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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


INSCRITOS PARA O PASSEIO DE SÁBADO, 27/05/2017

por cunha ribeiro, Terça-feira, 23.05.17

Passeio de sábado 27705/2017

1º Aparecida Sousa

2º Sara Sousa

3º Joana Sousa

4º Ana ( do Zé Manuel)

5º Catarina Sousa

6º Sofia Sousa

7º João Ribeiro

8º Edma Ribeiro

9º Lino Lagoa

10º João Ferreira

11º Edite Ferreira

12º Luiza Teixeira

13º Francisco Cunha Ribeiro

14º Manuel Castela

15º Antero Gonçalves

16º Teresa Guedes

17º Joaquim Ribeiro

18º Adelaide Cunha Ribeiro

19º Luis Ribeiro

20º Amélia Ribeiro

21º Emília Castela

22º Olívia

23º António (do acordeão)

 

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às 19:51

CONTAS APM, 2017

por cunha ribeiro, Terça-feira, 23.05.17

Anuidades de cotas  da A.P.M de 2017

 

14/03/17-Manuel Pires Pereira-20.00 Euros PG- Caneta/S

14/03/17-Manuel A. Campos-20.00 Euros PG-Caneta/S

14/03/17-Manuel Pinto          -20.00 Euros PG-Caneta/S

14/03/17-Emilia Pinto            -20.00 Euros PG-Caneta/S

14/03/17-João B. M Ribeiro -20.00 Euros PG-Canetas/S

14/03/17-Edma Pinto Ribeiro-20.00 Euros PG-Caneta/S

13/04/17-Fernando Amaral-20.00 Euros PG- Caneta /S

13/04/17-Emilia Branco Amaral-20.00 Euros PG-Caneta /S

26/04/17-Lino Teixeira Lagoa    - 20.00 Euros PG-Caneta/S

28/04/17- João Pinto                   - 20.00 Euros PG- Caneta/S

28/04/17-Candida Pinto              -20.00 Euros PG- Caneta/S

28/04/17-Camile e Kátia Pinto   -40.00 Euros PG- Caneta/S

28/04/17- João Pinto e Candida Pinto-100.00- Ajuda P/Som

06/05/17- José Luis Vieira-40.00 Euros Anuidade-16/17 Canet/S

06/05/17-Maria Silva Vieira-40.00 Euros-Anuid.-16/17 Caneta/S

06/05/17-José Gomes          -20.00 Euros-Anuidade 17 Caneta/S

06/05/17-Deolinda Pires Gomes-20.00 Euros Anuid.17 Canet/ S

06/05/17-Andrea Pires Gomes-20.00 Euros Anuid- 17 Caneta/ S

06/05/17- José Gomes e Deolinda Pires 100.00  Ajuda P/Som

27/05/17 - F. C. Ribeiro e C. Ribeiro - 100.00  Ajuda

P/ som; 

27/05/17 - F. Cunha Ribeiro, 20.00 euros anui. 17;

Caneta/S

27/05/17 - Célia Ribeiro, 20.00 euros, anui. 17;

27/05/17 - João Pedro R. M. C. Ribeiro, 20.00 euros, anui. 17;

27/05/17 - Abílio R. M. C. Ribeiro, 20.00 euros, anui

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às 19:50

PASSEIO DA ASSOCIAÇÃO - NOVA DATA - 27 DE MAIO - INSCREVAM-SE

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 04.05.17

Caros associados da ASSOCIAÇÃO PRAZER DA MEMÓRIA

 

 

Este ano propomo-nos realizar o seguinte passeio:

 

I. VISITA SANTUÁRIO DA BEATA ALEXANDRINA, em BALAZAR, Póvoa de Varzim

 

Resultado de imagem para beata alexandrina

 

 II. MONTE DA FRANQUEIRA E A SUA BASÍLICA

 

 

 

 Resultado de imagem para monte da franqueira barcelos

 

 III. SRª DA ABADIA, Amares

 

Resultado de imagem para senhora da abadia

IV. S. BENTO - GERÊS

 

Resultado de imagem para S. Bento, Gerês

 

 

Se quiser participar, inscreva-se. Email: cunharibeiro762@hotmail.com

 POR AGORA ESTÃO INSCRITOS:

 

1. João Sousa Ferreira;

2. Edite Ferreira

3. Francisco Cunha Ribeiro

4. João Ribeiro

5. Edma Ribeiro

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às 14:35

INSCRITOS PARA O PASSEIO DA ASSOCIAÇÃO PRAZER DA MEMÓRIA - Nova data - 27 MAIO DE 2017

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 14.04.17

Caros associados da ASSOCIAÇÃO PRAZER DA MEMÓRIA

 

 

Este ano propomo-nos realizar o seguinte passeio:

 

I. VISITA SANTUÁRIO DA BEATA ALEXANDRINA, em BALAZAR, Póvoa de Varzim

 

Resultado de imagem para beata alexandrina

 

 II. MONTE DA FRANQUEIRA E A SUA BASÍLICA

 

 

 

 Resultado de imagem para monte da franqueira barcelos

 

 III. SRª DA ABADIA, Amares

 

Resultado de imagem para senhora da abadia

IV. S. BENTO - GERÊS

 

Resultado de imagem para S. Bento, Gerês

 

 

Se quiser participar, inscreva-se. Email: cunharibeiro762@hotmail.com

 POR AGORA ESTÃO INSCRITOS:

 

1. João Sousa Ferreira;

2. Edite Ferreira

3. Francisco Cunha Ribeiro

4. João Ribeiro

5. Edma Ribeiro

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às 16:14

Srª da Graça

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 10.03.17

 

Era o meu primeiro dia de festa, na Srª da Graça, em Quintã.

- Ó mãe, leva merenda?

- Sim. Levo maçãs, pão e marmelada.

- Marmelada?! Que bom!

Minha mãe gostava de ir a tudo o que eram capelas. Já me tinha levado à Srª do Extremo, a Tourencinho. Agora, era um pouco mais longe, e o percurso bem mais acidentado. Pegou no saco com a merenda, deu-me a mão, e saímos. À nossa frente, cerca de três quilómetros, a pé, quase sempre a subir na encosta da serra que descai pra Parada do Corgo; na outra vertende, cerca de quinhentos metros sempre a descer, porque a Santa tem capela a meio do monte.

Com os "tojais " à ilharga, iniciámos o nosso percurso, subindo à beira de um pinhal até um valado, onde medram meia dúzia de castanheiros. À nossa esquerda, num lombo do monte, um denso pinhal estendia-se até à Veiguinha; À nossa direita, seguia o caminho que levava às poças debaixo e ao Porto da Bouça.

- Estamos na Côrte do Pereira. (informou, minha mãe)

Seguimos, depois, em frente, pela ladeira de um cerro. E, no alto, minutos depois, alcançámos um prodigioso conjunto de cedros, de copas espessas, quase alapadas, por onde se esgueirava, entre juncos, um  pequeno ribeiro.

- Que lindo lugar! ( Exclamou, minha mãe)

Gostava daquele sítio. Cultivava aí um lameiro, com o nome de Ribeiro Côvo.

Subimos agora por uma curta garganta entre montes.De um lado o Sardão, do outro o Cornelho. Cem metros depois, já na Tapa, ao fundo de um lameiro, ouvem-se ruídos de pequenas cascatas  de um outro riacho que ali passa. Minha mãe apontou:

- Escorre por ali abaixo, atravessa o Pôrto da Bouça e as Algobadas, depois desce pelos Moínhos, segue pelas Valsadas, até encontrar o Rio.

- O Corgo?

- Sim.

- Mãe, nos Moínhos, existem moínhos?

- Sim, é de lá que vem a farinha com que fazemos o pão.

Aquela peregrinação estava a ser, para mim, uma prodigiosa  lição. Subimos mais um pouquinho, e eis-nos numa "mata" de vidoeiros. 

- Depois desta mata, é o Viveiro. 

Era um dos sítios mais badalados na aldeia. Aí ganharam o sustento várias pessoas. Entre elas, a minha avó.

- A Mãe Maria trabalhou aqui muito tempo! Um dia, lutou com dois lobos,  lá em baixo, na tapa, quando vinha pra cá. 

- Dois lobos?!

- Sim.

Seguiu-se uma narrativa incrível de uma mulher só, em plena montanha, ainda a manhã vinha longe, a lutar com dois lobos:

- Pareciam dois "assassinos", de dentes arreganhados, cheios de fome, com o focinho no ar.  Estancaram a olhar pra ela.  Eram dois "matulões", e estavam  prontos a degolá-la. Ela enervou-se e ficou sem saber que fazer. Mas, pouco depois, acalmou, ripou da pá e  começou a dar com ela nas lajes. Com os choques na pedra, fazia faíscas. Mas os lobos não iam embora,  pareciam estar à espera que aquilo acabasse pra poder atacar. E ela, coitada, estava cada vez mais aflita, ó pé da bocarra daqueles bandidos,  prontos a desfazê-la em pedaços.Quase a cair de cansaço, ouviu, à distância, vindos dos lados do "Porto da Bouça",  uns ruídos que pareciam sair das goelas d`uma matilha. Eram os cães dos trabalhadores de Zimão, que acompanhavam os  donos até ao Viveiro. Esperançada na ajuda dos cães, ficou de repente com mais força nos braços, e continuou a dar golpes na laje. Até que, com a matilha já próxima, os lobos viraram o focinho pra trás, e desapareceram por entre os pinheiros.

Contava isto cheia de orgulho. Para ela, minha avó era uma mulher corajosa. Aquele episódio fizera dela uma heroína. E, em Zimão, onde nascera, "toda a família era valente, como ela".

Estamos já a descer pra Quintã. A meio do monte, ergue-se a capela da Srª Da graça. À volta,  magotes de gente. Chegámos. Minha mãe vai disparada para a capela, e eu logo atrás dela. 

- Vamos rezar à Srª da Graça para que pela sua divina graça nos dê saúde....

Começou o terço. Respondia que era o remédio. Mas ia olhando para as cavacas, brancas e doces, ali mesmo ao lado.

No fim do terço, descobri uma sombra.  A fome tinha tomado conta de nós. Estava na hora de  dar o devido valor ao pão, às maçãs e à marmelada.

  

.

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às 11:18

Faleceu a Armanda

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 10.03.17

Nora do ti Augusto Ferreiro. Esposa do Domingos Carvalho, já falecido. Mãe do Filipe e do José Manuel Carvalho.

Paz à sua alma.

FCR

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às 01:53

RELAÇÃO DOS SÓCIOS DO PRAZER DA MEMÓRIA, QUE ATUALIZARAM AS SUAS QUOTAS ATE31DEC2016

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 10.03.17





  1. ADELAIDE CRISTINA CUNHA RIBEIRO -SÓCIO Nº.23
  2. ADELAIDE RODRIGUES DE CARVALHO -SOCIO Nº.183 (2)
  3. AGOSTINHO MACHADO DE SOUSA-SOCIO Nº184 (2)
  4. AGOSTINHO RODRIGUES - SOCIO Nº17
  5. ANA SOUSA - SÓCIO Nº.115
  6. ANDREIA CARLOTA GOMES - SÓCIO Nº.116 (MENOR)
  7. ANGELINA RIBEIRO LOPES - SÓCIO Nº.101
  8. ANTONIO JOAQUIM P DIAS - SÓCIO Nº.6
  9. AMY JOE MIRANDA - SÓCIO Nº.113
10. AGOSTINHA REIS PEREIRA - SÓCIO Nº.170
11. ABILIO RIBEIRO - SÓCIO Nº.111
12. ANTONIO MONTEIRO - SÓCIO Nº. 104
13. AVELINO SOUSA FERREIRA - SÓCIO Nº.84
14. BRUNO PIRES - SÓCIO Nº.79
15. CAMILLE LECOUVEY - SÓCIO Nº.47
16. CANDIDA DE JESUS REIS DIAS PINTO - SÓCIO Nº.8
17. CÁTIA DIAS PINTO - SÓCIO Nº. 30
18. CÉLIA CARLOTA RIBEIRO - SÓCIO Nº.10
19. DEOLINDA CUNHA PIRES GOMES - SÓCIO Nº.11
20. EMANUEL GOMES RODRIGUES - SÓCIO Nº.92
21, EMILIA GONÇALVES PINTO - SÓCIO Nº.27
22. EMÍLIA BRANCO AMARAL - SÓCIO Nº.93
23. EDMA RIBEIRO - SÓCIO Nº.49  (2)
24. ERMELINDA SOUSA FERREIRA - SÓCIO Nº.167
25. FRANCISCO DA CUNHA RIBEIRO - SÓCIO Nº.3
26. FÁTIMA RODRIGUES MONTEIRO SÓCIO Nº.198
27. FRANCISCO JOSÉ GOMES - SÓCIO Nº.56
28. FERNANDO AMARAL - SÓCIO Nº. 190
29. ISAURA MOURA - SÓCIO Nº. 194
30. JOÃO MANUEL PINTO SÓCIO Nº.2
31. JOÃO FERREIRA (DE SOUTELO) SÓCIO Nº. 193
32. JOÃO SOUSA FERREIRA - SÓCIO Nº.85
33. JOÃO PEDRO RIBEIRO - SÓCIO Nº.128
34. JOÃO BATISTA MACHADO RIBEIRO - SÓCIO Nº.4  (2)
35. JOAQUIM MAGALHÃES DE SOUSA - SÓCIO Nº.129
36. JOSÉ AUGUSTO PEREIRA - SÓCIO Nº.88  (5)
37. JOSÉ BENJAMIM GOMES - SÓCIO Nº. 5
38. JOSÉ CARLOS RENDEIRO - SÓCIO Nº.177
39. JOSÉ MANUEL PIRES DA CUNHA - SÓCIO Nº.173
40. JOSÉ FERNANDES COUTO - SÓCIO Nº. 130
41. LINO LAGOA DIAS - SÓCIO Nº.197
42. MARIA DE FÁTIMA MONTEIRO - SÓCIO Nº.25
43. MANUEL JOAQUIM DIAS (DE FONTES)- SÓCIO Nº.196
44. MANUEL PIRES PEREIRA - SÓCIO Nº.179
45. MANUEL JOAQUIM SOUSA ALMEIDA - SÓCIO Nº.69
46. MANUEL JOAQUIM RIBEIRO - SÓCIO Nº.68
47. MANUEL PINTO - SÓCIO Nº. 13
48. MANUEL AGOSTINHO CAMPOS - SÓCIO Nº.7
49 -MANUEL SOUSA FERREIRA - SÓCIO Nº. 132
50. MANUEL FERNANDES COUTO - SÓCIO Nº.131 (2)
51. MANUELA DE JESUS GOMES - SÓCIO Nº.31
52. MARGARIDA FERREIRA BORGES - SÓCIO Nº.133 (FALECIDA)
53. MARIA GORETI FERREIRA - SÓCIO Nº. 87  (5)
54. MARIA CLARA FERREIRA - SÓCIO Nº.191
55. MARIA FERNANDA CARDOSO DIAS - SÓCIO Nº. 26
56. MARIA FERNANDA PINTO - SÓCIO Nº.187
57. MARIA GUIOMAR - SÓCIO Nº.49
58. MARIA EDITE F COUTO FERREIRA - SÓCIO Nº.86
59. MARIA LUISA FERNANDES TEIXEIRA - SÓCIO Nº.109
60. MIGUEL ANGEL POSE MOREIRA - SÓCIO  Nº.71
61. RUTE PORTELINHA - SÓCIO Nº. 189
62. SUSANA MIRANDA - SÓCIO Nº, 143
63. VALDEMAR PEREIRA (VILA POUCA)
 AGOSTINHO GOMES RIBEIRO - SÓCIO Nº.112  (Do ant.  quota paga)

SOCIOS DO PRAZER DA MEMÓRIA QUE JÁ PAGARAM AS QUOTAS DO ANO DE 2017:

1. JOÃO SOUSA FERREIRA - SÓCIO Nº.85
2. MARIA EDITE F COUTO FERREIRA - SÓCIO Nº.86
3. MARIA LUISA DE SOUSA TEIXEIRA - SÓCIO Nº.109
4. AMY JOE MIRANDA - SÓCIO Nº.113
5. SUSANA MIRANDA - SÓCIO Nº.143
6. VALDEMAR PEREIRA - SÓCIO Nº.195
7. JOSÉ FERNANDES COUTO - SÓCIO Nº.130
 AGOSTINHO GOMES RIBEIRO - SÓCIO Nº. 112 (D ant.quota paga).


Para todos os meus amigos,
um grande abraço


João Ferreira

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às 01:46

QUOTAS/COMO PAGAR

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 10.03.17


Caros amigos sócios do Prazer da Memória e Paradenses em geral, para todos as minhas saudações.

PARADA, terra onde todos nós nascemos e aí fomos criados pelos nossos pais e avós, naquele tempo, tempo que não volta mais.
Por Parada e como tesoureiro da Associação, informo que somos 182 sócios efetivos do Prazer da Memória, mas nem todos têm as quotas em dia.
É disto que vos quero informar: quando aderimos e nos registamos como sócios, foi um compromisso voluntário que assumimos, com a obrigação enquanto sócio, de anualmente pagarmos a quota administrativa.
Assim, aos sócios com quotas em atraso, faço um apelo como amigo,  para as regularizarem dentro da brevidade possível. Normalmente e segundo os Estatutos de qualquer instituição, as quotas são sempre pagas em Janeiro.
Este apelo é feito, porque estamos numa fase de elaboração do processo da construção da Sede da Associação "O Prazaer da Memória" e necessitamos de saber qual o valor com que podemos contar, relativo a quotas pagas pelos sócios.
O Projeto será elaborado, conforme as disponiibiilidades financeiras. Depois de os sócios estarem todos em pé de igualdade, no que se refere a pagamento de quotas, tomaremos a iniciativa de procurar mais apoios junto das Instituições mais próximas e outros.

QUOTAS
Lembro a todos os que puderem, para liquidarem a sua quota anual antes do convívio, altura em que informaremos o saldo existente e disponível na Associação
Para os residentes em Parada, no João Ribeiro(João de Parada)
Para os residentes fora de Parada, mas a residirem em Portugal: através do Banco Montepio, na conta da Associação com o NIB: 0036 0544 99104400145 21.

Para os residentes no Estrangeiro, também através do Banco Montepio na conta da Associação com o NIB:
0036 054499104400145 21, BICMPIOPTPL.
Os recibos dos depósitos são a prova de pagamento. Todos os meses atualizarei a caderneta e desta registarei no livro todos os depósitos, na pagina referente a cada sócio.
O ano passado 25%, fizeram o pagamento através do Montepio, e foram registados 6 novos sócios.

RESULTADOS DO ANO 2016
Foram pagas 75 quotas de adultos e uma de menor.

Para todos os amigos Paradenses
Vai o meu grande abraço
Qualquer dúvida encontro-me ao dispor

João Ferreira

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às 01:43

Memórias - Parada do Corgo - Quaresma

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 09.03.17

QUARESMA

 

Na maioria das vezes, era vê-lo calado, meio arreliado co`a vida. Mas no momento menos esperado subia-lhe pela garganta, já húmida de um mosto de Oura, um humor impiedoso, quase escatológico. Mesmo tratando-se de assuntos religiosos. Depois de um terço mais longo que metesse um pai nosso ou uma avé maria a cada um de vários santos e santas, o Geraldo atirava a matar:

- Madrinha, jonga-os!

À volta da lareira, soava uma risada espontânea e quase geral.

- Jongo o quê, seu safado?

Sempre a dar o exemplo no uso da linguagem sem o vulgar palavrão, a Madrinha sabia conter-se, mesmo quando irritada, usando eufemismos.

- Jonga os santos, Madrinha!

- Ora, vai mas é passear!

Via-a chateada, e já se calava.

Porém, quando, em vez da Srª da Luz ou de São Bartolomeu, o assunto subisse à esfera de Cristo, o respeito era muito bonito:

- Na quinta e sexta-feira santas, nem os passarinhos se mexem nos ninhos! (Dizia, convicto).

Era uma imagem cheia de força, que impunha respeito, mesmo ao irreverente Geraldo. Uma mensagem que, dita em tom grave a uma criança, poderia causar-lhe sintomas de apoplexia.

Aos adultos mais crentes causava temor. Era como se uma voz do além ecoasse aos ouvidos: "Ouve, homem de Deus, nestes dois meios-dias não podes lavrar, nem cavar. Vai à capela, e reza. Só podes pensar em Jesus e na morte. Lembra-te que és pó, terra, cinza, nada!".

A verdade é que a tarde de quinta e a manhã de sexta eram religiosamente guardadas, logo que na torre da Igreja soasse o meio-dia:

- Pára aí! (Ordenava meu pai, nem que fosse a meio de um rego da lavra).

Para mim, era uma ordem divina. Por ser ser divinal e bem-vinda. Acabava ali, de repente, o sacrifício de andar de aguilhada na mão, à frente de uma junta de vacas, dezenas de vezes, de um extremo ao outro da terra. É certo que me esperava o terço, a missa e as confissões da novena, mas que era isso ao pé de quilómetros à frente de uma parelha de bois a rasgar torrões num lameiro? Nem o jejum ao jantar e à ceia era sanção tão severa.

- Comei hoje melhor, que amanhã jejuamos (Alertava, minha mãe)

- E a bula? Não pagaram a bula? (Reclamávamos nós)

- Pagamos, mas não dispensa este dia.

A bula era uma forma "ardilosa" de a “Igreja” arrancar mais uns tostões ao “povo de Deus”. Pagando a bula, já a ementa, às sextas durante a Quaresma, podia continuar a saber a carne de porco, esse prato tão do agrado das gentes da aldeia.

Meu pai cumpria escrupulosamente o jejum da carne, mas não perdoava a posta de bacalhau, bem regada em azeite de Vila Flor. Para ele, um consolo ainda melhor que um prato bem recheado de carne. A nós, por ser mais em conta, calhava-nos carapau ou conserva, se a houvesse. E para aguentar até tarde, uma grande malga de caldo migada com broa. Sopa? Isso era iguaria que só se comia em casa da “burguesia”.

 
 
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Comentários
Jorge Costa
 
Jorge Costa Gosto sempre do seu geito prosaico de escrever. Um abraço de um super amigo.Jorge Costa
Celina Gonçalves Branco
 
Celina Gonçalves Branco Eu, sempre que leio,o seu blogue revejo me a mim mesma,no tempo que passei na aldeia de Souto
Antonio Correia
 
Antonio Correia Olá.
Porque o amigo não edita um livro com essas Cronicas que são deleciosas?
Francisco Da Cunha Ribeiro
 
Francisco Da Cunha Ribeiro A sugestão é interessante e eu fico contente que haja quem aprecie. Só que o investimento é enorme e o retorno duvidoso...kkk Mas opbrigado pelo apoio.
Francisco Da Cunha Ribeiro
Escreve uma resposta...
 
Marieta Sousa
 
Marieta Sousa Só se for de nome, porque o caldo era bem mais substancial é saudável que a chamada sopa da burguesia. Eu lembro - me disto tudo. Era mesmo assim, cumpria- se o jejum, e ainda se pagava a bula. Para mim era uma delícia, como não gostava de carne, o bacalhau era uma maravilha, ou então uma sardinha.
Maria Barreiro
 
Maria Barreiro Como o tempo mudou agora não se faz nada disso.
Marieta Sousa
 
Marieta Sousa Ainda se faz, principalmente no interior . No entanto a igreja também mudou. Eu já ouvi vários párocos dizerem que o que interessa é o interior de ser humano e não o comermos isto, ou aquilo.
Paulo Silva
 
Paulo Silva Os tempos mudam e as pessoas mudam ... Ha uns sèculos atràs era jejum todas as sextas do ano em certos paises catòlicos. Hoje em dia hà cada vez menos pessoas que se importam com isso`!
Fernanda Castro Almeida Almeida
 
Fernanda Castro Almeida Almeida Parabéns mais uma vez pela descrição que faz do tempo da Quaresma Eu tbm vivi tudo isso
Julia Carvalhas
 
Julia Carvalhas Adorei mais este conto que me transportou por alguns instantes a tempos idos... soube tão bem.
Francisco Da Cunha Ribeiro respondeu · 1 resposta
Gomercindo Silva
 
Gomercindo Silva Francisco estás um escritor a sério. Todos os dias ocupas uns minutos do meu dia e com temas mt interessantes. Abraço amigo.
Francisco Da Cunha Ribeiro
 
Francisco Da Cunha Ribeiro Antes de mais, obrigado pelas tuas palavras que, conhecendo-te como conheço, sei serem sinceras. Achas que deva publicar isto? Tu que tens alguém na família que já ganhou um prémio literário tens a palavra ( kkk)

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às 17:20

Memórias - Parada do Corgo - Veiguinha

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 09.03.17

VEIGUINHA

Anos sessenta. Domingo à tarde:

- Vamos jogar a bola?

- Pra onde?

- Prá Veiguinha. Pra onde havia de ser?

Havia dois espaços mais próximos onde, ao cair da tarde, nos entretíamos a dar uns pontapés. Um era nas Mós, outro, Atrás do Iteiro. Mas a Veiguinha era a Veiguinha. O nosso Maracanã. Ou, mais portuguesmente, o nosso Estádio da Luz.

Do cimo do povo até lá, cortando caminho, uns mil metros sempre a subir. Mais perto, o centeio e o milho ocupavam tudo o que pudesse dar um recinto de jogo à medida. Até na Serra, onde crescia a floresta e o mato, se plantavam batatas. Várias famílias aí cultivaram o seu sustento, ou parte dele.

Por essa altura, era comum ouvir diálogos como este:

- Ó ti Firmino, amanhã vou semear batatas... lá prá Queimada, mas precisava que o sr me fizesse um favor..

- Só se não puder? E o que é?

- Precisava que me levasse umas sacas de semente...

A que horas começais a sementeira?

- Às nove.

- Às oito horas, tenho as vacas jonguidas. Depois é só carregar e subir pi acima.

O ti Firmino Ricote era dos poucos que, naquela altura, dispunha de uma junta de vacas. Sempre pronto a ajudar, este homem foi um modelo de prestabilidade.

A Queimada ficava quase no cimo da Serra. Cultivar num sítio tão ermo, só pra quem tinha grande coragem e necessidade.

A Veiguinha, talvez por falta de água de rega, teve outro destino. Um destino lúdico que viria a ser mítico.

Quem passa o viaduto de Vila Pouca de Aguiar na direcção de Vila Real e olha à sua direita vê uma fraga em cima de um morro feito de terra saibrosa, lages, tojos e giestas. Como se fosse um mamilo no topo de um seio, essa fraga assinala esse lugar mítico conhecido pelo famoso nome "Veiguinha".

Bem perto da fraga, existe, desde os princípios do século passado, um campo de futebol onde a juventude de outrora viveu tardes de euforia que ficaram para sempre gravadas na memória colectiva dos paradenses.

Esse campo não era um primor. Havia sítios onde as lages mais próximas da superfície reapareciam, e outros onde o piso tinha altos e baixos. Porém, à volta, o cheiro a resina vindo dos amplos pinhais que o circundavam eram mais um pulmão ao serviço dos jogadores, cuja energia revigorava a cada inalação do magnífico ar da Veiguinha.

Foi aí que os jovens de então se divertiram, pontapeando bolas que o tempo levou, mas não apagou das nossas memórias.

 
 
Gosto
Gosto
Adoro
Riso
Surpresa
Tristeza
Ira
 
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Comentários
André Ribeiro de Oliveira
 
André Ribeiro de Oliveira Eu vi esse campo nas duas vezes que estive em Parada!
Tb tenho um local desses: onde hj funciona o Shopping Tijuca foi, outrora, um magnífico cenário da minha infância e dos meus amigos dessa época!
Paulo Silva
 
Paulo Silva Boas recordaçoes ! Eu lembro-me que nos 80, ainda jogavamos nesse terreno com um historial para muitos Paradenses. Divertiamos-nos contra equipas do outro lado da Serra (Campo de Jales, Reiz de Monte, etc.). Nesses anos, tinhamos duas boas equipas em P...Ver mais
Francisco Da Cunha Ribeiro
 
Francisco Da Cunha Ribeiro Excelente evocação dessa equipa que era quase imbatível, amigo Paulo Silva.
Francisco Da Cunha Ribeiro
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João Ribeiro
 
João Ribeiro Que saudades da querida Veiguinha, quando fui para o Brasil a minha despedida da Aldeia foi lá, e como estávamos em finais de Janeiro a saudosa Tia Adelaide Segurelha me deu um saco de castanhas e um garrafão de vinho para fazer um magusto, lembro que ...Ver mais
Francisco Da Cunha Ribeiro
 
Francisco Da Cunha Ribeiro Belas memórias que se têm da Veiguinha, mas não se prezam essas memórias.
Francisco Da Cunha Ribeiro
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Agostinho E Manuela Casal
 
Agostinho E Manuela Casal Mais um belo texto escrito e publicado pelo nosso estimado amigo Dr. Francisco Cunha. Ainda existe muitos vivos dos mais antigos como sendo o Aprígio, Joaquim, Rogério. João Chaves, Manuel Moreiro, João Ferreira, Francisco Chaves, Manuel Gomes, Armando...Ver mais
Francisco Da Cunha Ribeiro
 
Francisco Da Cunha Ribeiro Amig Agostho, acho que a fazer falta as tuas histórias...
Francisco Da Cunha Ribeiro
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Agostinho Gomes Ribeiro
 
Agostinho Gomes Ribeiro O primeiro Campo na Veiguinha, foi feito pela minha Turma, Foi para receber o pessoal de Quintã. Limpamos o terreno. Fomos roubar seis pinheiros nas Barrias, para fazer as traves. O primeiro Golo, naquele tempo, foi feito pelo Carlos da Tia Isaura. O chefe do Equipa era o Nelinho.
Francisco Da Cunha Ribeiro
 
Francisco Da Cunha Ribeiro Carlos da Tia Isaura?!
João De Sousa Ferreira
 
João De Sousa Ferreira Anos 1956-1957-1958 e 1959, foram anos de glória para a equipa de Parada.
João De Sousa Ferreira
 
João De Sousa Ferreira O Carlos é filho do ti Ilidio Serrista.
João De Sousa Ferreira
 
João De Sousa Ferreira Agostinho não mencionaste o Zé Bonito.

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às 11:55

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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  • cunha ribeiro

    Absolutamente de acordo!

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    Sou Cláudio Dias Aguiar, único filho do casal Raim...

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