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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


AMIGOS DE INFÂNCIA

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 10.12.09

  

O meu primeiro amigo foi um vizinho (que não vou nomear, mas a ele  talvez não seja difícil ver-se aqui retratado), com o qual brinquei durante toda a infância. Corríamos juntos; cantávamos juntos; ríamos juntos; estudávamos juntos. Íamos as ninhos, os dois; armávamos "ratoeiras" ( nos dois sentidos...) os dois... Chegámos a "fumar mata ratos" (!), os dois.

Mas o que melhor eu recordo ter feito, na companhia desse meu amigo, e que relembro com pesada nostalgia, foram duas coisas que a passagem do tempo, em vez de apagar, parece iluminar cada vez mais. Coisas simples... Mas tão alegremente (con)vividas, que ficaram pra sempre, na minha memória.

Uma delas, foram os repetidos convívios em dias de fortes nevões. ( Todos os anos havia um, pelo menos). Logo de manhã, se estávamos em tempo de escola, a alegria de estarmos livres para fazer outras coisas irmanáva-nos numa festa interior exuberante . Depois de um caldo de cebola bem recheado com broa, lá íamos nós, quelha abaixo, por trás das "nossas" casas, com duas ratoeiras escondidas debaixo das samarras, e  toca a armá-las, ou na cortinha, ou, um pouco mais longe, no fojo. Depois, íamos "a galope" para o "escorrega"... ( "Escorrega"?! - perguntarão. Numa aldeia de há quarenta anos?! - interrogar-se-ão. Não, não havia na aldeia nenhum escorrega, como os que hoje se vêem...O escorrega de que vos falo era muito mais natural...e circunstancial... Era uma espécie de prenda do Pai Natal... "entregue" no dia seguinte a uma grande nevada - depois de uma forte geada em cima da dita). Para ser mais preciso: o nosso escorrega era toda a ladeira junto da capela do santo.

Depois de um pequeno balanço, projectávamo-nos com os pés em paralelo, lateralmente por causa do equilíbrio, e lá íamos nós a escorregar dezenas de metros... provando a quem nos via que não era preciso fazer ski, para ter sensações parecidas.

 Esta foi a nossa brincadeira de vários invernos.

 A outra, acontecia nos dias quentes de Verão. Íamos até à rebolfa ( uma represa do rio corgo), tirávamos a pouca roupa que tínhamos, e toca a mergulhar na água fresca da "presa".

Numa dessas tardes de perfeita loucura, quis mostrar ao meu amigo a minha recente habilidade aquática ( uma pirueta a anteceder um mergulho...) Tomei o inevitável balanço... e..."catrapuz"... o raio da pirueta ficou mais ou menos a meio... e a minha cabeça, em vez de ficar de novo virada pra cima... enterrou um pouco na areia... o suficiente para eu ficar desnorteado... Valeu-me o amigo expedito, que, ao ver-me tempo demais de pernas viradas pra cima, temeu o pior, e saltou, arrancando-me pelos braços a cabeça da areia... segundos depois, a relva verde de um lameiro,  ao lado do rio,

bebia da mesma água que eu tinha bebido... que eu lhe oferecia soltando urros vindos do fundo do estômago...

( Piruetas no rio? Nunca mais, a partir dessa tarde menos feliz...).

 

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às 22:38

ASSIM VAI O PAÍS...

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 10.12.09

 

ESTABILIDADE OU ESTIRILIDADE GOVERNATIVA?
 
 
 
A inquietante indiferença com que os portugueses vão “ venerando” os restos mortais deste governo, deixa-me esgazeado de espanto perante a absurda hospitalidade que concedem ao sofrimento . Ou querem chegar a santos pela via do padecimento e da dor, ou são masoquistas militantes…
Julgo ser perceptível que os erros de “casting” que ainda (!!!) frequentam os corredores do poder, fariam melhor à nação se , por exemplo, ajudassem a expandir o comércio de Arraiolos, tricotando os seus belos tapetes, ou contribuíssem para a riqueza do país ,colaborando,  dedicadamente, no fabrico do queijo da serra.
Todavia, para mal dos nossos pecados, vamos ter de os aturar, de asneira em asneira, até à asneira final.
 E tudo em nome da estabilidade governativa.
A estabilidade governativa, quando os governos são bons, é incontestavelmente proveitosa. Mas, se os governos são maus, pode ser desastrosa. Ora, a estabilidade governativa, cegamente defendida por este governo, e, estoicamente apoiada por  Cavaco,  vai , seguramente, fazer mossa a este país.
E porquê?
Porque a política de confronto, em que, como na tourada, o que conta é “turrar” seja o que for que apareça, escolhida por este governo, apenas produziu a revolta, o desinteresse e  a estagnação. Apenas promoveu o desencorajamento, a inércia e a abdicação.
Se nas empresas deste país se desmotivassem os trabalhadores como o governo o tem feito, Portugal estava hoje ainda pior do que está.
O governo tem sido, aliás,  exímio imitador do pior que existe para imitar nos outros. Por isso, vestiu a farda de ganadeiro, transformou alguns ministérios em vastas arenas e toca a investir as suas bestiais criaturas contra grupos desprevenidos de profissionais, “turrando” a torto e a direito, sem critério e sem dó.
E o resultado?
As “bestas” já estão exangues de tanto turrar… E o País, anémico e sem forças, prepara-se pra desmaiar…
 
 
 
 
 
 
 
 

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às 18:21

SE FOSSE EU PEDIA MAIS...

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 10.12.09

 

POSTAL AO PAI NATAL
( De um funcionário público)
 
 
Caro Pai Natal,
 
Começo por pedir desculpa por não te tratar por “Querido..”. Sucede que, infelizmente, já não sou nenhuma criança ( digo “infelizmente porque agora, como sou adulto, e sou funcionário público, já não vivo à custa de outros… os outros é que vivem à custa de mim…). Além disso, não pertenço àquele movimento dos…daquele grupo que…, bem, adiante…
 
Como és a única personalidade no mundo em quem eu ainda acredito,( vá lá, há mais duas – Obama e o Papa - a quem ainda dou o benefício da dúvida ), queria fazer-te três pedidos, correspondentes aos três presentes que espero receber este ano de Ti. ( Por favor, não digas que é demais… Jesus não era “corrupto” e recebeu, pelo menos, os mesmos três…).
Então, esses presentes eram  os seguintes:
 
O PRIMEIRO ( vai ser difícil… eu sei… mas não deixa de ser o mais fácil de conseguires, entre os três) são sete mil e quinhentos euros para comprar um carro ( em segunda mão, por causa da crise…). Bem sei que não usas carteira, nem tens dinheiro no banco ( por isso é que és tão boa pessoa, ó Pai Natal…). Mas há solução:  se não te importasses, quando chegasses da Lapónia, via Lisboa, passavas pela casa “daquele Senhor” que “congelou” ( vê bem, Pai Natal, “congelou”!... Quando, pela lógica, só tu, que vives no Pólo Norte, é que podias congelar…) o meu salário ( há quatro anos!...). Entravas ( sem ser pela chaminé…) e pedias-lhe “o dinheiro que me está a dever” ( e olha que ele deve-me pelo menos tanto, como o que te peço…). Um aviso de amigo, Pai Natal: Não te deixes enganar! Ele é capaz de cobrar uma percentagem por o ter “guardado”, durante quatro anos, alegando que os seus amigos banqueiros fazem o mesmo, e que é legal…( Nota que ele tem a mania de invocar a lei pra tudo e pra nada …Para ele a Lei está primeiro, e a Justiça, depois…).
 
O SEGUNDO PEDIDO consiste em aproveitares essa visita para sugerires a “esse Senhor”, que o stress é capaz de lhe estar a fazer mal à saúde, e que lhe estão a fazer falta umas férias…( dir-lhe-ás que o Carnaval seria a altura ideal para o respectivo descanso. Até lhe podias indicar uma ida ao Brasil… Podia ser que gostasse daquele calor - e do samba!... caramba! - e prolongasse as férias “sine die”…pelo menos até ser dado como desaparecido….).
 
O TERCEIRO PEDIDO é bem mais difícil de o conseguires realizar. Mas mesmo assim vou-te pedir que faças tudo para o consumares. Pedia-te, pois, que, caso o segundo pedido não tenha sucesso, que passasses por Belém ( aproveitavas para ver “o menino”…) e apelavas ao “Chefe da casa…” para imitar um ex-Colega, que ele conhece bem, e desalojasse de vez o tal Senhor de que já te falei, a ver se, ele próprio, começava a dormir mais sossegado …
 
É tudo, por este ano,
 
Um abraço da única pessoa adulta que ainda pensa que existes…

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às 17:53

NO BRASIL É PIOR, MAS HÁ AQUI MUITA COINCIDÊNCIA COM O QUE SE PASSA POR CÁ...

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 10.12.09

ser professor

 

 

 
Publicado por: Eduardo em: 18 Novembro 2008:
 
Pode-se saber muito sobre um país observando o modo como seu o governo trata os policiais e os professores. Os primeiros são fundamentais para garantir a ordem (aquela palavrinha demonizada pelos que gostam de se denominar libertários) e os últimos, para ensinar aos jovens o seu lugar na sociedade.
Nesta semana, vimos no RS protestos de policiais e greve de professores estaduais.
Não são muitas pessoas que sabem disso, mas um professor da rede estadual do Rio Grande do Sul ganha menos de R$ 500 por mês, se trabalhar 20h semanais. E estou falando do salário líquido que vem impresso no contracheque, e não do salário-base.
O nível dos professores da rede pública é baixo, em média. Pululam as faculdades caça-níqueis que oferecem cursos de graduação no regime Casas Bahia de ensino (e que pintam na fachada, em letras garrafais, as palavras AUTORIZADA PELO MEC, como se isso não fosse o mínimo esperado) . O resultado: docentes com sérias lacunas na formação, o que agrava ainda mais o problema da nossa já tão problemática educação. Hoje, os cursos de licenciatura são a alternativa daquelas pessoas que não conseguem passar nos “de ponta”: Medicina, Odontologia, Direito, Engenharias, etc.
O Magistério virou profissão de terceira categoria, exercida por profissionais de terceira categoria, que se obrigam a trabalhar três turnos por dia para ter condições mínimas de vida.
Com uma vida (sic) dessas, como se aperfeiçoar? Como fazer cursos, ler, se atualizar? Ou melhor, pra que se aperfeiçoar? Na rede municipal em que trabalho, quem tiver qualquer curso de pós graduação (especialização, mestrado ou doutorado) ganha 10% de aumento sobre o salário-base. E só se ganha esse aumento uma vez. Ou seja: se você fizer um pós-doutorado em Harvard, o seu salário será igual ao do seu colega que comprou uma especialização numa “faculdade” de periferia.
E ainda temos que agüentar os “Amigos da Escola”, pedabobas, comunistas-de-apartamento e outros nefelibatas disseminando a idéia de que o professor deve trabalhar por amor, de que o magistério é um sacerdócio, etc.
Nota-se por que a profissão só atrai aquelas pessoas que não conseguem coisa melhor. Se o governo realmente quisesse que seus professores fossem os melhores, os salários seriam maiores (bem maiores), haveria boas condições de trabalho, haveria incentivos reais e recompensas encorajadoras para os que buscassem aperfeiçoamento profissional.  Nesse caso, alguns dos melhores cérebros do país estariam trabalhando nas escolas – e sendo bem pagos, como acontece nas nações que levam a educação a sério.
É semelhante a situação dos nossos policiais. Os caras ganham um salário quase tão baixo quanto o dos professores, são mal-treinados, mal-equipados e trabalham em condições absurdas.
Mesmo quando não estão de serviço, vemos muitos PMs usando farda só para ter direito a isenção de passagem nos ônibus. Repetindo: nossos defensores-da-lei ganham tão mal que precisam pedir esmola às empresas de transporte. De vez em quando lemos notícias sobre a construção de conjuntos residenciais para abrigar policiais e suas famílias, que sem esse incentivo teriam que morar nas mesmas favelas onde vivem os criminosos que eles combatem.
Como acabar com a criminalidade desse jeito? Como impedir que um policial aceite propina, se ele não ganha o bastante para dar um Playstation para o filho? Assim como na educação, que tipo de policiais teremos, se os tratarmos tão mal?
Não adianta falarmos em melhorar a educação e a segurança pública enquanto os profissionais dessas áreas forem a escória do mercado de trabalho. Aumento de salário, melhoria das condições de trabalho e devolução da auto-estima são a base de qualquer reforma que se pretenda eficaz. Sem isso, não tem conversa – nossos professores e policiais continuarão sendo uns pobres coitados, passarão a vida fazendo greves que nada resolverão.
[Atualização: alguns minutos de meditação bastaram para que eu me desse conta de que o exemplo do Playstation, citado acima, é aburdamente exagerado. Na verdade, um policial, pelo menos no
 

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às 17:41

TALVEZ EXAGERE NA LINGUAGEM, MAS TENDO A CONCORDAR COM O EX MINISTRO MEDINA CARREIRA

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 10.12.09

 

Programa Novas Oportunidades é “trafulhice”, diz Medina Carreira
09h26m
Antigo ministro das Finanças critica o programa Novas Oportunidades.  "Enquanto formos governados por mentirosos e incompetentes este país não tem solução", acusou. 
Convidado da tertúlia "125 minutos com...", que decorreu no Casino da Figueira da Foz, ontem, terça-feira, Medina Carreira disse ainda que a educação em Portugal "é uma miséria" e que as escolas produzem "analfabetos".
"[O programa] Novas Oportunidades é uma trafulhice de A a Z, é uma aldrabice. Eles [os alunos] não sabem nada, nada", argumentou Medina Carreira.
Para o antigo titular da pasta das Finanças a iniciativa dos Ministérios da Educação e do Trabalho e da Solidariedade Social, que visa alargar até ao 12.º ano a formação de jovens e adultos, é "uma mentira" promovida pelo Governo.
"[Os alunos] fazem um papel, entregam ao professor e vão-se embora. E ao fim do ano, entregam-lhe um papel a dizer que têm o nono ano [de escolaridade]. Isto é tudo uma mentira, enquanto formos governados por mentirosos e incompetentes este país não tem solução", acusou.
As críticas de Medina Carreira estenderam-se aos estudantes que saem das escolas "e não sabem coisa nenhuma".
"O que é que vai fazer com esta cambada, de 14, 16, 20 anos que anda por aí à solta? Nada, nenhum patrão capaz vai querer esta tropa-fandanga", frisou.
Defendeu um regime educativo "exigente, onde se aprenda, porque os empresários querem gente que saiba".
Questionado pela jornalista Fátima Campos Ferreira, anfitriã da tertúlia, sobre a avaliação de professores, Medina Carreira classificou-a de "burrice".
"Se você não avalia os alunos, como vai avaliar os professores?", inquiriu.
Admitiu, no entanto, que os professores terão de ser avaliados, desde que exista "disciplina nas aulas, o professor tiver autoridade, programas feitos por gente inteligente e manuais capazes", argumentou, arrancando aplausos da assistência.

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às 17:37

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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