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por cunha ribeiro, Sábado, 17.07.10

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às 14:43

EMBAIXADOR SEIXAS DA COSTA FALA SOBRE AS RESPEITÁVEIS "CONCIERGES" DE FRANÇA

por cunha ribeiro, Sábado, 17.07.10

Francisco Seixas da Costa é emigrante em Paris. Não é um emigrante qualquer, pois exerce a nobre missão de Embaixador na bela cidade onde eu próprio vivi algum tempo, trabalhando e estudando.

Creio que o nosso embaixador em Paris é de Vila Real. O seu Blog "Duas Ou Três Coisas" tem tido enorme sucesso. O que não admira, porquanto Seixas da Costa é, em minha opinião, um enorme escritor.

Neste Post, O Embaixador Seixas da Costa evoca as nossas honrosas emigrantes que prestam os seus serviços como "Consierges" ( porteiras),em França.

Tiro-lhe o meu chapéu,Exmo Embaixador, por se ter finalmente lembrado de gente importante do nosso país a trabalhar no estrangeiro - as CONCIERGES.

E já agora, se me permite, ainda se lembra da RUE DE LA SANTÉ, numéro 7?


QUINTA-FEIRA, 15 DE JULHO DE 2010

Invariavelmente, as referências são extremamente elogiosas: "A minha "concierge" (porteira) é portuguesa. Uma mulher seriíssima. Está no prédio há muitos anos". Ouvir coisas assim da boca de parisienses, em especial de residentes nas áreas mais ricas da cidade, é uma banalidade antiga, para qualquer embaixador português. As "concierges" portuguesas são uma imagem de marca da nossa presença em Paris e esses parisienses ricos não deixam de no-lo lembrar a todo o tempo.

 

Talvez por isso, aqui há uns meses, num jantar social, decidi divertir-me um pouco, quando vizinhos de mesa voltaram a falar-me, pela enésima vez, das suas "concierges" portuguesas. Era a noite do 1º de abril, e lancei para a mesa aquilo a que os franceses chamam  um "poisson d'avril", uma "mentira de abril".

 

Fazendo um ar (falsamente) cansado, adiantei: "Nem me falem nas "concierges"! Não imaginam o problema orçamental que elas me criam!". Parte da mesa olhou-me, surpresa, porque não era óbvia a razão do impacto das "concierges" no orçamento do embaixador português.

 

Sem deixar "cair a bola", e baixando o tom de voz, esclareci: "Há um segredo que vos quero contar, embora peça a maior descrição". Com isso consegui, como é dos livros, uma atenção acrescida: "Como devem imaginar, a existência de uma imensidão de "concierges" portuguesas em muitas casas de Paris não passou desapercebida aos nossos serviços secretos. Naturalmente, eles não podiam deixar de aproveitar o potencial que representava a existência de um grupo de cidadãs nacionais colocadas em lugares tão vitais para a obtenção de informações".

 

A cara dos circunstantes, damas e cavalheiros da alta sociedade, alegrada pelos efeitos do lauto jantar, começou a fechar-se, aos poucos, com alguns convivas, até aí mais distraídos e distantes na mesa, a sentirem-se mobilizados para tentar seguir melhor o que eu dizia.

 

"Há uns anos, consciente deste potencial, um dos meus antecessores propôs "trabalhar" essa rede em termos de obtenção de informações sobre personalidades de relevo. E, desde então, a Embaixada tem uma estrutura, com cerca de 10 pessoas, que se dedica a "debriefar" as "concierges" que se prontificaram a colaborar conosco - e muitas foram. Cabe sempre ao embaixador, claro!, separar o que é a informação com algum significado político ou económico daquela que se prende com costumes, vícios e outro "gossip". Tudo isso, posso garantir, é destruído imediatamente. Depois de eu ler, claro...".

 

Verifiquei ter ganho, nesses instantes, o silêncio reverencial dos meus pares, com alguns homens a emborcarem um forte golo de "armagnac" e algumas senhoras a tentarem diluir num copo de água o espanto que lhes causava esta minha surpreendente "revelação".

 

Alentado com a audiência, continuei: "O grande problema que tenho, como compreenderão, é que as nossas "concierges", com uma ou duas exceções, não fazem relatórios escritos, limitam-se a falar para um gravador, o que obriga a um moroso e custoso processo de transcrição. Ora isso ocupa-nos muita gente e, com as restrições orçamentais a que cada vez mais estamos sujeitos, o sistema começa a tornar-se insustentável".

 

Os convidados, casal anfitrião incluído, já não tugiam nem mugiam, imaginando eu que à mente lhes deveria estar a aflorar a imagem da madame Conceição ou da madame Isaura, com que sempre se cruzavam nas entradas das suas belas casas do XVIème. Para moderar o impacto financeiro da minha história, mas sempre com um ar de estudada gravidade, esclareci: "É claro que nós não pagamos nada às senhoras. Elas são voluntárias. Quando muito, às vezes, pelo Natal, mando-lhes uma garrafa de Porto. É um sistema similar àqueles que vocês, em França, fazem como os "honorables correspondants", que julgo que o vosso serviço de informações ainda utiliza pelo mundo...".

 

Trocas de olhares foram elucidativas da perturbação que a minha história estava a causar em alguns dos presentes. Poderia a sua "concierge portugaise" ser parte dessa rede de "intelligence", alimentada pelos embaixadores portugueses? Que saberíamos deles que não devêssemos saber?

 

Deixei passar algum tempo mais antes de esclarecer, para imenso gaúdio de todos e algum visível alívio de alguns, que tudo não tinha passado de uma completa invenção da minha parte, uma mentira do 1º de abril, tão necessária a distender o ambiente nestes tempos pesados de crise.

 

Mas, quem sabe!, isso pode não ter impedido em absoluto que alguns desses amigos,  ao sairem de casa no dia seguinte, de atentarem melhor na cara de potencial Mata Hari da sua simpática "concierge portugaise"...

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às 13:44

CONCORDO COM SANTANA LOPES: PRÉMIO DE QUÊ OU PORQUÊ!!!???

por cunha ribeiro, Sábado, 17.07.10

Prémio de quê???

Mau: andam a brincar connosco!... Li agora, no Público online, que o Seleccionador nacional de futebol vai receber um prémio de 720 mil euros por ter chegado aos oitavos - de - final. E que o Presidente da Federação, sobre o tema, disse ser assunto interno da Federação...
Importa - se de repetir?????...

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às 13:33

FRANCISCO JOSÉ VIEGAS E A BELEZA DO MINHO LITORAL

por cunha ribeiro, Sábado, 17.07.10

 

 

O polígono estratégico: Cerveira, Caminha, Moledo, Vila Praia de Âncora.

 

De cada vez que regresso de Cerveira, Caminha, Moledo, Vila Praia de Âncora — um polígono estratégico da minha vida (Longe de Manaus termina em Vila Praia de Âncora, O Mar em Casablanca termina em Moledo) —, agradeço muito à palermice dos portugueses que vão para lugares onde se acotovelam entre nuvens de transpiração e mosquitos, e onde não podem respirar o ar do fim de tarde em Âncora ou nos pinhais e dunas de Moledo. Também mencionaria as «neblinas matinais» e o Forte da Ínsua visto do areal, enfrentando o monte de Santa Tecla. Fazem bem. Desta vez desci para Cerveira pela serra e, depois de uma tarde magnífica (apenas suspeitei, lá atrás, a ilha da Boega), fui levado por Caminha, Moledo, até Vila Praia de Âncora. Só faltou parar na feirinha para comprar travessas de barro, colheres de pau (que estão proibidas) e umas cutelarias de Guimarães. Depois, mão divina levou-me à mesa, para uns mexilhões frescos fantásticos (sem nenhum «molho à espanhola», apenas com limão, pimento, cebolinha e um fio de azeite), um polvo que não adivinha jogos de futebol, umas amêijoas robustas, tensas, que nunca fizeram regime — e um robalo pescado à linha. Podia dizer-vos qual foi o vinho branco, mas seria injusto e quero reservar umas caixas para a próxima temporada (divisei, mas não tive tempo para a função, uma garrafinha de aguardente, branca, puríssima, enevoada, que ia bem com o charuto). Barracas de praia no areal. Praças com esplanadas para beber café e Água das Pedras com gelo e limão. Jornais portugueses e estrangeiros. Gente nobre, luminosa e com quem dá gosto conversar, daquela que não se esquece. Histórias do Minho, do meu polígono estratégico. Moledo com a arte e a ironia de António Pedro. Folhagem de árvores junto da praia. Ide, ide, ide para as Caraíbas, ide para Punta Cana. Ide para longe.




FJV

 

 

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às 13:23

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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