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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


UMA VIAGEM IRREPETÍVEL

por cunha ribeiro, Sábado, 24.10.09

 IV

 

DE LA CIOTAT A SAN REMO
 
La Ciotat, que antes não conhecíamos, ficou-nos na memória, mais que não fosse pelo nome estranho que tem.
Pela manhã, depois de um "petit déjeuner" bem calórico, ( ai aquela "tartine!" Ui que delícia!) Deixámo-la, porém, apressados. À nossa frente as "estrelas" da Côte d`Azur iluminavam-nos o caminho: A holyoodesca cidade de Cannes embebedava-nos de curiosidade; mas ainda tínhamos Saint Tropez, Nice,  e o principado do Mónaco! Hospedeiras fantásticas, onde o requinte e o luxo não faltam, estas cidades de sonho iriam desfilar diante de nós!
-“Que privilégio !” – Exclamou o F, fresquinho como uma alface, depois de uma noite “ bem dormidinha”.
- “ Privilégio!? Se o  Festival de Cannes fosse amanhã..." - Fantasiou a C.
- “ O que tu querias era um autografozinho do Brad Pit... – Brinquei.
- “ Prefiro um mergulho no mar” – Suspirou a G.
Enquanto falávamos o Rover ia galgando a sinuosa estrada da Riviera francesa. O Mediterrâneo, naquela manhã, espelhava o céu limpo de Agosto. O único azul que vi, mesmo azul, foi ali, no queixo de SAINT TROPEZ:
Saint Tropez é uma cidade de sonho. Da pequena cidade piscatória que fora, ainda resta o pequeno burgo junto do mar.
Mas os barcos pequenos de outrora são agora soberbos iates de luxo.
 
 
 
 
E à volta, nas entranhas da mata, à sombra fresca de largos pinheiros mansos, cresceram SOBERBAS MANSÕES, onde se encontram artistas de todo mundo, em festas sumptuosas, onde escorre o champanhe a toda a hora.
 
 
Aquele gelado que saboreámos numa esplanada, à pinha, em SAINT TROPEZ, ainda hoje, ao lembrá-lo, me faz crescer água na boca. Parecia encomenda de um príncipe da Riviera...
 
 
E foi com o corpo e o espírito revigorados e frescos que regressámos à estrada.
Uma estranha vontade de chegar depressa à capital do cinema fez com que o nosso chofer perdesse as estribeiras, de vez em quando, nas retas ( que o F não é insensato) levava o rover aos cento e muitos. Porém, todos éramos cumplices da velocidade. Ninguém lhe dizia para abrandar. Cannes fascinava-nos aos quatro, com a mesma força das cidades-mito ( como Paris, Roma e Veneza). Na nossa cabeça estávamos bem perto de uma cidade do outro mundo...
Mas antes, SAINT RAPHAEL quis-nos surpreender com a sua própria beleza. Não era nenhuma constelação como Cannes. Mas era uma estrela que merecia ser vista. E nós vimo-la, sim senhor.E ficámos mais uma vez fascinados pelo peculiar encanto das cidadelas do Sul de França.
http://media-cdn.tripadvisor.com/media/photo-s/01/15/bc/03/saint-raphael.jpg
 
 
Eis-nos agora num sinuoso serpenteio à beira mar. As ravinas, à nossa direita, assustam-nos ao mesmo tempo que nos fascinam. O mar é um abismo profundo. Tão fundo! E tão longe de nós como o céu.Mas um e outro envolvem-nos num sossego absoluto. A sua grandeza seduz a nossa vontade de sermos felizes.
E como estávamos felizes!
O enlevo era tal que CANNES já se avistava, e ainda ninguém reparara.
Mas, eis a estrada de S. Raphael  a alargar-se. Uma avenida a cescer diante de nós. É a célebre Avenida de "LA CROISETTE". Lá onde decorre todos os anos, no mês de Junho, o "festival de cinema de cannes".
- Que pena não ser em Agosto!,  Exclamou a C.
Dezenas de palmeiras enfeitam de verde toda a avenida.  O casario é um luxo. Barcos de recreio pintam de branco o cais da marina.
[800px-Cannes_-_port_et_croisette.jpg]

 

Estacionámos mesmo à entrada da praia.

Eu e o F. corremos dar um mergulho. A C. e a G. foram às compras. ( A dissonância dos gostos, que normalmente separam os sexos, impunham a sua lei, mais uma vez...).

Meia hora depois do primeiro mergulho, fomos ao duche, e saímos da paia. Escassos minutos depois, partíamos nós outra vez.

Poucos quilómetros depois, já perto de Nice, parámos para um pique-nique ligeiro, à sombra de um largo pinheiro manso.

Em Nice não nos deixámos parar. O receio de sermos seduzidos por um monumento, um jardim ou uma esplanada, e não atingir a Itália ao fim do dia como estava mais ou menos previsto, pesou na nossa decisão de lá não parar.

Mas ainda descortinámos aquele farol no meio do mar. E os constrastes de azul da baía de NICE!

 

 

 

Seguimos. O mar parecia gostar de nós. De vez em quando mostrava-se. Queria deslumbrar-nos. Enfeitiçar-nos. Por vezes, Jogava connosco às escondidas.  E quando reaparecia, era ainda  mais azul, mais claro, mais deslumbrante que nunca.

E o jogo de sedução só terminou quando, diante de nós, lá ao fundo, encaixado entre a baía e a serra, nasceu para nós a luminosa cidade  do MÓNACO.

 

Vista do Porto de Mónaco ( 640x480 )

 

 

Que maravilhosa conjugação de elementos! Ao alto, a montanha desenhava os seus limites no céu. Em baixo, o casario moderno, em fascinante anfiteatro, alcandorava os seus deslumbrantes terraços mesmo por cima dos barcos ancorados na mais luxuosa marina do Mediterrâneo.

O sítio era encantador!  Mas havia que espreitar o mítico palácio do Príncipe. Subimos uma encosta sobranceira à marina; penetrámos numas ruelas estreitas, mas tipicamente  adornadas, de postais ilustrados e outros adereços turísticos.

Chegados ao cimo do morro, desembocámos numa praça larga e cuidadosamente subdividida em dois logradouros: o privado, destinado à família real e amigos; e o público, por onde deambulámos alguns minutos.

Ali estava, pois, soberano e altivo, o sumptuoso PALÁCIO DO PRÍNCIPE DO MÓNACO, onde moravam as diletantes princesas Caroline e Stéphanie.

 

 

http://www.twip.org/photo/europe/france/photo-9264-21-01-07-09-59-24.jpg

 

Olhando a cidade do cimo do morro, na direcção do sudoeste, os altos prédios do Mónaco mostravam surpreendentes terraços verdes; havia alguns apenas relvados; havia outros onde árvores de grande porte cresciam como se estivessem na serra. Ao fundo, o mar avermelhou na linha do horizonte. Era o sinal do fim de tarde. O anúncio da nossa partida.

 

Descemos o morro. Entrámos no rover. E voltámos às curvas da Riviera.

Alguns quilómetros depois, a Itália já se anunciava  nos placards da estrada.

Entrámos na  "Bota" sem darmos por isso. A paisagem é igual de um lado e do outro daquela fronteira ( Ou não continuássemos a percorrer a esplendorosa Riviera...).

Numa altura em que o GPS ainda era ficção científica, munimo-nos de um Guia das Estradas da Europa. Completíssimo! Estava lá quase tudo. Só não estavam os parques de campismo.

Mas tínhamos outro livrinho ( que era do F e da G) onde estavam os ditos. E, já em La Ciotat, nós tínhamos escolhido um, "com piscina", em SN REMO.

Pois bem, San Remo estava a escassos quilómetros. Em breve iríamos parar.

Eis-nos no parque de campismo "La Sfinge", em SAN REMO. Piscina, nem vê-la! O Guia ( completíssimo!) do F tinha-nos pregado uma partida. E e o F já tínhamos um filme em três actos na nossa cabeça: Chegada ao parque; montagem das tendas; mergulho retemperador.

Hélas! Ficámo-nos pelos dois primeiros. Mas logo depois, estava na hora do querido jantar. Comemos ali mesmo no parque. Uma prato de massa. Uma questão de fome e de cultura numa mistura feliz.

 

Deiva Marina, Parque de campismo

Deiva Marina, Parque de campismo

 Foi então que olhamos o CÉU DE SAN REMO, por cima do mar:

 O Sol encostava a nuca às águas cálidas da praia. E espalhava um feixe de luz que dourava o mar. 

Na praia, a penumbra tornava-se ainda mais escura pelo contraste.

Deitámo-nos. E logo adormecemos, estimuloados pelo enlevo daquele quadro fantástico feito de terra, de mar, de céu e de sonho!

    

 

 

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às 19:05

GOUVÃES SERÁ SOCIALISTA

por cunha ribeiro, Sábado, 24.10.09

Esta é a minha previsão para a luta eleitoral de amanhã, em Gouvães da Serra.  Não conheço a candidata do PSD. Mas tenho a certeza que, por melhor que ela seja, não lhe será nada fácil vencer o actual presidente, António Fernandes Alves.

Mas mesmo que o António venha a perder, o que não acredito, já tem lugar na história da sua terra. Pois pode orgulhar-se de ter presidido aos destinos da Junta, num concelho quase totalmente laranja.

E mais! Se perder, também o deve ao pequeno orçamento que teve. Que como se sabe é sempre mais gordo em juntas que vistam a cor do seu Município...

 

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às 17:47

MEMÓRIAS DE INFÂNCIA

por cunha ribeiro, Sábado, 24.10.09

 

O DOUTOR ACÁCIO
 
Em Parada de Aguiar só houve, até hoje,um doutor "digno desse nome":  Chamava-se Acácio, ou melhor,  Dr Acácio.
Morava bem perto do Ti Augusto Ferreiro.
 
Não sei o que o homem fazia no seu dia a dia. Só sei que um "belo" dia, teria eu cinco ou seis anos, me levaram a casa dele, com uma infecção no pulso do braço esquerdo.  Meio ao engano, lá fui, ao colo da minha mãe.
Subimos as escadas que davam acesso à casa do meu "salvador". Entrámos. E já não me lembro se me sentaram, se me deitaram, ou se me fizeram a coisa de pé.
O que eu me lembro é de ver um garfo de ferro em brasa, nas mãos do Dr. Acácio, que se aproximava de mim com aquilo.
Talvez sossegado pela certeza protectora do amor maternal ( as nossas mães são castelos na nossa infância, onde nos refugiamos, esquecendo todos os perigos e medos.), estendi o meu pulso esquerdo ao “doutor” ( que, se a minha mãe me lá tinha levado, tinha que ser competente…), e num pequeno segundo, enquanto soltei um berro que deve ter feito parar a forja do Ti Augusto, o mal foi todo queimado até à raiz.
Ainda hoje cá está o “ carimbo” que me fará recordar para sempre aquele homem magro e habilidoso de Parada de Aguiar, que sabia dar aos garfos de ferro uma dupla utilidade:
Umas vezes ajudavam-no nas refeições ; outras vezes curavam infecções.

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às 14:48

RIR: O MELHOR REMÉDIO ANTI-CRISE

por cunha ribeiro, Sábado, 24.10.09

 I

 

 VÍTIMAS DE DESASTRE AÉREO

 

 

 UM HELICÓPTERO, COM APENAS TRÊS TRIPULANTES, CAÍU NUM CEMITÉRIO, EM LUANDA.

TRÊS DIAS DEPOIS, AS AUTORIDADES CONTINUAM EM ESCAVAÇÕES, POIS TÊM ENCONTRADO INÚMEROS  CORPOS SEM VIDA...

 

 II

 

DO VATICANO CHEGOU O SEGUINTE COMUNICADO:

 

     " Informam-se todos os crentes que estar na cama nus, enrolados com alguém, e gritar: " Oh meu Deus! Oh meu Deus!, não será aceite como ORAÇÃO...

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às 13:49

O SENHOR CRISE

por cunha ribeiro, Sábado, 24.10.09

 

O ENVIADO DE SÓCRATES
 
 
Deixem-me refrescar a memória de quem já se esqueceu: Vítor Constâncio foi, no início do primeiro mandato de Sócrates, quem veio dizer que o país estava um caos. E que era preciso apertar bem cinto dos trabalhadores em geral, senão viria aí uma grande catástrofe para o nosso país.
Quando ele disse isto, toda a gente ouviu e calou, achando que o homem tinha tanto prestígio e saber que só podia ter toda a razão.
Pois bem, quando a verdadeira crise (que ele nunca previu) estalou como um raio, e atravessou todo o mundo, soubemos quem era o verdadeiro Constâncio: Um péssimo regulador financeiro.
E soubemos mais: O grande moderador dos salários dos outros tinha um salário maior que o do seu “colega” do Banco Federal dos Estados Unidos da América!
Pois este mesmo senhor, não contente com as diarreias que já provocou, vem repisar no assunto, dizendo que os salários têm que ser controlados!
Mas são outra vez SÓ os salários dos outros! Porque o seu continua, escandalosa e impunemente, a pairar muito acima da maioria dos governadores bancários que existem por esse mundo além.
Por mim, quando Constâncio falasse, todos devíamos tapar os ouvidos, para não nos deixarmos levar na onda das crises que nunca mais irão acabar na língua dos ricos e na vida dos pobres.
 
 
 

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às 12:47

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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