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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


VIAJAR SEMPRE PREOCUPA

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 31.08.17

Julho é um mês de férias, tanto no Brasil quanto na Europa, portanto, é o tempo em que a maioria reserva para viagens. Na verdade, as três coisas mais agradáveis que existem, são comer, dormir e transar. Mas é viajando que melhor se pode desfrutar desses prazeres. Não há rotina, não há horário, cada um tem o tempo livre para fazer o que quiser. Por isso é que viajar é mais excitante.

Conheço pessoas que viajam todos os anos, para vários lugares do Brasil e até para o mundo. Ainda que sejam contumazes viajantes, admitem que todas as vezes que entram num avião, sentem um temor incomodo que não sabem explicar. Estranho, tendo essas pessoas milhagens, não me surpreendo, pois também fico aflito quando embarco ainda mais quando o percurso da viagem é longo, como do Rio de Janeiro para Lisboa ou Porto, quase dez horas a voar.

Este receio que as pessoas sentem, é por um motivo tosco e infantil, de que vão morrer. Mas analisando com racionalidade, todos vão morrer um dia, porém, não sabemos onde, nem como e nem quando. Se for na queda de um avião, que seja feita a vontade de Deus. Mas, viajar é sempre uma preocupação, não é verdadeiramente um medo. É abrir um parêntese em nossa vida e se predispor ao desconhecido. Sempre acontece um misto de alegria e tristeza, quando nos despedimos de quem fica. Eu sempre que vou viajar, tenho por hábito, antes de fechar a porta, dar uma olhada em tudo o que fica, e, naturalmente, penso: será que voltarei?

Quando nos despedimos dos familiares e amigos, por um momento, passa pela nossa cabeça que seja a última vez que falamos com eles. Não consigo entender essa idéia descabida, quando algo maravilhoso nos espera, temos a impressão que não merecemos a alegria de rever novos amigos e novas paragens, do outro lado do mundo. Naturalmente, essas preocupações, são de que o avião possa sofrer uma avaria e cair. Mas, as chances de que isso aconteça, são remotas, afinal, o transporte aéreo, é o mais seguro que existe. Morrem mais pessoas no transporte terrestre, do que no aéreo. Se levarmos em conta a quantidade de aviões que cruzam os céus, não há razões para temer. Mas, o ser humano é assim, por isso fica radiante quando a viagem chega ao fim.

     

Deus abençoe a todos

         

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 21:09

A MATEMÁTICA DA VIDA

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 31.08.17

Nos meus tempos de estudante, nunca fui íntimo da matemática. Trabalhar com números, resolver equações, decifrar problemas, nunca foi o meu forte. Isto explica porque nas provas mensais, eu levava sempre um NS (não satisfatório) o mesmo que zero. Nas provas de final do ano, sempre tirava notas baixas. Na maioria das vezes, conseguia passar de ano sempre raspando, quase sempre em segunda época.

Até que eu simpatizava com alguns problemas que eram dados para resolver, o pior é que eu me perdia nas soluções. Por exemplo, um: Maria tem 42 abacates, 75 bananas e 17melancias. Quantas frutas ela têm. Não era complicado somar, o complicado era entender para que a Maria queria todas essas frutas? Quantas crianças ela tinha para alimentar? Será que a Maria morava num pomar? Ela conseguiria consumir todas as frutas antes que viessem a apodrecer? Era por causa destas coisas que eu me enrolava com os problemas e me perdia nas soluções.

Outro problema: uma escola tem 1750 alunos, num só dia faltaram 357 alunos. Quantos alunos foram à escola nesse dia? Eu sabia que se tratava de uma subtração. Mas não podia acreditar que o professor estivesse interessado apenas na resposta. Seria mais importante saber por que faltaram tantos alunos num só dia. Houve alguma epidemia de gripe? O transporte entrou em greve? Aconteceu alguma escaramuça entre os traficantes e a polícia? Num só dia de aula, onde se meteram todos esses alunos?

Se o Presidente da República precisa comprar o voto de 172 deputados, ao preço de cinco milhões cada um, quanto será o rombo nas finanças do país? Se um jogador de futebol ganha 100 milhões por ano e gasta oito milhões por mês, quanto economizou no final do ano? Um traficante disparou 37 tiros em duas horas, um policial disparou 24 tiros no fim de semana, quantas crianças morreram de balas perdidas? Quantos adultos foram parar no hospital? Será que existem leitos para todos ou precisam ser atendidos nos corredores?

 Eram estes tipos de problemas que me deixavam de cuca fundida. Por isso, eu nunca conseguia acertar com as soluções. É esta matemática na nossa vida, que nos deixa preocupada e quanto mais a gente estuda, menos a gente aprende. Realmente, a matemática é uma Ciência Exata, mas muito difícil de compreender.

    

Deus abençoe a todos

               

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 21:08

A DIVISÃO DO MUNDO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 23.08.17

Num passado muito recente, historiadores, geógrafos e economistas, dividiam os países do mundo em: primeiro mundo, segundo mundo e terceiro mundo. Recentemente, convencionou-se dividir o mundo em países desenvolvidos (ou ricos), países pobres (ou dependentes da ajuda dos ricos) e países em desenvolvimento. O Brasil recebeu a promoção de uma economia intermediária, assim como a  Rússia, a Índia, a China e a África do Sul. Foi criado o BRICS.

Essa promoção foi explorada pelos últimos governos, como se já estivéssemos prestes a integrar a elite privilegiada.  Mas os indicadores económicos recentes estão a mostrar que foi comemorada cedo demais esta promoção. A inflação latente voltou violentamente, a queima de reservas monetárias internacionais e o fraco crescimento, assombram de novo, como já aconteceu a duas décadas passadas. A economia brasileira está muito fragilizada e  sujeita a turbulências externas.

A distância dos países desenvolvidos, que já era grande, aumentou ainda mais, por causa da perda do poder aquisitivo do povo. A inflação volta a ser a grande vilã, pois castiga a população de renda mais baixa, enfraquece cada vez mais a política de redução da desigualdade. O governo tem necessidade de maiores arrecadações, com isso enfraquecem os investimentos e a produção. Com menos investimentos, diminui a oferta de produtos, provocando mais pressão sobre os preços, alimentando a inflação.

 Este cenário afugenta as moedas estrangeiras, eleva o câmbio e aumenta mais a inflação e o desemprego. O país já atingiu a triste marca de treze milhões de desempregados.  Para contornar esta situação, o governo precisa gerar riquezas, mas estas só acontecem com a poupança e o débito fiscal já atingiu a cifra de cento e cinquenta e nove bilhões, tudo indica que a moeda vai ser mais desvalorizada. Não é fácil incentivar as pessoas à poupança, quando é preciso se gastar mais para se manter o padrão de vida.

O governo anterior lançou o programa da primeira casa, do primeiro automóvel, do primeiro electrodoméstico, com isso a população ficou endividada. Ainda com a derrocada do Estado do Rio que deve três meses de salário ao funcionalismo, colocou a economia num verdadeiro caos. Aliados a isto, têm a Corrupção gigante que desviou para o estrangeiro, bilhões de dólares, dinheiro que está a fazer falta a economia do País.

    

Deus abençoe a todos

          

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 21:31

A FÉ PELO MEDO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 23.08.17

Durante muitos séculos os cristãos viveram um misto de fé e medo. Medo das artimanhas do diabo, medo do inferno, do fogo eterno, medo dos castigos de Deus. Segundo afirma Freud, quando o medo se apodera de nós, transforma-se em fobia. Mas, o medo sempre foi usado por instituições religiosas, para imporem seus dogmas e seus preceitos, ainda que, seja a ferro e fogo, para manterem as pessoas alienadas aos seus conceitos religiosos.

Quando as pessoas se fanatizam a uma determinada crença, passam a imaginar que sua segurança se prende a essa suposta força superior, passam a dar tudo o que possuem, até a própria vida, em defesa desta crença. Assim acontecia na época da Inquisição, quando Monarquias Despóticas, mandavam queimar as pessoas, porque não pertenciam a determinada crença. Também aconteceu esse fenômeno no Anglicanismo de Henrique VIII, na Inglaterra. Na Revolução Russa de 1917, na Ditadura Nazista, e acontece hoje com o famigerado Exército Islâmico. 

Atualmente, foram criados vários segmentos religiosos, que dão mais valor ao diabo do que a Deus. Procuram livrar os fiéis por meio de cultos vulgares de exorcismo, curas milagrosas e outras panaceias, para tirarem o dinheiro dos fanáticos incautos.  Em nome de uma pretensa ação missionária, milhões de indígenas foram exterminados na colonização da América Latina. Em nome da purificação da raça Ariana, o nazismo matou milhares de Judeus. Em defesa do Socialismo, Estaline matou milhares de lavradores. Em nome da Democracia, os Estados unidos, semeiam guerras e implantam ditaduras em vários povos.

As conhecidas religiões protestantes escravizam pelo medo, convencem as pessoas a abdicar da ciência, dos recursos científicos, principalmente a Medicina. Vendem os milagres, cobram quantias absurdas. E quando o milagre da cura não acontece, o culpado é do doente porque não tem fé. Essas seitas alardeiam que só elas são verdadeiras e têm poder. As outras religiões são heréticas, idólatras, ímpias e demoníacas. Tiram das pessoas as quantias que podem, alegando que o dinheiro leva para o inferno, é preciso desfazer-se dele. Aqueles que não acreditam neles e os homossexuais, fazem parte do  diabo. Só falam em dinheiro, não fazem obras sociais. Enchem os ouvidos de lindas palavras, mas limpam os bolsos dos seus fiéis. Quem age desta maneira, é estelionatário e ladrão. Deus não salva por meio de Livros sagrados, mas pelo amor aos necessitados.

  

Deus abençoe a todos

                        

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:26

ENCONTROS E DESPEDIDAS

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 17.08.17

Nascer e morrer, ressuscitar e voltar á vida, é o nosso lema. Temos para confirmar, as palavras do Poeta Mario Quintana, “a primeira vez que me assassinaram, perdi a alegria que era minha, a segunda vez que me mataram, levaram tudo o que eu tinha.”Quantas vezes temos a sensação de que vamos morrer, mas as forças voltam, os sofrimentos acalmam, concluímos  que estamos ficando loucos.

Muitas vezes perdemos a conta, do tanto que sofremos por causa dos outros, sentimos feridas que ao final nem deixam cicatrizes. O tempo passa, a vida continua as feridas secam e as dores terminam. Emagrecemos, definhamos e nos afogamos em nossas dúvidas, ao final, são somente pressentimentos, nada de mal acontece. A própria natureza nos ajuda, o Céu permanece azul, o luar continua na cor da prata, as água claras, as ondas gigantes, se quebram nas rochas. Tudo está calmo, somente os nossos pensamentos estão alterados. 

Nascer e morrer durante a vida é completamente normal. Se conseguirmos rir das nossas preocupações, fica tudo mais suave e mais singelo. A isto podemos chamar de “pequena morte”, o melhor que se pode arrancar do tempo é justamente abraçar o desconhecido e fazer dele a matéria prima dos nossos sonhos, com um infinito duradouro e concreto. Nós seres humanos levamos sempre vantagem sobre os instintos destrutivos que nos perseguem, por isso, falar em viver ou morrer é muito normal, pois pode acontecer, uma coisa ou outra.

Quando escrevo sobre a vida, sinto em minha cabeça, certa confusão, mas descubro que a realidade, é completamente diferente daquilo que imaginamos. Só morre quem deve morrer e quando deve morrer. Não compete a nós determinar estas coisas. Para nós, existe pessoas que deveriam morrer, mas não morrem, ao passo que têm outras que não deviam morrer, mas morrem. Então, concluímos que o maior mistério da vida é a morte, e a sua beleza é não sabermos quando ela vai acontecer. Para se morrer, só existe uma condição, é estar vivo.

Apesar dos momentos sombrios, quando tantas pessoas perdem a vida a troco de nada, é nossa obrigação lutar para reverter esta situação. Cada um de nós veio a este mundo, com a nobre missão de lutar pela preservação da vida, em todos os estágios. Assim como nascer é um fato normal, morrer também deve ser. Ninguém tem o direito de abreviar o tempo de ninguém. Nascer e morrer, são dois lados da mesma viagem, são o vir e o ir.

    

Deus  abençoe a todos

          

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 21:32

BUDISMO E CRISTIANISMO

por Francisco Gomes, Quinta-feira, 17.08.17

Sidarta Gautma, mais conhecido como Buda, nasceu por volta de 500 anos antes de Cristo. Foi neste século que surgiram os Profetas Jeremias e Ezequiel, surgiram também os iluminados Tales de Mileto, Lao Tse e Confúcio. O século VI a.C. foi de fato muito profícuo para a humanidade.

Há muito em comum entre Buda e Jesus Cristo. Segundo nos fala a tradição, os dois nasceram de uma Virgem. No caso de Buda, sua mãe Maya, teria sido fecundada por um pequeno elefante, que penetrou em seu corpo pelo lado esquerdo. Jesus Cristo nasceu da Virgem Maria, por obra e graça do Espírito Santo de Deus.

Tanto Buda como Jesus, não deixaram nada escrito. Jesus formou os seus Discípulos por meio de parábolas e Buda por meio de sentenças. Nenhum dos dois fundou qualquer religião, propuseram uma via espiritual e uma regra de vida, centrada no Amor, na Compaixão e na Justiça, capazes de conduzir todos os seres humanos, aquilo que mais almejam a plena felicidade.

As 25 teses do Budismo estão totalmente inseridas nos Evangelhos do Cristianismo. Alguns historiadores afirmam que Jesus vivera na Índia na época da obscuridade, onde recebeu noções do Budismo. A Bíblia fala em Jesus, quando se perdeu de seus pais em Jerusalém, numa festa da Páscoa, aos 12 anos. Depois só volta a falar nele aos 30 anos, quando iniciou sua vida pública. Houve 18 anos de obscuridade, em que não se fala em Jesus. Alguns Espíritas também insinuam que Jesus era a reencarnação de Buda.

Tanto os ensinamentos de Jesus como os de Buda, nos ensinam como evitar o sofrimento e a dor. O Budismo diz que o sofrimento vem da ganância do ter muitos bens materiais, ensina a evitar a corrupção. Jesus nos ensina que cada um deve viver feliz com aquilo que tem e que não devemos cobiçar aquilo que pertence aos outros.

Buda ensinava como se livrar do apego exagerado á riqueza, e como esvaziar a mente da ganância. Jesus ensinava que não devemos fazer aos outros, aquilo que não gostamos que façam a nós. Tanto o Budismo como o Cristianismo, propõe a meditação como o melhor meio de vida. Jesus nos manda vigiar e orar para não cairmos nas tentações.

No Evangelho de São Lucas, vemos que Jesus Cristo se afastava de tudo e de todos, para fazer suas meditações e suas orações ao Pai.

   

Deus abençoe a todos

        

Agostinho Gomes Ribeiro 

 

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às 21:28

FRANCISCO E OS LOBOS

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 09.08.17

No século XII existiu um Francisco que chamava os lobos de irmãos e deitava-se com eles, porém, eles não lhe faziam mal algum. Em pleno século XXI, surgiu outro Francisco, que passou a ouvir a voz de Deus: “Francisco, reconstrói a minha Igreja!” Mas os lobos de hoje, atacam esse Francisco, não lhe dão trégua, perseguem-no dentro do próprio Vaticano e não permitem que ele salve a Instituição Igreja das mãos desses lobos.

O Francisco do século XXI vive entre lobos, mas escolheu por astúcia, reconstruir a Igreja, a parir do Papado. Nesse terreno, ele pode trabalhar, é o seu território. Passou a seguir os passos do outro Francisco, a viver na pobreza e na humildade. Ele sabe que os lobos que o cercam, não são seus amigos, sabe que é perseguido por todos os lados, por isso, resolveu viver na humildade, fora do Palácio Episcopal, onde poderia ser comparado a um rei. Começou por mostrar que a Igreja é incompatível com os poderes reais. Por isso, ele mesmo não quis morar no Palácio Apostólico, ficou morando no Abrigo Santa Marta, uma pensão humilde, que recebe principalmente, clérigos de outros países, em visita ao Vaticano. Esta pensão é muito simples, em comparação com o Palácio Episcopal.

Todos os dias de manhã toma seu café na companhia dos hóspedes da casa. Conversa com todos, sabe de todas as novidades e assuntos da vida real. Gosta de tudo o que é simples, abomina o luxo e a ostentação. Usa uns sapatos já gastos pelo tempo, recusou os sapatos vermelhos de grife. Usa uma pasta surrada, onde guarda seus documentos particulares. Não usa o Crucifixo de ouro no peito, mas uma Cruz simples. Os Papas sempre são escravos do protocolo, mas não este Francisco, o Bispo de Roma.

Na Igreja Primitiva, havia cinco Patriarcados da mesma importância Espiritual. Roma, Antioquia, Alexandria, Constantinopla e Jerusalém. Roma se tornou mais importante, por haver sido o Trono de São Pedro. Naquele tempo a Igreja era pobre e sua opção eram os pobres. Quando no século IV, Constantino doou muitos bens á Igreja, esta passou a ser uma potência e os Papas a serem considerados Reis.

Mas o Papa Francisco quer a Igreja voltada para os pobres e os marginalizados, por isso é atacado pelos lobos, que não aceitam o Bispo de  Roma a viver na pobreza. Os católicos do mundo inteiro precisam apoiar o Papa e repudiar esses lobos que querem o luxo e a ostentação, mas que não têm nada de amigos.

   

Deus abençoe a todos

        

Agostinho Gomes  Ribeiro

 

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às 21:02

UTOPIA E DISTOPIA

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 09.08.17

Todos sabem que Utopias são esperanças difíceis de acontecer, porém, Distopia é o apagar das esperanças. Como se diz, é uma pá de cal em nossas intenções. Na década de sessenta, tinha 25 anos de idade. Pertencia a uma geração viciada em Utopias, era nosso desejo, mudar tudo, desde os costumes até à política, até as atividades sexuais. Vivia-se um tempo revolucionário, a se expandir pelo mundo.

 Corriam em nossas veias os ideais de modernizar o Brasil, que teimava viver agarrado ás tradições de um passado isento de ideias de liberdade. Porém, fomos surpreendidos por uma revolução que culminou com a implantação de uma Ditadura Militar, de 1964 até 1986. Só nos restava enfrentar a repressão e lutar pelos ideais de modernidade que haviam aflorado. E tudo começou a mudar, tudo começou a se modernizar. Cinema novo, bossa nova, costumes novos, projetos novos, atitudes novas.

Passamos a viver um tempo de intensa Utopia, mas, mesmo sob a repressão, O Brasil se modernizou. Acabou a Ditadura, iniciamos um tempo de plena liberdade, elegemos um Presidente, depois de trinta anos de repressão. Iniciamos a década de noventa, cheios de esperança e liberdade e de ideais republicanos. Mas, entraram em cena as Distopias. O Presidente que elegemos, era um lobo com pele de cordeiro, seu primeiro ato, foi confiscar a poupança dos brasileiros, foi uma deceção geral. Quando este impostor completava um ano de governo, foi deposto pelo Congresso Nacional, por corrupção ativa.

Tivemos dois Presidentes que emplacou dois mandatos cada um. O Brasil passou por profundas modificações. Mas o povo não confiava e vivia preocupado com tudo o que acontecia. Assim, fomos vivendo às expensas de uma falsa glória. Nem a estabilidade da moeda, animou os brasileiros. Nada lhe trazia a tranquilidade que ele queria e almejava. Aos trancos e barrancos, chegamos a 2014. Numa eleição cheia de falhas, foi eleita a Senhora Dilma, para um segundo mandato, que se iniciou em 2015. Foi um ano de desastres políticos. O desemprego aumentou e a economia encolheu. Em maio de 2016, foi deposta pelo Congresso Nacional, por irresponsabilidade fiscal.

Hoje, o País luta por reformas sociais, mas estamos vivendo um tempo de intensa corrupção. O atual Congresso, composto de 513 Deputados e 81 Senadores. Sessenta por cento, estão envolvidos em corrupção. Até o atual Presidente, estava para ser processado por corrupção, conseguiu se salvar com o voto dos corruptos na Câmara Federal. Não sei onde tudo vai parar.

    

Deus abençoe a todos

         

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 20:59

DE MAL A PIOR

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 02.08.17

Há tantos anos que acompanho política neste País, nunca vi uma crise como a que estamos vivendo, tanto na esfera estadual quanto na federal. A nível estadual, assistimos á  pior crise financeira que  o Estado já enfrentou. O funcionalismo estadual, principalmente os aposentados e os pensionistas, já não recebem o salário há três meses. Muitas pessoas estão apavoradas com suas dividas, tem famílias a passar fome.

A Segurança pública também está uma tragédia, todos os dias são assaltados caminhões de mercadorias. Desde janeiro a julho, já foram assaltados 970 caminhões. As mercadorias são levadas para as favelas, ali são distribuídas para camelos, que as vendem nas ruas por metade dos preços, sem qualquer fiscalização. Todos os dias assistimos a tiroteios, por vários lugares, entre policiais e traficantes.

Segundo as estatísticas, só este ano já foram assaltados 970 caminhões de carga, só no Rio de Janeiro, foram explodidos 320 Caixas Eletrônicos Bancárias, já morreram, só este ano, 91 policiais militares, 65 pessoas, dentre elas 15 crianças, morreram vítimas de balas perdidas. Os traficantes têm armamento mais moderno do que a polícia. Por causa da crise financeira, no Estado do Rio, está tudo parado. Os hospitais e postos de saúde não têm condições de atender ninguém, faltam profissionais de saúde e medicamentos, as cirurgias estão paradas por falta de material cirúrgico.

A nível federal, também estamos a viver uma crise sem precedentes. O Governo enfrenta um desemprego de 14 milhões de trabalhadores, todos os dias,  acontecem passeatas e paralisações. O ex Presidente Lula, acaba de ser condenado a  nove anos e meio de prisão. O atual Presidente Temer, foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal, por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, o Tribunal para processar o Presidente, precisa da autorização da Câmara dos Deputados. O total de Deputados são 513, precisa que 342 aprovem a autorização, o que está difícil para a oposição conseguir esse corum. O Governo Federal que precisa ajudar o Estado do Rio a sir do buraco, está esta confusão.

Dizem que Deus é brasileiro, mas desta vez ele abandonou o Brasil. Eu nunca vi, em tantos anos, uma crise igual a esta, tantos roubos e tanta corrupção. A polícia não pode fazer nada, além de não receber seus salários, as viaturas estão paradas por falta de combustível. Salve-se quem puder.

    

Deus abençoe a todos

          

Agostinho Gomes Ribeiro   

 

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às 21:26

AGONIA DE UM AMIGO

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 02.08.17

Olho para o meu aparelho telefônico, que agora chamamos de “fixo” e tento me lembrar quando foi a última vez que atendi a uma ligação por ele ou liguei para alguém. Não consigo lembrar, não foi nesta semana, talvez nem na outra, acho que já tem meses que ele não é usado. Lembro que as últimas ligações que atendi, eram de alguém com um discurso treinado, a fim de me vender qualquer coisa.

Fico a olhar para o cantinho da estante onde ele repousa este objeto que se tornou inútil. Recordo quanto ele foi interessante para mim e ao seu lado passei momentos agradáveis. Junto a ele tinha sempre dois livros grandes e grossos, que chamavam de “Catálogos”. Num, procurava-se o assinante pelo nome no outro, pelo endereço. Todos os anos eram substituídos, atualizados. Era sempre uma alegria ver nosso nome nessa lista. O papel usado nesses livros deve ter dado bastante prejuízo às florestas do País.

Na época em que pertencia à Companhia Telefônica Brasileira, CTB, a linha era um problema, todos os dias estavam com defeito, os telefones passavam mais tempo mudos, do que funcionando. Houve um tempo em que quadrilhas roubavam os cabos para venderem o cobre, então é que levava tempo para o telefone voltar a funcionar. Várias regiões da cidade do Rio de Janeiro viviam sem telefone. Tinha um fixo que ficou mudo no dia 27 de setembro de 2007, e só voltou a funcionar no dia 07 de maio de 2015. Mandei a Companhia retirar, não o quis mais. Agora tenho outro fixo, mas sem fios.

Existiam por todos os lados muitos telefones públicos, o mais difícil era encontrar um funcionando quando a gente precisava. Chamavam-nos  de orelhões. Em locais públicos como aeroportos, existiam centrais telefónicas, que permitiam fazer ligações interurbanas e até internacionais, a gente pagava os minutos que usasse. Quando acontecia uma linha cruzada, era uma diversão, a gente ficava calado, acompanhando o que se passava com a vida alheia.

Os dias eram assim, olho mais uma vez para o meu fixo e procuro agradecer o tempo que sempre esteve ao meu lado e os serviços que me dispensou. Se hoje é uma peça inútil, substituído pelo móvel, já teve o seu valor e já me ajudou muito nesta vida. Lembro quando comprei a primeira linha telefônica, paguei em 24 prestações, paguei mais de ametade, antes de instalarem o aparelho. Adeus amigo, fostes companheiro e confidente, durante muito tempo.

     

Deus abençoe a todos

           

Agostinho Gomes Ribeiro

 

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às 21:22

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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