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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


HOMENAGEM, POSSÍVEL, À FAMÍLIA DOS MOUTINHOS

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 16.07.10

 

Já que JOÃO QUEIRÓS nos encontrou, e nos está a visitar com alguma frequência, vou dedicar-lhe este Post, a ele e à sua família.

Mas começo pelo prazer da memória, isto é, por recordar aquela varanda de pedra ou sacada, ali na fachada da casa dos Moutinhos ( parte dela, aliás, adquirida pelo Ti Agostinho Monteiro ) à direita na fotografia.

Aquela varanda não é para mim uma simples varanda de pedra. É muito mais do que isso. É um elemento, um ícon, que faz parte de um sítio de encontros de juventude. Era ali. em frente àquela varanda, que a rapaziada mostrava o que valia no "salto em altura" e na "barra fixa".

Com efeito, nos fins de tarde, antes da "ceia", os rapazes mais afoitos, desencostavam da parede da eira do Ti Alfredo Ribeiro, tomavam um curto balanço e lançavam as "garras" (das mãos) à pedra daquela varanda, e lá ficavam por uns instantes, dependurados, para espanto dos que não ousavam experimentar a proeza.

Alguns faziam batota, lançando a ponta de um pé à parede, para ganharem balanço em altura, e só assim lá chegavam...
Mas para além da Varanda - e acima dela, é claro - recordo também as pessoas a ela ligadas. Quem não se lembra da magra e elegante silhueta da tia Georgina Moutinho? Do seu marido, Zé Penato, que, segundo julgo, era criado da casa antes de obter tal estatuto? E da junta de bois deste homem?

Mas para falar desta gente, e de outros ínclitos Moutinhos, não haverá melhor que o professor João Queiroga... Ou então,

 

a Otília

a Adelaide, ou o Sr Rogério.

Fica o repto. A família merece mais e melhor que esta simples evocação que aqui fiz.

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às 20:31

O ANTÓNIO CÂNDIDO RECORDA-NOS, INDO COM A LINGUAGEM ÀS ORIGENS, O TI MANUEL BALDEIRO, E OUTROS FAMILIARES

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 16.07.10

Olhar de Fora


O Senhor Manuel Baldeiro, Foi na minha perspectiva o maior Aldeão de Parada, utilizava uma linguagem própria do tempo da idade média.

Ouvi montes de Histórias, do senhor Manuel Baldeiro, onde só, Aconteciam tempestades, noites de Inverno Tenebrosas, Bruxas e Lobisomens.

Quando eu era pequeno, o senhor Manuel, era uma Pessoa assídua dos serões lá de casa, o meu Pai como também já era velhote, era uma pessoa conhecedora dos acontecimentos cá do burgo.

Então começava o senhor Manuel dizendo - óh  ti Anible, você sabe lá! Em certa altura, fulano ia com uma vizeira de cabras, atravessando a serra e depois passando um rio, isto já de madrugada, não é que foi apanhado pelas bruxas, pentearam-no, dançaram com ele até de manhã, e o desgraçado foi aparecer em tal parte!

Você sabe lá o que o homem passou

Atão! Ti anible, e o fulano de tal que ia para o Santo António, ao passar as poldras aconteceu - lhe pior, as Bruxas agarraram - no, andaram a correr com ele estrada acima estrada abaixo, apareceu depois de manhã todo incoiro, coitado! Isto são coisas levadas do Diabo.

Parafraseando numa época mais contemporânea, o senhor Manuel teve uma guerra enorme com um lobo de seu nome o” Matreiro”. Toda a minha vida me recordo, do senhor Manuel, guardar um pequeno rebanho de ovelhas, onde existia um carneiro preto e um branco, que nós rapazolas arranjava – mos maneira de eles andarem à marrada.

Certo dia, ao cair da tarde, andava o senhor Manuel com o seu rebanho, e como um relâmpago aparece o “ Matreiro”, lobo enorme, dentes afiados, e zás vai para cima das ovelhas.

- O senhor Manuel, rebola-lhe a sacholeca já toda gasta, esta bate numa parede, desincaba - se tlim tlim tlim, corre aqui corre acolá, mas o lobo”Matreiro”mais uma vez levou uma ovelha.

-Óh ti anible aquilo não é um lobo, aquilo é maior que um burro.

Sempre que eu podia nas minhas férias, ou visitas fugazes a Parada, não deixava de forma alguma, de trocar algumas impressões com o senhor Manuel

-Atão antonho, lá vens de Lisboa, como é a vida por lá! Eu dizia, é assim é assado, por isto por aquilo – ora vai rapaz, tu é que a sabes toda.

O senhor Manuel, homem que sempre estimei, morreu com a bonita idade de 95 anos, deixando saudades a todos aqueles, que com ele partilharam as Histórias do passado.

Como descendentes do senhor Manuel, existe a Lurdes a mais velha, o Joaquim, era depois o Arnaldo que já morreu, para ele o descanso eterno, a Adélia, e finalmente o João o mais novo.

O João foi o rapaz mais esperto que conheci, teve a ideia de fazer uns matraquilhos, que naquele tempo era o entretem da aldeia, as bolas eram os bugalhos dos carvalhos.

Numa certa altura, o João convenceu – me de o deixar meter as ovelhas, nos lameiros da Algobada, eu concordei, e as ovelhas lá andavam no meio do feno – credo, apareceu o meu irmão Anibal, e saca do cinto, começa às cinturadas ao João, vem também atrás de mim, mas eu fugi, só parei em casa escondido, dentro duma mala velha.

Como recordar é viver, vamos continuando a escrever, projectando – nos para além da vida.

 

António Cândido –

Lisboa

 

 

 

 

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às 15:24

SONHANDO COM A VIDA A ANDAR PARA TRÁS

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 16.07.10

Sonhei-me estendido num belo e confortável caixão, rodeado de várias pessoas, com um ar semi-sério, a conversar baixinho, para só elas se ouvirem.  Algumas, pelo modo como olhavam, via-se que falavam de mim. Não conseguia ouvir o que diziam, pois o ouvido não tinha sobrevivido ao ataque cardíaco que me colocara, ali, na horizontal, quieto e calado. Mas percebia, através dos olhos da minha alma, que a maior parte não lamentava a minha viagem final.

Depois, coisa estranhíssima, dei comigo, a mancar, de bengala na mão,  barba branca, e meia dúzia de cabelos , compridos, a descair pela nuca, a passear pra trás e prá frente só para não estar sentado, e aborrecido, a xotar moscas, pois as crianças e os jovens passavam por mim e nem davam pela minha presença.

Logo a seguir, era já um pré-reformado, a jogar a sueca com mais três como eu, que, nos intervalos, falavam de futebol e de aventuras antigas, algumas delas, apenas imaginadas.

Seguiu-se uma ida ao hospital a ver se um miúdo nascia sem mácula, se chorava ou sorria, se era feio ou bonito, se era parecido comigo ou com a mãe.

A seguir vi-me trajado de fato, ao lado de uma mulher, de vestido brancoaté aos pés, e muita gente a sorrir, à nossa volta, virados para um senhor que tirava fotos a toda a gente.

Depois, fiquei meio parvo, à procura de não sei quem, não sei onde, meio perdido. Ia e vinha, partia ou ficava. Andava, parava.

Vi-me depois, ainda mais parvo, a fazer de conta que gostava disto ou daquilo, sempre a tentar divertir-me, a dar pontapés aqui, cabeçadas acolá, e sempre insatisfeito com cada nova  aventura.

Reparei, a seguir, que estava sentado numa carteira, com vários miúdos, como eu, à minha volta e uma Senhora bem vestida a ralhar connosco. Revi, então, na silhueta daquela Senhora a minha professora  primária.

Mas segundos depois, já estava no colo da minha mãe, ela a cantar-me uma canção de embalar, eu a berrar, ela encostar-me no travesseiro, e eu a dormir.

E já no fim do meu sonho, senti um estranho calor invadir-me o corpo enrolado, em caracol, num lugar muito escuro, húmido e aconchegado, e passado, algum tempo, comecei a berrar e a  sair dali aos solavancos, enquanto ia ouvindo o som estridente dos longos "gemidos" da minha mãe.

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às 14:42

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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