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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


A MORTE E A VIDA

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 01.06.17

Nos meus tempos de adolescente, na querida aldeia de Parada de Aguiar ou do Corgo, como era conhecida, o falecimento de alguém, alterava a rotina de toda a Freguesia. O primeiro a anunciar que alguém tinha morrido, era o Sino da Igreja Matriz. Se o finado era um homem, ele tocava três vezes. Se era mulher tocava duas vezes. Quando era uma criança, o sino não dobrava, apenas repicava num tom de alegria, era um Anjinho a caminho do Céu. 

 Assim toda a Freguesia, ao ouvir a voz do sino, sabia que alguém havia passado desta vida para a outra. O sino tocava de manhã, ao meio dia e à noite. Pelo toque do sino sabia-se se fora homem, mulher ou criança que falecera. Faltava apenas saber quem foi e a que aldeia pertencia, salvo quando era da Montanha, pois Paredes, Lixa e Carrazedo, pertenciam a Soutelo, hoje formam outra Freguesia.

Na aldeia de Parada quando se sabia que determinado morador havia morrido, toda a aldeia participava. O corpo sempre era velado na residência do morto. Á noite todos se reuniam para rezar o Terço. Geralmente, as orações e o velório eram dirigidos pela Senhora Ana Cunha. Após as orações alguns se retiravam, mas outros ficavam durante a noite.

O caixão era feito em Vila Pouca na loja do Fernandinho,  era branco se fosse solteiro, era roxo se fosse casado e preto se fosse viúvo. Uma pessoa ia buscar o caixão e trazia à cabeça até à aldeia. O morto era vestido com a melhor roupa que tivesse os melhores sapatos ou botas, ainda que, a loja mandasse um par de sapatilhas. O morto ficava encharcado, junto ao caixão tinha uma caldeireta, com água benta, para que todos jogassem água sobre o morto. O enterro se iniciava com a chegada do Padre para levantar o defunto. Formava-se uma procissão com a bandeira e as opas do Coração de Jesus, geralmente eram crianças do Catecismo, dirigidas pela Senhora Eusebia Baldeira. O caixão era levado na mão até ao Cruzeiro. Após as orações era carregado nos ombros até Soutelo. A procissão se desfazia e voltava a se formar na chegada à Igreja. Se era rico e tinha dinheiro, tinha o Oficio Inteiro, se era pobre não tinha nada, tinha Missa rezada.

Diante de tantas inovações, acho que em Parada não é mais assim. Das três vezes que estive na aldeia, graças a Deus, não teve nenhum enterro.

            

Deus abençoe a todos

       

Agostinho Gomes  Ribeiro       

 

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às 21:25

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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