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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


O REGIME SOCRÁTICO À BEIRA DA EUTANÁSIA

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 09.07.10

 

O JORNAL I, filho natural do regime socrático, lançou o mote: " Governo prepara maior corte de sempre nos salários da função pública"

O governo de sócrates, à beira da eutanásia política, já pouco se preocupa com a sua sobrevivência no curto prazo, e aguarda apenas o último suspiro.

Mas enquanto vai aguardando, com o corpo gasto e doente ligado à máquina, vai preparando o terreno para o dia da ressurreição, quando o freguês que segue ( o PSD), por sua vez, ficar moribundo.

Entretanto o dito freguês já está em “compasso de espera”, apenas aguardando a “desmarcação” de Cavaco, para avançar para a máquina e arrancar-lhe os fios do interruptor.

Assim, de médico de cabeceira do moribundo, a carrasco, só faltará ao jovem dono do PSD exercer a mais desejada função do ante-poder: ser o coveiro de Sócrates.

Á espera desse grande momento está um séquito fúnebre, de que só haverá memória no funeral do regime salazarista.

Entretanto, o já moribundo governo, com a preciosa ajuda do "I", e a prestimosa colaboração tácita do PSD, espera dar o golpe de misericórdia no subsídio de férias dos trabalhadores portugueses, para finalmente poder morrer na paz do senhor.

Assim, ser-lhes-á ( ao morto, ao vivo e ao ressuscitado) mais fácil continuar a orçamentar privilégios distribuindo-os pelo aparelho de Estado, como lhes aprouver.

E o povo continuará o seu triste destino ganhando o pão que o diabo amassou, com o suor do seu rosto, "escolhendo" de quatro em quatro anos, ou menos, quem lho há-de comer.

 

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às 19:09

O NOSSO CONTERRÂNEO ANTÓNIO CÂNDIDO, OLHANDO DE "FORA, TRAZ-NOS À TONA DA NOSSA MEMÓRIA O TI ERNESTO E A TIA IRACEMA

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 09.07.10

 

Olhar de Fora

 

A Dona Iracema, Era uma personagem Franzina muito simpática, que habitava no quelho rodeada de três figuras notáveis da nossa Aldeia.

A Primeira, que até já foi falada neste blogue, era o senhor Dr. Acácio, homem de Várias curas para muitas maleitas. Eu Também algumas vezes recorri aos seus conhecimentos de curandeiro.

A Segunda, O Augusto Ferreiro que Ainda se encontra entre nós, que tanto quando sei era o Homem dos sete ofícios. A meio do quelho tinha a forja, com que aprontava a ferramenta dos lavradores, do outro lado, as formas de amieiro para encourar os socos do pessoal. Eu, calcei muitos socos que o Augusto Ferreiro me fez, a medida do pé era feita com um pau, depois de todas as formalidades dizia: "Então, vem cá buscar os socos amanhã, e são cinco escudos.

A Terceira, era o Ernesto da Solidade, homem notável pela sua forma de andar com a espingarda as costas, era sem dúvida o maior pastor da Freguesia ou talvez do Concelho, e honra lhe seja feita, que deixou uma ninhada de filhos, que muito têm contribuído para o enriquecimento de Parada. Presto-lhe aqui uma pequena homenagem pelo seu trágico desaparecimento.

A Dona Iracema pelo que sei, nasceu no Brasil, vindo para Portugal em pequena, sempre a conheci como uma pessoa pobre e humilde, sendo Mãe de quatro robustos rapazes, sendo eles, o João, o Mais velho, O Manuel, O António e o Zé, o mais novo.

O João era alto e magro, conheci-o bem, porque, com frequência, ia trabalhar lá para casa, nas malhadas ou arranque das batatas. A Dona Iracema sua mãe estava sempre presente para ajudar na cozinha, ou levar o almoço às terras.

Lembro-me do casamento do João com a Natividade, minha vizinha. Foram viver e trabalhar nas minas da Panasqueira, onde constituíram Família que conheci, numa das raras visitas que fizeram a Parada. Soube que o João Morreu há muito tempo, mas o que resta da família por lá continua.

O Manuel, trabalhava nos Caminhos de Ferro, Fazendo regularmente todas as semanas, o trajecto do Porto até  Parada, uma das coisas que me chamava a atenção, era o baú em chapa que ele transportava às costas, subindo a cruz até casa. Quando eu vim para Lisboa, tinha eu 13 anos, foi o Manuel o responsável de eu chegar ao destino, sempre que me recordo dessa viagem lhe fico Grato. Pelo que sei, partiu cedo, que descanse na Paz do Senhor.

O António, um pouco mais velho que eu, era um grande amigo, era traquina e gostava de fazer partidas. No meu primeiro dia de escola, como ele já era repetente, a Professora Dona Alcina, sentou-me na carteira dele, puxa do livro e começa a ler a lição, que todos nos lembramos, onde estava uma mulher com uma vassoura enxotando as galinhas, pelas escadas a baixo, chô chô chô, ele lendo aquilo muito alto, eu comecei a rir-me que nem um perdido. – Conclusão levamos os dois no "focinho".

Um pouco mais à frente, Já no inverno, pediu à Professora Dona Alcina para aquecer as mãos na braseira, atrás dele foram muitos mais, ele meteu lá uma castanha que fez um estrondo enorme, eram brasas e cinza pelo chão fora, quem foi quem não foi – Aquela cana-da-índia começou num lado e acabou no outro.

Quando ao Zé, o mais novo, que nós chamava-mos o Zé Fusco, Não tenho grandes recordações dele, embora Alguma coisa que sei, é que também teve nas Minas Panasqueira como destino.

Já em tempos tentei saber, o Paradeiro dos dois filhos mais novos da Dona Iracema, sendo neste caso o António e o Zé, minguém concretamente me soube explicar o que é feito deles. Apenas se avançou uma dúvida, que um deles tinha Morrido. Quem souber pode informar neste blogue.

Ao Falar da Dona Iracema e os seus filhos, estou apenas a recordar, gente, que no limite da Pobreza eram felizes.

Por isso, o mais belo exagero do Mundo é o do reconhecimento.


António Cândido  - Lisboa

 

O Meu comentário:

 

Este texto do António Cândido é ( sem exagero) uma pérola sobre a história das nossas gentes. Das gentes de Parada de Aguiar.

O António Cândido comunga do espírito aldeão que eu sinto ao falar ou escrever sobre a aldeia onde nasci. Por isso usa de forma engraçada termos populares, como "levar no focinho" ou como o verbo "encourar" de que eu já me não lembrava.

Os meus parabéns ao A. Cândido por esta preciosa e peculiar colaboração para a recuperação espiritual do nosso povo.

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às 15:50

À ATENÇÃO DA CÂMARA DE VILA POUCA E DA OPOSIÇÃO AO PODER AUTÁRQUICO AGUIARENSE, CASO ELA EXISTA

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 09.07.10

MP, deixou um comentário ao post UMA ESCOLHA NADA DIFÍCIL... às 11:54, 2010-07-09.


Comentário:


De facto, é este o estado de direito democrático, em que nos encontramos.

Toda a gente fala de corrupção, e as mais altas instâncias do estado e da justiça, concentram as suas forças em combater tal flagelo, considerando ser um dos factores de decadência do país.

E ora aqui está, num simples procedimento concursal de Autarquia, para Técnico Superior Jurista, se verifica a podre corrupção…neste caso, o famoso “Job for the boys/girls ”

Antes de mais, creio que é um insulto à inteligência de todos aqueles que concorreram ao referido concurso, e que efectuaram o exame escrito, sequer sugerir que uma iluminada alma tenha tirada um valor tão alto relativamente aos seus pares (tal como é um insulto à inteligência e ao bom senso da comunidade). Porque se querem ser corruptos, ao menos façam-no com um pouco mais de pudor… e não julguem que as pessoas não estão atentas, e não são inteligentes o suficiente, para perceber que todas as pessoas que fizeram o exame são Licenciados em Direito, e não meros estudantes ou aprendizes.

Eu estive lá, eu fiz o exame. E já agora, partilho também um pormenor curiosíssimo relativamente ao dito exame: Quando me entregaram o enunciado para começar a prova, ocorreu-me imediatamente que o cargo já estava consignado para alguém. Mas, mesmo assim, ainda tive esperança que o que vi escrito no enunciado fosse um mero lapso de escrita. Sei agora que não. Reparem, é que o título da prova era: “prova de conhecimentos escrita para técnicA superior jurista”, quando, tendo concorrido vários juristas, e alguns deles homens, o título deveria ser obviamente “prova de conhecimentos escrita para técnicO superior jurista”. É paranóia? Não, não creio! Seja como for, é um paradigma da famosa “história do Pedro e do Lobo”, e da fama já não se livram.

E sabem porque é que nenhum dos restantes concorrentes - incluindo eu - exerce o Direito de Resposta?! Ora, porque a única coisa que queremos é conseguir um trabalho honesto, onde possamos ganhar o dia-a-dia. E a exerceremos o Direito de Resposta, teriamos que dar a cara, e desse modo hipotecar uma hipótese de emprego nesta ou noutras autarquias de compadrios semelhantes (e eles existem).

Mas, caros autarcas de Vila Pouca de Aguiar… o povo não dorme! O povo está atento ao pagamento de favores políticos.

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às 12:46

MARIA JOÃO LOPO DE CARVALHO: UM RETRATO PECULIAR DA ESCOLA DE HOJE

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 09.07.10

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às 11:00

UMA ESPÉCIE DE LIVRO NEGRO SOBRE O ENSINO

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 09.07.10


Nada  me move contra o ser humano Maria de Lurdes Rodrigues, ao pretender ter sido feliz, durante a sua estadia na 5 de Outubro. A Senhora tem todo o direito à felicidade.

Mas já me sinto impelido a pôr o dedo na ferida, novamente aberta, por esta espécie de ressurreição de uma ex-ministra que teria sido mais útil à escola pública, se nunca tivesse nascido.

Julgava-a eu finalmente contente no recato de um cargo, bem remunerado, e nada cansativo, quando, de repente, vem acenar com uma espécie de um “livro”, como se apenas agora lhe tivessem caído do céu as ideias que tanta falta fizeram antes, para desempenhar o cargo que lhe entregaram sabe-se lá porquê.

Teria todo o direito em se agarrar a esta  “bóia se salvação” que é esse “seu”  livro (acabado de “inaugurar” com pompa e circunstância por uma dúzia de experientes "nadadores salvadores", ilustres, mas intelectualmente escleróticos):  porém, se tal acontecesse, seria o branquear da sua quota de responsabilidade pelo naufrágio da Escola Pública  portuguesa.

Mas para além da ousadia insultuosa desta publicação, Maria de Lurdes Rodrigues afirma, sem o mais leve rubor facial, ter sido muito feliz como Ministra da Educação.

Acredite quem quiser. Ao ler  esta  afirmação de M.L.R. tive logo o cuidado de ver se a mesma não lhe teria escapado no pós-repasto de um alegre e bem bebido convívio, quando as cabeças começam a deixar o raciocínio entregue ao louco fluir do delírio.

 É que - pensei -  é uma afirmação  falsa, perversa e perigosa.

É falsa, porque a felicidade humana é um sentimento indisfarçável perante o olhar mais desatento de quem quer que seja. Aliás, esconder das pessoas que somos felizes deve dar uma carga de trabalho enorme e não será nada gratificante. E se nos lembrarmos do ar triste, nervoso e sombrio da Ex-Ministra da Educação só acreditamos na felicidade da dita se também acreditarmos que Sócrates é, afinal, um engenheiro absolutamente normal e bem diplomado. Aliás, a minha experiência não permite qualquer cedência à máxima:  “ninguém é feliz quando parece infeliz”.

É perversa porque admite a possibilidade de uma única pessoa ser feliz, apesar de saber que muitas ( mais de cem mil professores , pelo menos) ficaram mais infelizes, em consequência da insensatez dos seus actos.

Perigosa, porque tal “felicidade”, sendo admitida como verdadeira,  permite que um só ser humano se realize mesmo sabendo que está a prejudicar milhares de indivíduos. Ora, não há nada mais pernicioso e destrutivo do bem comum como essa auto-satisfação egocêntrica, interior e exteriormente legitimada.

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às 03:13

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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