ELEIÇÕES
As eleições legislativas esclareceram-me o seguinte:
José Sócrates venceu-as mas só “entre aspas”. Já que perdeu votos ( e muitos!) para todos os partidos.
O que significa que, em vez de apresentar ao país aquele ar convencido e triunfal, devia respeitar as pessoas e conter-se. A seguir, meditava um pouco que fosse no sucedido. E após a meditação, talvez já pudesse dizer ao país que iria mudar as políticas que irritaram quem votou contra ele.
Quanto ao PSD, devia de imediato mandar Ferreira Leite tomar um chazinho com mel. Pois os vírus que trazia com ela (A idade, Alberto João e António Preto, especialmente) espalharam-se pelo partido e constipou meio país.
O CDS não deverá vangloriar-se demais, pois será sempre um partido demasiado conservador, aos olhos dos pobres e remediados deste país. E a não ser que o país enriqueça, o que só seria possível num mundo de fantasia, os votos que arrecadou, depressa voltarão a escorrer para o PSD, logo que surja um líder a sério, neste partido.
E o triunfal Bloco de Esquerda que não se exalte demais. Também cresceu devido aos que em regra votam PS (Se lá não estiver nenhum ditador, à imagem de Sócrates.). Por isso, com outro líder ao leme do Partido Socialista, a franja que engrossou Louçã e os outros logo os abandonará.
O Partido Comunista é um caso especial de continuidade da espécie, pois os genes são neste partido garantia de continuidade, sem no entanto haver o perigo ( como há nos coelhos e nos gafanhotos) de haver praga ou proliferação.