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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Fátima Monteiro: "Natais de Outrora"

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 10.12.12

Antigamente, era uso e costume nas longas e frias noites de inverno fazerem serão .

Como não havia televisão nem cafés, e nesse tempo as pessoas da aldeia eram muito unidas, iam umas para casa das outras passar o serão .

Ali ficavam até altas horas a confraternizar. Contavam-se anedotas ,histórias ,falava-se de assuntos contemporâneos e de outros tempos ,cantavam-se cantigas da aldeia ,uma tradição que hoje em dia se perdeu.

Em minha casa não era diferente ,com a presença sempre esperada e muito bem vinda da minha tia Maria ,e dos meus primos ,enquanto o meu tio esteve no Brasil. Depois, com ele também. Eram noites fantásticas ,cheias de alegria ,a minha tia fiava ,torcia ,dobava, e fazia na meia, a minha mãe nas tarefas da casa e da taberna ( o chamado café de agora), meu tio e meu pai conversavam, e nós os pequenos na brincadeira .

Nas noites à beira do Natal já só pensávamos na noite de consoada, para nos divertimos ,nos jogos do rapa ,do pião etc . Na noite de consoada ali estavamos todos reunidos ,em grande algazarra ,com os jogos , e minha mãe danada , porque só se viam confeitos no chão, os quais nós íamos “rapinar” em baixo, na loja. O meu tio era um castiço, a contar as aventuras da tropa e do Brasil

Ainda guardo ma memória uma que ele contava, e que todos nós gostavamos de ouvir.

Certo dia, estando ele num Botequim, entraram uns senhores e disseram para o que estava dentro do balcão: “Arreia aí cachaça galego de merda que aqui tudo bebe e ninguém paga!...”. O pobre do homem, a tremer de medo, lá os serviu, contrariado, o que eles quiseram ,e enquanto lhes apeteceu. Só quando arredaram, bêbados que nem carros, respirou de alívio”.

 

 E assim se passavam os serões,  divertidos ,alegres, e em família ...

 

 

 

Um feliz Natal, para todos os Paradenses, e amigos deste blog .

 

Fátima Monteiro.

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