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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Resposta a AGOSTINHO RODRIGUES

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 19.08.09

 

Sobre a referência exclusiva ao nome do meu pai Arlindo Ribeiro, no POST “ A capelinha do Santo”
 
O meu pedido de desculpas à família Gomes ( que está muito presente na minha memória de infância, como é natural) e a todas as que foram mencionadas no “email”,  que acabo de “postar”,do nosso conterrâneo e amigo, Agostinho Rodrigues, que  aqui saúdo, com estima e consideração, ao mesmo tempo que agradeço a sua opinião.
E como é a primeira pessoa da terra a interagir com o nosso Blog, decidi, sem a devida autorização da sua parte ( que no entanto presumo vir a ser feita “a posterirori”), postar o seu comentário, o qual considero justo e pertinente.
Queria , no entanto, esclarecer que não foi minha intenção  omitir quem quer que seja do contributo que teve para a edificação da actual “Capela do Santo”.
Ou seja, o nome do meu pai, “Arlindo Ribeiro”, apenas surgiu para justificar, com maior veemência, a afirmação que fiz sobre a antiga capela ( a qual , repito, gostaria de ver, ainda hoje, no seu lugar, embora devidamente restaurada…)
O que quer dizer que, em minha opinião, o que é bonito , mesmo que pequenino, deve ser preservado, a bem do “Prazer da Memória”…
 
Cunha Ribeiro
 

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às 20:11

OPINIÕES, Agostinho Rodrigues

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 19.08.09
(Sem Assunto)‏
De: Offline Agostinho Rodrigues (agostinhorodrigues13@gmail.com)
  Risco médioÉ possível que não conheça este remetente.Marcar como seguro|Marcar como correio electrónico não solicitado
Enviada: sábado, 15 de Agosto de 2009 15:49:24
Para: cunharibeiro267@hotmail.com
Sr.Francisco Cunha Ribeiro. Como natural e criado em Parada de Aguiar,tenho a dizer-lhe que fico muito satisfeito por ter criado o "BLOG" de Parada. Tenho no entanto alguns reparos a fazer ao que tem vindo a escrever, nomeadamente sobre a nossa capela, onde lembra as pessoas que contribuiram para sua edificação. Pois esqueceu-se de mencionar o nome de pessoas que mais se dedicaram à sua construção ao  angariar fundos, comprar materiais, contactar trabalhadores, fazer a gestão das verbas realizadasa.
O Sr. fala no seu pai, o sr. Arlindo Ribeiro, como sendo o grande impulsionador desta obra, e muito bem. E as outras pessoas que também muito contribuiram para a realização desta obra, como por exemplo o Sr. João Guarda, a Srª  Adelaide Segorelha, o Sr. João Machdo e muitos outros? Não acho justo omitir o nome destas pessoas que se dedicaram de alma e coração à nossa aldeia, inclusivamente sofrendo alguns disssabores pelo facto de se terem dedicado a esta causa.
 
 
cumprimentos da familia GOMES.

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às 19:46

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por cunha ribeiro, Sexta-feira, 14.08.09

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às 22:41

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por cunha ribeiro, Sexta-feira, 14.08.09

 

A CAPELINHA DO SANTO
 
Eis uma foto que, em minha opinião, retrata com expressivo detalhe o que é o “Prazer da Memória”.
 As pessoas que já estão na idade dos “ entas”, talvez percebam melhor o que quero dizer.
 Esta era a “capela do santo” antes de crescer até ao tamanho de hoje. Pequenina, mas muito, muito bonita.
E, muito embora, um dos responsáveis pela sua substituição fosse o meu pai ( Arlindo Ribeiro), hoje preferia que ela ainda ali estivesse: pequenina, mas bela e única.
Assim, já não posso ver as pedras onde jogava o botão com os vizinhos e amigos de então.
 Nem o belíssimo altar que eu via e revia, com aquele espanto que só as crianças sabem ter perante a “eterna novidade do mundo”.
Aquele magnífico altar , onde eu via, admirando, boquiaberto, aquele rendilhado dourado, à volta dos santos, enquanto ouvia ecos de orações ditas em coro, e a dona Glória a rezar “pelos que queriam e não podiam e pelos que podiam e não queriam…”.
 
CUNHA RIBEIRO
 

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às 22:32

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por cunha ribeiro, Segunda-feira, 10.08.09

 

O PADRE AMARO
 
 
 
 O sábio e bom Padre Gil, vindo das terras de Barroso cheio de sonhos, instalou-se na larga freguesia de Telões e, embora habituado a proclamar as virtudes espirituais, quis dar ao espírito dos seus sonhos os sólidos contornos duma obra . E eis que o verbo se fez carne.
 Lançou-se decidido numa obra cultural e social de grande valor, a qual o recordará para sempre, imprimindo o seu nome nas páginas  mais nobres da história da Vila .
Essa obra é o saudoso “Colégio” , conhecido com o pomposo nome de “Externato Liceal Duarte de Almeida”, e foi, durante anos, o grande “livro” por onde estudou muita gente do concelho.
Quando lá entrei, no longínquo ano de 1971, já muitos aguiarenses por aí tinham passado e ouvido as longas palestras disciplinadamente escutadas da boca dessa figura única que foi o Padre Amaro.
 Do alto do estrado, de livro na mão, parece que ainda hoje o estou a ouvir:
- Não esqueçais que as pirâmides do Egipto nos mostram que aquela civilização  é uma das mais importantes e …
- Ó rapaz, que estás “ p`raí a dizer” ? Vá, vê lá se te calas e estás mas é com atenção, sim?
E o rapaz, que estava mais virado para a civilização contemporânea ( na treta com a colega do lado), surpreendido pela intercalação afiada, vermelho de vergonha, ficava logo calado, sem tugir nem mugir.
Mas o mais disciplinador, e talvez o mais respeitado dos professores do colégio, não se ficava por aqui. Quando algum “moço” ou “moça” saía dos eixos, lá descia ele, sorrateiro, por entre as filas de carteiras e … zás… com o punho bem dobrado, e os nós dos dedos rijos e salientes, desferia bruscamente um golpe imprevisto sobre a cabeça do prevaricador, e eis mais um “croque” para a colecção.
 E não fazia qualquer distinção de sexo ou de classe: fosse rapaz ou rapariga, levava; fosse da Vila ou da aldeia, apanhava.
 No princípio das aulas, todos se levantavam, num gesto quase militar, quando o professor de história entrava! Todos, sem excepção!
Mas o que mais caracterizava o Padre Amaro era a sua imparcialidade. Podia ter dado um bom Juiz. Para ele tudo era geral e abstracto como a lei. Doesse a quem doesse!
E essa preocupação pela imparcialidade era tanta que nem mesmo a sobrinha, sua aluna, e a viver com ele na casa paroquial de Soutêlo, tinha a condescendência de um favor. Se tinha testes negativos tinha nota final negativa! “Santa paciência”, tinha de ser! Fosse um nove, fosse um sete! A sobrinha não escapava à sentença justa, imparcial e implacável do Tio Amaro.
 Mas o rigor do Padre de Formoselos não se ficava por aqui. Ele nunca faltava à escola. Ele nunca chegava, nem um segundo, atrasado às suas aulas. Ou chegava à hora certa, ou antes da hora certa.
E até na sua Paróquia ( Soutêlo de Aguiar) se sentia este extremo rigor: Não falhava uma missa, um baptizado ou casamento.
E mais:
 No carro do Padre Amaro não entrava uma alma viva da sua paróquia ( e  não se tratava de infligir qualquer penitência … Era mais um reflexo da sua preocupação com a igualdade de tratamento. Assim ninguém podia dizer que fulano, por ser rico ou importante, tinha boleia do padre. Ou que só dava boleia aos homens, ou às mulheres…).
 Nunca aquela alma aceitou um convite que fosse para uma festa. Baptizava e casava, sim senhor, mas já todos sabiam que não ia ao banquete. Por isso já ninguém ousava fazer-lhe o convite.
Homem justo e recto o Padre Amaro, por ser assim, com excessivo rigor, parecia um ser humano frio, individualista, e pouco afectuoso. E essa frieza de alma não lhe granjeou simpatias. Bem pelo contrário.
Um dia ouvi-o dizer-me que era assim por defeito de educação. E eu acredito que sim. O Padre Amaro, a meu ver, ao revestir a alma com a sua batina sacerdotal, ficou definitivamente enclausurado numa espécie de sacristia temperamental. E esse refúgio que ele criou tornou-o distante, evasivo e intransigente.
A maioria dos paroquianos ou dos alunos não lhe terão apreciado o temperamento. Mas, querendo ser rigorosos e justos, como ele sempre procurou ser, talvez não deixem de ver no Padre Amaro um exemplo como professor, como padre e como homem.
 
 
                         Cunha Ribeiro
 

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às 21:14

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por cunha ribeiro, Quinta-feira, 06.08.09

 

OLHAR DE FORA
 
 
Talvez, por esse mundo além, haja gente que, tal como eu, ou de uma outra forma qualquer,  sentem, singularmente, a terra onde nasceram.
Aos 19 anos de idade experimentava eu, pela primeira vez, esse sentimento tão português que é a saudade, ou essa sensação única que é “olhar de fora”, por vezes com ofegante nostalgia, a terra onde nascemos.
Foi em Paris - o meu sonho civilizacional e libertador de adolescente - que soube, pela primeira vez ,valorizar deveras a suave tranquilidade e a gratificante simplicidade de uma aldeia. Junto do leito barrento do Rio Sena, quantas vezes lembrava extenuado a transparente frescura das águas do Corgo. Quando circulava no meio dos enormes arranha-céus , quantas vezes recordei, nostálgico, as casas simples de varandas soalheiras, onde gatos dormiam enroscados em aventais estendidos no chão. Debaixo do Céu escuro , pardo e poluído de Inverno, quantas vezes me vieram à memória dias luminosos cheios de sol.
A grandeza aparente das coisas citadinas foi-se revelando, cada vez mais mesquinha e sem graça, a meus olhos:  monumentos imponentes da cidade sucumbiam perante a minúscula capela onde se rezava o terço no mês de Maio. As grandes e largas avenidas tornavam-se ridículas à beira das ruelas estreitas , onde as vacas defecavam “preciosas bolas esverdeadas” que vedavam fornos a lenha.  Os grandes e variados parques eram insignificantes manchas verdes ao pé dos pinheirais que cobriam a vasta ladeira da serra.
Anos depois, embora mais perto, continuo a olhar de fora o lugar onde, num dia pequeno de Inverno, nasci para o mundo. Não já com a alma embargada de saudade. Mas ainda com o apego e a voracidade com que as raízes da árvore se agarram à terra onde nasceu.
Não sou um desterrado, apesar disso. Suporto facilmente algumas ausências. E quando regresso à minha terra amo-a por dentro; quando a deixo, não a abandono, e amo-a por fora.
 
CUNHA RIBEIRO
 

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às 12:22

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por cunha ribeiro, Terça-feira, 04.08.09

 

A SORTE DA CUSCARREIRA
 
 
A Cuscarreira nasceu, com toda a certeza, de “rabo virado p`rà Lua”.
 
Já tinha sido escolhida, para receber no seu seio, a água mais fresca e mais pura de toda a Padrela. Água que nasce, a cachão, junto ao Viveiro, bem lá na crista da Serra. ( Escolha feita com indiscutível bom senso, não merecendo, ainda hoje, o mais leve reparo, ou crítica, ).
 
Mas o sortilégio do Largo não se ficou por aí, pois acaba de ser bafejada pelo especial carinho do Sr Presidente da Câmara, muito bem assessorado pelo seu fiel colega de partido, o Sr Presidente da Junta.
 
 Eu diria, até, que, em Parada, nenhum outro largo, ou rua, teve, até hoje, tratamento tão digno. Nem mesmo a Escola Primária, um dos edifícios mais nobres da aldeia, mereceu até hoje a mesma atenção.
 
Para quem não conhece, a Cuscarreira é um Largo, quase no centro da aldeia, perifericamente arredondado, que, hoje em dia, pode albergar, facilmente, mais de uma dezena de carros.
 Mas, antes, até ao início da década de setenta, altura em que foi demolida uma casa que aí existia, esse espaço era muito mais reduzido.
 
A dita casa, porém, acabou por dali sair, nos finais dos anos sessenta.
( Parada teve, nas décadas de sessenta e setenta, algumas pessoas, decididas, e viradas para o progresso da aldeia. E foi o esforço e entusiasmo dessas pessoas que eliminou resistências, e tornou possível ter mais um bom largo em Parada).
 
Mas, regressando à  Cuscarreira, ela ficou,  desde essa altura, bem mais funcional, ao ponto de lá se fazer anualmente a concorrida e alegre “festa dos parratas”. Uma festa (bem comida, bem bebida e bem dançada), em homenagem aos “parrateiros”, ou solteirões da aldeia ( entre os quais se destacam o António, mais conhecido por “Marechal”, rapaz que aprecio, pela sua simplicidade e humildade, e o Alfredo “Pico”, em quem também aprecio, as características do seu “colega de grupo” ( celibatário).
 
Tempos depois do esvaziamento do Largo e do seu posterior arranjo, o Sr. Presidente da Junta, Nelson Dias, decidiu desviar o fontanário do seu canto original, para o canto do lado oposto. E, talvez pensando mudar os hábitos de quem se senta nas “escadas do Sr Manuelzinho”, adjacentes à rua central , mandou colocar uns bancos de pedra, ali pertinho da fonte.
 
Pois bem, agora mesmo, em Junho passado, à beira da Festa de S. Pedro, o Sr presidente da junta voltou a mostrar o seu “fraquinho” pelo Largo sortudo, decidindo fazer-lhe mais um  “pequeno miminho”. E com civilizada e moderna atitude, mandou fazer uma operação estética à face redonda do dito. E a pele cinzenta e espessa que o cobria, transformou-se, de repente, em fino revestimento “cor-de-laranja”! Embora, para alguns, possa parecer mais “cor-de-rosa”. (Ou será, antes, uma estranha mistura das duas?).
 
Talvez não seja má ideia, desejar que a Cuscarreira continue com sorte, e que o sol tórrido do Verão, ou a chuva gelada do Inverno, não venham estragar tão carinhosa intervenção, deixando, partes do seu “delicado rosto” gretado, e que as rodas dos carros e dos tractores lhe não rasguem a “pele” , deixando à vista cicatrizes de aspecto cruel e sarcástico.
 
 
CUNHA RIBEIRO
 
 
 

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às 20:50

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por cunha ribeiro, Terça-feira, 04.08.09

 

COMISSÃO DE FESTAS DE S. PEDRO,  DE PARABÉNS
 
 
 
 
A Comissão de Festas de S. Pedro do ano de 2009 está de parabéns.
Em minha opinião, esta festa  nada ficou a dever às que se fizeram antes, pelo menos, na última década, e até as superou.
Gostaria de destacar a excelência das instalações sonoras. O meu aplauso para a novidade que foi, acordar de manhã, ao som de uma bela melodia que saía, bem afinada, da aparelhagem colocada junto à capela do Santo.
Sublinho, com admiração, que, depois de todas as despesas pagas, ficou um saldo positivo de cerca de cinco mil euros, que, segundo o João, poderá vir a ser aplicado numa casa de banho a construir no recinto de S. Pedro.
E ainda ficaram à disposição das comissões vindouras, novos electrodomésticos e um lava loiça, em granito.
Saliento, ainda, que a capela de S.Pedro tem agora um candeeiro que a ilumina melhor, a torna mais bela, e lhe confere maior nobreza.
Estou certo que o povo de Parada e o “próprio Santo” estão muito gratos a esta Comissão, que angariou bem, trabalhou muito, deixou obra feita, e, ainda, um saldo positivo para melhorar o recinto.
Por tudo isso esta comissão, que, em Parada, foi constituída pelo João Baptista Ribeiro, pelo Albino e pelo Tiago, bem merece que lhe demos os parabéns.
 
 
Cunha Ribeiro

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às 14:43

SINAIS DOS TEMPOS

por Fer.Ribeiro, Sábado, 01.08.09

 

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SINAIS DOS TEMPOS

 

  

Duas aldeias do concelho unem-se num abraço civilizado

 

 

Longe vão os tempos em que ir de Parada a Montenegrelo obrigava a calçar as galochas, a pegar no sacho ou na bengala, e a trepar as ladeiras da “Esculca” e da “Abelheira”, para, só meia hora depois, Montenegrelo aparecer.

 

Agora , homens e mulheres de Parada, já podeis guardar as galochas e encostar alegremente sachos e bengalas.

 

Agora, no vosso carro ou à boleia , atravessai o largo de S.Pedro ( mas devagar, por causa das crianças que lá andam a brincar!) e entrai na moderna estrada que liga Parada a Montenegrelo, deslizando suavemente num esponjoso tapete de alcatrão que se estende , ao lado do rio corgo, até à “rebolfa”. Aí, a moderna estrada desenha uma inesperada  e surpreendente curva à direita; depois vai subindo majestosamente por uma encosta de soberbos carvalhais. Se levais comida, bebida e manta, descei do carro ( mas deixai alguém alerta para, se vier outro carro, procurar algures um sítio onde possam cruzar os dois, e voltar a estacionar.) , estendei a manta e regalai-vos à sombra do ramalhal.

 

Bebei uns copos e perguntai à brisa que passa porque razão se critica aqui e acolá tão grande benfeitoria para estas duas aldeias tão unidas e tão fraternas. E porque será que esses profetas da desgraça não vêem com os mesmos olhos nem pensam com a mesma cabeça daqueles que vêem claramente e pensam inteligentemente.

 

Será que esses maledicentes ainda não viram os grandes benefícios que a nova estrada traz para a aldeia ? Então não vêem que sem esta estrada não podiam ir confortavelmente de carro à missa a Montenegrelo, sem ter que percorrer todos aqueles infindáveis quilómetros que os obrigavam a passar por Vila Pouca?

 

E não repararam ainda que os vossos filhos podem agora fazer belas casas mesmo junto do rio, onde os terrenos, talvez por falta de água,  não dão milho nem batatas, e deixar de se preocupar com o restauro das casas onde nasceram?

 

E não venham agora dizer que se tivessem escolhido fazer esta estrada  para o lado de Zimão , que era muito melhor. Zimão nada tem a ver com Parada; nenhum filho de Parada casou com alguém de Zimão; ou será que casou? Ninguém em Parada tem primos ou primas em Zimão. Ou será que tem?

 

Agora Montenegrelo sim: se precisamos de carne, onde vamos? A Montenegrelo! Se precisamos de  médico, onde temos que ir? A Montenegrelo !; E os impostos, onde os pagamos? Em Montenegrelo!

 

E muito mais se poderia dizer sobre os benefícios da estrada para Montenegrelo.

 

Por isso, quem anda a dizer mal desta estrada, seria melhor pensar um pouco que seja, para não dizer disparates. E esses teimosos detractores bem podem ver que nenhuma das pessoas que decidiram fazer esta estrada nasceu ontem. E que a decisão só revela uma verdade incontestável: que essas pessoas são muito inteligentes e não iam fazer uma estrada destas só porque lhes deu na real gana. Antes da estrada se decidir, queimaram-se muitos neurónios a pensar. E portanto se os neurónios se queimaram é porque os havia em abundância.

 

Eu, que não sei quem planeou esta estrada, apenas me ocorre dizer isto:

 

Ele há gente muito esperta!

                                                 Cunha Ribeiro

 

 

Francisco da Cunha Ribeiro

 

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às 00:06
editado por cunha ribeiro a 14/8/09 às 23:56

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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