orla marítima. E, quando regressam, ficam petrificados só de olhar o verde-pérola das águas do mar.

 Pelas narinas desliza o ar mais puro e perfumado da brisa meridional; Pelas papilas escorregam, sôfregos, os raros sabores do peixe fresco do “Zé Maria”.

O excelso prazer de nos sentarmos à volta da mesa, onde, “desagua” em soberbas  travessas, a variadíssima pescaria dos mares do sul, é imperdível e, acreditem, inesquecível!

Pudera eu aqui narrar toda a verdade gastronómica que, já no balanço do barco, nos inebria de sensações, vindas das brasas vivas do assador - e nos fazem, ali à tona da água, crescer a água na boca!

Tivesse eu o dom do retrato fiel, e o Zé Maria deixava de ser o melhor restaurante da Ilha , para se tornar o melhor repasto de peixe do Sotavento.

Mas não permitem os deuses ao simples mortal, que sou eu, o dom de o fazer sem atropelar a(s) essência(s) daquela delícia do mar.

Nado e criado na Ria Formosa, e escolhido, a dedo, pelo Madeira (um dos donos do restaurante, e herdeiro do nome da ilha que o viu nascer), na Lota  arejada e sortida da bela Tavira, o peixe que nos vem ter ao prato, delicadamente servido pela simpática equipa do Manuel (o outro dono do Zé Maria), parece acabadinho de sair do meio do mar. Como se a rede o viesse ali libertar, por cima do asseio fresco das mesas.

E, se lá for, a recebê-lo, com reverente simpatia, lá estará o cosmopolita Manuel ( Reis). E recebe-o como se fosse um primo, um irmão, ou um amigo chegado.

Por isso, irá perceber, que mesmo ausente, na última mesa, ele estará sempre presente junto da sua.

E pergunte-lhe sobre Trás-Os-Montes! sobre Vila Pouca e sobre Parada de Aguiar ( sua terra)! Fale-lhe do “Raspoutine”( onde trabalhou e conheceu o melhor da restauração parisiense). Vai ver como os olhos lhe brilham, por você lhe lembrar tudo isso.

 

E, depois, estando lá, quem não se deixa tentar por um refrescante mergulho, de corpo e alma, nas águas mais limpas e tépidas de todo o Algarve? Quem não leva a criançada rebolar seus ímpetos no sereno aconchego das ondas da praia?

E, sabia que, lá, a água quase se pode beber, de tão limpa? Lá, onde o areal é vasto e é branco e o horizonte é verde e azul!?

Sabia que, lá, os corpos são estátuas de bronze, lisos, (por vezes, desnudos), e esculturais? Lá, onde os sabores frescos do peixe, a cálida transparência da água, e o bronze suave do sol são os melhores ingredientes para a mais completa alquimia da alma!?

Sabia, enfim, que a felicidade não é, afinal, assim tão volátil? Não é pura fantasia nem simples miragem, pois está mesmo ali, à espera de si, oferecendo o seu colo?

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às 21:07

AGOSTINHO RODRIGUES - SOBRE AS QUOTAS

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 19.08.15

 A POUCA ADERÊNCIA DO PAGAMENTO DE QUOTAS QUE SE TEM VINDO A NOTAR ANO APÓS ANO POR PARTE DE SÓCIOS E EX/SÓCIOS DA ASSOCIAÇÃO PRAZER DA MEMÓRIA. “

 

 

Lamentavelmente, alguns sócios e ex./sócios, deixaram de pagar as quotas, alegando que não merece apena estarem a pagar a quota por uma diferença tão pequena dos sócios e não sócios aquando da compra da senha para o almoço convívio. Na verdade assim acontece. A diferença é mesmo muito pouca. Mas, o sócio que é sócio com prazer e bairrismo, no meu entender não devia olhar a essa pequena diferença. Como sabem, o pagamento de quotas é para angariar fundos para se fazer uma (SEDE). O pagamento da senha de almoço é para arranjar meios para as despesas a fazer – que não são poucas. Apesar do voluntariado que muitas pessoas prestam em prol de todo o funcionamento da Associação, é difícil, mesmo muito difícil angariar fundos que chegue para as despesas efetuadas. Como sabem; não se fazem omeletes sem ovos. A Associação também não pode fazer festa sem receitas. Daí, o termos que recorrer às pessoas para que não se esqueçam, nomeadamente aqueles que fazem gosto em ser sócios, não se esquecerem e contribuírem anualmente com o compromisso assumido. Infiltrados, infelizmente aparecem bastantes. Se julgam que nos enganam – lamentamos que se sujem por tão pouco.

Há sócios que pagaram um ano e, a partir daí – deixaram de pagar e nunca mais apareceram. Outros há que, deixaram de pagar a quota mas estão sempre presentes no convívio. Ao menos não perderam o vínculo do associativismo. Outros há ainda que devíamos fazer como no Conselho Diretivo. Gostaríamos de fazer isso se tivéssemos verba para tal. Mas, como somos uma Associação sem recursos, pedimos à boa compreensão e colaboração de todas as pessoas que saibam reconhecer a realidade dos factos e não dessa forma. Cada caso tem o seu significado. Portanto há que saber separar as águas e, como diz o compadre Alentejano, cada um com a sua. Desta forma, solicitamos a todos aqueles que já foram sócios e, estão interessados em continuar – façam o favor de regularizar a situação. Caso não estejam interessados em continuar a ser sócios – façam o favor de comunicarem também – embora com muita mágoa nossa, mas ninguém é obrigado a fazer parte de um projeto que não está interessado.

Para aqueles que este ano não puderam estar presentes, não precisam de ficarem preocupados. No ano de 2016 logo regularizam a sua situação. O que é preciso é não ficar em rol de esquecimento. Como já frisei, só com a boa vontade de todos é que o objetivo será um êxito do qual um dia as futuras gerações se poderão orgulhar dos seus antepassados. Caso contrário, não chegaremos a lado nenhum. Com o vota abaixo – nunca se fez nada de proveito neste País.

Desculpem a inconveniência, mas há coisas que têm de ser lembradas para que surtam o efeito necessário e compreensível entre todos nós que somos pessoas de bem.

Termino com os meus respeitosos cumprimentos para todos os Paradenses e amigos que visitam o Blogue de Parada de Aguiar.

Agostinho Rodrigues

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às 23:29

AOS AUSENTES QUE NÃO ESTIVERAM E GOSTARIAM DE ESTAR NO CONVÍVIO 2015 da APM

por cunha ribeiro, Domingo, 16.08.15

Diz-me o meu sexto sentido que pessoas como o  FRANCISCO GOMES, o JOSÉ PORTELINHA e FAMÍLIA, e o JOÃO MACHADO RIBEIRO adorariam estar presentes e não o estiveram " à contre-coeur". Há momentos na vida em que não é possível estarmos em dois lugares ao mesmo tempo. Falta-nos o dom da ubiquidade. Esperemos que para o ano estes nossos amigos estejam de novo connosco pois são muito importantes para a coesão e sucesso da nossa ASsociação.

 

FCR

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às 07:23

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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