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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


UMA VIAGEM IRREPETÍVEL

por cunha ribeiro, Terça-feira, 06.10.09

 

 I
 
DA PÓVOA A CANGAS DE ONIS
 
  O sol daquela manhã de finais de Julho faiscava no tejadilho do “Rover de prata”. O F. e a G. aparelharam-no de véspera, para iniciar, sem demora, a desejada viagem. Na bagageira repleta, duas lonas dobradas, com esmerado êxito, aguardavam, ansiosas, a sua primeira noite. Estavam ali, novinhas em folha, para resguardar os quatro campistas, da chuva, se a houvesse, ou do frio, caso viesse.
Partimos.
Valença, era, por ora, o nosso destino. Até à fronteira foi um vê se te avias. Ávidos de novidade, o carro voou até às franjas de Vigo.
Serenámos.
A Ria, em Vigo, tem retalhos de cores desiguais a adornar-lhe as margens furtivas. E a sinuosidade da estrada mostrava-nos, de todos os ângulos, aquele milagre cromático.
Avançámos.
 -  E agora, é p`ra  La Corunha? Espanholou o “choffeur”.
 - Pois siga para a Coruña! Concordámos nós, já meio embriagados por aquela beleza , à nossa volta.
E “La Corunha” só foi o próximo destino até à mudança de  planos. (Uma viagem sem plano, é como um filme que nunca se viu, e que nos vai surpreendendo, em cada novo cenário). Queríamos dormir algures nos Picos da Europa, por isso, não podia haver “apeadeiro” na bela cidade galega. “Ficava p`ra outra vez”.
Seguimos. E, já a virar o nariz do “ cavalo de prata” para as bandas do alto maciço, parámos a “besta”, apeámos, e toca a cortar umas lascas, do inevitável chouriço, e a metê-las no pão, ainda cozido na Póvoa.
Aconchegada a barriga, voltámos à estrada.
O crepúsculo do fim da tarde chegou, ao mesmo tempo que nós, a Cangas de Onis ( bem próximo de Covadonga). E lá fomos nós à cata do nosso refúgio da noite.
Ali, à beira da estrada, dezenas de tendas, estendiam seus aconchegos, pelos socalcos de um cerro.
Entrámos.
 Nós os homens montámos os abrigos da noite, um ao lado do outro, enquanto elas se esgueiraram, a desfiar conversas, lá delas, procurando a casa de banho.
Montadas as tendas, lá fomos nós espreitar Cangas de Onis.
 
 
 
 
Uma ponte soberba dos tempos do Império Romano ergueu-se subitamente à nossa frente. Alta, quase em ogiva, ainda imponente e bela. Musgos e líquenes de várias espécies  adornam-na de um colorido fantástico. O homem e a natureza criaram ali uma obra de arte incomum.
- Que maravilha! - Exclamámos, comovidos com tanta beleza.
 Por baixo da ponte, as águas esfregam as fragas. Estas formam  bacias irregulares por onde a corrente se espraia e, depois, escorrega ,à esquerda ou à direita, numa inebriante viagem até ao mar.
Muito à pressa, pois o estômago já reclamava o alimento da noite, fomos comer umas tapas no restaurante mais próximo, e eis-nos já prontos para o descanso lunar.
 Por sobre a verdura fresca da relva do parque, espargia o luar seus raios de prata, enquanto o sono iniciava o seu reino debaixo das tendas de Covadonga.

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às 20:57

AUTARQUICAS, 2009

por cunha ribeiro, Terça-feira, 06.10.09

 

PROGRAMA ELEITORAL
 
 
Na minha micro-opinião, de mero “escolhedor” de candidatos à autarquia de Vila Pouca, julgo que um programa eleitoral eficaz deveria ter o que os do PS e do PSD, pelo menos, não têm.
Primeiro:
    Um conjunto de propostas realistas.
Segundo:
    Essas propostas deveriam ser as que mais e melhor beneficiassem todo o concelho.
Terceiro:
    Deveriam, as mesmas propostas, chegar ao maior número de pessoas de forma facilmente compreensível.
Explicando melhor:
    As propostas devem ser realistas porquê?
    Porque não adianta fazer uma “ladainha” de propostas para, no fim do mandato, se cumprirem apenas “um terço” delas. É que há, pelo menos, dois prejuízos que resultam daí: o tempo perdido a inventar propostas que não se executam; e, sobretudo, a credibilidade futura que, em definitivo, se perde. Ora, lendo “com olhos de ler” os programas, desculpem o meu pessimismo, mas a conclusão que retiro é esta: a maioria das propostas não irão passar do papel.
    Para além do irrealismo das propostas, será que elas se preocupam mesmo com todas as aldeias do concelho? Ou apenas com algumas delas?
    Esta questão tem obviamente que ser respondida à luz da primeira: O programa parece querer abranger tudo, ao servir-se de expressões tão vagas  que dão para fazer o que se quiser com elas.. Veja-se por exemplo esta: “ Arranjos urbanísticos dos largos principais das aldeias do concelho”. Não se diz quais são as aldeias que terão os seus “largos principais” requalificados! ( Será Telões?, Parada?, Gouvães? Barbadães de Baixo?, de Cima?...). Ninguém sabe. Naquela frase cabe tudo e não cabe nada.
   Quanto ao último ponto, diria, apenas, o seguinte:
 Chegou-me há pouco às mãos, via um amigo de Vila Pouca, o folheto socialista. E, pela Internet, lá consegui descobrir o do PSD. Fiquei “palerma” com a falta de tacto comunicacional dos seus redactores. É que ninguém vai ler aquele “rosário”! As propostas são muitas e pouco espaçadas. Fez-me lembrar um “dicionário” (e alguém gosta de ler dicionários?).
   Não seria mais coerente, e mais eficaz, reduzir o programa ao número de propostas que o tempo que há de mandato ( quatro anos) e o dinheiro disponível (que será pouco, devido ao novo défice) permitem realizar?
 ( P.S. Gostava de dizer aos Srs do PS - que se irritam a ler os meus textos - que não escrevo nunca com a finalidade de os irritar. Escrevo mesmo e só com a finalidade de exprimir o que penso sobre a(s) polítca(s), e que, confesso, por vezes, me irrita(m)... ).
 
    
 
 

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às 09:52

AUTARQUICAS 2009

por cunha ribeiro, Terça-feira, 06.10.09

 

. A MINHA ESCOLHA EM VILA POUCA
 
Como abomino os tabus ( à Cavaco) deveria ser coerente e dizer em quem voto nas autárquicas de Vila Pouca.
E é essa a minha intenção ao iniciar este texto. Todavia não sei se, após o raciocínio que vou encetar, me será possível ser coerente com esse desejo. É que pode dar-se o caso de ser coerente com o desejo de clarificar o meu voto, mas ser incoerente no meu raciocínio. Fica então o alerta.
Neste momento, quais são os dados concretos e pretensamente clarificadores das candidaturas que me permitem decidir em quem voto?
A resposta é muito simples:
 Os “outdoors” com que os partidos “decoraram” as ruas , praças e rotundas de Vila Pouca. São estes os únicos dados que tenho.
Por isso, me pus a analisar as mensagens “jacentes” e “subjacentes” que nos quiseram enviar, através da exposição pública dos rostos dos candidatos.
Mas antes dos rostos, convém deixar clara a minha posição quanto à quantidade maior ou menor que cada partido dedicou à sementeira dos “outdoors”.
O P.S. resolveu seguir a doutrina da cúpula nacional do “gastem o mais que puderem na exploração da imagenm”. Por isso, aí temos nós, em Vila Pouca, outdoors para todos os gostos, tamanhos e preços. Outdoors coloridos assim e assado; Outdoors Pequenos, médios, grandes e muito grandes; Outdoors com um, dois, ou mais candidatos; outdoors substitutos e outdoors substituídos… Enfim, o PS, neste domínio, foi criativo e burguês.
O PSD também não se tem feito rogado. Espalhou o que pôde e o que não pôde. Mas, no meio da variedade dos seus placards, o PSD deu uma pequena lição: num deles soube aliar, com evidente esperteza, a mensagem fotográfica à mensagem gráfica, tentando ( digo “tentando” porque aquele palavrão que lá está… não é para as massas…) insinuar que os Bombeiros sem a Câmara, quase não respiravam.
O CDS também quis passar a mensagem do líder nacional ( e conseguiu-o) de que não vai em gastos exorbitantes. E os outdoors dos populares são bem menos que os dos anteriores partidos.
A CDU essa sim, ou por convicção ( ou porque não quis contribuir para o enriquecimento fácil das empresas de marketing) acabou por ser o partido com mais juízo, na contenção económica em outdoors.( Se a análise ficasse por aqui, levava o meu voto…).
E o que nos dizem os rostos dos candidatos que possa ajudar a decidir por um ou por outro?
Quase nada.
A fotogenia não existe de todo nos dois partidos “maiores” (Não há “Sócrates” por todo o país…). Salva-se, neste capítulo, com toda a evidência, a candidata do CDS. Pela jovialidade que revela, seria a minha candidata, sem qualquer dúvida.
Quanto ao mais, não sei o que posso concluir ao ver a imagem do principal candidato do PSD. Talvez ali veja um olhar de ambição (mas mais nacional do que autárquica). No candidato socialista também se vê ambição, sem sombra de dúvida. (Só não descortino muito bem em que sentido ela vai).
Quanto aos outros, confesso que nada consigo dizer.
E pronto. Afinal, o tabu continua.
Preciso de bem mais informação do que a que me vem pelos “outdoors”.
 
 
 
 
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às 09:49

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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