CONSTÂNCIO OU O ETERNO FA®DO DOS PORTUGUESES

 

Segundo as notícias, mais um português, de alta cotação cerebral, vai emigrar para a Europa. Desta vez é Victor Constâncio, o famigerado governador do Banco dos bancos, em Portugal.

Aliás, como todos sabemos, não estamos perante um caso virgem neste país: António Guterres, por causa da “lama” que inundava o país, decidiu procurar lugares mais enxutos, e desandou para uma repartição humanitária sedeada no universal e panorâmico edifício da ONU; Durão Barroso deu tanga ao país, durante alguns meses, e abalou para Bruxelas; João Cravinho também emigrou ( embora este  só tivesse saído ao empurrão); Carrilho também se pôs a mexer para Paris ( e agora vive, à grande e à francesa, na elitista Avenue Foch).

Não nos admiremos, pois, que Victor Constâncio tenha, ele também, resolvido deixar o país. Não é menos que os outros. Antes pelo contrário…

Bem, há uma pequena diferença: Constâncio, como devem saber, tem, no Banco de Portugal, um vencimento de príncipe. Por isso arrisca-se a ir ganhar menos no Banco Europeu.

Mas outros valores mais altos se “alevantam”, caro leitor. Até agora, era o dinheiro que, de vez em quando, o fazia mexer… A partir de agora vai ser a fama! Já imaginaram  a baba que vai escorrer, pelo queixo do ilustre banqueiro, quando lhe for outorgado o título insigne de Vice governador do Banco Europeu?

E Jean Claude Trichet, o presidente, que se cuide… O português já aprendeu a lição. Estou mesmo a vê-lo entrar para o seu gabinete, sentar-se na poltrona de couro, coçar a cabeça, e dizer para os seus botões: “ Bem, se isto correr para o torto, o tipo vai-se embora, e…o Governador passo a ser eu”.

E porque não?  Se ele regula tão bem!

Cunha Ribeiro