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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


As Coisas dos Homens

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 29.04.16

Não posso olhar para as coisas dos homens, sem ver os homens antes das coisas.

Antes Dele, Ela não era mais que um pedaço de terra, à beira da aldeia.

Depois dele, do criador, veio, então, a criatura.

Nela entraram, ávidos, os aprendizes de números e letras.

E dela saíram homens e mulheres capazes de ler, escrever e contar.

 Ela acolhia-os cedo, pela manhã, abrigando-os da chuva, do frio e do vento.

Mostrava-lhes, num quadro preto, em letras e números brancos, saberes que os homens acumularam.

 Fazia-o sem nada pedir  em troca, apenas pelo puro  prazer do exercício da sua função:

Garantir que os meninos e as meninas escapassem ao estigma futuro da ignorância.

 Com sabedoria e amor, Ela revelou-lhes o mundo além da quimera:

os homens e o seu passado,

a terra redonda,  

o Sol  e outras estrelas,

os países, os rios e  as montanhas .

Ele é imortal e chama-se Francisco Pedreira,

Ela é eterna e tem o nome de Escola Primária de Parada do Corgo.

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às 16:55

FOI SEM QUERER, QUERENDO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 27.04.16

Sempre acontece connosco  os dilemas éticos e os conflitos éticos. O dilema ético, é quando temos que escolher duas coisas, que desejamos fazer, mas somente uma é eticamente possível. Por exemplo: queremos ir a um determinado lugar, mas nossa Carteira de Habilitação está vencida. Não queremos infringir a lei, logo, nós queremos as duas coisas, mas uma impede que a outra seja realizada. O conflito ético é quando desejamos duas coisas, as duas são possíveis, mas só podemos fazer uma. Por exemplo:  queremos nos encontrar com nossos pais à noite, mas um amigo nos convidou para um programa. As duas coisas são possíveis, mas só uma pode ser realizada.

São muito comuns os dilemas e os conflitos. Somos colocados à prova a todo o momento. Por exemplo: devemos ou não avançar um sinal vermelho? Temos bastante idade, mas nos oferecem uma Carteira de Estudante para pagar meia entrada nos espetáculos. Nós não  somos mais estudantes, devemos ou não aceita-la? Devemos ou não comprar um produto pirata? Chegamos num escritório ou num consultório e nos perguntam: com recibo ou sem recibo? Sempre nos deparamos com questões difíceis, a gente nunca quer, mas querendo.

A manutenção da ética e da integridade depende dos princípios morais que recebemos. Quando jovens muitas vezes, tripudiamos dos mais velhos e ninguém nos observa. Um casal se ofende mutuamente, se machucam, mas continuam a brigar. A ética é escolha, é decisão. Portanto, é inaceitável alguém dizer: “por mim não faria isto, mas o cargo que ocupo me obriga a fazer.” Nunca devemos ter duas caras, ou é ou não é, por completo. Quando atingimos a maturidade, normalmente, vem a sanidade, suficiente, para se decidir entre aquilo que serve e o que não serve.

Sabemos que a droga nos faz perder a dignidade, a capacidade e o juízo, mas não vai nos eximir das nossas responsabilidades. Por isso afirmamos que a ética está conectada ao território da liberdade e da livre escolha. Por isso, que nós falamos a todo o momento: “foi sem querer, querendo.”

    

Deus abençoe a todos

          

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 22:39

ALEGRES RECORDAÇÕES

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 27.04.16

As pessoas idosas como eu sentem saudades de muitas coisas que faziam e que hoje não fazemos mais, como guardar dinheiro no bolso, pagar em todos os lugares com dinheiro, em papel ou moedas, o máximo que se permitia era o uso do cheque, quando a transação envolvia muito dinheiro. Qualquer transação financeira, somente era feita nos balcões e caixas dos bancos, não se falava em caixas eletrônicas.

Lembro quando eu trabalhava de dia e estudava de noite, no último ano colegial, estudava onze matérias. As aulas começavam às dezanove horas e terminavam ás vinte e três horas. A última hora de aulas eram projetadas. Como eu começava muito cedo no trabalho, nas últimas aulas, quase sempre cochilava. Lembro da lanchonete que existia perto do colégio, onde no intervalo fazia o lanche. O patrício, dono do bar, nunca tinha troco. Parece que ainda escuto a voz dele, dizendo: não tens trocado? Ou não tens uma nota menor? Não esqueço uma frase afixada na parede: “jovem educado, não cospe no chão, não pede fiado, não diz palavrão”.

Não dá para esquecer, a gente guardava o dinheiro dobradinho no bolso das calças. Já mais tarde, quando os filhos pediam dinheiro para o cinema, nem precisava contar, metia a mão no bolso e já tirava a quantia certa que queria dar. No bolso direito, guardava as notas de menor valor, no bolso esquerdo, as de maior valor. Era orgulho tirar sempre a quantia certa.

Nos tempos atuais só se fala em dinheiro plástico, no cartão de crédito ou de débito. Houve um tempo em que usei muito o cartão de crédito, mas é muito perigoso, pois a gente gasta sem controle, porém, quando chegava a fatura é que a situação se complicava. Eu sabia que o mau uso do cartão de crédito, podia dar dor de cabeça, como deu em mim. Sentia uma dor de cabeça constante e perturbadora. Procurei um neurologista, fiz ressonância magnética e nada constou. Mandaram-me para o ortopedista. Fiquei intrigado quando ele me perguntou se eu tinha cartão de crédito. Pensei que era por causa da cobrança. No entanto, mandou que o mostrasse. Viu o cartão e me disse que ele estava com as pontas e abas amassadas. Que eu sentava em cima da carteira, além de forçar o cartão, também forçava um nervo que tinha comunicação com a cabeça, por isso sentia essas dores.

O diagnóstico foi correto, passei a usar uma pequena bolsa e não mais colocava a carteira no bolso, as dores desapareceram. Foi o cartão de crédito que deu a pista. Hoje ainda uso o cartão, mas somente de débito. Nesta cidade do Rio de Janeiro, nunca se pode andar com muito dinheiro no bolso. Em qualquer lugar podemos sofrer um assalto.

    

Deus abençoe a todos

          

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 22:36

É sobre o 25 de Abril, mas ainda vai a tempo

por cunha ribeiro, Terça-feira, 26.04.16

Eu sou o 25 de Abril, dei liberdade aos portugueses, por isso sou o maior, e tenho sempre razão

 

Eu chamo-me “25 de Abril”. Nasci em Lisboa, justamente no dia 25 de abril do ano de 1974. O meu pai foi um oficial do exército. A minha mãe chamava-se “Guerra” – a Dona Guerra do Ultramar.

Eu nasci de uma “revolta” do meu pai por causa da minha” mãe”, porque a minha mãe era má para o meu pai. E vice-versa, que o meu pai não se ficava. Havia muita violência doméstica. Às vezes o meu pai agredia a minha mãe, outras vezes era o contrário. Mas o meu pai estava farto dela, queria o divórcio, e passou das vias de facto às de Direito. Não foi um divórcio muito violento. Nem sequer houve sangue. A prova é que, antes de se separar, o meu pai, num momento em que a paixão e o ódio se abraçaram, deu uma “cambalhota” com a minha mãe e gerou-me.

O certo é que mal eu nasci - repito, era de madrugada, e era 25 de abril -  muita gente saiu à rua a aplaudir o meu pai, cantando a Vila Morena.

Entretanto o meu pai foi chamando os seus irmãos todos do Ultramar. E a minha mãe continuou por lá a guerrilha dela com outros senhores: MPLA, FNLA, UNITA, ETC. Amavam-se e odiavam-se todos uns aos outros. A minha mãe andou, portanto, à chapada, com os amantes até falecer junto do último: o Sr. Savimbi.

Recordo-me que os amantes de minha mãe, no início, quiseram “envenená-la” num “jantar convívio” que teve lugar numa região quente e meridional de Portugal - no Alvor. Não conseguiram, porque meses depois já ela e eles andavam de novo à estalada.

O meu pai também teve e ainda tem uma vida complicada. Primeiro quis mandar no país por meio de um movimento – o MFA. Esteve no poder durante algum tempo, mas não se entendiam uns com os outros. Andavam sempre a mudar de governo. Tanto mudaram que deixaram de vez o poder entregue aos civis. Começou então uma dinastia, a primeira depois do 25 de Abril. Ficou conhecida por Dinastia Soares. O seu fundador foi o super-conhecido  Mário Soares.

Mas voltando ao rebento, isto é, a mim próprio, “25 de Abril”, devo dizer que, depois de ter sido gerado, também não tive a vida fácil.

Logo de início quiseram acabar comigo. Não fosse um dos do meu pai, o General Eanes, e eu tinha desaparecido em combate.

Sobrevivi. Dei liberdade ao povo. Aliás, de tudo o que dei, essa continua a ser a minha grande dádiva (talvez a única). O pior é que muitos abusaram dela. E hoje há muita gente que a não sabe usar como deve.

Também abri os cofres do Estado com boas intenções: dar saúde e instrução gratuitas a toda a gente. Mesmo aos que podiam pagá-las. Acho que foi um dos muitos momentos em que confundi igualdade com democracia. Isto é: tratei de igual forma quem devia tratar desigualmente.

Este foi sempre um dos meus piores erros. Só nos impostos é que eu não consigo tratar todos da mesma maneira: sacrifico os mais pobres e protejo os mais ricos. Confesso que não é isso que eu quero à partida, mas acaba por ser sempre isso que acontece.

Uma das minhas piores características é encarnar os meus ideais democratas em governantes não democratas. Tem-me acontecido muito nos últimos tempos. É caso para dizer que a minha democracia se tem transformado em diversas e insuspeitadas “cracias” que têm sido más para o país.

Uma das últimas variantes foi a plutocracia socrática. Foi assim: fiz-me de simpático, ativo e bem falante, e endividei o país roendo-lhe a carne e o osso. Sendo que a carne foi toda pra mim.

Mas eu sou o 25 de Abril, dei liberdade aos portugueses, e por isso sou o maior, e tenho sempre razão.

 

 

 Geraldo de Sá

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às 18:49

LEMBRANÇAS PECUNIÁRIAS

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 20.04.16

Muitas pessoas não sabem o que é “pecuniário”, mas a ideia de “pecuniário” está relacionada diretamente com a “ovelha”. Quando eu passava os meus dias, na Serra da Padrela a guardar o rebanho da aldeia, não sabia que as ovelhas que eu vigiava, estavam ligadas ao “pecuniário”. Nunca é demais saber, vale a pena recontar.

Na Roma Antiga havia muitos rebanhos de ovelhas. Alguns proprietários, quando tinham obrigações com seus escravos, para recompensá-los, legavam  a estes parte do rebanho de ovelhas, a esta doação, chamavam de “pecúlio”, que o beneficiado passaria a usar após a morte do doador. O crédito era registrado em um pedacinho de couro, o outorgado podia receber as ovelhas que lhe cabiam.

O curioso é que no Latim, as palavras “pecus" e "pecoris” significam rebanho de ovelhas e por extensão, de qualquer gado. A gente se lembra que o queijo “pecorino” é  feito com leite de ovelha, é um queijo muito gostoso, é fabricado em vários lugares de Portugal.

Por servir como “moeda de troca”, tudo o que era pecuniário agregava valor e circulava também como crédito. Aquele pedacinho de couro passou a representar dinheiro, tanto em papel como em metal. Tornava assim mais fáceis os negócios. Couro, courinho, era fácil de carregar, fácil de guardar e de manusear. Já imaginaram o que seria a propaganda, desse pequeno cartão de couro? “ Não fique sem crédito! Não deixe que lhe arranque o couro.” Ou ainda: “durma em paz, pare de contar carneirinhos” de ovinos e caprinos, só não se aproveita o “berro”.

“Aumente seu pecúlio, ovelha que corre, não come, ovelha  que berra é bocada que perde”.

Era vantajoso naquele tempo usar “o courinho” que representava crédito, pecúlio. Hoje também é vantajoso usar o cartão ao invés de dinheiro, mas para isso é preciso que haja “pecúlio”, lastro financeiro. Por usar demasiado o cartão, sem o devido “pecúlio”, muitas pessoas estão atoladas em dívidas até ao pescoço. Não conseguem dormir e nem contar carneirinhos.

    

Deus abençoe a todos

          

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 22:49

A VIDA NEGATIVA

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 20.04.16

Um dos grandes homens da humanidade, destes que já passaram por este mundo, disse uma frase de grande importância, mas que as pessoas não dão muito valor. “Eu vim para que tenhais vida”, não uma vida negativa, não pouca vida, menos vida, subvida, ou sobrevivência, mas: “ Eu vim para que tenhais vida em abundância”. Esta bela frase se encontra na Bíblia, em João, 10 Versículo 10. Reparem que está no plural, tenhais, isto é todos, não somente alguns.

Esta vida a que Jesus Cristo se refere, ultrapassa qualquer religião ou misticismo, é um projeto de vida coletiva, plena, que não deve ser ameaçada, pelas forças negativas dos tempos atuais. Hoje vivemos com a esperança apodrecida. Homens e mulheres vivem uma vida negativa, conformados, como se não houvesse meios para ser diferente. A vida está na única possibilidade que pode ser vivida. Este apodrecimento da esperança impede que a vida se engrandeça, e remete milhares de homens e mulheres, para o terreno perigoso da conformidade, de que nada pode ser diferente. Diante da conformidade que se vive hoje, as pessoas aceitam todos os contratempos, como sendo naturais.

O roubo e a violência são tolerados, como fazendo parte da vida. A violência não é vida, faz parte da morte. O mesmo acontece com a poluição, não faz parte da vida, mas da morte. As pessoas que aceitam tudo se conformam com tudo, não vive uma vida plena, mas negativa. O grande Sacerdote do século  XVI, Padre António Vieira, dizia em seus sermões, “que o peixe começa a apodrecer pela cabeça”. Assim acontece com as pessoas que aceitam tudo o que lhe acontece na vida, ficam ruins da cabeça, por isso aceitam mazelas, absurdos, como sendo inevitáveis.

Uma pessoa de comportamento normal evita o envelhecimento precoce, e uma infinidade de doenças, que certamente, arruinariam sua vida. A postura conformista expressa uma convicção mental, muito perigosa, cria modelos que nos amarram à ideia de que tem que ser assim. Encontramos um exemplo muito comum, no elefante, é um paquiderme que pesa quatro toneladas, consegue arrastar com sua força o próprio circo, porém, fica do lado de fora, noite e dia, amarrado a uma pequena estaca que qualquer criança removeria. O animal já está condicionado de que não consegue arrancar a estaca, de que sua força não vale nada.

Assim vivem muitas pessoas, pensam que estão impossibilitadas de tomar qualquer decisão, de modificar suas vidas, estão dominadas pelo pessimismo, conformadas de que tem que ser assim.

   

Deus abençoe a todos

        

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 22:43

DESFABULAÇÕES - Notícias de Aguiar desta Semana

por cunha ribeiro, Terça-feira, 19.04.16

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às 13:35

ESSA TAL DIVERSIDADE

por Francisco Gomes, Sexta-feira, 15.04.16

Diversidade é uma expressão da Vida Humana, que apresenta as manifestações particulares de cada ser, assim como a Biodiversidade. O segredo da Humanidade é a Antropodiversidade, que estuda os diversos tipos de vida e suas manifestações na  Natureza. O respeito á Diversidade é aceitar aquilo que é certo e aquilo que é errado em cada ser humano. A inteligência é a estratégica condição de saber ou ignorar os fatos essenciais da vida.

Sempre ficamos a imaginar o lugar exato de onde emana o preconceito,  o desprezo, a rejeição a inúmeras fontes de atuação na sociedade. São muitos os pontos de intolerância, desde as bases familiares, até instituições sociais, como Igrejas e determinadas associações de classe.

Nos tempos atuais existem várias empresas, preocupadas em acolher as Diversidades. Valorizam as pessoas pelo que possam produzir e não pelo seu comportamento ético ou sexual. O que mais  influi para essas empresas é o comportamento ético da honestidade. Sem dúvida, existem vários movimentos organizados, que provocam influência nos negócios, como já acontece em vários Países.

A aceitação da Diversidade é uma responsabilidade de toda a sociedade, assim, conseguiu demolir o conceito de “ Cada um por si e Deus por todos”. E substituí-lo pelo histórico: “Todos por um e um por todos.” Porque a vida é uma obra coletiva, constituída no cotidiano da história. A união em torno de uma causa comum pode liquidar com o preconceito e a discriminação social. No Brasil essa tal de Diversidade, está caminhando no rumo de uma sociedade mais justa, com um grande poder de aceitação. As pessoas vivem mais focadas em suas próprias realidades e interesses. Assim, conseguimos evitar o desmoronamento da civilidade.

Infelizmente, ainda encontramos muitos homens e mulheres questionando a Diversidade. Bradam aos quatro ventos, que é ilegal e que “alguém precisa mudar esta situação.” Mas é completamente possível a convivência fraterna de toda a sociedade, se cada um, deixar de lado o preconceito e o falso puritanismo. Ser “Diverso”, não deixa de  ser gente e de ter sentimentos.

   

Deus abençoe a todos 

       

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 20:56

A TEORIA DA ALMA

por Francisco Gomes, Sexta-feira, 15.04.16

Platão que viveu no século IV AC elaborou uma curiosa teoria da Alma. Precisava dar conta de que  saber e não saber podem andar juntos, e que esse paradoxo é que se torna a âncora do pensamento. Sabe-se e não se sabe ao mesmo tempo em que se esquece. Tirar do esquecimento aquilo que se sabe, é o trabalho incansável do pensamento. Saber e não saber são antagônicos misturados. Foi essa mistura que deu origem à engenhosa teoria da Alma.

Segundo a teoria elaborada por Platão, nós temos três Almas. Duas habitam no interior do nosso corpo, e uma habita na cabeça. Esta que habita na cabeça, nos coloca em contato com Deus e predomina sobre as duas que habitam no interior do nosso corpo. Uma  alma habita no fígado, é de reações violentas e responsável por grande número de doenças que afetam o corpo. O fígado reage a muitas coisas que nosso organismo deseja. O nosso fígado não aceita muitas  decisões do   organismo, que luta contra esta alma. Esta luta chama-se “figadal”.

 A segunda alma habita no coração, é muito afetiva e carinhosa, por isso, se afirma que as pessoas que são  boas, é porque tem bom coração. O coração ama com afetividade, pensa muito no amor e sente aquilo que pensa. A terceira alma que habita a cabeça, é separada do corpo pelo pescoço. Esta alma é racional, tem ideias perfeitas, relaciona-se com Deus. Serve ao corpo e à mente, relaciona-se diretamente com o Subconsciente, o executor das ideias geradas  pelos pensamentos

Todos os pensamentos são conduzidos pela alma da cabeça, com predomínio  sobre as Almas que habitam no interior do corpo. O pensamento é esse ato de  recordação, que revela o que está oculto e o expõe à plena luz. Lembrar pertence ao trabalho, pensar pertence ao esquecimento e à memória. Os animais não pensam, agem por instinto, diante de uma situação de perigo, só tem duas possibilidades, fugir ou atacar, matar o inimigo ou proteger-se dele.

 Muitas lendas e tradições foram escritas e contadas sobre as almas. No entanto, no Cristianismo, a Alma é uma palavra de origem grega, que significa “ animar”.

   

Deus abençoe a todos

        

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 20:54

Dia dos Irmãos - A minha homenagem aos outros três

por cunha ribeiro, Domingo, 10.04.16

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às 15:07

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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