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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


PESSOAS QUE SÃO ETERNAS

por cunha ribeiro, Sábado, 03.12.16

Outro dia postaram no facebok a foto da Senhora Ana Cunha. Acho que foi o senhor Cunha Ribeiro. Ao postar essa foto, não imaginou  o mundo de  recordações que vieram à minha mente, de uma pessoa que nunca deveria ter morrido. Convivi muito com a Senhora Ana Cunha. Ela era Madrinha da maioria dos paradenses daquele tempo. Quando passava pela rua, muitas crianças, jovens e adultos, lhe pediam a bênção. Até eu  também pedia, apesar de não ser seu afilhado.

Todo o Domingo de Páscoa, ela dava o folar aos seus afilhados, independente da idade que eles tivessem, pois para ela, os seus afilhados eram eternamente crianças. O folar, geralmente, era uma broa de pão de trigo, que ela mandava comprar de véspera, na Padaria de Vila Pouca. Lembro que o meu irmão António era afilhado dela. Ele casou em janeiro, quando chegou a Páscoa, ela foi levar o folar a casa dele.

Eu passava o ano a suspirar pela Páscoa, para receber o folar que meus padrinhos  me davam. Podia sentar no chão e saborear aquela broa de trigo que minha madrinha me dava. Recordo com muitas saudades os meus padrinhos, o meu tio Firmino e a minha tia Laurinda Ribeiro. Nunca se esqueciam de mim. Como eu era feliz, naquele tempo, em que se pedia a bênção aos avós, aos pais, aos padrinhos, e até  aos tios, e ao Padre da Freguesia. Hoje não se faz mais isso.

A Senhora Ana Cunha era portadora de todos os gestos de caridade, bondade e religiosidade. Quando alguma família tinha qualquer problema, lá estava a Senhora Ana para ajudar. Recordo com emoção, vê-la a dirigir as orações do Mês de Maria, na pequenina Capela do Santo. Ela morava com a sobrinha Avelina e o irmão Senhor José Cunha. O Senhor José, faleceu no Porto, onde fora fazer uma cirurgia. Seu corpo foi levado para Parada, numa urna toda especial, muito diferente dos caixões usados naquele tempo. Foi levado para Soutelo, nas mãos  do povo, como eram levados todos os enterros.

No meu tempo de adolescente, quando morria alguém na Aldeia, o caixão era feito em Vila Pouca, a cor se referia ao estado civil do morto. Branco se era solteiro,  roxo se era casado e preto e era viúvo. A Senhora Ana Cunha era a primeira a chegar na casa da pessoa que faleceu. Tomava sobre si as responsabilidades pelo enterro. Pessoas assim, deveriam ser eternas.

     

Deus abençoe a todo

        

Agostinho  Gomes  Ribeiro 

 

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às 18:27

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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2 comentários

De cunha ribeiro a 30.11.2016 às 21:03

Eterno também já é o senhor na memória dos paradenses, sr Agostinho Gomes Ribeiro.
Obrigado pelo texto sobre minha Madrinha, o qual me comoveu até às lágrimas.

De João Ribeiro a 30.11.2016 às 21:12

Parabéns primo Agostinho pelo belo texto sobre a Sra. Ana Cunha, pessoas assim é que fazem falta na nossa querida Parada.
Um grande Abraço.

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