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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


PARADA DE AGUIAR : UMA ALDEIA COM PASSADO E COM FUTURO

por Fer.Ribeiro, Sábado, 18.07.09

(Vista Geral de Parada de Aguiar - desde Soutelo)

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Na década de sessenta, Parada era uma aldeia a viver na sombra da fortaleza económica  da família  Chaves. Os poucos sinais de modernidade - carro, televisão, rádio - estavam quase todos naquela casa, que concentrava na sua posse a maior superfície de terra produtiva (e não produtiva) da aldeia.

 

Três automóveis apenas tinham garagem em Parada: a “furgoneta” do Sr. Agostinho Campos; o velho “taunus” do Sr. Tavares ( marido da Dona Alcina, a professora primária) e o carro do Sr “Manuelzinho” Chaves.

 

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Televisões, que me lembre, não passavam de cinco: as do Sr. José Branco, do Sr. Chaves e a da taberna do Sr. Alfredo eram de acesso público . A do Sr. Chaves tinha a particularidade de transformar a enorme sala de visitas da casa numa autêntica sala de cinema. Em duas ocasiões do ano,  autênticas romarias populares  apinhavam-se em frente à mágica TV, sentadas soalho além: Era no 13 de Maio, com as cerimónias de Fátima, e no dia do festival da Eurovisão.

 

As duas televisões que restam estariam nas casas do Sr. José Dias e da professora primária.

 

Quanto aos aparelhos de rádio, haveria certamente mais alguns, mas ainda me está na memória aquele formidável rádio, todo em madeira, em cima de um pequeno móvel, na sala de visitas do Sr. Chaves.

 

A maioria das casas eram já velhas, com telhados também velhos, cheios de pequenas pedras, para que as telhas não voassem em dias de tempestade.

 

Havia um capela minúscula no cimo do povo, onde a dona Glória,( com a capela cheia!) rezava o terço no mês de Maio. Tinha um adro coberto, à entrada, a separá-la do tanque.

 

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Nem o largo da “cuscarreira”, nem o “do cimo do povo” tinham as dimensões que hoje têm .No largo da “cuscarreira” ( a casa do povo da aldeia , onde a  “cusquice” faz de jornal)  havia uma casa em ruínas que por vontade ou inércia de muitos ainda lá estava hoje. E no largo do cimo do povo, havia uma horta com quelhas à volta, cobertas por uma ramada.

 

Veio a década de setenta, o 25 de Abril  e a força da construção. Os emigrantes começaram a levantar as suas casas  no bairro da Cruz. Parada vestia-se de roupa nova para o lado do Rio Corgo. Foi justamente nesta década que o interior da aldeia se transformou, Graças ao entusiasmo de alguns homens e mulheres de mérito ( alguns e algumas já falecidos e esquecidos) reconstruiu-se e alargou-se a capela; construiu-se o largo do cimo do povo; alargou-se o da cuscarreira. E é ainda por esta altura que nasce o primeiro caminho a sério para o viveiro.

 

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Na década de oitenta, já com conselhos directivos e juntas e dinheiro daqui e dali o que é que se fez? Alargaram-se alguns caminhos.

 

Mas, no seu centro urbano, Parada nada mudou. Só alguns telhados novos iam alegrando a aldeia. Quanto a ruas e largos, nada se fez, nada se criou.

 

Na década de noventa tudo na mesma: mais caminhos, só caminhos.

 

E nesta década? Ainda caminhos.

 

Claro que a junta  lá foi fazendo as suas inevitáveis obras: alcatroou dois pedaços de estrada e implantou o inacabado saneamento.

 

E assim, com tanta dedicação aos caminhos e nenhuma às ruas e largos da aldeia, qual o resultado?

 

Parada tem caminhos para dar e vender no meio do monte e das bouças .Mas tem uma rua no meio da aldeia onde nem os carros podem passar.

 

 

DEOLINDA PIRES DA CUNHA, Paris

 

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às 01:01
editado por cunha ribeiro a 20/10/09 às 12:56

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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