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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


DE S. PEDRO À “FONTE DO MOURO”

por Fer.Ribeiro, Quinta-feira, 16.07.09

 


No dia da “festa de S.Pedro”, em Parada de Aguiar, depois de bem comidos e bem bebidos, eu e alguns convidados zarpámos da sala de jantar do João ( “Brasileiro” de nome, mas português gema) e, com as barrigas em arco, rebolamos estrada acima, pela encosta da “Cruz”, até à “Cuscarreira”.

 

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Aí chegados, encostámos as ditas ao balcão da Lígia, enquanto tomámos um saboroso café. Cá fora, na “esplanada”, a Banda de Música do Pontido, alegrava, afinadíssima, os populares que ali estavam; lá dentro, à ilharga de dois ilustres representantes do povo (os Srs. presidentes, da Junta e da Câmara) bebia-se e jogava-se “a sueca”.

 

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Depois de um breve relaxe musical, ziguezagueámos pelas ruas da aldeia, até chegarmos ao ermo da dita, lá onde brota a fresca água da Fonte do Mouro.

Manda a verdade dizer que, quase me arrependi de lá ir, já que, a páginas tantas, a curiosidade de um dos que me acompanhavam me encostou a memória à parede, e indagou:

- Qual é a origem histórica da fonte?

Não tive saída. E confessei a minha rotunda ignorância sobre o assunto.

Já refeito dos exageros do cabrito assado e do vinho da Régua, e também, da triste  figura que fiz, pus-me a remoer o assunto (enquanto fui descorando a vergonha, com a  íntima  convicção de que, ninguém na aldeia teria, afinal,  mais airosa saída que a minha):

 

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Será que o nome, “do Mouro”, com que baptizaram a fonte - com larga abóbada em granito a coroar-lhe a frescura, e dois grandes bancos em pedra, a convidar ao namoro - se liga à história do nosso passado mourisco?

Ou, pelo contrário, essa designação não passa de um truque moderno, fazendo “recuar”  as origens da fonte a um passado fantástico, onde as lendas de fadas mouriscas (e as histórias de bruxas e lobisomens) faziam sonhar o povo?

Talvez o Sr. Presidente da Junta se lembre de, no seu programa eleitoral, encontrar uma rubrica que valorize a história e da cultura da(s) nossa(s) aldeia(s), concluída que está a obra prima do seu mandato: “ A sala de baile da Cuscarreira”.

 

Francisco Ribeiro

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às 03:01

Parada de Aguiar na Blogosfera

por Fer.Ribeiro, Quinta-feira, 16.07.09

 

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UM BLOG DE ALDEIA COM VISTA PARA

O MUNDO

 

 

O BLOG “Parada de Aguiar” nasceu com um objectivo primordial:

 

Levar Parada às gentes que aí nasceram, ou viveram, e a todos os que, por algum motivo, sintam por esta terra um tudo nada que seja de carinho e sedução.

 

E tem um desejo:

 

Ser anfitrião, franco e aberto, de toda a sua diáspora.

Diáspora que vive, hoje, por esse mundo além, com o coração prenhe de recordações da sua aldeia.

 

E uma esperança:

 

A de ser visitado por todos, e que todos se sintam, no blog, como em sua própria casa.

Podendo, ao visitá-lo, reviver, com emoção, o passado. E conversar, como se estivessem sentados, naquela escada de pedra da Cuscarreira, ou a beber um copo no café da Lígia, lembrando os que, outrora, também beberam na “taberna da Graça” ou na do “Ti Alfredo”.

 

E mais:

 

Que seja um espaço onde a crítica construtiva, descomplexada, e sem preconceitos,  tenha lugar, mas sempre guiada pelo respeito e consideração de uns pelos outros, sejam uns e outros quem forem.

 

Este blog será, pois, um sítio aberto, plural e transparente. Será do povo e para o povo. E o povo, no nosso conceito, é toda a gente, tenha o nome ou a profissão que tiver: o velho e o novo, o pobre e o rico, o culto e o inculto.

 

Neste Blog só a perfídia, a má fé, a reserva mental, a desonestidade, ou a falta de educação serão objecto de censura.

 

Não contem, por isso, com discriminações de nenhuma ordem.

 

Está pois aberta a confraternização e a “discussão” de Parada com o mundo e do mundo com Parada.

 

 

 

Francisco Cunha Ribeiro e Fernando Couto Ribeiro

 

 

********************

 

 

Mas, para além do que fica dito, e que é muito, o que é que, de dentro de nós, nos animou, e fez com que este blog surgisse?

 

Eu, Cunha Ribeiro, falo por mim:

 

Nasci em Parada de Aguiar há 50 anos. Logo, tenho comigo um pedaço da história da aldeia para contar. Vi nela os carros de bois a chiar; muito centeio a malhar; muita gente a lavrar, semear, sachar e regar.

Vi gente a fazer tudo isso e muito mais. Gente que fez em Parada toda a sua vida e, até, gente que fez de Parada uma das razões dessa vida.

E hoje, apesar de viver fora da aldeia, sinto que estou perto dela. Porque a recordo; porque a relembro; porque gosto dela.

E é tudo isso (e mais) que tentarei registar neste blog.

Com a preciosa ajuda do Fernando Ribeiro, que é da minha família, e espero,  de toda a “família” que neste blog se encontrará.

 

Francisco Cunha Ribeiro

 

********************

 

“Vou falar-lhes de um reino maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois , não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não existe como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecíveis. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.(…) “

 

In Reino Maravilhoso de Miguel Torga

 

Embora eu seja flaviense de nascença, Parada é o meu reino maravilhoso. Um reino que foi descoberto nos primeiros anos da minha vida, com a  tal virgindade original de quem descobre as coisas primeiras e as regista para todo o sempre na memória. Parada faz parte da minha memória mas também da minha formação, não aquela que se aprende na escola, mas daquela formação que se aprende em contacto com a terra, com a natureza, com as pessoas,  com os dias que nascem com o nascer do sol e morrem quando o sol se põe.

 

Recordo de Parada os acordares manhã cedo com o chiar dos carros de bois, as cabras a pedirem a abertura de portas, as noites iluminadas pela candeia de azeite, o carrar a água da fonte da igreja ou da escola, o sabor da sêmea fresca, as viagens monte fora até ao “muro”, as brincadeiras no Corgo junto ao “amieiro”, os sonhos de liberdade no “fojo”, as vindimas, o pisar as uvas, o fazer o vinho, o frio das manhãs de primavera, o cantar das pedras pelo tio Augusto pedreiro, a “amarela” e a “castanha” do tio Alberto e toda a importância do mundo que eu assumia quando atravessava a vara à frente do nariz delas… Recordo o meu avô Alfredo, o único que conheci e a minha avó Carminda, que sem ser minha avó, era a melhor avó do mundo, mas sobretudo, recordo a alegria do meu pai nos seus regressos à terra mãe. Alegria que se desenhava no rosto mal descia-mos no apeadeiro e o acompanhava cruz acima até chegarmos a casa. Recordo o estranhar a pronúncia dos “setantas, oitantas, novantas, cem” e o tratarem o meu pai por Manel, o encanto dos  canastros, o cantar do cuco, a taberna do tio Alfredo… enfim, recordo esse reino maravilhoso que faz parte da minha infância e juventude, mas também a aprendizagem das vidas simples e humildes, do trabalho da terra, do merecer o pão que se come e da inter-ajuda das tornas e outros saberes que faziam da aldeia uma comunidade e, para mim, uma escola da vida e de aprendizagem das coisas primeiras, que fazem também com que Parada seja a minha aldeia.

 

Com a globalização dos dias de hoje, reencontro na NET o Francisco Cunha Ribeiro, o meu primo, com quem partilhava em Parada alguns desses momentos de infância, de trabalho mas também de lazer e algumas cumplicidades próprias de quem é da família, amigo e da mesma idade e não poderia deixar de aceitar o repto de pormos Parada na Internet e levá-la a todos os seus filhos e descendentes. Ele com o conhecimento da realidade de Parada e eu com aquilo que sei e que posso contribuir, ou seja com a imagem e com algumas recordações desse Reino maravilhoso que é Parada do Corgo ou de Aguiar, embora sem saber porquê, goste mais do primeiro termo.

 

Da minha parte, fica a grata colaboração neste blog e que seja também, em jeito de homenagem, um obrigado ao meu Pai (o Manel “fiscal”) ao meu avô Alfredo e à minha avó Carminda, mas também a toda a aprendizagem de vida e da terra, que aprendi em Parada. Blog que servirá também de pretexto para de vez em quando passar por Parada para a recolher em imagem. As palavras ficarão a cargo do meu primo Francisco ou de quem se queira juntar a este projecto de Parada estar presente na Internet.  

 

Fernando D. Couto Ribeiro

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 02:35

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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