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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


PARADENSES, AGUIARENSES, TRANSMONTANOS, PORTUGUESES, VÃO A TAVIRA, À ILHA, AO ZÉ MARIA!

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 23.11.09

 

O “ZÉ MARIA”
Metade homem ( Zé), metade mulher ( Maria), o “Zé Maria” podia não ser mais que uma criatura fantástica, nascida no meio do mar. Uma sereia, sei lá… Mas não, o “Zé Maria” atravessa as fronteiras da imaginação. Voa, muito além, da fantasia…
Mas fica aquém de todo o mistério, quando se atravessa, de barco, um pedaço da Ria Formosa, e se penetra na inolvidável Ilha de Tavira.
Quem não conhece, ainda, este fragmento da natureza, no meio da Ria Formosa, não sabe oferecer aos sentidos o que eles merecem. Os olhos viajam pelo mais deslumbrante horizonte de cores da orla marítima. E, quando regressam, ficam petrificados só de olhar o verde-pérola das águas do mar.
Pelas narinas desliza o ar mais puro e perfumado da brisa meridional; Pelas papilas escorregam, sôfregos, os raros sabores do peixe fresco do “Zé Maria”.
O excelso prazer de nos sentarmos à volta da mesa, onde, “desagua” em soberbas  travessas, a variadíssima pescaria dos mares do sul, é imperdível e, acreditem, inesquecível!
Pudera eu aqui narrar toda a verdade gastronómica que, já no balanço do barco, nos inebria de sensações, vindas das brasas vivas do assador - e nos fazem, ali à tona da água, crescer a água na boca!
Tivesse eu o dom do retrato fiel, e o Zé Maria deixava de ser o melhor restaurante da Ilha , para se tornar o melhor repasto de peixe do Sotavento.
Mas não permitem os deuses ao simples mortal, que sou eu, o dom de o fazer sem atropelar a(s) essência(s) daquela delícia do mar.
Nado e criado na Ria Formosa, e escolhido, a dedo, pelo Madeira (um dos donos do restaurante, e herdeiro do nome da ilha que o viu nascer), na Lota  arejada e sortida da bela Tavira, o peixe que nos vem ter ao prato, delicadamente servido pela simpática equipa do Manuel (o outro dono do Zé Maria), parece acabadinho de sair do meio do mar. Como se a rede o viesse ali libertar, por cima do asseio fresco das mesas.

E, se lá for, a recebê-lo, com reverente simpatia, lá estará o cosmopolita Manuel ( Reis). E recebe-o como se fosse um primo, um irmão, ou um amigo chegado.
Por isso, irá perceber, que mesmo ausente, na última mesa, ele estará sempre presente junto da sua.
E pergunte-lhe sobre Trás-Os-Montes! sobre Vila Pouca e sobre Parada de Aguiar ( sua terra)! Fale-lhe do “Raspoutine”( onde trabalhou e conheceu o melhor da restauração parisiense). Vai ver como os olhos lhe brilham, por você lhe lembrar tudo isso.
E, depois, estando lá, quem não se deixa tentar por um refrescante mergulho, de corpo e alma, nas águas mais limpas e tépidas de todo o Algarve? Quem não leva a criançada rebolar seus ímpetos no sereno aconchego das ondas da praia?
E, sabia que, lá, a água quase se pode beber, de tão limpa? Lá, onde o areal é vasto e é branco e o horizonte é verde e azul!?
Sabia que, lá, os corpos são estátuas de bronze, lisos, (por vezes, desnudos), e esculturais? Lá, onde os sabores frescos do peixe, a cálida transparência da água, e o bronze suave do sol são os melhores ingredientes para a mais completa alquimia da alma!?
Sabia, enfim, que a felicidade não é, afinal, assim tão volátil? Não é pura fantasia nem simples miragem, pois está mesmo ali, à espera de si, oferecendo o seu colo?

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às 23:28

SONHOGRAFIAS

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 23.11.09

 

A FÁBULA DO ANARQUISTA RICO
 
Era uma vez um anarquista pobre, que, como todos os anarquistas pobres, achava que a sociedade era a madrasta da sua condição social. Embora o arreliasse deveras a sua pequena estatura, o seu nariz aquilino, e a rarefacção capilar, ao comparar-se com o vizinho do lado - alto, espadaúdo e farto de cabelo – sempre eram desigualdades naturais! Logo, inevitáveis. O que lhe fazia abafar a revolta. Mas, quando saía do seu casebre forrado de zinco, e deparava com o protegido dos deuses, entrar na abastada quinta que o famoso banqueiro, seu pai, lhe deixara, vinha-lhe o “fel” à garganta e desatava ao pontapé a tudo o que lhe aparecia pela frente. “ Lá que uns sejam pequenos e outros altos; uns feios e outros bonitos; uns pretos e outros brancos, ainda se tolera… é a ditadura da  Natureza… Que posso eu fazer contra isso? Agora, uns terem palácios e carros de luxo e outros humildes casebres e andarem a pé… Alto aí” – Protestava.
Possuído de uma incontida revolta, começou a reunir amigos e a elucidá-los do plano que, numa noite de insónia, congeminou.
Decidiu arregimentar conspiradores que comungassem a sua revolta, para, juntos, levarem a efeito a destruição de todas as “ficções sociais”  pelo menos na sua cidade. A abolição da família, da religião e, sobretudo, do dinheiro seria o caminho. Só assim, poderia alcançar-se a plena igualdade social, já que a desigualdade natural, essa, era inelutável.
Reunidos umas dezenas de seguidores anarquistas, constituíram-se grupos de propaganda dos seus ideais.
Cada grupo seguiu o seu rumo. Numa encruzilhada, porém, cada elemento do grupo devia seguir sozinho por uma rua distinta. Mas havia sempre alguém que, por uma razão ou por outra, conseguia influenciar um ou dois para seguirem com ele. E, do mesmo modo, outros havia que, sabe-se lá porquê, se deixavam influenciar por alguém, e, em vez de seguirem o seu caminho, seguiam o caminho do outro.
Assim, os grupos de anarquistas, já em plena acção anarquista, começavam a criar tirania. E, escusado será dizer que, no fim da sua campanha, os anarquistas influentes se tornaram tiranos dos outros.
Noutra cidade, conheci um anarquista pobre, mas lúcido. Este , em vez de reunir um vasto grupo de outros anarquistas, que, fatalmente, iriam ter os seus chefes tiranos, com os seus súbditos tiranizados, seguiu o seu caminho de libertação sozinho. Trabalhou duramente. Ganhou algum dinheiro. Depois, foi açambarcando aqui, e desviando ali; usurpando este e confiscando aquele. E, num ápice, o anarquista pobre, virou um anafado e rico burguês..
Hoje, quando me encontra, este ex-anarquista pobre, mas lúcido, atira-me esta: “ Caro amigo, vê agora, pelo meu exemplo, como se alcança a liberdade e a igualdade, numa sociedade, onde impera o egoísmo e onde não há moralidade nem crença? Se hoje eu não sou escravo do dinheiro, é porque sou dono dele. Foi o meu idealismo lúcido que me libertou do poder que ele tinha sobre mim. Olhe, sabe o que lhe digo - os outros anarquistas, que se organizaram em grupos de propaganda, são anarquistas teóricos, eu sou anarquista teórico e prático; eles são anarquistas místicos, eu sou anarquista científico. Em suma, eles são pseudo-anarquistas, e eu sou anarquista.
Fiquei pensativo. O homem parecia, infelizmente, ter toda a razão. Num mundo em que o dinheiro é uma ficção social tiranizante, só acabando com ele se conseguiria a almejada igualdade anarquista. Mas como acabar com ele, sem a vontade de todos? O único caminho é possuí-lo de forma a evitar que seja ele a possuir-nos a nós… Ou  será que existe terceira via? 
                                                               
 

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às 09:58

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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