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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Em vez do "Conselho de Estado" por que não o " Quinto Poder"?

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 17.09.12


O QUINTO PODER (I)

Com tantos exemplos de mau exercício dos vários poderes a sucederem-se no dia a dia noticioso, fácil é demonstrar que faz falta um “quinto poder”, no sistema político, para que este país possa ser melhor governado.

Como se tem constatado, é o chamado “quarto poder” (jornais, rádio e televisão) que melhor investiga, escrutina, desata, e publica alguns dos "nós cegos" que os poderosos nos dão. Sem o quarto poder o povo nunca viria a saber metade da missa.
Os actos censuráveis desses “senhores” ficariam para sempre arquivados na gaveta comum do esquecimento.
O mesmo é dizer que nenhum crime cometido por essa “espécie protegida” de gente viria a ser descoberto, porque quem os poderia revelar pertence à mesma seita criminosa (E as “comadres” raramente se zangam … quando as mãos se sujaram na mesma lama…).
Mas, os crimes, esses desconhecidos, lá se vão descobrindo, graças ao labor de um fragmento mais irrequieto do quarto poder.
E, quando os criminosos são obrigados a sair da “toca”, perseguidos pela “imprensa doninha” (o sector mais acutilante da imprensa), é curioso ver os criminosos suspeitos com aquele rosto (que é, afinal, uma máscara) de angélicas criaturas, moralmente exemplares, de virgens honradas.(Alguns chegam mesmo a jurar, chorando, que nada fizeram de mal…).
E se os seus parceiros os vêem chorar, vêm logo dizer que é perseguição política; que a justiça exagera; que os códigos estão errados; que urge mudá-los de fio a pavio.
E o povo, que leva com os códigos, todos os dias,  na "nuca", fica a ouvir a “sarjeta moral do país” a palrar.
E só não interrompem porque ainda acreditam que a honra é irmã do poder e da glória…
Porém, não sendo punidos, os criminosos sentem-se livres e chafurdam cada vez mais na lama do crime.
E, embora isto pareça um problema exclusivo de tribunais, ou de justiça, em boa verdade, não o tem sido. Como todos vamos sabendo, os tribunais, nuns casos não podem, e noutros, não querem, resolver os grandes problemas criados pelas grandes personalidades do grande poder.
O que isto revela é que os poderes (inscritos na Constituição da República) não estão, há muito, a funcionar de harmonia com os objectivos com que foram criados. A engrenagem está gasta ou mal oleada.
E a verdade é que é no seio desses poderes que os maiores criminosos têm crescido, por aí encontrarem o alimento alarve da sua cobiça; é, justamente, aí que eles semeiam e colhem os frutos do crime económico, da corrupção e do tráfico de influências.
Muito embora me esforce, por norma, a resistir aos cantos de sereia das utopias, julgo que o “quinto poder” não é nenhuma quimera, porque é um sonho cuja realização é plausível, e praticável.
Devo esclarecer que não concebo o “quinto poder”, como alguns o concebem, descrevendo-o como a expressão tentacular do “poder económico”.
E portanto como um poder que ensombra os outros poderes. Um poder negativo.
É que, a meu ver, o poder económico não é um contra-poder, como o era, na sua pureza original, o poder da comunicação social.
Um poder que possa ser contrapeso dos excessos dos poderes previstos na constituição - eis o que deve ser o quinto poder.
O poder económico, o que é se não um poder cada vez mais asfixiante nas sociedades modernas?
Um poder maligno e prejudicial? Um poder que se intromete e tece uma teia à volta  dos outros poderes para os asfixiar, adulterando a sua missão? E o pior é que o poder económico aperfeiçoou o uso da máscara para atingir os seus objectivos.
Se lhe abrem a porta, ele entra, pedindo licença, de forma muito polida… mas nunca mais dali sai.
É que o poder económico parece tão cavalheiro que engana o mais prevenido anfitrião.
O poder económico não é bruto. É até muito ( por vezes exageradamente) “bem-educado”, e insinuante. Por isso não arromba portas para penetrar nos gabinetes dos poderosos. Prefere substituí-las, a expensas próprias, tirar um cópia da chave, antes de entregar o original, para, quando for oportuno, entrar livremente, sem ter de sacudir os pés no tapete.
O poder económico é tão hábil e diplomático que atravessa com enorme à vontade os átrios dos tribunais, “invadindo” processos para alterar decisões; é tão astuto e manhoso que “se instala”, com permanente desfaçatez, nas poltronas dos gabinetes da Assembleia Legislativa; é tão ardiloso e matreiro que, prestavelmente, “colabora”com os deputados no fabrico interesseiro de certas leis ou decretos.
Já poucos duvidam que ele penetra, como em sua própria casa, nos gabinetes dos ministérios, pedindo a chancela dos Srs Ministros (e/ou secretários de Estado), para que o “diploma”seja assinado depressa.
E em Belém? Que faz o poder económico quando precisa de persuadir o Sr Presidente?
Serão os seus “aposentos” inacessíveis ao poder económico? Um pouco mais difícil, talvez. Agora impossível, é que não. Mais difícil, porque o Presidente da República é bem mais escrutinável. Basta que se traduzam bem as suas atitudes para se perceber se ele está a favorecer alguém.
A verdade é que não é necessário recuar muito tempo para surpreendermos o poder económico em flagrante delito, junto da instância maior da Nação.
Jorge Sampaio, que deixou Belém com imagem de “santo”, devia, antes, ter saído com imagem de “anjinho”. Muito provavelmente terá sido o poder económico-financeiro, através do seu máximo representante, João Salgueiro, que lhe terá dito ao ouvido:
“ Sr Presidente, é a única saída… Com “ Santana” no poder, é a nossa desgraça…”.
E, já com Sampaio semi-convencido, o último, e decisivo, argumento:
“…É a bancarrota!”.
Poucos anos mais tarde vimos o que aconteceu com os bancos… Sem Santana no poder…
E foi assim, liminarmente assim, que Jorge Sampaio (depois de uma pequena lavagem ao cérebro feita pelo patrão da finança) mandou Santana às urtigas, sem o deixar aquecer o lugar.
Ora, se Sampaio, em vez de ouvir os patrões da alta finança, ouvisse os donos do saber e do bom senso, talvez não precipitasse a queda do governo PSD/CDS que, por mais que se especule, nunca se provou estar a afundar o país. (Crise grave se a houve, foi já com Sócrates, e com a sucessão).
Ora, é justamente para resolver problemas de má governação (levada a cabo por governos corruptos e irresponsáveis) que o Quinto poder faz sentido ao sistema político. Um órgão plural que tenha, ele sim, ao seu alcance, essa bomba atómica chamada “dissolução da Assembleia”. E não um homem só (o Presidente da República) facilmente influenciável por uma corporação ou duas… Como se viu.
Num país com cerca de dez milhões de pessoas, parece provável que exista, pelo menos, meia dúzia de cidadãos, não apenas competentes, nas várias áreas do saber, mas também rigorosos no cumprimento dos valores sociais indiscutíveis, como o da justiça, da liberdade, e igualdade.
E que órgão seria esse? Mais um conjunto de vaidades a exercer um poder oligárquico? Um grupo de anciãos reformados, ou amigos dos donos dos outros poderes, género “conselheiros de estado”?
Não. Seria um órgão composto de figuras que pela vida fora se revelaram indiscutível e consensualmente competentes nas várias áreas que formam a estrutura dos vários poderes. Os mais capazes cientificamente, e os melhores na aplicação prática desses saberes. Mas seria sobretudo um órgão moralmente sem mácula. Não se pretende com isto dizer que tivéssemos de os ter visto ir à missa e à comunhão ao domingo. Mas sim que essas pessoas seriam donas de um historial de defesa intransigente das medidas sociais mais justas e coerentes; de um bom senso à prova de bala; e de uma incontestabilidade nacional quase unânime.
Lembrava aqui pessoas como João Cravinho, Ramalho eanes,  Guilherme de Oliveira Martins. Mas há mais gente desta envergadura.
CR

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às 19:14

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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1 comentário

De Anónimo a 17.09.2012 às 22:02

Parabéns amigo. Um texto destes sob a moral aos mais desfavorecidos deste País. Pode ser que chegue algo a esses Srs. para que passem a ter vergonha na cara do mal que fizeram a Portugal e às suas gentes.

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