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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


OS ADOLESCENTES NÃO SÃO O CENTRO DO MUNDO, SÃO O MUNDO

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 30.09.15

 

 Se você tem um(a) adolescente em casa, tem muitas probabilidades de ser considerado(a) ridículo(a) por ele(a). Se o(a) adolescente em questão for seu filho ou filha, então está o caldo entornado - você deve ser a pessoa mais ridícula que existe no bairro onde vive, ou mesmo à face da terra.

Mas não se preocupe, isso é passageiro, dizem os especialistas em “adolesciência”. Segundo esses iluminados, nenhum pai/mãe deveria tentar fazer nada contra a “estupilescência” (a estupidez da adolescência), pois o adolescente insuportável de hoje será com toda a certeza o adulto normal de amanhã. É só ter paciência (respire fundo, todos os dias, e vai ver que passa). Os adolescentes são como os fetos, nascem tortos mas lá se endireitam - diriam eles.

Para o(a) adolescente, você está errado todos os dias. Até a dormir você erra. É verdade: para o(a) pivete adolescente você não sabe nada de nada, quem sabe mesmo é ele (ela). O(a) amiguinho(a) do “face”, e o(a) da carteira de trás, lá na escola, esses sim, estão por dentro de tudo. A música que você ouve é horrível, porque você não percebe patavina de música.

O seu guarda-roupa nem merece comentários, ao seu adolescente, pois você, mãe (pai), não sabe o que está na moda! Sim, você até pode ir com o(a) seu(sua) adolescente ao shopping comprar uma peça de roupa jeitosa, mas não vá com pressa, e mantenha a devida distância; vá tomar um café, ou ler o jornal enquanto o(a) pivete escolhe a farpela. Depois, só depois, vá pagar a conta, claro.

Por mais que tente, você nunca vai conseguir que o(a) seu(sua) adolescente estude para o teste de matemática enquanto conversa no chat, envia a centésima mensagem do dia, ou ouve a última da Lady Gaga no iPod, tudo ao mesmo tempo.

 E essa sua mania de querer saber quem vai com ele(a) à tal festa de sexta ou sábado à noite, e a que horas vai regressar, (à meia-noite?! É muito cedo, mamã (papá)!), ou quem é o pai ou a mãe que o(a) vai levar e trazer, esqueça, tire o cavalo da chuva.

Os adolescentes não são o centro do mundo, são o mundo.

 

 

Francisco Cunha Ribeiro

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às 14:17

O/A MAIS FIEL VISITANTE DO BLOG PARADA DE AGUIAR MORA ALGURES EM BAGUIM DO MONTE, GONDOMAR, PORTO

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 30.09.15
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29 Sep 15:41:40
   
29 Sep 22:10:35

 

Este nosso amigo, ou amiga, já nos visitou 862 vezes ( correspondendo a cerca de três anos de visitas diárias) !!! Os meus parabéns a essa pessoa. Estou a pensar seriamente em lhe atribuir um prémio quando atingir as 1000 visitas. Espero saber de quem se trata, para o efeito.

 

FCR

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às 14:13

A PROVA DE QUE HÁ TELHADOS DE VIDRO NOS DOIS CANDIDATOS

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 30.09.15

SÓ FOI PENA NÃO TEREM ENVIADO O MESMO QUESTIONÁRIO AOS OUTROS CANDIDATOS, NOMEADAMENTE A MARINHO PINTO...

 

_____________________________________

 

Um questionário para evitar surpresas que ficou sem resposta...

Enviámos estas perguntas a Passos Coelho e a António Costa, os dois homens que se assumem como candidatos à chefia do Governo. Nenhum respondeu.

 

No passado, aspectos relevantes da vida financeira, profissional ou fiscal dos primeiros-ministros portugueses foram conhecidos já depois da eleição. Para tentar dar aos cidadãos esta informação relevante, antes do momento em que são chamados a escolher entre projectos e personalidades, o PÚBLICO criou este questionário.

 

Inspirado nos testes obrigatórios feitos pelos partidos Democrático e Republicano norte-americanos aos seu candidatos, o PÚBLICO procurou dar a conhecer as potenciais vulnerabilidades de quem aspira à chefia do Governo, dando-lhes uma oportunidade de revelar, antecipadamente, o que pode vir a ser notícia no futuro. Estas perguntas, precisas, podem ajudar alguns leitores a formar uma opinião sobre o percurso profissional e a relação destes candidatos com o mundo financeiro e judicial.

O questionário foi enviado para Pedro Passos Coelho e António Costa no dia 8 de Setembro, de manhã. A resposta da coligação chegou, um dia depois: “Encarrega-me o Director de Campanha de agradecer o seu convite, mas o Primeiro-Ministro tem uma agenda preenchida até às eleições e não vai poder encaixar o vosso amável convite.” Do lado do PS, os contactos foram quase diários, com uma vaga promessa de resposta, que acabaria por não chegar. Estas são as perguntas que ficaram sem resposta.

1. Tem, ou alguém da sua família próxima (mulher e filhos) tem, contas bancárias no estrangeiro?

2. Alguma vez foi titular de contas em refúgios fiscais (off-shores)?

3. Tem dívidas superiores a dez mil euros? A que entidades? E qual o montante (se superior a dez mil euros)?

4. Alguma vez foi preso, ou detido, por alguma força de segurança? Se sim, qual o motivo?

5. Alguma vez foi abordado pelas forças de segurança por conduzir sob o efeito de álcool ou drogas? Foi multado ou ficou sem carta? O que aconteceu?

6. Alguma vez recebeu tratamento por abuso de substâncias ilícitas, ou de álcool?

7. Alguma vez recebeu multas de trânsito? Se sim, pagou-as todas?

8. Alguma vez foi questionado pelas autoridades competentes sobre suspeitas de actividades ilícitas de qualquer espécie, incluindo violência doméstica, mesmo que não tenha sido constituído arguido?

9. Por favor detalhe o seu património imobiliário, do qual é proprietário ou locatário, e o da sua mulher.

10. Tem a sua situação fiscal regularizada? E as contribuições para a Segurança Social?

11. Alguma vez foi alvo de processos de execução, ou de penhoras motivados por dívidas a entidades públicas ou privadas?

12. Considera-se um contribuinte exemplar, no sentido em que sempre cumpriu todas as suas obrigações com o fisco e com a segurança social dentro dos prazos e sem coimas, ou juros de mora, desde que exerce funções públicas? Quer especificar a natureza das falhas em que eventualmente tenha incorrido nas suas relações com esses serviços?

13. Alguma vez participou na discussão e votação em órgãos como a Assembleia da República, assembleias e executivos autárquicos, em que estivessem em causa assuntos em que tivesse interesses particulares?

14. Alguma vez invocou nesses órgãos, ficando registado em acta, algum dos impedimentos previstos na lei para não participar na discussão e votação de assuntos em que possa ser sujeito de conflito de interesses?

15. Alguma vez foi advertido, por escrito e pelos órgãos competentes, para qualquer omissão ou declaração incorrecta verificada nas declarações de rendimento e registos de interesse que entregou ao longo dos anos, no Tribunal Constitucional e na Assembleia da República?

16. Alguma vez violou algumas das normas do Estatuto dos Deputados (Lei nº 7/93), em particular aquelas sobre os impedimentos a que os deputados estão sujeitos?

17. Por favor, detalhe as empresas e entidades às quais prestou serviços remunerados, a título de profissão liberal ou de trabalho dependente?

18. As empresas para as quais trabalhou receberam apoios estatais ou comunitários?

19. Já foi accionista ou dono de alguma quota em alguma empresa? Se sim quais as empresas em cujo capital participou e qual é o estado actual dessas participações societárias? Vendeu-as? A quem?

20. Por favor indique se no seu passado profissional foi de algum modo implicado em queixas por despedimento ilegal, práticas de assédio de qualquer espécie, incluindo moral, contratação de trabalhadores em situação ilegal. 

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às 14:08

CONTRASTES

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 30.09.15

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às 13:16

UM ESCLARECIMENTO OPORTUNO

por cunha ribeiro, Terça-feira, 29.09.15

"ORIGEM TRANSMONTANA" 

 

É impressionante como o nome de uma empresa, associado à emergência de alguns casos de uma doença chamada botulismo, pode afetar a imagem de toda uma regiào.

Vamos aos factos.

Uma empresa com o nome (um pouco estranho, há que dizer) de "Origem Transmontana" - e pergunto-me como foi possível ser autorizada uma designação tão enganadora como esta - foi acusada de comercializar produtos que se provou associados a uma doença derivada da cadeia alimentar, felizmente sem consequências mortais.

O que é impressionante é não se ter assistido a uma reação oficial das autoridades do setor, bem como do conjunto das autoridades locais, esclarecendo duas coisas muito simples:

- a marca "Origem Transmontana" deriva de uma empresa que representa apenas uma ínfima parte da produção de queijos e enchidos da zona de Trás-os-Montes.

- a generalidade dos produtos alimentares transmontanos, nomeadamente dos referidos produtos, é de excelente qualidade e não oferece o menor risco para os consumidores.

Este incidente é da maior gravidade, porque lança um labéu negativo sobre estruturas comerciais e industriais de uma inteira região.

 

Publicado por - Francisco Seixas da Costa ( no Facebook)

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às 18:21

Os nossos limites

por cunha ribeiro, Terça-feira, 29.09.15

O sangue frio de uma mãe ao reagir a uma birra do seu filho

 

Não é nada fácil… Muitos pais iam terminar a conversa com uma “palmadinha” de amor. Assertividade, coerência, firmeza e afeto são sinónimos de educação e esta mãe mostrou isso tudo. A não perder.

birra-capa

Para a mãe da criança que estava aos berros na feira do livro da escola

Vi-te na biblioteca da escola primária onde eu dou aulas, e o teu filho de quatro anos estava a berrar contigo. Estava a gritar, desesperadamente, na tua cara. Foi por isso que eu olhei para ti. Foi por isso que toda a gente olhou para ti. Ele estava desesperado porque não lhe compraste o novo livro da Lego Star Wars, de 19.99€, que traz os bonecos que ele “precisa, precisa preciiiiiiiiiisa” mesmo de ter.

Está a fazer uma cena enorme. Eu ouvi do outro lado do corredor. Está a gritar e a espernear enquanto se contorce no chão. Ele só chora e grita, e diz que a mãe é má porque não lhe dá o que ele tanto quer. O mundo dele está desmoronar-se, e ele só consegue dizer que és a pior mãe do mundo.

Todas as pessoas à volta já estão a olhar para ti. A empregada está congelada, sem saber como reagir. Toda a gente está a olhar para ver o que vais fazer em relação à sua birra. É uma daquelas birras barulhentas e incomodativas de se assistir.

Vejo as lágrimas a subirem-te aos olhos, mas também vejo a coragem e força estampadas na tua cara. Estás calma e serena, e aparentemente não estás incomodada com a birra do teu filho. Continuas o pagamento na caixa, depois colocas os livros na mala, calmamente dás a mão à tua filha, recolhes o miúdo enquanto grita, e sais biblioteca fora. Ele continua a contorcer-se e a empurrar-te. Acabou de te arranhar na cara, deixando uma grande marca na bochecha, mas continuas a caminhar calmamente.

Conforme andas até ao carro (e eu não posso deixar de seguir-te e observar com admiração as tuas técnicas mágicas de parentalidade) ouvi-o gritar, entre soluços enquanto tentava recuperar o fôlego sem sucesso: “-A MÃE PROMETEU QUE EU PODIA COMPRAR UM LIVRO HOJE!“. Calmamente respondeste: “Eu dei-te 10€ para gastares num livro hoje. Escolheste um livro mais caro. A seguir preferiste passar o teu tempo na feira a chorar e a gritar em vez de procurares um livro que pudesses comprar com o dinheiro que te dei. Tenho muita pena que tenhas feito essa escolha, deve ser muito triste para ti saíres da feira sem nenhum livro hoje.”

Ele, claro, não gostou dessa resposta. Na verdade, ainda gritou e chorou mais alto. Contorceu-se tanto que quase que te caia dos braços. Colocaste-o calmamente no chão com firmeza, mas com amor, agarraste-lhe no pulso para que ele não fugisse. Num tom calmo, paciente e maternal disseste: “querido, eu adoro-te. Eu amo-te muito. Eu sei que agora estás triste, e eu fico triste quando tu estás triste. Vamos entrar no carro e vou dar-te o teu cobertor: faz-te sempre sentires-te melhor.”

Ele responde: “mas, mas, mas…a mãe não comprou o meu livro…” Repetiste o que disseste anteriormente: que estás triste por ele ter escolhido perder o seu tempo a chorar em vez de procurar um livro que custasse 10€.

Depois, em silencio, deste-lhe um grande abraço (ao qual ele resistiu), pegaste-lhe ao colo (apenas para ser novamente arranhada na cara), e sentaste-o na sua cadeirinha no carro. Fechaste a porta e, apoiaste-te inclinada no carro por um momento. Deixaste escapar um suspiro, de frustração, antes de entrar no carro e ir embora.

Hoje, tu não cedeste. Não cedeste em momento algum, e por isso eu quero agradecer-te.

Obrigada por seres uma mãe que estabelece limites para o seu filho. Obrigada por seres uma mãe que não cede ao constrangimento social para apaziguar os desejos do seu filho pequeno que está aos gritos.

Obrigada por escolheres não lhe dar tudo o que ele quer.

Obrigada por teres a maturidade de lhe pegar ao colo enquanto ele se contorcia e gritava, e calmamente explicar-lhe as razões pelas quais não compraste o livro da Lego hoje.

Obrigada por teres maturidade para conversar com o teu filho como um adulto e permitir-lhe ver as consequências de suas ações. Obrigada por lhe teres explicado que não era um problema teu, que era uma confusão criada por ele, baseada numa (má) escolha que ele fez.

Muito obrigada por seres um exemplo para todas as mães, porque ser uma mãe firme que cumpre a sua palavra é muito mais importante do que ceder, para evitar uma birra. Obrigada por seres uma mãe em quem os teus filhos podem confiar, porque és consistente e firme.

Obrigada por seres uma mãe que faz os seus filhos sentirem-se seguros. Obrigada por amares os teus filhos o suficiente ao ponto de não seres a amiga deles, mas sim assumires o papel de mãe.

Como professora, eu vejo todos os dias uma grande variedade de pais e vejo todo o espectro de estilos parentais e abordagens. E como uma professora, eu consigo ver a extrema necessidade que o mundo tem da existência de mães como tu.

A feira do livro foi há três meses, e eu ainda estou a pensar na forma como lidaste com a birra do teu filho naquele dia.

Obrigada por seres o tipo de mãe que cria filhos respeitosos e humildes. A tua influência é muito maior do que jamais saberás.

Atenciosamente, Uma professora grata

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às 10:38

Criança -2 - Encarregada de Educação -1

por cunha ribeiro, Terça-feira, 29.09.15

Acerca de uma guloseima!

birraVem a propósito este título pelo facto de um destes dias estar na fila da caixa de um hipermercado e ter presenciado uma cena que me fez pensar como as nossas crianças são preparadas e “manipuladas”, pelos seus principais responsáveis pela sua educação, os pais!

Uma criança teimava com a mãe que queria levar um pacote de chicletes enquanto a sua mãe ocupada a colocar as compras na passadeira da caixa, mostrava o seu desagrado pela imposição de tão pequena criatura e insistia que ela fosse colocar o pacote de chicletes na respetiva prateleira.

Entre choros e berros e porque o problema estava a ter difícil resolução, eis que a mãe da criança lança de uma golpada uma solução para tão grande problema, propondo à filha que só poderia levar aquele pacote de guloseima, se prometesse fazer os trabalhos de casa que teria para acabar naquele dia.

A menina parou de chorar olhou para a mãe e concordou em fazer-lhe a vontade, não sem antes referir alto e bom som que só fazia os trabalhos depois de ver os bonecos da televisão!

Bom negócio!

A mãe especialista tem assim a garantia que desta forma é possível levar a criança com mais facilidade a obedecer e a sua filha conseguiu ganhar este jogo, tendo o resultado sido de 2-1 a seu favor!

Fez-me isto pensar em todas as crianças que utilizam estratégias de negociação com os seus progenitores e em todos aqueles que asseguram que esta é a melhor forma de resolver as contrariedades dos seus filhos!

Numa lógica de solução fácil, os pais vão cedendo aos caprichos das criancinhas e não percebem o quão difícil será garantir-lhes pela vida fora esta estratégia do 2-1.

Os pais através destas condutas “facilitadoras” esperam ultrapassar os problemas na relação com os seus filhos, mostrando a si próprios que educar é uma tarefa simples!

Como professor lamento que alguns pais usem estas estratégias para facilitarem a relação com os seus filhos.

Julgo que estas crianças nunca vão conseguir agir de forma diferente quando na escola são chamados a executar uma determinada tarefa quando se apelar à sua autonomia e responsabilidade.

Se o professor exigir a execução de uma tarefa ou atividade a um menino ou menina habituados à estratégia do 2-1, a primeira coisa com que vai ser confrontado é com a sua oposição e a obstinação!

É evidente que o professor, não poderá ter para com uma criança deste tipo uma atitude diferente daquela que terá com os outros colegas, correndo o risco se o fizer de passar a ter numa turma, um elevado número de crianças que se valem desse principio para atingir em primeiro lugar objetivos pessoais e neste caso a discórdia passará a ter um custo acrescido, transformando-se a sala de aula num verdadeiro canteiro de indisciplinas!

Por outro lado, se o professor contrariar estas crianças, correrá no risco de ter à porta da escola um ou vários pais exaltados que proclamarão o direito das crianças puderem ser livres de manifestar a sua oposição à execução das tarefas, sem perceberem que com atitudes deste tipo estão a por em causa o principio da autoridade do professor na sala de aula.

Em meu entender o professor não pode abdicar de ser um gerador de consensos, mas sempre que tiver que decidir por imposição não deverá renunciar a fazê-lo.

Por sua vez, os pais têm que perceber que o principal problema das suas crianças é o facto de as ensinarem a “preencher o seu vazio a partir de fora”, comprando coisas e fazendo atividades, em vez de os ensinarem como se “preencher por dentro”, fazendo boas escolhas e desenvolvendo a criatividade.

Por outro lado a ausência da figura paterna é outro problema para a geração atual de crianças, porque essa ausência, muitas vezes, é causada pela própria mãe, ainda que ela seja casada com o pai, na medida em que muitas mulheres vivem a maternidade como um poder que não querem compartilhar e percebem os homens como meros coadjuvantes — ou até mesmo figurantes, num palco em que a principal estrela é a mãe.

Muitos pais que trabalham fora dispensam-se das suas responsabilidades como educadores e não têm nenhum controle sobre os seus filhos e as crianças aproveitam-se enquanto os pais competem entre si, para oferecer coisas aos filhos.
A ausência dos pais por conta de trabalho não é necessariamente um problema em si, o erro é tentar suprir essa ausência com concessões que visam evitar 100% a frustração da criança.

A criança aprende, assim, que para conseguir qualquer coisa basta chorar.

O problema é que, na vida futura, muitas vezes não vão haver concessões, e uma pequena frustração poderá significar um grande problema para aquele jovem, que passará a desistir dos desafios.

Sentar-se com maior frequência à mesa e ter suas refeições com os filhos, pedir a ajuda da criança para preparar algum alimento, fazer um piquenique saudável no parque são formas ‘inteligentes’ de mimar as crianças, sem, contudo, estragá-las.

Cada geração tenta reparar os erros da geração anterior – e, assim, a geração atual de pais, criada ouvindo muitos “não”, tem uma dificuldade em impor limites aos filhos.

Perdidos na idealização de uma infância plenamente feliz, eles querem conselhos e orientações dos médicos, psicólogos e da escola para tomar qualquer atitude com a criança.

Que lugar sobrou para os pais? Eles são meros executores dos conselhos e recomendações da escola e do médico?

Isso demonstra uma insegurança e uma falta de confiança na própria experiência de ser pai.

Ser pai implica assumir certos riscos, responsabilizar-se pelas decisões sobre a educação de filhos, colocar em prática convicções pessoais, ideais e crenças, porque os nossos filhos esperam que nós lhes digamos o que achamos e o que não achamos bom com base na nossa própria experiência.

Arganil, 20 de setembro de 2015

João Carlos Paulo

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às 10:09

Se o Conselho Diretivo Quisesse

por cunha ribeiro, Terça-feira, 29.09.15

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às 08:48

António Augusto

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 28.09.15

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às 19:50

Passos Coelho, os anéis e os dedos

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 28.09.15

Depois de ter sido impiedosamente esbulhada por Sócrates e por ele próprio, Passos Coelho vem dizer à Classe Média que, na próxima legislatura, com ele, a dita vai ser compensada. E esta, crente e sem memória, vai concerteza acreditar no embuste e votar em quem lhe roubou os dedos e lhe promete devolver os anéis.

 

CR

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às 19:02

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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