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viveiro em 1987


ABISMO ENTRE AS RAÇAS

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 26.07.17

Muitas pessoas trabalham, outras querem trabalhar, mas não têm trabalho. O desemprego é uma epidemia, que pode a qualquer momento, contaminar qualquer pessoa. Pretos, brancos ou mestiços, todos estão sujeitos a serem atacados por esta epidemia dos tempos modernos. A maior “balela” que sempre escutei “é que todos são iguais perante a lei”, isto é o que afirmam os Direitos Humanos, mas uns são mais iguais que outros.

 Entrei no cenário da vida brasileira, há sessenta e sete anos. Já vi e assisti muitos fatos inacreditáveis. Na década de 50 do século passado, ser negro era uma tragédia, era sinônimo de marginal e ladrão. O Brasil viveu quase quatro séculos de escravidão. O negro era visto como uma mercadoria humana Esta chaga foi banida no dia 13 de maio de 1888, mas criou outra situação, não de escravo físico, mas de escravo moral. Os negros foram libertados, mas sem direito a qualquer benefício, não tinham como viver. Então, eram obrigados a praticar pequenos roubos de alimentos, daí surgiram os estigmas de que os negros eram ladrões. A situação melhorou um pouco, a partir de 1956, com a Lei Afonso Arinos, que criminalizava o racismo. Mas, hoje em muitos lugares, ainda assistimos cenas de racismo.

 Na semana passada, em plena rua acercou-se de mim um homem de uns 45 anos e disse: “sou negro, mas não sou ladrão”, só preciso do dinheiro para a minha condução, para voltar para casa. Saí de manhã cedo, catei os únicos centavos que tinha e vim atrás de um trabalho, mas não consegui nada. Ao olhar este brasileiro desempregado, senti em suas palavras, um resumo do abismo que se criou entre as raças. Tirei do bolso uma nota de 50 reais e estendi para ele. Ele olhou para mim espantado e disse: a minha condução é oito reais, isto é muito dinheiro. Você não está com fome? Vi duas lágrimas descer no rosto negro daquele homem. Disse estou e meus dois filhos que ficaram em casa também, a sorte deles se na escola tiver comida. Minha esposa me abandonou já faz tempo, desde que perdi o último emprego.

Quis segurar minha mão para beijar, achei aquilo uma autoflagelação moral, não deixei. Aquele homem era a caricatura de uma sociedade hipócrita e de uma democracia grotesca, onde muitos se prevalecem de seus cargos, roubam o que podem. Mas ao afirmar que todos os brasileiros são ladrões, é uma teoria louca e inaceitável. Já assisti muitas coisas e posso afirmar que não existe lugar no mundo, onde as misturas de raças vivam com tanta harmonia, como o Brasil.

   

Deus abençoe a todos

      

Agostinho Gomes Ribeiro

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às 21:47

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