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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


RECORDAÇÕES QUE MARCARAM

por Francisco Gomes, Sábado, 27.02.16

O passado nos recorda tantos acontecimentos, que ás vezes nos causa pânico, nos apavora. Recordamos tantas tragédias, catástrofes, que nunca se afastam da nossa mente, nós rezamos para que nada semelhante volte a acontecer. O presente que deveria ser para nós alegria e felicidade, diante de tantas evidências negativas, foge do nosso controle. A vida humana cada vez vale menos, a humildade e a compreensão deram lugar à arrogância e ao descontrole. A humanidade perdeu o conceito de valores humanos e morais. A consciência de muitas pessoas é igual a uma bola de sabão, em poucos segundos se dissipa no ar. Um futuro incerto e nada animador ronda as nossas cabeças.  

No entanto, não devemos perder a esperança, se o passado nos recorda  fracassos, o presente é uma eterna dúvida, resta o futuro que poderá ser o bálsamo para tudo o que já passamos. Mas apesar de tudo, o passado são lembranças, o presente uma incerteza constante, resta o futuro, uma possibilidade muito remota. A falta de Amor entre as pessoas, a debilidade de nossa fé, não nos dá muita coragem de lutar por um futuro melhor.

 O que aconteceu no passado, não pode ser mudado e nem alterado, porque já marcou com profundas raízes a nossa vida. O que acontece hoje é muito difícil a gente mudar, mas com coragem tudo pode acontecer, pois se olhamos com atenção aquilo que já passamos na vida, podemos mudar o modo de pensar do momento. Só desta maneira, podemos olhar o futuro pelo prisma da esperança e da realidade concreta. Dentro do emaranhado da nossa vida, jamais conseguimos apagar as cicatrizes dos sofrimentos passados. Também não conseguimos ofuscar a vergonha e a fraqueza dos nossos atos. Mas podemos, ao menos pela fé, modificar o nosso futuro, melhorando a vivência do dia a dia.

 Se passarmos a viver o amor ao próximo, não vendo em cada irmão um competidor, mas alguém que tem sentimentos e desejo de melhorar o mundo cada vez mais. Precisamos fortalecer cada vez mais, os laços de amizade, cada um procurando o seu caminho, no respeito mútuo, vivendo numa comunidade de amor. Será tudo muito difícil, mas nada é impossível, se cada um respeitar os direitos do outro, todos nós encontraremos um novo sentido de viver.

 Jesus Cristo nos disse: Eu ficarei convosco até ao fim dos sofrimentos.

 

Deus abençoe a todos

 

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 21:40

REZAR É MUITO BOM

por Francisco Gomes, Sábado, 27.02.16

Diante de tantas atividades missionárias, de cansativas caminhadas, acolher tantos necessitados, Jesus Cristo se afastava para rezar. Afastava-se porque gostava de rezar no silêncio. Quanto mais afastados das confusões, melhor podemos entrar em sintonia com o Pai. O mundo a correr de um lugar para o outro, muitas vezes, não chega a lugar nenhum, porém, se parar e entrar em contato com a Oração, consegue chegar até junto de Deus.

Todos têm suas atividades e nossas preocupações, mas nos entregamos de tal maneira aos problemas da vida, que não temos mais tempo para rezar. Limitamo-nos apenas a fazer o sinal da Cruz quando passamos por certos lugares. Dizer que não rezamos por falta de tempo, é uma desculpa esfarrapada. Seria mais correto dizer que não rezamos por que nos falta vontade ou interesse. Quem tiver vontade, pode rezar até no trânsito engarrafado ou nos intervalos comerciais da televisão.

Seria muito bom que todos rezassem, ao menos uma vez ao dia, ainda que seja uma pequena invocação. Pois Deus prefere mais que falemos com Ele, do que falemos Dele. Rezar, assim como caminhar, não faltará tempo e nem lugar. Haverá sempre um novo rumo, para quem quiser mudar de vida. Devemos sempre lutar por nossos ideais, com coragem renovada, vitória sem luta é triunfo sem glória. Muitas pessoas que se preocupam com doentes, necessitados e famintos, são muitas vezes censurados e chamados de loucos. Assim como Jesus Cristo, estas pessoas são loucas de fato, mas de amor aos irmãos.

É muito comum nos dias atuais criticarem as pessoas que assim como eu se preocupam em amar ao próximo como a si mesmo. Graças a Deus já fui chamado de fanático, louco e perturbado mental. Isto porque luto muito pelos pobres e necessitados. Muitos que como eu, acreditam num mundo mais amigo e mais humano, somos chamados de sonhadores. Muitos abandonam a luta, mas eu, quando mais me criticam, mais coragem Deus me dá para lutar.

Nem tudo está perdido, em muitas cidades brasileiras surgiu há tempos, um movimento em que os homens se reúnem um dia por semana para rezarem. É “O Terço dos Homens”. É muito bonito ver tantos homens de Terço na mão a rezarem. No dia 21 de fevereiro, juntaram-se numa Peregrinação em Aparecida, mais de 50 mil homens desse movimento. Têm uma Paróquia no Rio de Janeiro, que tiveram que colocar um Telão na rua, porque a quantidade de homens não cabia na Igreja.

Graças a Deus, o mundo está mudando, existem por aí muitos loucos, mas loucos de Amor, à semelhança de Jesus Cristo.

                   

Deus abençoe a todos.

 

Agostinho Gomes Ribeiro

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às 21:35

A Triste Realidade Lusa, pela pena de Pacheco Pereira

por cunha ribeiro, Sábado, 27.02.16

Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. O país conhece um ritmo depressivo quotidiano. De vez em quando, há um crime hediondo. Uma mãe mata as filhas. De vez em quando, é preso alguém importante e respeitável. Um procurador. De vez em quando, há um pequeno sobressalto porque alguém quer pôr árvores a servir de separadores de uma estrada. De vez em quando, há um pequeno sobressalto porque alguém quer deitar abaixo umas árvores. De vez em quando, há uma jovem actriz de telenovelas que tem cancro e, como não sabe viver fora dos holofotes, leva o seu cancro a tudo quanto é capa. As melhoras. De vez em quando, há mais um caso de violência doméstica. De vez em quando, um pescador ou um operário ou um desempregado que arredonda o seu orçamento apanhando bivalves no Tejo morre afogado. De vez em quando.

Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Quase sempre, a todas as horas, há futebol. Discute-se antes, durante, depois. Os canais noticiosos, que deviam acrescentar-se aos canais desportivos, são tanto ou mais desportivos e cada vez menos noticiosos. Se um começa um painel sobre futebol, nenhum outro se atreve a fazer qualquer outra coisa que não seja outro painel sobre futebol. Nada mobiliza mais os portugueses, em particular como espectadores, telespectadores, ouvintes, conversantes, tertulianos e habitantes de mesas de café, do que a bola.

Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Na política, o país está num impasse, mas parece que não. Como acontece por toda a Europa, a impotência do poder político democrático face ao poder económico castrou governos eleitos e submeteu-os a entidades obscuras como os “mercados”, onde o grosso do dinheiro que circula não tem pai nem mãe, a não ser numa caixa de correios das ilhas Caimão. O sistema político democrático, a representação partidária tradicional, está numa crise que parece não ter saída. Os partidos do “arco da governação”, ou seja, os que têm o alvará de Bruxelas, do senhor Schauble, da Moody’s e da Fitch, ainda ganham as eleições num ou noutro país, mas ninguém os quer ver a governar outra vez, pelos estragos que fizeram à vida dos homens comuns para salvar a banca, não tendo no fim salvado coisa nenhuma.

Por isso, coligações negativas, com mais ou menos sucesso, surgem em Portugal, na Espanha, na Irlanda, ou fortes partidos radicais, nacionais e populistas, na França, na Grécia, na Polónia, na Hungria. Ou partidos como o Labour reencontram um mundo do “trabalhismo” que se decretara ser arcaico. São tudo partidos muito diferentes, uns à esquerda, outros à direita, mas têm uma coisa em comum: contestam o poder transnacional da União Europeia, e o pensamento único em economia que daí emana por diktat. Uns mais o primeiro, outros mais o segundo. Contestam a promiscuidade que juntou socialistas com partidos do PPE, numa aliança que tornou o “não há alternativa” na ideologia autoritária dos nossos dias.

Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Temos um Governo único na Europa, sem precedente por cá, sem paralelo por lá. Mas mesmo isso normalizamos, até porque como eles não estão muito entusiasmados com o feito, também não entusiasmam ninguém. O PS, apesar da vaga de insultos, de que se “descaracterizou”, traiu as suas origens, abandonou o papel de resistente ao PREC, “radicalizou-se”, é “terceiro-mundista”, etc., etc., é, imagine-se!, o mesmo de sempre. O BE está demasiado contente consigo próprio para olhar bem para o que se está a passar. Dedica-se todos os dias a uma causa nova, uma nova reivindicação, uma nova reclamação, sem sequer dedicar qualquer esforço a consolidar as que fez. Acha que está num momento alto de “luta” quando a luta, séria, dura, árdua, lhe passa ao lado. O PCP sabe que precisa de mudar, mas não sabe como.

Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. O PSD referve de raiva, como se vê quando Passos Coelho abre a boca. Tornou-se mais revanchista do que o CDS, e não tem outra estratégia que não seja garantir que haja eleições a curto prazo. Já teve melhores condições para as ganhar, hoje cada dia tem menos. A metamorfose “social-democrata” parece a toda a gente como oportunista, a começar pelos neoliberais que Passos reuniu à sua volta, para quem o PSD é um instrumento de acesso ao poder, mas que gostam mais do CDS.

Pouco a pouco, o ónus dos estragos que fez ao país começa a tornar-se evidente, como se passa com o que acontece no sistema financeiro, com o Banif, e com o BES. Uma mistura de interesses, negligência, incompetência e uma nonchalance ideológica com custos gravíssimos, deixou de herança uma crise de milhares de milhões, que todos sabem de quem foi a responsabilidade. É por isso que Passos fala dizendo enormidades, como as que disse sobre o Banif, o banco que dava lucro e por isso não se tocava, e Maria Luís está lá no fundo da bancada muito silenciosa a ver se ninguém a vê.

O CDS é um partido ancilar do poder, sem o poder fica lá colocado no sítio certo, atrás do BE. Sim, atrás do BE, que tem mais votos e mais deputados. Por isso, foi o “partido da lavoura”, o “partido dos contribuintes”, o “partido dos reformados”, e hoje é o “partido dos automobilistas”. Esperará o que tiver de ser para ver se volta ao Governo. 

Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Como não saímos da cepa torta, habituamo-nos depressa a considerar a cepa torta como a “realidade”. Já não nos governamos, para gáudio de alguns, indiferença de muitos e preocupação de um punhado de lunáticos, que ainda pensam que votam em Portugal, para que governantes portugueses eleitos por esse voto governem Portugal. Ainda são fiéis ao principio da revolução americana de que “no taxation without representation”, e por isso é o Parlamento português que deveria fazer o Orçamento e não uma mistura de governantes estrangeiros acolitados por uma burocracia escolhida pela fidelidade ao cânone alemão.

Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Por isso, é “normal” o ministro das Finanças de Portugal receber ordens por email de Danièle Nouy, uma alta-funcionária bancária francesa com funções no BCE, mandando entregar o Banif ao Santander:

“A chamada com o Santander correu muito bem e a Comissão Europeia vai aprovar (...), há outras ofertas pelo Banif, que de acordo com a Comissão não respeitam as regras de União Europeia das ajudas de Estado, e que por isso não podem seguir em frente. (....) A Comissão Europeia foi muito clara neste aspecto, por isso, recomendo que nem percam tempo a tentar fazer passar essas propostas. (...) Eles [Comissão Europeia] vão começar a trabalhar directamente com o Santander assim que as autoridades estiverem prontas para começar o processo.”

Reparem: “Nem percam tempo a tentar fazer passar essas propostas”, até porque logo a seguir vem uma convocatória de uma conferência para a hora seguinte, para decidir entregar o Banif ao Santander. Manda quem pode.

Quantos emails destes, quantas notas, cartas, ordens deste género deve ter recebido (ou está a receber) o Governo português por dia? Muitos, certamente. Este soube-se porque foi deliberadamente sujeito a uma “fuga de informação”, mas deve haver muitos mais, da troika em particular, mas não só. O anterior Governo gostava, estava de acordo e anuía porque se via ao mesmo espelho doutrinário. Este ainda não se sabe se gosta, mas duvido que não, a julgar pelo tom de reprimenda com que todos os dias documentos oriundos da Comissão o tratam como “mau aluno”.

Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Num certo sentido, eu percebo por que razão o futebol é tão importante. É como cantar blues, ponderada a diferença de qualidade. Seria melhor arranjar um Django, mas não aparecem a pedido.

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às 15:36

ZELAR PELA VIDA

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 25.02.16

É muito bom zelar pela nossa vida,  pela nossa decência e pela nossa moral. Muitas pessoas zelam mais pela vida dos outros, do que da sua própria. Todos gostam de ser bons zeladores, principalmente aqueles que zelam pelas coisas públicas, como governos e outros cargos de responsabilidade. Para que haja uma sociedade justa, fraterna e responsável é necessário que haja um verdadeiro zelo na tomada de atitudes. A verdadeira zeladoria é indispensável, pois ela cuida, promove e se preocupa com o bem estar da sociedade.

No entanto, é bom ficar atentos, porque a palavra “zelo” é originalmente uma palavra grega e quer dize “Ciúme”. Na Bíblia encontramos várias frases sobre o zelo e o ciúme. O próprio Deus se declara como um Deus ciumento, isto é, zeloso por nós. “ O zelo pela casa de meu Pai, me consome”. Para nós existe uma grande diferença entre o zelo e o ciúme. Enquanto o zelo cuida e promove, o ciúme encontra terreno na posse obsessiva. Ser uma pessoa ciumenta não é o mesmo que ser uma pessoa zelosa. Uma pessoa zelosa tem prazer de mostrar o produto do seu zelo, ao passo que uma pessoa ciumenta esconde e quer só para si o objeto do seu ciúme, não permite que ninguém tenha contato com ele.

O ciúme obsessivo se caracteriza como uma doença, que ás vezes, se torna perigosa. Muitas tragédias já aconteceram, muitas famílias já se desmantelaram por causa dos ciúmes. Um ser humano ciumento é uma pessoa doente, sofre de suspeitas infundadas. Por isso que o ciúme é muito diferente do zelo. Zelar por algo é manter a integridade, nunca permitir que seja ridicularizado, que seja sempre respeitado e preservado. Já o ciúme é um sentimento muito perigoso, pois mata a certeza do amor entre dois seres. O zelo é sinônimo de felicidade, o ciúme gera desconfiança. Onde houver desconfiança não pode haver felicidade. O ciumento vê fantasmas na sua frente, por isso ele é muito triste e desconfiado, nunca vive em liberdade.

                                                        

Deus abençoe a todos

                                                   

Agostinho  Gomes  Ribeiro 

 

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às 20:54

TERRA DE SANTA CRUZ

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 25.02.16

Afirmam as estatísticas que o Brasil é o maior País  Católico do mundo. Não é bem assim. No Brasil temos três tipos de Católicos: os atuantes, os de estatística e os catolismundos.

Os de estatística somam uns 80%, são aqueles que respondem ao Censo como sendo Católicos, mas que não participam de nada. Vão ás Igrejas para casamentos e festas de aniversário e se comportam como se estivessem numa feira. Já tive oportunidade de pedir a pessoas para não fumar durante a Missa.

Os atuantes somam uns 12%, são aqueles que participam e vivem a Igreja.

Os Catolismundos são aqueles que misturam tudo, de manhã vão ao Centro Espírita, de tarde vão à Igreja e à noite vão á Macumba.

No percentual  de Católicos de estatística é que se criam os protestantes. Quando acontece um Censo, a imprensa diz que o catolicismo está a perder adeptos. Ninguém pode perder o que não tem.

No Brasil, porém, o Catolicismo tem muita influência e, apesar de pequena percentagem, participa de muitas coisas, menos de Política. Todos os anos na Quaresma é trabalhada a Campanha da Fraternidade, um tema de interesse coletivo. Este ano é a Casa de todos Nós, a defesa do meio ambiente.  O que identifica o verdadeiro Católico é a devoção a Maria Santíssima, os Santos e a adoção de Imagens. Chamam os Católicos de idólatras, porque adoram as Imagens. Ninguém adora Maria Santíssima e nem as Imagens. Elas são veneradas e respeitadas, olhadas como exemplos a seguir. Adorar só a Deus em qualquer Pessoa da Santíssima Trindade. Quando nos dirigimos a Deus, rezemos: “Senhor tende piedade de nós.” Quando nos dirigimos a Maria ou qualquer Santo, rezemos: “ Rogai por nós”, pois o máximo que podem fazer por nós, é interceder junto a Deus.

No dia 3 de maio de 1500, Dia  de Santa Cruz, foi celebrada a primeira Missa em solo Brasileiro, tendo como referência uma Cruz feita com madeira local. Por isso, o Brasil foi chamado de “Terra de Santa Cruz”, só alguns anos depois, surgiu o nome Brasil. A Cruz dos Católicos tem  a Imagem do Cristo crucificado, “O Crucifixo”, simbolizando o grande amor de Deus pelos homens. Existe uma outra Cruz, sem a Imagem, é a Cruz do Ecumenismo. É esta Cruz que identifica o nosso trabalho nos Cemitérios, porque nós, embora  estejamos a serviço do Catolicismo, atendemos qualquer religião que peça o nosso serviço.

               

Deus abençoe a todos

                      

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 20:49

In "Notícias de Aguiar"

por cunha ribeiro, Terça-feira, 23.02.16

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às 14:39

Agostinho Rodrigues

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 22.02.16

     “ CONTINUAÇÃO DE PARADENSES QUE PARTIRAM NA AVENTURA DO DESCONHECIDO “

 

Dando continuidade ao nome de Paradenses que partiram e nunca mais regressaram à sua aldeia, hoje vou falar da filha da senhora Lucinda de seu nome BEATRIZ, que também partiu na aventura desse sonho de encontrar o el-dourado como tantos outros Paredenses o tinham feito. Esta, depois de passados alguns anos ter amealhado alguns trocados, acabou por mandar ir o seu sobrinho ABÍLIO, neto da senhora Lucinda, mais conhecido por (GALO DAS LAJES). Não sei porquê o motivo desta alcunha. Julgo ser porque sua avó Lucinda, ter uma certa vaidade no seu neto Abílio, que tão depressa o colocava acima de tudo e todos, como de repente o tratava abaixo de cão – dando deste modo azos a que o Abílio fosse motivo de chacota – quer por parte dos mais velhos – como da parte dos mais novos. Mesmo depois de o Abílio ter partido, ainda continuava a dar motivos para graçolas, porque a Tia Lucinda, onde quer que chegasse, enchia a boca toda de satisfação de o seu neto ter ido para o Brasil, dado que muitos outros também gostariam de ter ido mas não tinham capacidades económicas para tal. Isto porquê? Porque ir para o Brasil naquela época, era considerado como se fosse um privilégio que nem todos tinham acesso. Daí: a vaidade da Tia Lucinda que era conhecida em todo o Vale de Vila Pouca, porque fazia a distribuição das malas do correio por Fontes, Soutelo e Parada. Os mais antigos como eu, de certeza que se devem lembrar desses feitos e de outros da Tia Lucinda.

Enfim: ilusões do tempo como hoje em dia assim acontecem. Vivemos na ilusão de atingir sempre mais? Ou será que a vida a isso nos estimula para não sermos esmagados ao virar da esquina! Ou será que a sociedade em que estamos inseridos a isso nos obriga? Fica aqui a pergunta no ar para os entendidos na matéria da intelectualidade, visto eu ser leigo em tal assunto.

Também da casa encostada à casa da Tia Lucinda, a casa que era da senhora MARIA DO CARMO, hoje pertença do nosso amigo LINO, partiu a filha desta de seu nome EMÍLIA, que: depois de alguns anos da sua estadia em terras do Brasil, acabou por mandar ir a sua irmã ROSALINA, deixando em Parada a Tia Maria do Carmo, que trabalhava noite e dia para poder sobreviver às amarguras da vida e da ausência das suas filhas. Passados alguns anos, estas acabaram por mandar ir a sua mãe para junto delas, tirando-a da vida escravizada que levava em Parada.

AMIGOS: Se a vida hoje em dia é difícil de levar – imaginem naquele tempo. Tempo em que não havia Instituições de apoio para ajudarem a encaminhar as pessoas como hoje em dia se faz. Embora por vezes mal mas, sempre se vai fazendo algo em prol do semelhante desprotegido – embora saiba a muito pouco motivado às políticas que temos tido em Portugal, que mais parecem de enriquecimento para uns e, de escravidão para outros. O queijo está muito mal dividido. Enquanto a chamada UNIÃO EUROPEIA continuar com estas medidas de proteção para uns e de fazer apertar o cinto a outros – nunca mais chegamos ao pelotão da frente como o Sr. Aníbal Cavaco Silva, em tempos tanto enchia a boca ao pronunciar esta palavra.

Como sempre, termino com um grande abraço para todos os Paradenses espalhados pelas mais diversas partes deste Globo, bem assim como a todos aqueles que visitam o Blogue de Parada de Aguiar que, ultimamente está a ficar um pouco esquecido por falta de quem escreva algo. É que: onde todos ajudem – as coisas podem tornar-se mais fáceis e engraçadas. Como em tempos já disse e pedi, escrevam contando as vossas histórias e queixumes. Não tenham vergonha. O blogue, julgo eu – é para letrados e não letrados – porque se for só para letrados eu, estou fora da carroça.

Agostinho Rodrigues

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às 13:18

Próximo texto a sair no Notícias de Aguiar

por cunha ribeiro, Sábado, 20.02.16

A (DES)MOTIVAÇÃO E O ESCARAVELHO

Sem nunca o poder experimentar, por ser impossível, Arquimedes ( sábio grego) estava cheio de convicção, e carregado de fé, quando afirmou:

“Dêem-me um ponto fixo no universo e farei mover o mundo”.

O sábio disse-o ao perceber o potencial de força que existe no uso de  uma alavanca.

Inspirado no célebre dito de Arquimedes, mas desde o subsolo da sua altíssima sabedoria, eu diria, analogicamente, o seguinte:

“Dêem-me muito dinheiro e eu serei o melhor gestor do universo.”

E porque é que eu digo isto?

Digo-o porque o peso do dinheiro na motivação das pessoas é cada vez mais uma omnipresente realidade.

Ouve-se muito dizer: “ os portugueses têm fama de trabalhadores nos países de emigração, e em Portugal é o que se vê.”

Como diria a minha Tia-avó: “ Perda fora”!

Ou, traduzido para a modernidade:  “Olha a novidade!”

 

( Cont.)

 

Cunha Ribeiro

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às 23:16

O QUE REALMENTE QUEREMOS

por Francisco Gomes, Sábado, 20.02.16

Ainda que hajam muitas pessoas a querer levar vantagens em tudo, procuram explorar a boa fé dos incautos, não se importam com as repercussões negativas. No entanto, existem muitas outras que são honestas e honradas, procuram modificar o mundo com seus exemplos. Mas a sensação que temos é que avançamos muito pouco e ás vezes parece que nem saímos do nosso comodismo, pois a cada dia as coisas ficam piores. Chegamos à triste conclusão, que os seres humanos corretos, não estão interessados a melhorar isso que aí está.

Vivemos num mundo onde nada é sincero, faltam escrúpulos e vergonha, não há respeito com ninguém, as pessoas se olham umas às outras com medo, é muito difícil melhorar este mundo, porque não se faz nada para isso. A humanidade não está interessada em viver numa sociedade honesta, livre e solidária, pois quanto mais desonesto mais valor tem para as pessoas. Sempre nossas palavras são estéreis e nossas atitudes contrárias aos bons costumes. “De ver tantos burros a mandar em gente com inteligência, ás vezes me faz acreditar que burrice é uma ciência”.

As nossas atitudes são as sínteses daquilo que pensamos não daquilo que a honestidade pode realizar. O que falamos são palavras jogadas ao vento, como sementes sem qualquer valor. Se cada cidadão consciente se propuser a fazer algo em benefício da coletividade, este mundo, com certeza, mudará para melhor. Não é acreditando nos políticos, nos ídolos ou nos heróis, que as coisas vão melhorar, mas assumindo cada um a sua responsabilidade de melhorar o mundo no dia a dia. Não importa mudar a sociedade, importa é fazer uma auto crítica de nossa atuação e reconhecer que se nós quisermos, as coisas vão melhorar. A Esperança é o fio condutor que liga os nossos sonhos à nossa capacidade de lutar. É preciso cultivar os valores morais que herdamos respeitar a Lei de Deus e amar ao nosso próximo como a nós mesmos.

Para agir em nome da Paz, da Ordem e do Amor, precisamos deixar de lado o comodismo e lutar por um mundo melhor.É possível que aconteçam decepções, mas se cada um fizer a sua parte, o Paraíso tão propalado, será aqui e agora

 

Deus abençoe a todos

  

Agostinho Gomes Ribeiro

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às 21:26

SUA MAJESTADE O DINHEIRO

por Francisco Gomes, Sábado, 20.02.16

Dizem que o dinheiro não é felicidade para ninguém, mas ajuda o infeliz a viver melhor. O dinheiro com ganância é um perigo constante, o apego exagerado ao dinheiro, é uma “idolatria”, fazem do dinheiro um verdadeiro deus. Jesus Cristo, quando estava neste mundo, advertiu a humanidade de que ela não poderia ter dois Senhores, Deus e o dinheiro. Mas o dinheiro a que Jesus se referiu, não é aquele fruto do trabalho, pois equivale ao Pão Nosso de cada dia, como pedimos naquela oração que o próprio Cristo nos ensinou. Ele se refere ao dinheiro “sujo”, aquele que é conseguido por meios escusos. Este não é objeto de necessidade, mas de ganância e opressão.

No Antigo Testamento se falava muito no deus Moloc, um ídolo adorado por certos povos, diante do qual eram oferecidos sacrifícios de crianças, em rituais macabros. Essas crianças eram queimadas vivas, oferecidas em sacrifício a esse deus Moloc. Esse deus hoje pode ser considerado o dinheiro sujo, pelo qual se sacrificam homens, mulheres e crianças, pois é o causador da miséria, da fome e da desgraça de muitas pessoas. O Sistema Financeiro vigente é explorador em potencial, cobra juros abusivos e sempre com garantia de algum bem durável.

É muito comum no atual Sistema Financeiro da Habitação. O trabalhador compra a casa para morar, paga mensalmente as prestações e chega a um ponto que a dívida é maior  imóvel. Pois a dívida ao invés de diminuir com as prestações, aumenta é maior que o valor do imóvel comprado. Depois que pagou uma porção de anos, é obrigado a devolver, porque não pode mais pagar a prestação.

Hoje encontramos muito dinheiro “sujo”, proveniente da corrupção e da exploração. As pessoas contraem dividas, não podem mais pagar, perdem o que tem hipotecado, chegando até a desestruturar as famílias, as pessoas perdem os bens, o crédito e a dignidade. Os altos juros, as drogas, a exploração sexual, os roubos e a corrupção, são verdadeiros flagelos do mundo moderno. Explora as pessoas, subverte os valores humanos e morais. Uma pessoa escrava do dinheiro, é uma pessoa alienada. Aqueles que usam o dinheiro para escravizar são odiados e mal vistos.

Na semana passada, fui trabalhar no Cemitério. Tinha um morto numa sala, que não tinha uma só pessoa a acompanhar o enterro. Procurei saber quem era. Fui informado que era um “agiota”, que explorara muita gente. Não tinha um só familiar a chorar por este morto. Quanto ódio este infeliz deve ter levado com ele. São pessoas assim que vão para o inferno e deixam neste mundo o objeto da sua perdição,  Sua Majestade o Dinheiro.

   

Deus abençoe a todos

 

Agostinho Gomes  Ribeiro     

 

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às 21:19

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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