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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


PÓVOA DE VARZIM, A PRAIA DOS FLAVIENSES

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 08.07.10

 

Por António Roque: 

 

O despertador tocava forte, ainda o dia estava longe de clarear.

 

E acordava toda a gente da casa, que excitada pela viagem não conseguira a profundidade do sono.

 

Os mais velhos eram os primeiros a largar a cama e numa de bondade, enquanto ultimavam as malas e as merendas, permitiam mais uns minutinhos de preguiça à miudagem.

 

Depois vinha o alvoroço, a azáfama na casa, o comer ou não comer qualquer coisa, importante para evitar o enjoo, a correria escadas a baixo em direcção à rua, rumo à estação, não fosse o comboio partir ...

 

Os grandes malotes de porão, cheiinhos de lençóis, cobertores (na Póvoa à noite refresca...), pratos, tachos e panelas, seguiam antes para despacho na carroça da velha Pássara.

 

Em grupo, quais peregrinos, atravessávamos a cidade, que quási findava no Monumento, onde nascia o cheiro do comboio que na estação fumegava.

 

.

.

 

Mas nas narinas levávamos também o sabor da maresia que ficara do ano anterior, o gosto do picadeiro que iríamos percorrer na neblina do Passeio Alegre, o som da ronca do Cego do Maio olhando as ondas e a espuma deste país de marinheiros.

 

A viagem longa era uma vertigem festiva com o comboio acordando com o seu apitar estridente, gentes, animais, vales e montes por onde, lindo serpenteava.

 

A carruagem era um deslumbrante miradouro em movimento, onde cantávamos, riamos e atacávamos a fome nos suculentos farnéis.

 

Na Régua acontecia o primeiro e inevitável transbordo.

 

O comboio era outro, as pessoas eram outras e diferentes, a viagem decorria mais célere.

 

Já passava da uma da tarde - a partida de Chaves tinha acontecido ás seis da manhã - quando, após o túnel que infundia temor e respeito aos mais novos, vislumbrávamos a monumental Estação de São Bento, na cidade grande, onde depois do chiar dos freios e do último solavanco, o comboio definitivamente parava.

 

Mas a odisseia ainda não terminara.

 

Era preciso atravessar a baixa portuense até à Trindade, o que devido à bagagem (toda a espécie de sacos e saquinhos), só em táxis se podia concretizar.

 

Chegávamos então ao último troço da aventura.

 

A Póvoa estava perto.

 

.

.

 

 

Mais uma hora de comboio desta vez mais rápido e nossos olhos pousavam no mar infindo e azul.

 

A tarde já ia a meio, quando a senhora da casa alugada nos recebia.

 

Nas arrumações necessárias, estorvávamos mais do que ajudávamos.

 

Em pulgas, corríamos ao mar para molhar os pés em água fria e salgada, trepar e correr nas areias brancas.

 

As ruas da Póvoa esperavam-nos e nós procurávamos caras conhecidas, os cartazes dos filmes que o Póvoa Cine e o Garrett exibiam e sobretudo os olhos da jovem que no último Agosto se grudaram à nossa memória afectiva.

 

A mãe, a avó, as tias e a criada (o pai e o avô só chegariam no fim de semana), nesse dia não tinham tempo para fazer a janta.

 

Comia-se o muito que sobrara da farta merenda acrescida com a panocha adquirida em Valongo, regada pela água fresquinha da bilha comprada na Régua.

 

O sono chegava cedo, embalado pelo cheiro do mar e pelo cansaço da euforia da viagem.

 

No dia seguinte, começavam as férias inesquecíveis na Póvoa do Mar, a Póvoa do Varzim, a Praia dos Flavienses.

 

 

 

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às 22:35

RONALDO PODERÁ NATURALIZAR-SE ESPANHOL?

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 08.07.10

 

 

Ronaldo, não fosse este estranho episódio do "filho sem mãe", já teria decidido  naturalizar-se espanhol, depois de mais um fiasco na selecção portuguesa.

É que o menino prodígio está cada vez mais convencido que para ter alcançado o troféu de melhor jogador do Mundo foi preciso jogar na melhor equipa  mundial da altura ( O Manchester United ).

Por isso,  aposto que Ronaldo, depois de arrumar a questão da paternidade daquele que dizem seu filho, irá tentar fazer o mesmo com a sua própria "maternidade"...

De facto, ele sente-se órfão de quem lhe fornecia os seus golos. A mãe do seu futebol alegre, vivo e espectacular faleceu e foi sepultada em Manchester, Inglaterra.

Por isso Ronaldo anda num rodopio à procura de "mãe"para o seu futebol triste, desapoiado, inconsequente.

O jovem pai está cheio desta "madrasta" chamada selecção portuguesa. Que não lhe dá de mamar, deixando-o ter fome de golos. Por isso anda a ver se descobre uma mãe natural que lhe dê muitos golos, à mama.  E essa mãe natural  poderá vir a ser a "selecção espanhola", que, dizem, estará ansiosa que Ronaldo lhe caia no colo. trata-se, aliás, de uma mulher com muito "salero", e leite à farta a correr-lhe nas tetas para matar a fome do "golo" a Ronaldo.

 

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às 21:44

GOLDEN SHARE versus PT

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 08.07.10

 

 Os media andam pre-ocupadíssimos com o que se passa com a "golden share" e a PT.

  Esta treta da Golden Share podem estar certos que é mais uma daquelas invenções capitalistas para uns tantos tubarões poderem enganar os carapaus e as sardinhas ( o povo).

  Mas há carapaus que percebem a trama, e um deles veio-me confessar que achava muito estranha a rapidez com que o Tribunal de Justiça da União Europeia veio sentenciar sobre o assunto "Golden Share versus PT".

   E a mim, que até nem pressinto  qualquer motivo que me leve a aderir a uma ou outra alternativa, isto só me pode causar idêntica estranheza.

  Então para quê tanta preocupação em Bruxelas?

  Pensando bem, até se consegue uma  explicação plausível para isto:

  Bruxelas quer mandar. Quer ser soberana. Sobretudo ao nível económico, Bruxelas deseja mandar nas soberanias dos Estados membros. Por isso não admite que um Estado tenha  capacidade para controlar uma empresa do seu país. Para Bruxelas o capital não pode ter a estorvá-lo qualquer fronteira. 

  Indo um pouco mais à essência da coisa, poder-se-ia perguntar a Bruxelas por que razão não acaba com o magno problema dos offshores. Aí Bruxelas não mete o bico. E devia meter. Porque aí é que está, afinal, a grande podridão do sistema capitalista, que, hoje nos está a contaminar a existência.

  Mas Bruxelas é um armazém de maçãs podres. Não esperem, por isso, que a "fruta" possa vir um dia a ser melhor do que é, ou seja, uma lástima.

 

 

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às 21:11

SE FOR AO ALGARVE COM A SUA "MARIA", LEVE-A JANTAR AO "ZÉ MARIA"

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 08.07.10

 

 

O “ZÉ MARIA”

 





Metade homem ( Zé), metade mulher ( Maria), o “Zé Maria” podia não ser mais que uma criatura fantástica, nascida no meio do mar. Uma sereia, sei lá… Mas não, o “Zé Maria” atravessa as fronteiras da imaginação. Voa, muito além, da fantasia…

Mas fica aquém de todo o mistério, quando se atravessa, de barco, um pedaço da Ria Formosa, e se penetra na inolvidável Ilha de Tavira.

 

Quem não conhece, ainda, este fragmento da natureza, no meio da Ria Formosa, não sabe oferecer aos sentidos o que eles merecem. Os olhos viajam pelo mais deslumbrante horizonte de cores da orla marítima. E, quando regressam, ficam petrificados só de olhar o verde-pérola das águas do mar.



Praia da Ilha de Tavira (Exterior view)

 

Pelas narinas desliza o ar mais puro e perfumado da brisa meridional; Pelas papilas escorregam, sôfregos, os raros sabores do peixe fresco do “Zé Maria”.

O excelso prazer de nos sentarmos à volta da mesa, onde, “desagua” em soberbas  travessas, a variadíssima pescaria dos mares do sul, é imperdível e, acreditem, inesquecível!

Pudera eu aqui narrar toda a verdade gastronómica que, já no balanço do barco, nos inebria de sensações, vindas das brasas vivas do assador - e nos fazem, ali à tona da água, crescer a água na boca!

Tivesse eu o dom do retrato fiel, e o Zé Maria deixava de ser o melhor restaurante da Ilha , para se tornar o melhor repasto de peixe do Sotavento.

Mas não permitem os deuses ao simples mortal, que sou eu, o dom de o fazer sem atropelar a(s) essência(s) daquela delícia do mar.

Nado e criado na Ria Formosa, e escolhido, a dedo, pelo Madeira (um dos donos do restaurante, e herdeiro do nome da ilha que o viu nascer), na Lota  arejada e sortida da bela Tavira, o peixe que nos vem ter ao prato, delicadamente servido pela simpática equipa do Manuel (o outro dono do Zé Maria), parece acabadinho de sair do meio do mar. Como se a rede o viesse ali libertar, por cima do asseio fresco das mesas.

E, se lá for, a recebê-lo, com reverente simpatia, lá estará o cosmopolita Manuel ( Reis). E recebe-o como se fosse um primo, um irmão, ou um amigo chegado.

Por isso, irá perceber, que mesmo ausente, na última mesa, ele estará sempre presente junto da sua.

E pergunte-lhe sobre Trás-Os-Montes! sobre Vila Pouca e sobre Parada de Aguiar ( sua terra)! Fale-lhe do “Raspoutine”( onde trabalhou e conheceu o melhor da restauração parisiense). Vai ver como os olhos lhe brilham, por você lhe lembrar tudo isso.

 

Praia da Ilha de Tavira (Detail)

E, depois, estando lá, quem não se deixa tentar por um refrescante mergulho, de corpo e alma, nas águas mais limpas e tépidas de todo o Algarve? Quem não leva a criançada rebolar seus ímpetos no sereno aconchego das ondas da praia?

E, sabia que, lá, a água quase se pode beber, de tão limpa? Lá, onde o areal é vasto e é branco e o horizonte é verde e azul!?

Sabia que, lá, os corpos são estátuas de bronze, lisos, (por vezes, desnudos), e esculturais? Lá, onde os sabores frescos do peixe, a cálida transparência da água, e o bronze suave do sol são os melhores ingredientes para a mais completa alquimia da alma!?

Sabia, enfim, que a felicidade não é, afinal, assim tão volátil? Não é pura fantasia nem simples miragem, pois está mesmo ali, à espera de si, oferecendo o seu colo?

[Ilha_de_Tavira_103.jpg]

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às 17:55

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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