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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


DIVULGAÇÃO

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 20.08.09

 

NASCEU A  ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE PARADA DE AGUIAR, COM A DENOMINAÇÃO DE : “ O PRAZER DA MEMÓRIA”
 
A Associação tem apenas meia dúzia de dias de vida. Mas como nasceu com muita saúde, tem grandes potencialidades de crescimento. Assim as gentes de Parada espalhadas pelo país e pelo mundo a “alimentem” como ela merece.
 
Esta Associação foi constituída juridicamente no Registo Comercial de Vila Real e tem como fundadores os seguintes elementos:
 António Cândido Alves Cunha, residente em Lisboa;
 João Manuel Pinto, ex-emigrante em França, com residência em Parada de Aguiar; e
 Francisco da Cunha Ribeiro, a residir na Póvoa de Varzim.
 
O seu objectivo primordial é o de despertar todos os paradenses ( naturais, residentes e, mesmo, simpatizantes) para o desenvolvimento cultural da sua aldeia, não esquecendo a história e as memórias das gentes que a fizeram evoluir através dos tempos.
 
Os fundadores contam consigo para que a Associação se expanda.
 
Quem quiser fazer parte da Associação “O Prazer da Memória” apenas terá de “entrar” com  20 euros (individual) ou 40 euros (o casal).
 
Será divulgada a lista das pessoas que se forem  associando.
 
Se desejar associar-se, faça-me chegar essa vontade através do EMAIL: cunharibeiro267arrobahotmail.com.
Ou telefonando para o 964403822.
 
Cunha Ribeiro ( fundador)
 
 
 
 

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às 21:36

HOMENAGEM ao Sr MANUEL FISCAL

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 20.08.09

 

HOMENAGEM TARDIA AO SAUDOSO PAI DO FERNANDO
 
 
 
Aquele homem, alto, espadaúdo, de olhar terno e simpático, era e será de Parada do Corgo para sempre.
O “ fojo”, terreno em escada, cujos degraus foram, por ele, bordados com troncos de vide, fazia lembrar os vinhedos do Douro: os mesmos terraços, as mesmas cepas, os mesmos frutos, no S. Miguel. Ali não havia lobos. Porque, ali, era o reino de Baco, o deus do vinho, e das uvas. Das tintas e das brancas. Das americanas e das mouriscas.
Aquilo não era um “fojo”. Aquilo era um pomar. Uma terra feita de terras. De ramadas e de bardos. Um terreno bem lavrado, bem plantado e bem regado. Um mimo!
 
E aquela ramada de ao pé da casa?
 O branco dourado dos cachos, cheios de bagos a estourar de néctar! Ali, à beirinha do  lagar, sempre a abarrotar de cachos enormes, que os nossos pés quentes e jovens esmagavam até à grainha.
 
E o muro?
No meio da carvalhada , que vivia à balda, com o que a natureza lhe dava, o muro tinha o cultivo suado, carinhoso e atento do Sr. Manuel Fiscal.
 
E foi assim, que este homem de Parada amou a sua terra.
 Com o carinho esforçado de quem se sacrifica pelos filhos, ele sacrificou-se, alegremente, pelo asseio das terras, da sua aldeia.
Essa era a sua forma de estar na sua terra natal. Mesmo que a profissão, a mulher e os filhos lhe solicitassem a sua presença, bem junto à fronteira, ou no bairro da “casa azul”, o Sr. Manuel “Fiscal”, não largava o “xaile da mãe”.
 
E também tinha o gosto de conviver com os amigos da aldeia.
 Como eu gostava de o ouvir dizer das coisas e das pessoas o que só ele conseguia ver nelas! As coisas boas eram soberbas! As boas pessoas eram santas!
Esta era certamente a sua forma de revelar um coração que era grande. O seu coração.
E era por ele falar, assim, tão à sua maneira, das coisas e das gentes, que eu o ouvia sempre de boca aberta. Pasmado com o seu pasmo; alegre com a sua alegria; feliz com a sua felicidade.
 
Infelizmente já não posso ouvi-lo falar, como só ele sabia, das coisas e das pessoas de hoje.
Mas ainda lhe oiço a voz dos serões de outrora.
 
CUNHA RIBEIRO
 
 
 
 
 

 

 

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às 19:59

Opiniões, Cátia Pinto

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 20.08.09

 

 

RUA, OU CAMINHO DE CABRAS?
 
A minha ligação ao concelho de Vila Pouca está na sequência natural do feliz enlace de duas famílias: uma de fontes (terra do meu pai); e outra de Parada de Aguiar ( onde nasceu minha mãe).
Decidiram  os dois fixar residência em Parada. Por isso é em Parada que eu passo os meus períodos de férias com eles.
Eles foram emigrantes em França. Mas, por quererem conviver com os filhos, vão dividindo os seus dias entre França e Portugal, mais concretamente, Parada, terra onde têm investido muito  do seu dinheiro, com evidente  prazer.
E eu, que vivo e trabalho em Paris, onde exerço advocacia, gosto da terra dos meus pais tanto, ou mais, do que eles. Ao ponto de eu própria nela pensar investir.
Investir em Parada, convenhamos que é uma opção sentimental ou mesmo romântica, e, portando, mais vinda do coração do que da fria razão.
Mas se Parada vier a ser, como deve, uma aldeia onde as obras de requalificação ( dos espaços comuns, como ruas, largos, fontes, ou prédios) sejam decididas com os critérios da igualdade de interesses (dos cidadãos) e da prioridade temporal e espacial ( das obras) bem definidos, então qualquer investimento que eu faça, será mais reconfortante para mim que o faço, e mais valioso para toda a comunidade, onde ele se insere. Saindo, assim, a lucrar toda a gente.
Dir-me-ão: Mas os interesses são múltiplos e inconciliáveis. E é difícil, ou mesmo impossível, satisfazer toda a gente.
Eu até nem discordo desta objecção. Só que ela é demasiado simplista. É preciso analisá-la e explicá-la melhor.
Assim, se os critérios que enunciei atrás ( da igualdade e da prioridade) forem tratados com bom senso e responsabilidade, as pessoas saberão entender, e saberão esperar.
Mas para isso, as decisões que se tomam para fazer uma obra comunitária ( aqui ou acolá, para requalificar uma rua ou um largo num sítio primeiro que noutro,  para construir um jardim de infância,  antes, e um polidesportivo, depois, ou vice-versa) têm de ser decisões tomadas sensatamente, equilibradamente, numa palavra ,“democraticamente”.
E “democraticamente” como?
Consultando o povo, obviamente. E se mais de cinquenta por cento ( do povo) achar que se deve calcetar primeiro a rua A, que fica ao pé da casa de B, em vez da rua C que fica junto da casa de D, calcete-se a rua A , mesmo que o Sr D seja considerado “uma pessoa socialmente influente”!
E tudo isto com a maior das transparências, sem pressões daqui e dali, com voto secreto e universal.
Se assim se tivesse  procedido até agora, talvez o “pequeno pedaço” de rua, em Parada, em frente à casa dos meus pais, estivesse, neste momento, melhor calcetado, e não parecesse um daqueles caminhos à moda antiga, onde tropeçar num pedregulho desnivelado era “o pão nosso de cada dia”, de quem levava vacas ou cabras até ao cimo do monte.
Só espero é que quando, um dia destes, trouxer a Parada os meus/minhas colegas de trabalho e amigos não venham tentar perceber o critério que fixou o fim duma rua bem calcetada e o princípio de outra ( junto da casa dos meus pais) que parece um caminho de cabras.
É que eu mesmo que queira, não lhes saberei explicar.
 
CATIA PINTO
 

 

 

 

 

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às 19:04

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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