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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


" Clin d`oeil" aos emigrantes transmontanos de Lausanne

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 02.09.10

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às 21:07

Em busca de um presidente assim assim, não havendo melhor

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 02.09.10

 

Neste momento ando à procura de um Presidente da República que seja "assim assim".

Entre os que se perfilam não vejo grande futuro para o país, caso sejam eleitos. São todos de mau para baixo.

Se uma empresa de sondagens me viesse perguntar qual seria, neste momento, o sentido do meu voto (para a presidência da república) a resposta sairia impetuosa ( num misto de afirmação e de dúvida):  - “ Eu sei lá!”.

Ora, este “ eu sei lá”, apesar de tudo, não é bem o mesmo que se ouve repetidamente  da boca desconsolada de muitos portugueses, quando, a este mesmo propósito, se queixam, dizendo:

-  Depois de lá estarem são todos iguais! Em quem vou votar? “ Eu sei lá!”

Ou então:

- Que se lixe a política e que se danem os políticos, “sei lá” eu em quem voto! Ou, sequer, se voto!

Ou ainda:

- Os que lá estão fazem asneiras, os que p`ra lá forem asneiras fazem… “Sei lá” eu em quem vou votar… Em ninguém, se calhar!

Se um “licenciado em sondagens ( doutorado em futebol)” mandasse alguém chatear-me com essas perguntas que, afinal, não servem p`ra nada, sempre lhe responderia, assim:

- Olhe, não sei o que cada candidato está a pensar fazer ( ou desfazer) para não deixar o país resvalar nos diversos sectores. Seja na saúde, na educação, na justiça, ou noutro sector qualquer, por isso “sei lá” em quem vou votar!

De certeza, porém, que não votarei no candidato comunista. Só é candidato pra chatear o burguês. Sofre do mal do papagaio. Não tem preparação académica para o efeito. ( Nem o Pacheco Pereira, que muito admiro, pelo enciclopédico saber, me convenceria a votar no candidato comunista).

Também não escolherei o candidato de Paulo Portas. É que a história dos submarinos continua escondida no meio dos “tu…barões”, e eu detesto ver  os “barões” a tratar o povo por “tu”, com aquele desprezo de quem tem o rei na barriga, puxando os galões que herdaram cheios de pó e basófia.

Nem optarei pelo candidato de Francisco Louçã.Trata-.se de um pantomineiro que faz tudo para alcançar o poder. Anda pela esquerda e pela direita como se estivesse a fazer rimas soltas. Por isso, desconfio que se o que for necessário ao país se deve escrever em quadra, ele não venha a utilizar o terceto.

E Cavaco? Serve para alguma coisa, depois da figura que fez?

Sim, ponham-no a escrever as memórias. E se ele escrever um capítulo sobre as hesitações que o atormentaram enquanto foi presidente, acreditem que esse capítulo daria só ele um livro dos grandes.

.Resta um. À partida não tem vícios partidários. Eis uma boa razão para votar nele.

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às 18:56

BREVE HISTÓRIA DO MEU BENFIQUISMO, Cunha Ribeiro

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 02.09.10


Na minha adolescência eu era um comovido (e comovente) simpatizante do Sport Lisboa e Benfica. O Eusébio era o meu Santo; o Simões era o meu ídolo; o Humberto Coelho o meu herói. O Jornal de Notícias só tinha uma secção p`ra eu me espraiar a ler: a do desporto. Mas o Jornal “A Bola” era para mim um romance  sempre novo que lia sem parar.

Ainda bem que a partir dos 19 anos dei comigo a ter outros interesses… Um pouco mais racionais, às vezes, mas, infelizmente, a exigirem sempre o acordo de outrem para desfrutar do prazer que me pudessem proporcionar…

Paulatinamente, o prazer de ver o Benfica ganhar, foi cedendo a outros prazeres… Como o de conseguir desligar a televisão, durante um jogo qualquer, e emocionar-me com "desafios" bem mais palpáveis e sedutores...

E assim atravessei a juventude -  e comecei a idade adulta –  com o Benfica a perder valor na bolsa dos meus interesses… ( Tive alguma sorte, pois à medida que eu ia cortando o cordão umbilical – devagarinho, para não aleijar – que me ligava ao grande clube de Eusébio, o dito ( clube) ia ele próprio baixando de grau estatutário, devido a uma cambada de analfabetos da bola que andavam por lá a treinar dirigismo desportivo.

Entretanto, com o vício do tabaco resolvido, e o vício da bola a esfriar cada vez mais, nascem-me  dois “entraves” a peturbar o meu processo de emancipação clubística já à beira do fim.

Eis-me pois de regresso à “insanidade mental” da minha adolescência, obrigando os dois miúdos a “jurar” fidelidade infantil ao meu clube  de sempre.

Não foi preciso esforçar-me demais para que o baptismo clubístico se realizasse. Bastou evocar umas taças, "muito importantes!",ganhas aos vizinhos espanhóis ; lembrar a cor da camisola do maior jogador português de sempre ( e quase, também, do mundo!), e ei-los a sofrer como gente grande, sempre que o “nosso” clube ( "o nosso, ouviram!") perdia.

Infelizmente, o pão nosso de cada dia...

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às 17:54

Embaixada de Portugal em Paris, a Prática da Transparência

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 02.09.10

Eis uma excelente forma de servir os emigrantes portugueses em França ( e não só...). Permitir-lhes um acesso fácil à informação.

Está de parabéns o embaixador, em Paris, o nosso quase conterrâneo, Francisco Seixas da Costa.

Agora é só servirem-se:

Novos "sítio" e blogue da Embaixada

A partir de hoje, o "Sítio" da Embaixada de Portugal passa a ter uma cara nova e um conteúdo algo diferente. Por ora, está apenas disponível em língua portuguesa mas, até ao final de Setembro, tê-lo-emos preparado em francês. Algumas outras novidades irão surgir, com o tempo.
Blogue de atualização do "sítio", dedicado a dar conta de atividades da Embaixada e a fornecer algumas informações úteis, pode ser consultado a partir do "sítio" ou diretamente a partir daqui.
Como não temos a pretensão da infalibilidade, agradecemos que nos comuniquem eventuais erros, imprecisões ou sugestões de melhoria, através do seguinte endereço eletrónico:embaixada.portugal.paris@gmail.com.

 

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às 12:40

LENDAS DO CONCELHO DE VILA POUCA DE AGUIAR

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 02.09.10

Concelho de Vila Pouca de Aguiar

 

 

218 – Os três potes

 

Na aldeia de Cidadelhe de Aguiar, situada entre montes e colinas, existem no

cimo da serra umas muralhas antigas a que o povo chama "casa dos mouros". Reza a

lenda que, nessas muralhas, existem três potes: um de ouro, outro de prata e o terceiro

de peste. E que quem encontrasse o pote de peste traria um mal que atacava a aldeia.

O povo, com o objectivo de ficar rico e feliz, andava a pensar ir à "casa dos

mouros" escavar, à procura dos dois potes valiosos. Porém, uma curandeira, que

também andava a escavar, ouviu uma voz que lhe disse:

– Não me caves que eu empesto o mundo! Não me caves que eu empesto o

mundo!

Ao ouvir isto ela ficou cheia de medo. Voltou a correr para a aldeia, onde

espalhou a notícia. E a partir dessa altura nunca mais ninguém quis ir à "casa dos

mouros" para procurar os potes de ouro e de prata, com medo de encontrar o pote de

peste.

Fonte:

 

219 – A casa dos mouros de Cidadelha

 

Contam as pessoas que no monte de Cidadelha [concelho de Vila Pouca de

Aguiar] existe o rabo de um boi e o rabo de uma vaca e por isso se diz:

– Entre o rabo de boi e o rabo de vaca

está o ouro e a prata.

Nesse monte há a casa dos mouros, tipo de uma gruta, junto ao rio Avelames,

onde consta haver ouro e prata e muitos encantos. Até hoje nunca ninguém conseguiu

lá entrar, mas já houve pessoas que tentaram, até com o livro de São Cipriano, mas não

conseguiram.

Houve um senhor que tentou entrar e que ouviu uma voz que dizia o seguinte:

162

– Entrar entrarás, mas sair não sairás!

Tiveram de tirar de lá o homem porque estava entalado na porta. E quando o

tiraram estava em sangue.

Fonte:

 

220 – Lenda dos pintainhos de ouro

Conta a lenda que nas ruínas das muralhas que há perto de Cidadelha [concelho

de Vila Pouca de Aguiar], em tempos antigos, no tempo dos mouros, havia lá dentro

uma galinha com pintainhos de ouro. Para vê-los bastava sentar-se à porta e ler o livro

de São Cipriano, que logo apareciam.

Fonte:

 

221 – Lenda da fraga do gestal

Conta a lenda que no lugar do Gestal [na aldeia de Moreira de Jales, concelho

de Vila Pouca de Aguiar] os mouros enterraram debaixo de uma fraga um sino em

ouro. Há quem diga que há já muitos anos tentaram entrar lá, mas o cheiro era tão

horrendo que não o conseguiram fazer. Conta a mesma lenda que, para se chegar ao

tesouro, teria de se passar por uma mina de mau cheiro, isto é, de peste.

Fonte:

 

AAVV –

A nossa tradição oral... uma riqueza a preservar

(narrador: Márcio Duarte Ribeiro), Vila Pouca de Aguiar, Escola

Secundária de V. P. Aguiar, Junho de 1998, p. 42.

222 – A lenda da fraga das campainhas

Conta a lenda que S. Cipriano deixou um livro no qual se diz que na povoação

de Moreira [concelho de Vila Pouca de Aguiar] os mouros enterraram muitas riquezas,

mas sempre debaixo de fragas. No lugar de Vale Bom, no Alto do Castelo, que é um

conjunto de rochas todas expostas umas em cima das outras, sobressai a “fraga das

163

campainhas”, que faz a separação dos concelhos de Vila Pouca de Aguiar e Murça. A

fraga tem uma fenda arredondada ao centro, de cima para baixo, e, ao toque de

qualquer objecto, parece ouvir-se campainhas.

É aí que o livro de S. Cipriano fala que os mouros enterraram uma fortuna em

ouro. Para alguém se apoderar do ouro teria de ler todas as páginas do livro sem ter

medo e em redor da fraga, mas, ao lê-lo, não se podia enganar, senão nada acontecia.

Por muitas vezes, houve grupos de homens que subiram até ao monte e aí começaram

a ler o livro, mas poucas páginas liam, porque o medo era tanto que cada um fugia para

seu lado, e só se encontravam na aldeia.

Um vizinho de oitenta e quatro anos disse-me que, um dia, ele e mais quatro

amigos foram nessa aventura. Ele até levou uma caçadeira, mas depois de se sentarem

no chão e fazerem um “sino saimão”, que era uma das recomendações do livro de S.

Cipriano, um deles começou a ler, e mal linha lido umas duas páginas ouviu-se um

barulho na fenda da fraga, acompanhado de um clarão. Quando ele olhou, já se viu

sozinho. Os amigos tinham fugido com medo, e ele, mesmo armado de caçadeira,

também fugiu.

Fonte:

 

AAVV – A nossa tradição oral... uma riqueza a preservar

,

 

 

(narrador: Márcio Duarte Ribeiro), Vila Pouca de Aguiar, Escola

Secundária de V. P. Aguiar, Junho de 1998, p.

"Lendas da Nossa Terra", in Jornal O Grito da Pequenada

,

 

 

Vila Pouca de Aguiar, Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico de Vila

Pouca de Aguiar, Março de 1998.

"Lendas da Nossa Terra", in Jornal O Grito da Pequenada

,

 

 

Vila Pouca de Aguiar, Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico de Vila

Pouca de Aguiar, Março de 1998.

"Lendas da Nossa Terra", in Jornal O Grito da Pequenada

 

 

 

 

,

 

 

Vila Pouca de Aguiar, Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico de Vila

 

 

Pouca de Aguiar, Março de 1998.

 

 

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às 01:35

O TI ZÉ DA CHÃ

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 02.09.10

 

 Tinha este nome porque viveu parte da sua vida na Chã de Vales, um pequeno vale, cultivável, encravado  no lombo da serra, por cima do monte de Tourencinho.

 O Ti Zé da Chã casou com a Ti Mariana, mãe da Emília e do Toneco. Creio que já em segundas núpcias.

 Lembro-me dele como sendo um homem afável, e muito prestável. Sorria com  facilidade e era muito expressivo.

 Para além de se dedicar à colheita do mel, que me adoçou algumas vezes a fatia de broa, o Sr Zé da Chã era um bom carpinteiro. O telhado da antiga casa dos meus pais foi feito graças à sua arte e engenho.

 Para além disso, era uma espécie de enfermeiro ao serviço da aldeia. Era ele que preparava e dava as injecções aos doentes lá de casa.

 Um homem muito útil o Ti Zé da Chã, que morreu talvez ainda na casa dos sessenta anos.

 Pouco mais me ocorre dizer sobre este homem, de quem tenho, contudo, estas boas recordações. Fica, pelo menos,  este pequeno retrato para o  "prazer da memória" de quem ainda se lembra deste bom homem da nossa aldeia.

 

 

 

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às 00:10

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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