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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Os Paradoxos de Costa

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 31.10.16

Rocha Andrade, Secretário de Estado das Finanças, não deve um cêntimo à idiotice. A Galp (ainda se devem lembrar) prendou-o com um bilhete para assistir ao Euro, e o homem não pensou duas vezes: foi. Se os Secretários de Estado ganhassem tanto como os gestores da banca, talvez R. A. não se deixasse tentar. Mas os secretários de estado moram no rés do chão do prédio dos gestores da banca. É gente mal preparada, não sabe a tabuada, nem a regra de três, por isso recebe menos que os administradores da Banca. Os próprios ministros (que são analbabetos) e o Presidente da República (que não estudou na mesma universidade) - não merecem ganhar o mesmo que os Gestores da banca - esses iluminados. Todos os portugueses, aliás, tirando os gestores da banca, são uns incompetentes, não prestam. Não prestam os médicos, não prestam os professores, não prestam os agentes de segurança, não prestam os enfermeiros, não presta ninguém que trabalhe, menos se for na banca. E mesmo aí terá que ser no altíssimo gabinete administrativo. Onde se ganham milhões, sem apostar no totoloto.

O governo quer remunerar exorbitantemente os gestores da Caixa Geral de Depósitos, mas andou um ano para recuperar os cortes da função pública. E muito embora (o dr Costa) possa dizer, e com razão, que recuperou mais depressa do que o teria feito o governo de Passos Coelho, tal não impede que o critiquemos quando, flagrantemente, se deixa escorregar para a asneira. E esta foi grossa. Até um cego vê que o governo teve que estudar a fundo as alternativas orçamentais compensatórias para recuperar os salários à função pública, sendo, por isso, estranho que possa esbanjar, à tripa forra, com os administradores da Caixa Geral de Depósitos, oferecendo-lhes salários estratosféricos.

Há quem veja ingenuidade em quem acredita no sucesso deste governo. Talvez pareça, até,  uma inocente infantilidade a satisfação que muitos portugueses, eu incluído, revelam por este governo, como se fossem crianças a quem se dá um rebuçado para se calarem. Há, de facto, quem tenha essa visão, a meu ver, precipitada e imprudente. É que esses nunca entenderão o valor de um rebuçado para quem não ousa entrar na confeitaria à procura do bolo que lhe apetece.

Já basta a dificuldade dos governos em controlarar os lucros excessivos e incalculáveis de algumas empresas e pessoas que se escondem do fisco em paraísos fiscais. Se, onde pode controlar, o governo pratica ele próprio o excesso, ou ajuda a praticá-lo, então estamos perdidos.  A política devia ser uma permanente arma contra os desvarios de quem tenta lucrar para além do que é decente. Mas, em vez disso, o que faz a política? Tolera a agiotagem e, quando pode, pratica-a com despudor e entusiasmo.

Mas a suprema contradição de Costa e do seu governo é esta: justifica os altos salários dos administradores da Caixa com a alegada necessidade de  pessoas competentes a gerir o banco público. Como é possível um socialista de esquerda usar um argumento de que a direita é useira e vezeira para justificar salários injustificáveis!? Não vê, António Costa, que a bota não bate com a perdigota?! Não percebe, António Costa, que com o seu estapafúrdio argumento está a "autorizar" os trabalhadores em geral a fazerem gazeta, pois, em proporção, exige-se-lhes mais que aos administradores da Caixa?

 

 

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às 13:15

ETERNAS RECORDAÇÕES

por Francisco Gomes, Sexta-feira, 28.10.16

O meu tempo de rapaz foi vivido no Bairro de São Cristóvão, um lugar de muitas recordações, do tempo do Império. Neste bairro também foi construído na década de sessenta, o Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara, o CADEG, como hoje é conhecido. Em 1960, quando foi inaugurada a Nova Capital Brasília, a cidade do Rio de Janeiro, que fora a Capital Federal, foi transformada no Estado da Guanabara. Foi Estado até 1973, quando acabou o Estado da Guanabara, e a cidade passou a ser Município e Capital  do Estado do Rio de Janeiro, que antes tinha como Capital, Niterói.

Sempre que vou ao Cadeg, hoje um imenso conglomerado de lojas e salas de escritórios, fico a imaginar o tempo em que andava por aqueles lugares, era um terreno muito grande, no meio tinha um casarão velho, que fora a Fábrica de Cigarros Veado. Em volta do Casarão, um enorme jardim, onde se viam vários tipos de flores. Ali morava o Norival, um homem dos seus cinquenta anos, que guardava o casarão e tomava conta do jardim.

Recordo que na noite de primeiro para dois de novembro, dia de Finados, juntamente com outros rapazes da minha idade, comprava-mos uma garrafa de cachaça e levávamos para o Norival. Esperávamos ele beber, ficar bêbado e dormir. Então, entravámos no terreno e colhíamos  as flores que podíamos. No dia seguinte de manhã, íamos vendê-las no Cemitério próximo, para as pessoas que queriam enfeitar os túmulos. A gente fazia aquilo por brincadeira, como era feriado e ninguém trabalhava, a gente bolava isto. Todo o dinheiro arrecadado, era guardado para enfeitar a rua no Natal. 

Esse Cemitério é o São Francisco Xavier, popular Caju, hoje o maior Cemitério da América Latina. O  Cadeg hoje,  virou um polo gastronômico do Rio de Janeiro, existem vários restaurantes, onde são oferecidas vários tipos de comida, principalmente portuguesas. Nos fins de semana são apresentados vários shows de música ao vivo, com a afluência de muitas pessoas.

No dia 24  de outubro, a minha irmã Laurinda fez 81 anos, o filho resolveu servir um almoço para a família e os amigos no Cadeg, como sempre, não faltou o bacalhau, os bolinhos e o caldo verde. Os três irmãos que ainda estamos vivos estiveram presentes. O próximo será o meu, já que faço 84 anos no dia 23 de dezembro.  Precisamos nos juntar sempre que for possível, pois não será por muito tempo.

    

Deus abençoe a todos

        

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:07

DEUS E O DIABO

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 27.10.16

Santo Agostinho o grande Santo Filósofo, nos deu uma definição perfeita do Diabo: “O Diabo é como um cachorro raivoso e acorrentado, só ataca quem se aproxima dele”.” Nas páginas da Bíblia encontramos muitas alusões ao Diabo, como sendo: “o botão da flor  do mal, pronta para desabrochar, nos jardins de seus admiradores".

Sabemos que muitos milagres anotados na Bíblia, feitos pelo próprio Jesus Cristo quando esteve no mundo dos homens, hoje não seriam mais milagres, mas fenômenos da natureza. Muitas pessoas que se consideravam perseguidas por “espíritos maus”, eram apenas doentes mentais. Foi em 1823 que um Padre francês, que praticava exorcismo, chegou à conclusão que a maioria das pessoas que se julgavam atacadas pelo Diabo, eram doentes. Foi nesse tempo que foi criado o primeiro Hospital Psiquiátrico.

Naturalmente que o Diabo existe. Assim como Deus é o sumo bem, o Diabo é o mal. Deus e o Diabo coexistem, um em função do outro. Para que possa existir o bem, precisa também existir o mal, pois um dá sentido ao outro. O conceito de Diabo aumentou na mesma proporção que aumentaram as crenças e as seitas oriundas do Cristianismo. O Diabo é o meio usado para manterem os pagamentos dos Dízimos. A pessoa ao se filiar à Crença, é obrigada a mostrar o Contra Cheque, para estipularem o Dízimo a ser pago. Logo eles recebem quantias astronômicas, que transformam em Patrimônio dos dirigentes. Os fiéis que não pagam, por qualquer motivo, são ameaçados com o Diabo.

 É verdade que Deus não precisa de dinheiro, assim como o Diabo também não,  pois os dois não existem na vida material, somente na espiritual. Eles vendem os milagres e também confirmam a participação com o Diabo, para perseguirem aqueles que deixam de pagar. Segundo uma Revista Econômica, as dez maiores fortunas do Brasil, são Pastores e donos de Igrejas. Usam as contribuições para comprar Empresas, Fazendas, Iates, Aviões, Carros de Luxo e Mansões e para se elegerem a altos cargos. No Congresso Nacional têm uma bancada, que afronta o Governo quando tenta colocar um freio na situação das isenções fiscais, que eles usam e abusam.

O Povo é atrasado, pensa que pagar os altos tributos, agrada a Deus, como se Deus ou o Diabo, fossem alguém que precisasse da ajuda deles. Por isso, falam muito no Diabo, pois cada um fala daquilo que seu coração está cheio. Nunca se falou tanto em Satanás, Lúcifer, e outros nomes.

                         

Deus abençoe a todos

   

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:07

Faleceu a Margarida Ferreira, sócia da " Prazer da Memória"

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 26.10.16

Antes de vir para Portugal, era uma das mais assíduas visitantes e leitoras do Blog "Parada de Aguiar", pois visitava-o religiosamente todos os dias, mais que uma vez.

Também por isso, mas sobretudo porque é uma das nossas, é com algum embargo emocional que publico esta notícia: Faleceu ontem, às 9:30 da manhã, a Margarida Ferreira, nossa conterrânea, nossa  associada, nossa amiga.

 

Para a família Ferreira, cuja fratria é tão numerosa quanto amiga da nossa terra, exprimo, em nome da Associação Prazer da Memória, os nossos sentimentos de solidariedade e amizade, nesta hora de tristeza comum.

 

Francisco da Cunha Ribeiro

 

P.S. : Soube pelo nosso membro da Direção, João Ferreira, que hoje mesmo teve lugar o funeral na Igreja do Bonfim, Porto. E que a missa de 7º dia será na segunda feira, às 19 horas, na mesma Igreja.

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às 15:39

LINGUAGEM TRANSMONTANA

por cunha ribeiro, Terça-feira, 25.10.16

Arrebunhar

“Arrebunhar” é exatamente o mesmo que “arranhar”, só que com mais uma sílaba gratuita. Em vez de “O azeiteiro do teu gato arranhou-me o braço todo”, podes dizer “O azeiteiro do teu gato arrebunhou-me o braço todo”, mas com pronúncia transmontana, claro.

 

Albarda

A palavra vem do espanhol (o que é comum acontecer nas expressões do nordeste transmontano, visto que a região sofre bastante influência de Espanha) e designa as selas que se colocam nos cavalos, burros e outros animais de carga. Em Trás-os-Montes, refere-se também ao vestuário de alguém, mais frequentemente para falar de casacos grandes ou algo do género. Por exemplo: ” Não te metas nesse caminho de lama que dás cabo da albarda, rapaze!”.

 

Amarrar

A palavra existe e é conhecida para toda a gente, certo? Significa, obviamente, atar com cordas, por exemplo. Contudo, em Trás-os-Montes, a palavra é utilizada como um sinónimo – ou substituto – de “agachar”. Se algum dia um gajo de Bragança te gritar “cuidado, amarra-te!”, não é suposto pegares numa corda e prenderes-te a um poste com ela (exceto em casos de sadomasoquismo brigantino). A única coisa que tens que fazer é baixar-te, ou ainda bater com o caco nalgum sítio.

 

Carranha

É a palavra mais nojenta da lista e significa, simplesmente, “macaco do nariz”, ou monca. Se és daquelas pessoas que não se assoa, é bem provável que ouças alguém dizer-te “Pega lá um lenço, que tens aí uma carranha!”. Contudo, também é provável que ninguém te diga nada e que andes o dia inteiro a fazer uma figura triste com uma monca de fora.

Cibo

Esta palavra significa exatamente o mesmo que “bocado”, podendo substituí-la em qualquer contexto. Ao lanche, numa terra transmontana, será comum oferecerem-te um “cibo de pão com manteiga”, por exemplo

 

C’moquera

Esta é uma das expressões mais difíceis de explicar. Quer dizer, mais ou menos, “pode ser que sim”, sendo utilizada tanto em tom “normal”como em tom de ameaça. Por exemplo, se não fizeres as cadeiras todas este ano – nós sabemos que estás à rasca – “c’moquera” que ainda perdes a bolsa de estudos, se a tiveres. Se se meterem contigo, poderás também só dizer “c’moquera!”, em tom de ameaça, como quem diz “Pode ser que leves uma saronda!” O que é uma saronda? Já lá vamos. Só mais um cibo.

 

C’mássim

Esta tem mais ou menos o mesmo significado que “assim sendo” com a vantagem de não precisar necessariamente de qualquer antecedente. Se a conversa estiver fraca podes simplesmente dizer “C’mássim, vou-me andando para casa”. Também pode significar algo como “tem que ser”, como no exemplo: “Bem, vou limpar aqui o chão da cozinha, c’mássim….”

 

Emplouricar

Significa ir para cima de alguma coisa. Os gatos, por exemplo, gostam de andar sempre “emplouricados” nas mesas, nos armários, nas portas, nas janelas, na televisão, nos móveis da casa de banho, na bacia…enfim,  já percebeste a ideia. E uma coisa é certa: os gatos são mais fofos quando se andam a emplouricar do que quando nos estão a arrebunhar o couro por completo.

 

 

Ele é

Esta é um cibo difícil de explicar porque não tem jeito nenhum. Basicamente, é o mesmo que “é”, mas por vezes junta-se o “ele” mesmo que não se justifique. Em vez de perguntares “É aqui o festival?”, poderás perguntar “Ele é aqui o festival?”. Qual é a vantagem? Nenhuma. E a necessidade? Também nenhuma.

 

Fai 

Isto é uma variante de “faz”, pelo que tem mais que ver com a pronúncia do que com a palavra em si. Por exemplo: “Ó Sandra, fai-me aí um sumo de laranja!”. Há quem diga que o verbo “fazer” pode ser  conjugado nas outras formas verbais, ao estilo de “fai” (“fais”, “faem”) mas também há quem diga que não, por isso não nos vamos pronunciar no que toca a esse assunto.

 

Massim

Não há uma correspondência 100% correta para isto mas é parecido com “não mas sim”, o que, por si só, já não faz sentido nenhum. Por exemplo, se disseres que não queres salada, a tua mãe pode dizer-te: “Massim, que te faz bem!”

 

Manhuço é um aglomerado de qualquer coisa, numa quantidade que seja possível pegar com uma mão mas sem ser possível esconder. Um manhuço de cereais, por exemplo, seria quando metes mão na caixa dos Chocapitos do Lidl e tiras uma mão cheia deles. Um manhuço de terra é quando agarras numa mão cheia de terra. Um manhuço de cibos de pão é…é uma estupidez, já.

 

Lapouço 

Quer dizer sujo/porco/labrego. Se és uma daquelas pessoas que não consegue ir ao McDonald’s sem deixar cair metade do hambúrguer ao chão e na barriga inchada enquanto metes a boca no outro lado do pão, pode dizer-se que és um “lapouço”. Outras palavras com significado semelhante – ainda que o destas seja um pouco mais forte, significando que a pessoa é mesmo porca – são “Larego” ou “Cochino”.

 

Ladradeira

Isto é o que se chama àquelas senhoras coscuvilheiras, que passam o dia a dar à língua para cá e para lá, a falar da vida do Sr. Francisco, do carro novo da Dona Teresa, da filha bastarda da Maria Cigana. Dedicada a todas essas senhoras, e palavra “ladrar” foi adaptada, de forma pejorativa, para esta bela forma: Ladradeira.

 

A pronúncia é “guitcho/a” e é o equivalente a “fino”, que descreve alguém inteligente, ou esperto! Em vez de dizer “e és pouco fino, ó Zé!”, dirias “E és pouco guitcho, ó Zé! C’moquera!”

 

Refustedo/Chaldraria

Ambas as palavras querem dizer confusão, ou barulheira. “Isto é que vai para aqui um refustedo/uma chaldraria do caraças!”. Contudo, “refustedo” pode também ser utilizado em substituição de uma palavra parecida, mais feia: “p**edo”. Por exemplo: “Não te metas nessa lanchonete que só há lá refustedo…”

 

Larpar

Esta palavra significa o mesmo que comer, mas de uma maneira ligeiramente mais torgueira. Não há muito mais a dizer acerca desta palavra, por isso não nos vamos alongar, até porque esta mesma frase foi feita precisamente para meter aqui mais um bocadinho de texto desnecessário.

 

Engranhado/a

Uma pessoa engranhada – ou, noutra variante, engaranhada – é uma pessoa cheia de frio, ou que está toda encolhida por causa do mesmo. Por exemplo: “Aquela ladradeira está ali toda engaranhada e mesmo assim não se cala! C’moquera ainda apanha uma constipação.”

 

Arreguichada/o

Arreguichar é mais ou menos sinónimo de empinar. Como tal, para dizer que alguém tem a mania, diz-se que anda de nariz “arreguichado”, em vez de empinado, e as raparigas mais oferecidas normalmente “arreguicham” a saia mais frequentemente….É um refustedo.

 

Birolho/a

Um gajo birolho é, basicamente, alguém que tem os olhos tortos. Apesar de parecido, não é sinónimo de zarolho, que isso é alguém que só tem um olho. Por exemplo: “O Pedro é birolho, tem um olho no pão e outro no repolho”. Os birolhos são, portanto, mais frequentes. A Rita Pereira é um exemplo de uma leve birolhice.

 

Furgalhos

Isto é exatamente o mesmo que migalhas. É uma questão de preferência. Poderás dizer, por exemplo, “Não deites os forgalhos na cama pá! És birolho ou quê?”, ou “Parte aí um cibo de pão com cuidado, para não esfurgalhar”.

Porí

Porí é uma expressão que pode ser utilizada no lugar de “se calhar”. “- Porque é que a Maria está ali amarrada? – Não sei, está engaranhada, porí”. Em português de Lisboa isto seria equivalente a “- Porque é que a Maria está ali agachada? – Não sei, está com frio, se calhar”.

 

Saronda/Tunda

“Saronda” (já referida anteriormente) é sinónimo de tareia, assim como “tunda”. “O ladrão armou-se em guicho mas levou uma saronda que ficou lá estendido!”

 

Bardino/Gandulo

“Bardino”, bem como “gandulo”, são palavras utilizadas para descrever um indivíduo vadio, meio delinquente. o Justin Bieber, por exemplo, é um bardino.

 

Surro

Quando alguém tem algum tipo de sujidade na pele, por exemplo (os lapouços têm frequentemente sujidade que vem da comida que espalham), pode dizer-se que tem surro. “Ó garota vai-te lavar que estás cheia de surro na cara!” é uma expressão que se ouve várias vezes, quando se lida com crianças.

 

Bilhó

Bilhó é uma maneira de designar castanhas assadas sem casca. Tão simples quanto isto. No outono, pela altura do S. Martinho, é frequente comer um manhuço de bilhós depois de almoçar. A palavra pode também ser usada para referir a uma criança pequena, atrevida, guicha. “Este bilhó não sabe estar quieto!”

 

Zorra

Talvez das mas engraçadas, é uma palavra que significa “filha bastarda”, como, por exemplo, a filha da Maria Cigana da qual já falamos no slide da Ladradeira. A Maria Cigana tem, portanto, uma zorra em casa.

 

A maneira de dizer as horas

Não, neste caso o título não é uma expressão transmontana. Neste caso, o que acontece é o seguinte: sempre que ouvires alguém dizer a preposição “as” ao dizer as horas (por exemplo: “são as 3h da manhã”, em vez de “são 3h da manhã), podes assumir, com 99% de certeza, que essa pessoa vem de Trás-os-Montes. Os transmontanos teimam que faz mais sentido assim, quem não é de lá teima que não. Contudo, achamos que ambas as formas são corretas.

 

 Do Blog " Lusofonias"

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às 17:46

OS NOSSOS JULGAMENTOS

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 19.10.16

No dia 12 de outubro, dia da Criança, entrei numa drogaria para comprar um remédio que precisava. Ao sair vi na calçada uma mulher com uma criança. Seu aspeto não era de mendiga, mas triste, de olhar perdido. Resolvi dar-lhe o troco que recebi da compra, mas para não ofender seu amor próprio, disse: é para comprar um brinquedo para o menino, afinal hoje é o dia dele. Ela aceitou e agradeceu. Então eu perguntei-lhe se ela precisava de mais alguma coisa? Ela me olhou e disse: fraldas para o menino.

Voltei á drogaria para comprar as fraldas, perguntei à atendente qual seria o tamanho e apontei-lhe o menino lá fora. Ela me disse: não faça isso, essas mulheres pedem coisas, depois vendem para comprar drogas. Depois, esse menino, tem mais de três anos, não usa mais fralda. Saí pela porta lateral para a mulher não me ver, e fui para casa. Pelo caminho, a minha consciência começou a me acusar de mesquinho, e se a criança precisasse das fraldas? Nós temos o péssimo hábito de ajudar e querer direcionar a nossa ajuda. Arrependi-me de ter feito aquilo.

 Cheguei a casa, abri o embrulho do remédio e constatei que estava errado, teria que voltar á drogaria, para trocar o remédio. Pensei: não será para eu me corrigir? Na drogaria, troquei o remédio e comprei o pacote de fraldas, não falei com ninguém e fui dá-las aquela mulher. Mas com muita curiosidade, perguntei-lhe se ela ia vender para comprar drogas? Ela me olhou com tristeza e disse: eu já fiz isso no passado, mas agora não faço mais,  tenho problema de pressão baixa e não posso usar drogas. Abaixou o calção do menino, para mostrar que realmente, usava fraldas

 Afastei-me satisfeito por me haver corrigido. Nós temos o péssimo hábito de querer orientar a nossa ajuda. Se a pessoa fica satisfeita com droga ou bebida, porque eu vou tentar corrigi-la negando-lhe ajuda. Lembrei-me de um fato na vida de Santo António. Certa vez lá em Pádua, viu um homem a tremer de frio, tirou o seu capote e deu-lho. Mais tarde vieram lhe dizer que o homem vendera o capote, para comprar bebida. O Santo riu e disse: “Eu dei-lhe o capote, para ele matar o frio”. Se ele achou que para isso a bebida era melhor, é problema dele, eu simplesmente cumpri com a minha obrigação.

     

Deus abençoe a todos

        

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:49

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 19.10.16

No dia 27 novembro de 1986, o Papa São João Paulo II, instituiu o Dia Internacional de Ação de Graças, o dia em que os povos do mundo inteiro, procuram rezar pela Paz. Naquele dia, reuniu em Assis, a terra de São Francisco, 160 representantes de 32 Confissões Cristãs e 11 representantes de várias Igrejas não Cristãs. Todos deram as mãos e rezaram pela Paz

Este ano a Papa Francisco  fez a mesma convocação para 27 de outubro. Neste ano há muitos motivos para o mundo rezar pela Paz. Pela primeira vez, um povo votou democraticamente pela rejeição do tratado de Paz do Governo da Colômbia, com as guerrilhas que já dura  há mais de 50 anos. Este ano, o Presidente da Colômbia, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Esperamos que a  Paz volte para aquele povo.

Segundo informação das Nações Unidas, as guerras do Século passado, ceifaram a vida de mais de 100 milhões de pessoas. A Primeira Guerra, de 1914 a 1918, a Segunda Guerra de 1939 a 1945, deixaram um lastro de mais de 65 milhões de mortos, mais  de ametade, eram civis. Já em pleno Século XXI, a Guerra no Iraque  já matou mais de 100  mil pessoas, sendo mais de Cinco mil soldados americanos. A Guerra na Síria, que começou em 2011, já matou mais de 300 mil pessoas. Mais de 11 milhões abandonaram ou foram expulsos de suas casas.

O mundo em muitos casos está embarcando na ingenuidade. A grande maioria das guerras, não é por motivos políticos nem econômicos, mas, sobretudo um meio sórdido de muitos paises para venderem armas. A Indústria Bélica fatura mais de 400 Bilhões de Dólares anuais com a venda de armas. As nações mais ricas do Hemisfério Norte, falam muito de Paz, mas fabricam e vendem armas para matar as pessoas. Incentivam o preceito de “Amai-vos uns aos outros”, mas incentivam a venda de armas.

Rezar pela Paz, é se comprometer a lutar pela justiça social, pois a Paz não combina com a venda de armas. O  único animal que mata o seu semelhante por motivos fúteis, é o ser humano. Rezar pela Paz, é semear o Amor em todos os sentidos. “Pois quem ama não mata.”

   

Deus abençoe a todos

            

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:46

Os dois Antónios ( texto do Notícias de Aguiar desta semana)

por cunha ribeiro, Terça-feira, 18.10.16

 

Junto nesta crónica António Costa e António Guterres porque, em minha opinião, estão, cada qual à sua maneira, a engrandecer Portugal. É certo que estamos em presença de duas personalidades muito distintas , com atributos humanos e políticos que ora os dignificam ora os diminuem por razões também elas diversas. António Costa, se fosse futebolista, jogava no meio campo. Exímio a receber e a distribuir jogo, é capaz de valorizar e potenciar toda uma equipa, sem excepção, optimizando o potencial dos mais fracos e aproveitando o que há de bom nos mais fortes; sem se movimentar demais, pernas diretamente ligadas ao cérebro, é como se fosse o centro de um sistema de alavancas de onde tudo parte para agitar ou mover.  António Guterres também  saberia ocupar esse lugar, mas seria incapaz de obrigar a equipa a correr em busca da bola, preferindo ser ele a conduzi-la, dando o exemplo. Na natureza, não encontro ser tão parecido com Costa como o polvo. Mas sem as conotações negativas que geralmente lhe são atribuídas. Costa é um polvo que usa os tentáculos para o proveito não apenas de si, embora muito de si, mas também  dos outros, para que à sua volta também usufruam, ou todos fiquem a ganhar. Guterres é a Abelha Mestra, que orienta no sentido do bem comum, mas que depois de orientar é traído ou ferido de morte.

Por não ter apreciado a forma como António Costa "saltou o muro" para ascender a Secretário Geral do PS, nem simpatizado com o seu despudorado oportunismo em aceitar a ajuda cúpida dos seus principais promotores (socratistas),  não votei no PS nas últimas eleições. Porém, se fosse hoje, votaria.

Parece aplicar-se aqui o célebre dito camoneano: " Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Mas só parece. Na verdade, não mudaram apenas os tempos, nem só a vontade. Mudou quase tudo. Digo "quase" porque a decisão de acabar com o limite salarial dos administradores executivos da CGD e a aceitação pelo Primeiro Ministro de uma oferta descabida de Cavaco ao seu sucessor em Belém - que a recusou - revelam ainda infeções não debeladas no corpo político-governamental saído das últimas legislativas.

Porém, no cômputo geral da acção política deste governo, até ao momento, sublinho a notória vontade do Primeiro Ministro governar de forma mais justa e equitativa o país.E não é apenas a recuperação (mais acelerada) dos salários da Função Pública a abonar a favor deste governo.  É também, e sobretudo, a política fiscal que tem vindo a implementar, nomeadamente a tributação de um universo maior de contribuintes, através dos impostos indirectos. Quando as pessoas se queixam deste governo por ter aumentado o imposto sobre os combustíveis, sinto-me estupefacto ao ouvi-las. Mais umas (as que carregaram o maior fardo do ajustamento) do que outras (as que por ele passaram com menos dor). As primeiras demonstram, em minha opinião, um certo défice de sensibilidade e bom senso; as segundas, um óbvio excesso de egoísmo. As primeiras parece não terem sentido o mal que o corte nos seus salários lhes trouxe, com consequências graves para elas e para as suas famílias. E das duas uma, ou são masoquistas, ou são ascetas ou idealistas; as segundas, como não lhes ceifaram o salário, ou o lucro, sentem, apenas agora, e em pequena dose, o sabor amargo do fel que as primeiras haviam provado; são, por isso, mais frias, racionais ou realistas.

Regressando a António Guterres, o homem que o Conselho de Segurança da ONU teve a felicidade de encontrar disponível para liderar o Concelho Geral, não sou, seguramente, a pessoa indicada para opinar sobre ele, com suficiente conhecimento de causa. Esse papel caberia aos seus amigos e colegas chegados que conhecem melhor que ninguém o verdadeiro Guterres.

A opinião que aqui veiculo só terá algum valor se o leitor a tomar como séria e formada com base na minha experiência de observador  atento da sua intervenção política como Primeiro Ministro comparando-a com os seus sucessores e antecessores no poder.

Ora, dessa observação e comparação consigo retirar a imagem-síntese de um humanista-político tentando romper as grades que nos separam da utopia , e o político-humanista que acaba encarcerado pela realidade. 

Em relação à sua ação política, o que Guterres nos ofereceu, enquanto Candidato vencedor de eleições, e enquanto Primeiro Ministro, foi um uma ideia, um rumo para o país, como há muito não existira em Portugal. Um rumo que não seguiu o trilho idealizado devido à falta de coesão e boa vontade de alguns membros do governo e à oposição sindical que se aproveitou sem critério, e com exagero, da idiossincrasia cortês de António Guterres. 

 

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às 10:59

ELES A GRELHAR, ELAS A BEBER E A FALAR

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 17.10.16

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às 22:28

ABUSO DA AUTORIDADE

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 13.10.16

Por todas as partes do mundo, encontramos pessoas a exorbitar da autoridade que lhes foi concedida pela sociedade. Porém, toda a autoridade emana de Deus e em seu nome deve ser exercida. Mas o que se vê, são pessoas autoritárias que se julgam superiores a Deus. As Leis são feitas para serem respeitadas, mas encontramos muitas autoridades que embora as conheçam, são os primeiros a desrespeitá-las e transgredi-las.

O Brasil é o Pais com muitas Leis, mas também é o País com mais transgressores. É muito comum encontrar autoridades que ao serem observadas a transgredir as Leis, ainda usam esta frase pernóstica: “sabem com quem estão falando?” Isto acontece principalmente com juízes. Todo o juiz é investido para fazer justiça para a sociedade, não para impor sua autoridade. A maioria dos juízes se sente ofendidos ao ouvirem que “eles não são Deus.” Precisavam buscar na terapia um meio de curar a sua onipotência. Um juiz que recebe a função de julgar está muito longe de ter prerrogativas divinas. Nunca deve se colocar acima do bem e do mal. Por conhecer a fundo todas as Leis, ninguém lhe dá o direito de transgredi-las.

Acompanhei com muita atenção o caso de um juiz de direito, que foi parado numa blitz de trânsito, da “Lei Seca”. Esse magistrado não tinha carta de condutor e o carro que ele dirigia não tinha placas. O agente apreendeu o carro como manda a Lei. O juiz protestou impondo sua autoridade. Como o agente lhe respondeu que ele era juiz, mas não era Deus, ele deu voz de prisão ao agente de trânsito. O caso foi parar na justiça e outro juiz condenou o agente por ofensas morais e impôs-lhe a pena de pagar cinco mil reais ao outro juiz.

Esse fato revoltou a opinião pública. A própria Ordem dos Advogados de Brasil assumiu o caso, que foi agora julgado novamente por um Tribunal Superior. O juiz foi afastado de suas funções por abuso de autoridade, condenado a devolver a indenização que recebera. O outro juiz foi também advertido pela Magistratura, suspenso seis meses também por abuso de autoridade.

O Brasil convive com muitas arbitrariedades, é uma vida às avessas, que embaralha conceitos, beneficia os espertos e prejudica os inocentes. Para ser “Excelentíssimo”, precisa respeitar para se respeitado. É importante rezar, mas com convicção de que neste mundo, ninguém é Deus.

                                 

Deus abençoe a todos

                               

Agostinho Gomes Ribeiro

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