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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


CARAMBOLA HUMANO

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 29.03.10

Algo vai mal nesta civilização de lares de idosos abandonados.

 

O ser humano não pode morrer assim. Os pais e as mães devem ser pais e mães para sempre.  Os filhos e filhas também. Mesmo que morram antes do tempo, os pais são eternos progenitores dos seus filhos. Um pai não é apenas o dono fortuito de um espermatozóide que teve o destino de gerar um filho. Uma mãe não é apenas um útero procriador. Os pais só o são plenamente junto dos  filhos. Os filhos só o são totalmente ao pé dos seus pais..

Os pais não deviam ter outra casa para morrer senão a sua.

 

Algo está podre nesta civilização de lares de terceira idade.

 

Seria cruel os pais entregarem os filhos, nos primeiros tempos de vida destes, a instituições que os guardassem de dia e de noite. Logo, também será de evitar que isso aconteça aos pais, nos últimos tempos de vida.

Assim como se dispensam do trabalho o pai ou a mãe nos primeiros tempos de vida de uma criança; também os filhos devem ser dispensados, nos últimos tempos de vida dos  pais.

 

Não há dignidade humana quando os filhos não cuidam dos pais por amor. Mas apenas os vão visitando para evitarem a crítica impiedosa dos seus vizinhos.

As crianças são tão belas por fora como os idosos o são por dentro. Por isso façamos por eles aquilo que somos capazes de fazer por elas.

Deus que é Deus é a mais velha das criaturas. E ninguém pensará deixá-lo sozinho, abandonado, num Lar qualquer do Universo.

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às 22:35

O QUE FARIA EM PARIS?

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 29.03.10

 

Não faria!

Deixaria que Paris fizesse  por mim,

O que, aliás,

Sempre fez.


Como

Aquela dádiva,

De estremecida emoção,

Que sempre senti

Ao tocar-lhe no rosto.

 

Ou o afecto

Com que  me envolve,

De intenso “glamour”.

 

A doce surpresa

Com que me espanta  

Pela eterna novidade

Das suas ruas

Das praças

E monumentos.


A fantástica orgia de luzes

Que me ofusca

E cativa o olhar.


O enleio maternal

Que me enleva no sonho.

 

E o espasmo universal e cosmopolita

Que me enche a alma,

De ilusões

Que se tocam

Cheiram

E vêem

 

Mas nunca são

Aquilo que são,

Pois não vão além 

De um golpe de asa

Que lança o seu vôo

No ar límpido 

De uma quimera.

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às 15:25

A ETERNA NOSTALGIA DE UMA CIDADE

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 29.03.10

 

A minha imaginação voltou a Paris cavalgando o pensamento, essa besta sempre arreada e pronta para a viagem.

A bela cidade que Napoleão coroou de soberbos monumentos, lá estava: imponente, imperial e organizada; limpa e a palpitar de vida; as “térrasses” dos cafés cheias, feericamente enfeitadas, hospedeiras fantásticas de transeuntes de corpos já regelados do frio vindo de Norte.

A Torre Eiffel parecia grudada ao céu de Paris. Tão alta como bela, aos meus olhos alucinados transfigurou-se num candelabro resplandecente, numa orgia fantástica de luzes.

Os Campos Elísios eram um largo rio que transbordava de gente, fluindo pelas suas “margens”.

O omnipresente “Métrô” engolia aqui e ali, multidões várias de raças , levando-as, enlatadas, pelas tortuosas entranhas da urbe.

Os “Boulevards” formigavam de trânsito, escorriam de gente. Autocarros panorâmicos abarrotavam de curiosos turistas de cachecol a esvoaçar. E o frio gelava os ossos dos menos agasalhados.

Nas fontes geladas do Jardim do “Luxembourg” figuravam cristais multiformes de seres estranhos e surpreendentes .

O colossal “Louvre”, à beira Sena, lembrava a eternidade rija e fixa da pedra a desafiar a transitoriedade da água que passa.

E os barcos, espectadores de dramas que ficam e alegrias que passam, desciam e subiam o rio, fascinados com o sumptuoso passado do “Louvre”. Este, através da sua cristalina pirâmide de vidro, parecia esforçar-se por desvendar o futuro, quem sabe se reflectido nas águas barrentas do Rio Sena.

O “Quartier Latin” palpitava de literatura humanista. Sartre espreitava Minerva em cada esquina dos Boulevards. Rajadas de vento invernal sopravam nas folhas soltas de versos de Victor Hugo.

A omnisciente Sorbonne, à sombra do imortal Panthéon, refulgia, sábia, sóbria e secular.

E os bouquinistes espraivam livros nas margens do Rio, vendendo ilusões ao desbarato.

E no regresso, ao deixar, com saudade, a inigualável cidade Luz, fiquei longamente a pensar em tantas vidas ali sonhadas, e a recordar tantos sonhos ali vividos.

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às 11:54

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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