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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


RETORNADOS DE PARADA: O ZÉ MANEL E O ABÍLIO

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 02.07.10

 

Começo por pedir desculpa àqueles que vou evocar neste "post" que não se revêem no nome "retornado". Mas é aquele que existe para identificar todos os portugueses que o "Vinte e Cinco de Abril" reenviou, bruscamente, sem dó nem piedade, e de mãos a abanar, para a "Pátria".

Foi impressionante a alteração sociológica que esse regresso às origens proporcionou, sobretudo ao nível da aldeia.  O verbo "Fumar", por exemplo,  passou a conjugar-se no feminino, como nunca até então se conjugara; namorar na rua ou nos bancos do jardim passou a ser regra, deixando de ser excepção.

Em Parada viveu, durante alguns anos ( talvez meia dúzia) uma família de retornados simpatiquíssima. Dessa família, destaco dois rapazes inteligentes, sensíveis e bem dispostos: o Zé Manel e o Abílio.

Cada um à sua maneira, eram duas pessoas com quem se passavam momentos muito agradáveis.

O Zé Manel era magro, alto, moreno,  esbanjava alegria por todos os poros.

O Abílio era bastante mais baixo, menos moreno, e mais discreto que o irmão.

Quando me lembro destes dois bons amigos, vejo-os sempre, curiosamente,  com um maço de cigarros na mão. Fumavam os dois "SG ventil", se não estou em erro.

Um e outro gostavam de jogar a bola; mais o Abílio que o Zé Manel. O cinema era neles um vício trazido de África. Foi, aliás, com os dois que vi o primeiro filme da minha vida, no Cine-Teatro de Vila Pouca. Nunca mais me esqueci desse filme - "Encontro com uma mulher de trinta anos". Não apenas por causa da beleza exótica da protagonista, mas sobretudo pelo "sermão" do dia seguinte: durante um bom quarto de hora o meu pai não se calou, "que devia ter pedido para sair... Que quem mandava lá em casa era ele...E não voltasse a prevaricar senão..."

Respeitava, mais do que temia, as ameaças do meu pai. Uma vez apanhou-me um maço de cigarros no bolso interior da samarra, que alguém se lembrou de estender no escano, exactamente no sítio que era o dele. Alertado pelo alto relevo do seu assento, tirou o SG Ventil do bolso envergonhado da minha  samarra, e, em vez de me desandar uma bofetada, ou me humilhar com um  sermão implacável, disse-me num tom sereno e doce que  "o cigarro era um veneno, não só para o corpo mas também  para a carteira...".

É claro que nunca mais guardei os cigarros naquele fatídico bolso, passando a aninhá-los debaixo da meia, bem junto do tornozelo.

Mas regressando aos meus amigos, embora fossem, pelo menos alguns,  da minha idade, ( dezasseis anos, talvez). não me consta que os pais os tenham repreendido. Com o Abílio e o Zé Manuel, então, seria um retrocesso cultural óbvio,  habituados à liberdade angolana  ( já viam cinema há anos em Sá da Bandeira) seria absurdo um controle tão cerrado, quanto era o meu.

Também gostavam de jogar  damas e  dominó. Foi, aliás, com eles que aprendi o pouco que hoje sei, nesses domínios.

Interrogo-me por vezes como é possível as  vidas das pessoas boas amigas se desviarem tanto, terem de divergir vida fora, fazendo com que amizades efectivas se esfumem no espaço e no tempo, passando a existir apenas como simples recordações.

Mas como diria o outro: "É a vida".

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às 23:40

A PIRUETA

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 02.07.10

 

À distância de quarenta anos, estou ainda a ver aquele grupo de fedelhos que, pelos primeiros calores do mês de Junho, tiravam os socos, as botas e os "miotes" e iam,  descalços, até ao rio ou ao tojal, sentir as delícias da água a refrescar as costelas ferventes.

Até aprender a nadar, a excitação era grande. As "aulas" de natação tinham um mestre em cada colega mais temerário que já deixara de ir ao fundo em cada mergulho.

Comecei a sentir -me capaz de deslizar sozinho na água, depois de uma tarde de repetidas investidas no inesquecível tanque do Tojal.

A partir dessa tarde tornei-me dono e senhor das poças e charcos mais fundos que havia na aldeia e arredores.

Onde mais desfrutei a minha adquirida perícia de mergulhador destemido e inconsciente, foi na "presa da ponte de pedra". Do lado de baixo da ponte, no sentido descendente, havia uma represa de onde saía a água de rega dos vastos terrenos do Sr Manuelzinho. Havia uma zona dessa represa que era mais funda. E era para esse "buraco" que nós nos lançávamos em arriscadas piruetas e audazes "cachumpas".

Um dia, estava eu na minha máxima forma "cachumpeira", fui para a "presa da rebolfa" com dois colegas de escola e da borga: o Heitor e o Francisco Pires ( o Chico Ricote). Despimo-nos até ao "coiro" ( costume que cultivávamos, sem nos interrogarmos se tínhamos direito a calção de banho) e toca a puxar os galões de malabarista do salto pr`á água. Um mergulho ou dois para começar o espectáculo. A seguir, a inevitável pirueta no ar ( ou cachumpa) antes de penetrar na tona da água e entranhar o esqueleto em plena represa.

Assim foi, ou quase...

É que a pirueta não correu muito bem... E em vez de sair da água como um golfinho, fiquei de cabeça enterrada na areia... Até que o Heitor, atento, sentiu que aquela minha agitação subaquática era coisa séria demais para apenas observar da parede onde estava, e num ápice tirou-me daquele suplício, do qual saí,  "queimado", em vez de molhado. Pois, desde esse dia, nunca mais repeti a  pirueta aquática. A qual, felizmente, morreu antes de mim.

 

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às 19:09

INTERESSANTE TEXTO SOBRE A LITERATURA DAS NOSSAS TERRAS ( POR RUI ARAÚJO - EITO FORA)

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 02.07.10

Descobri por acaso este texto incomum sobre uma terra que será comum ao autor e a mim próprio. E, muito embora me curve perante a excelência da prosa, apetece-me puxar as orelhas  - salvo seja - aqui e ali ao distinto autor.

É o que vou fazer nas entrelinhas, ou entreparágrafos do dito texto ( e a cores pra não confundir, embora eu não me importasse ...)

 


Literatura, s. f. Conjunto de produções literárias de um país ou de uma época.
(Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 5ª Edição)


A literatura transmontana (LT) podia ser só anacrónica — e já era má. Mas a LT faz pior: cultiva a pieguice, o bairrismo, o revivalismo, o provincianismo, o bucolismo, o saudosismo e, mais grave, o analfabetismo. Excluindo algunsvultos que se distanciam de parte destes ismos, e que, vultos que são, raramente se deixam ver na sua exacta dimensão (digo eu...), o panorama editorial deste reino resume-se à sempiterna evocação e exaltação das inultrapassáveis virtudes da alma transmontana — e à necrofilia.

Com a intenção de sustentar casuisticamente o que atrás sentencio, afinei a prosápia e dirigi-me às livrarias da terra. Para além dos vultos, o que lá encontrei faz mais pelo descrédito da LT do que a minha verrina pode ambicionar.

Já sei que apelidar de «literatura transmontana» a espécie de prosa que se pode adquirir nas livrarias é sinal de más intenções. Mas não é outra coisa o que me move. E como até hoje ninguém veio a público demarcar as fronteiras do que é e não é «literatura transmontana» permito-me meter tudo no mesmo saco. Sem ofensa.

Lancemos então a nossa vista (desarmada, claro) sobre a LT.

 

Ora aí vai a primeira puxadela:

O distinto crítico literário Rui Araújo quase exige que Trás-Os-Montes tenha boa literatura.E eu fico espantado com tal exigência.  É como se  R. A. exigisse que em Vila Pouca houvesse medalhados olímpicos em ginástica rítmica, campeões de ténis ou  natação.

Em Trás-Os-Montes a excelência está na capacidade de trabalho, no sábio cultivo da terra, no culto da natureza.



A evocação/exaltação

Após aturada investigação, posso asseverar que a LT é gerada em noites de invernia, no aconchego duma lareira, à sombra de salpicões e outros enchidos. A LT, ela própria um corolário da ancestral arte de encher, vê a luz do dia, ou, mais propriamente, as trevas da noite, depois que a sogra se deita e ressona, depois que um par de pantufas vindas da adega (ou do «bar») se aconchegam no escano (ou no maple) bem junto à pichorra, depois que o bom senso (para mal de todos nós) desiste de aconselhar o repouso. As chamas na lareira crepitam, o vinho desaparece da pichorra e os fantasmas do passado aprochegam-se ao lar. O escritor, alheio ao metabolismo, ensaia a metafísica da tribo e exorciza os fantasmas escrevendo diligentemente o que eles ditam. E o que ditam eles? As saudades de quando estavam vivos; relembram a afeição da mula pela nora, a destreza da Marela ao arado, a necessidade do cajado num rebanho, a extrema durabilidade do granito, a utilidade da urze na pocilga, a interessante proximidade entre os socos e os pés, a sempre misteriosa relação da coceira com o surrobeco... Os fantasmas chocalham os esqueletos decrépitos, abanam os corpos disformes — em transe, o escritor transmontano (ET) satisfaz-lhes a ânsia: dá-lhes forma. De letra.

A LT evoca a complexa geometria das anciãs aldeias transmontanas, os seus largos horizontes, o cosmopolitismo da eira, o recato meditabundo da adega, a policromia inspiradora dos trajes das viúvas, as histórias da Ti Jacinta, as desventuras do Ti Zé, os retalhos da Ti Maria, os coices da burra velha, a superioridade do «rio da minha aldeia» (Pessoa mal lido. Ou nem sequer.)

Na LT evocam-se as gentes rijas e sofredoras, as casas humildes de virtude, os solares alegretes de pasmar e fantasiar, e, mais do que tudo, a paisagem: os socalcos do Douro (degraus de gigantes!), a neve do Barroso (açúcar dos deuses!), as amendoeiras de Freixo (jardins do Éden!). A Terra Quente é maravilhosa — porque é quente; a Terra Fria é espantosa — porque é fria; as zonas moderadas deslumbram pelo sóbrio equilíbrio climatérico! É assim Trás-os-Montes na LT.

A LT adopta o passado para distracção do presente, e ainda assim coloca-lhe o filtro da efabulação. É que o leitor transmontano nunca lerá uma obra que não tenha intenções sérias. E na mui própria gramática transmontana seriedade é sinónimo de exaltação.

 


Atente-se na seguinte história. Certo dia surge nas bancas aguiarenses uma obra, literatura de viagens, onde um jornalista espanhol regista a sua deambulação por terras lusas. Da passagem por esta Vila Pouca de Aguiar (que ele — ou o tradutor... — apelida infamemente de aldeia...) deixou registadas três ou quatro coisas, a mais grave das quais é uma opinião depreciativa sobre a estética da Capela da N.ª Sr.ª da Conceição. O livro, obra sacrílega, está bom de ver, foi remetido com grande alarido e mãos no peito para o Index e sobre a cabeça do autor paira uma ameaça de morte dolorosa (em cada transmontano há um ayatollah). Consta que o homem se exilou em Londres com Rushdie.

 

Mais uma:

 

Este desprezo pela raiz do milho, ou da giesta, pela natureza da eira, ou da nora, é quase pecado, um adultério de quem foge daquela que Deus ofereceu para amar sempre: a terra.


A necrofilia

Quando a LT não se fica pela evocação do passado, pela descrição e exaltação da paisagem, quando se aventura numa trama mal urdida, é, ainda assim, ao cemitério que recorre.

Para sermos justos temos que reconhecer que o moderno escritor transmontano não é necrófago, não anda pelos cemitérios a devorar cadáveres. Mas tem, na verdade, um mal resolvido problema sexual — só se realiza (para ser decente nas palavras) na presença de certas ossadas. A sensualidade do ET só se excita com certo corpo em decomposição. E, como explicou Freud, a sexualidade é tudo, inclusive literatura. Não admira, portanto, que, num lampejo de coerência, o ET, que vive da evocação do passado, da exaltação do passado, tenha uma predilecção sensual pelas lunetas do Camilo, pelas bexigas do Camilo, pelas ossadas do Camilo. Camilo, em toda a extensão dos seus bigodes, é o sex symbol do ET.

O cadáver de Camilo (o que dele resta) é mais desgastado pelos seus amantes do que pelos competentes vermes. A paixão literária, como qualquer paixão, provoca arroubos: um chupão daqui, um chupão dali, a coisa vai até ao tutano. O pobre Camilo, musa bigoduda inspiradora de tanto e tanto transmontano, de tão chupadinho que está, já quase não pode dar voltas no caixão de cada vez que por cá sai um livro.


A crítica

Em Trás-os-Montes não há crítica literária (porque não há literatura, diz-me um ignorante aqui ao lado) — há a exaltação grandiloquente do ET, há o encómio desgarrado, há a hipérbole na ponta da língua, há a admiração desbragada, há a saída em ombros, hip hip hurra!, erguem-se estátuas, revelam-se Homeros, anunciam-se Camões, adivinham-se Saramagos (ups... Saramagos não, carago!).

Sempre que em Trás-os-Montes se publica a prosa ignara do costume, deviam tocar os sinos a rebate, deviam bradar penitências os padres, deviam carpir as mulheres, usar o cacete os homens, devia haver bengaladas, corpos na fogueira, cordas na azinheira!... Devia escrever-se epitáfios nos jornais!... Devia berrar-se elogios póstumos nos cafés!...

Mas não. Há sempre um amigo a escorrer tinta em louvor, há sempre um iletrado a celebrar o analfabeto! Há incenso! Há ouro! Há mirra! Ah, porra!

E há ainda o sr. Padre Minhava — o eminente filólogo, o mais distinto e activo crítico literário da região — a esquecer a sintaxe, a semântica, a morfologia, a estilística, e a admirar o louvor da Primavera, a maravilhar-se com a apologia do Bem e do Sol, a enaltecer-se com as lágrimas da saudade...


Nota 1: Retalhos Transmontanos de Margarida Fidalgo Fontoura e Alma Transmontana de Maria de Fátima Gomes eram os livros que tinha escolhido para iniciar esta rubrica. Li os títulos.

Nota 2: Um conselho a quem não quiser ser visado nesta coluna do Eito Fora: escreva livros infantis! (E daí...)

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às 18:28

AS COSTAS LARGAS DE MARIA DA "FELICIDADE"

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 02.07.10

 

 

Nada  me move contra o ser humano Maria de Lurdes Rodrigues, ao pretender ser feliz.  A Senhora tem todo o direito a sê-lo.

Mas já me sinto impelido a pôr o dedo na ferida, novamente aberta,  por esta espécie de ressurreição de uma pretensa  “Dona Sebastiana” do Ensino em Potugal.

Julgava-a eu finalmente contente no recato de um cargo, bem remunerado, e nada cansativo, quando, de repente, vem acenar com um livro, como se apenas agora lhe tivessem caído do céu as ideias que tanta falta fizeram antes, para desempenhar o cargo que lhe entregaram sabe-se lá porquê.

Teria todo o direito em se agarrar a esta  “bóia se salvação” que é esse “seu”  livro (acabado de “inaugurar” com pompa e circunstância por uma dúzia de experientes "nadadores salvadores", ilustres, mas intelectualmente escleróticos):  porém, se tal acontecesse, seria o branquear da sua quota de responsabilidade pelo naufrágio da Escola Pública  portuguesa.

Maria de Lurdes Rodrigues afirma, sem o mais leve rubor facial, ter sido muito feliz como Ministra da Educação.

Ao ler  esta  afirmação de M.L.R. tive logo o cuidado de ver se a mesma não lhe teria escapado num qualquer gabinete de psiquiatria. É que - pensei -  é uma afirmação  falsa, perversa e perigosa.

Falsa, porque a felicidade é um sentimento impossível de disfarçar  perante o olhar mais desatento.  Acresce que tentar esconder das pessoas que somos felizes deve dar uma carga de trabalho enorme e nada gratificante. Sucede ainda que a Ex-Ministra da Educação foi sempre uma mulher nervosa,  triste e sombria. E ninguém deverá ser feliz quando parece infeliz.

Perversa, porque admite a possibilidade de uma única pessoa ser feliz, apesar de saber que muitas ( mais de cem mil professores , pelo menos) se tornaram ou ficaram mais infelizes, em consequência dos seus actos.

Perigosa, porque tal “felicidade” , sendo admitida como verdadeira,  permite que um só ser humano se realize mesmo sabendo que está a prejudicar milhares de pessoas. Ora, não há nada mais pernicioso e destrutivo do bem comum como essa auto-satisfação egocêntrica interior e exteriormente legitimada.

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às 17:20

O QUE ME APETECE DIZER SOBRE O LIVRO DE MARIA DE LURDES RODRIGUES?

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 02.07.10

 

Nada, absolutamente nada!  Dá sono pensar num livro escrito pela pior Ministra da Educação de sempre.

 

( Vou dormir...)

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às 00:28

OS AMIGOS DE MARIA DE LURDES RODRIGUES / INIMIGOS DOS PROFESSORES

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 02.07.10

 

 

Mário Soares
Maria Barroso
Sócrates
Vieira da Silva
Valter Lemos
Artur Santos Silva
Isabel Veiga (alçada)
Proença de Carvalho
Pacheco Pereira ( Este já foi professor!!! Mas cansou-se...)
Silva Pereira
Sobrinho Simões
Jorge Lacão
Jorge Pedreira
Vítor Ramalho

 

Quando descobrir os outros vêm para aqui, PARA MEMÓRIA FUTURA

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às 00:23

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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