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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


...

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 06.08.09

 

OLHAR DE FORA
 
 
Talvez, por esse mundo além, haja gente que, tal como eu, ou de uma outra forma qualquer,  sentem, singularmente, a terra onde nasceram.
Aos 19 anos de idade experimentava eu, pela primeira vez, esse sentimento tão português que é a saudade, ou essa sensação única que é “olhar de fora”, por vezes com ofegante nostalgia, a terra onde nascemos.
Foi em Paris - o meu sonho civilizacional e libertador de adolescente - que soube, pela primeira vez ,valorizar deveras a suave tranquilidade e a gratificante simplicidade de uma aldeia. Junto do leito barrento do Rio Sena, quantas vezes lembrava extenuado a transparente frescura das águas do Corgo. Quando circulava no meio dos enormes arranha-céus , quantas vezes recordei, nostálgico, as casas simples de varandas soalheiras, onde gatos dormiam enroscados em aventais estendidos no chão. Debaixo do Céu escuro , pardo e poluído de Inverno, quantas vezes me vieram à memória dias luminosos cheios de sol.
A grandeza aparente das coisas citadinas foi-se revelando, cada vez mais mesquinha e sem graça, a meus olhos:  monumentos imponentes da cidade sucumbiam perante a minúscula capela onde se rezava o terço no mês de Maio. As grandes e largas avenidas tornavam-se ridículas à beira das ruelas estreitas , onde as vacas defecavam “preciosas bolas esverdeadas” que vedavam fornos a lenha.  Os grandes e variados parques eram insignificantes manchas verdes ao pé dos pinheirais que cobriam a vasta ladeira da serra.
Anos depois, embora mais perto, continuo a olhar de fora o lugar onde, num dia pequeno de Inverno, nasci para o mundo. Não já com a alma embargada de saudade. Mas ainda com o apego e a voracidade com que as raízes da árvore se agarram à terra onde nasceu.
Não sou um desterrado, apesar disso. Suporto facilmente algumas ausências. E quando regresso à minha terra amo-a por dentro; quando a deixo, não a abandono, e amo-a por fora.
 
CUNHA RIBEIRO
 

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