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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


PUBLICIDADE: R.P.S. - UMA MARCA DE TACHOS PARA POLÍTICOS

por cunha ribeiro, Terça-feira, 04.05.10

RPS

 

R.P.S.  - É uma marca de tachos e panelas.

R.P.S.  - É uma marca Registada P. S..


R.P.S.  - Um tacho cheio de lata, por onde comem os do governo,  os pró-governo, e os do raio que os parta.

R.P.S.  - Um tacho jovem, só corruptível em contacto com "massa", "figos" e outras variedades  de "fruta".

R.P.S.  - Fabricado em Portugal por uma sucursal da P.T.  (Tachos de Portugal ) - a Taxuspark.

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às 23:00

DESTERRO

por cunha ribeiro, Terça-feira, 04.05.10

 

É um fim de tarde de um domingo de Abril.

Desta vez, esteve cerca de quinze dias no quarto 327 do hospital de Vila Real (mais três em OBS).

O seu estado de perturbação agudiza-se sempre que a debilidade física, atacada por uma qualquer infecção, o reenvia ao hospital. Desta feita foi uma infecção urinária que alastrou. E foi necessário mais tempo para recuperar.

A confusão cerebral, iniciada logo que o fatídico primeiro AVC o surpreendeu, e agravada com os segundo e terceiro, desorienta-o deixando-o, por vezes, parcialmente à deriva. E, no hospital, não sabe se tem de ficar; se pode voltar para casa; se é já ou depois; se de amanhã, ou de tarde.Por isso, nos momentos de maior confusão, tenta sair da cama. E só com os pulsos “presos” à barra lateral é que o conseguem reter.

Já o queriam fora do hospital, na sexta –feira. Tivemos de inventar uma desculpa, já que não havia condições em casa para o receber - a sua  companheira de sempre estava, ela também ,no hospital.

Entretanto, a procura de um sítio adequado onde ele pudesse ficar, pelo menos até ao regresso dela, iniciou-se rapidamente, e rapidamente se encontrou um lugar:

Era uma casa arejada, com um quarto ( sala adaptada ) imenso, janelas, e mesmo varandas, de um lado e de outro. À entrada da casa, um largo pátio. Para além do pátio, campos de cultivo e um carvalhal. Um mimo para o sossego, e repouso,  de um convalescente de oitenta e seis anos de idade. 

Quisera ele.

Estávamos já no crepúsculo, quando o “jeep”, vindo de Vila Real, entrou pelo prolongado caminho da “quinta”. Parámos junto do pátio, à entrada de casa. Ajudados pela “futura” cuidadora, subimos a escada, até ao quarto do “futuro hóspede convalescente”. Ajudámo-lo a sentar num cadeirão,  junto à janela.

A dona da casa ofereceu-lhe então de comer.

 “Que não, que não queria nada”.

- Sopa, só uma sopinha, vá lá! ( Esforçou-se a senhora).

Negou outra vez.

Concordámos em o deitar.

 Qual quê… “Quem quisesse que se deitasse… Ele é que não o faria.”

Tinha percebido, por entre a aparente confusão do seu estado, que aquela não era a casa de onde tinha saído para o hospital. A casa dele.

- Vamos, senhor Arlindo, está na hora de se deitar. ( Insistiu a senhora ).

- Não!.. É que... Ela está à minha espera.” ( Disse, numa frase quase incompreensível, devido às sequelas dos AVCs, referindo-se à companheira).

Nova insistência.

 A mesma resposta, agora num tom mais incisivo, como quem avisa que não vale a pena insistir:

- Não, tenho de ir… depois … um dia destes, volto.

Naquele momento, tive a certeza que "aquele homem", idoso, doente, confuso, tinha a lucidez mínima e suficiente para exprimir a sua vontade. Percebi que, definitivamente, não ia ficar naquela casa. Percebi-o não apenas por causa da determinação que lhe vi e senti. Percebi-o também porque a minha própria vontade esteve só à espera que a dele se exprimisse. E isso tinha acabado de acontecer. 

E por que razão não quis ele ficar num local tão aprazível?

Não foi por não haver espaço, que havia muito; nem por não haver a luz que ele tanto gosta a entrar-lhe no quarto, que a havia em abundância. Também não foi por rarearem as árvores ao pé da casa, que as havia por todo o lado; muito menos foi por não gostar da comida, que mal a provou.

Então porquê tanta vontade de se ir embora dali?

Porque aquele espaço, embora vasto, não era o dele; porque aquela luz, apesar de abundante, não vinha da mesma janela de sempre; porque aquelas árvores eram frondosas e belas, mas não tinham o tronco largo da figueira de ao pé da porta da sua casa, nem o cheiro agreste das suas folhas.

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às 17:54

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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