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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


MEMÓRIAS - PARADA E A IDADE DA VACA

por cunha ribeiro, Domingo, 02.05.10

 

 

 

Parada de Aguiar - e certamente outras aldeias do concelho aguiarense - passou, nestes 40 últimos anos, da idade da vaca, para a idade da cabra e, sobretudo, da ovelha.

Há quarenta anos, quase todos os lavradores da aldeia tinham uma junta ou parelha de vacas para lavrar a lameira, "carrar" o estrume, a lenha, o centeio e o feno.( quem não se lembra da junta de vacas do Ti Firmino Ricote? Da junta de bois do Ti Zé Penato? das vacas do Ti Alberto, do Manuel Cunha?).

Recordo que o estrume era um misto de tojo, carqueja e sargaço. O tojo era o mais difícil de cortar, pois deixava as mãos ardentes, a sangrar, por causa dos picos. A carqueja não picava da mesma maneira que o tojo, mas a sua folhagem, seca e rija, gretava as costas das mãos. Para cortar o estrume havia uma enxada própria, que era quase quadrada. ( Já a enchada que arrancava a batata era rectangular, e ligeiramente afunilada na ponta).

Cortar estrume era um trabalho árduo, exigentíssimo. Era preciso levantar muito cedo ( pelas seis ou sete da manhã); afiar a enxada ( o primeiro momento de esforço e suor - uns cinco a dez minutos de espinha dobrada a esfregar a parte cortante da enxada numa laje, junto de um rego de água); depois, subir a encosta toda do monte ( porque o estrume melhor crescia no lombo da serra); A seguir, vergava-se a mola, com enxada nas mãos, horas a fio ( até os "carreiros de estrume " se estenderem por dezenas de metros, uns ao lado dos outros, fazendo a "carrada").

Seguia-se a construção da "carrada". O carro de bois ( chamava-se assim, embora quase todos fossem puxados com juntas de vacas)era colocado junto do estrume cortado. Eram necessárias, pelo menos, duas pessoas, agora. Uma em cima do carro, com um "gancho"; a outra, em baixo com uma "gancha". A de baixo chegava a "ganchada" de estrume à de cima. Esta colocava a "ganchada" no sítio adequado, à edificação da carga ( um trabalho quase de engenheiro,ou de arquitecto, pois uma ganchada fora do sítio podia ser o fim da picada, numa curva mais acidentada do caminho pra casa).

Estou certo que algum lavrador da "idade da vaca", se quisesse, ou pudesse,teria uma história para contar que podia começar assim:

" Naquele dia frio de Inverno, descia tranquilamente a montanha, com uma forte carrada de estrume, quando, de repente, a "cabana", que era arisca, escorregou com a pata de trás, num "codeço" de gelo. Ora, a roda direita do carro subiu uma pedra que estava fora do sítio, e... catrapumba..., lá foi a carga toda pró chão..." (...)

 

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às 22:42

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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