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viveiro em 1987


A FÍSICA E A QUÍMICA DO DISCURSO POLÍTICO

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 07.04.10

Pedro Passos Coelho - dizem os seus apologistas - escreveu, até ao momento, um único discurso. Todos os muitos que já terá feito, brotaram do improviso verbal!

Eu queria aplaudir, mas não sou capaz...

Embora um talento assim mereça todo o respeito e consideração, nao se me abre a boca de espanto.

É que, em minha opinião, por detrás, ou mesmo antes, de um discurso político, estão as ideias e está o comportamento de quem o produz. Estão os desejos e ideais. Está uma filosofia e/ou uma ideologia. Está um programa. Está, enfim, uma praxis política.

Ora, a minha interpretação de um discurso politico nunca fica aquém da ideia que ele transmite; da vontade que veícula, ou do facto manifestado.

O próprio orador é, para mim, alguém que se expõe  totalmente. E se ele anuncia uma novidade política que diz querer alcançar e, depois, nada faz para a alcançar, naufraga no mar da sua mentira, sem um gesto de ajuda ou socorro, pois não merece mais crédito.

E, pior do que isso, se já revelou a fraude política que é, de forma reiterada e teimosa, então passa a ser aos meus olhos um fariseu da pior das espécies, para não dizer um palhaço.

O orador deverá, pois, ser sempre analisado com todo o critério, na inseparável dualidade de cada discurso: a forma e o conteúdo; a fala e o acto; o dito e o feito; a aparência e a substância.

Assim como a sabedoria popular sempre distinguiu a parra da uva, também nós devemos separar o discurso político formal da substância ideológica que o sustenta, para além da própria pessoa que o exprime ou produz.

Mário Soares, que utilizava um discurso enfeitado de vozes, de pausas, de expressões faciais, e fascinava com ele o telespectador incauto, foi um exímeo mestre da manipulação de massas pelo discurso. O poder veio-lhe ter às mãos, quer por força das circunstâncias políticas, quer através do uso expressivo do charme rectórico.

Então, para além do discurso, ao mesmo tempo fascinante e pantomineiro de Mário Soares, o que é que ficou?

Ficou um país mais pobre; uma descolonização apopléctica; e uma crónica dor de barriga económico-financeira que obrigou os socialistas a largar o poder e entregá-lo ao cavaquismo triunfante.

Mas temos também o discurso torrencial de António Guterres a ilustrar o nosso pensamento.

Este homem passou, através do discurso, a ideia de que ia mudar mundos e fundos. Na Educação e na administração pública então é que era tudo a mudar. Vá lá que no Ensino ainda se viu um pouco do que houve de melhor no guterrismo. Quanto ao resto, quase só "bananas" nos ministérios, onde foi dando escorregadelas, o que o levou a estatelar-se ao comprido.  Alguns dos seus melhores ministros bateram com a porta devido a mesquinhas razões, e o próprio Guterres,logo que o pretexto surgiu( derrota nas autárquicas pelo P.S.) fez o mesmo e zarpou do governo.

O freguês que se seguiu, Durão Barroso, carregou baterias com um discurso ameaçador, embora vestido de tanga, patrioteiro e pretensamente salvífico, a médio prazo.Foi o que se viu. Logo que pôde voou para Bruxelas.

Ficou, para delícia de alguns apaniguados, o discurso suave e diletante de Santana lopes. Os púdicos, porém, não lhe perdoaram o  feminismo militante, e ei-lo "no olho da rua", em três tempos apenas, marcados ao ritmo da alta finança que torneou como quis a vontade periclitante de Jorge Sampaio.

Faltava o discurso empolado, tortuoso, refilão, e farisaico de Sócrates. Um discurso que soprou como o vento durante toda uma legislatura e se tornou um verdadeiro temporal de mentiras:  Se prometia neve trazia chuva; se acenava com chuva trazia neve. Se era bom tempo, vinha borrasca. No final da legislatura, o pobre país jazia mergulhado na lama. Onde inacreditavelmente ainda está e, por este caminho,em que as nuvens espessas e carregadas continuam no ar, tarde ou nunca de lá sairá.

Um país que há anos e anos tem  gente desta craveira a governá-lo que destino poderá vir a ter?

Aquele que a sorte, que tem sido pouca, lhe der.




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