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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Há Deputados a mais, sim senhor

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 04.02.11

Embora não simpatize com a personagem, sobretudo pelo "palavreado a mais", tendo a concordar, desta vez,  com o Ministro Lacão.

Tal como ele, sou a favor da redução de deputados.

Mas não só.

Também acho que há Ministros a mais, Secretários de Estado a mais, e Assessores de Ministros e Secretários de Estado a mais.

E há Presidentes de Câmara a mais, presidentes de Junta a mais, e Assessores daqueles e destes a mais.

E corruptos, e assassinos, e ladrões, e mercenários, e aldrabões...

A mais.

 

CR

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às 22:42

Relembrando um texto escrito em 2009

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 04.02.11


ESPERTOS, INTELIGENTES E AFINS

 

Quando ouvi pela primeira vez a explicação do que era aquilo do “Clero, Nobreza e Povo”, confesso que fiquei, logo aí, meio desconfiado da bondade humana… Sobretudo, custou engolir, que a divisão da sociedade em classes era quase uma imposição divina e que O POVO era a única das classes “ que trabalhava no duro; que pagava impostos; a mais humilde, mais indigente e mal vestida”.

Depois de ouvir esta última parte da lição, olhei para as minhas calças, meio coçadas e remendadas, para as minhas botas com a borracha nas lonas, e pensei : “ pronto, já sei o que me espera…".

E essa fatalidade social ainda saía mais reforçada pela boca da catequista, na doutrina, ao falar da tríade divina “Pai, Filho e Espírito Santo” e dos mundos escondidos “do Céu, do Purgatório e do Inferno”. Parecia que tudo tinha que estar dividido em TRÊS. Daí a minha perturbação…

O certo é que, fatalidade divina ou terrena, vários séculos depois, temos o mundo ainda dividido em classes. Não são as mesmas (terão apenas mudado as moscas…) mas continua tudo às fatias .

E então hoje o que temos? Hoje temos a classe dos ESPERTOS, a dos INTELIGENTES e a dos AFINS.

Os ESPERTOS, como se sabe, estão presentes em todas as profissões ( marcam sobretudo presença na difícil profissão de “ladrão” – onde se revela a nata dos espertalhões que há em todas). Felizmente (para o bem estar social), os ESPERTOS ainda são uma minoria. Mas uma minoria que cresce a um ritmo assustador. E porque é que os ESPERTOS são ainda uma minoria? Porque para ser ESPERTO é preciso ter vários “talentos” reunidos numa só pessoa. Para ser ESPERTO é preciso, por exemplo, ter lata. E antes muita do que pouca. Ter lata significa sair-se bem em todas as dificuldades da vida. E os ESPERTOS usam essa arma com exímia mestria. Depois, ser ESPERTO também requer o perfeito domínio da arte da mentira. O ESPERTO mente com muita habilidade e perícia. O ESPERTO é tão esperto que é mentiroso e parece que não . É um mágico da oralidade e dá erros de escrita. É, também, um inventor de palavras que, para os mais atentos, lhe saem da boca a soar a falso. É um malabarista. Um “Vale e Azevedo” ainda mais dotado . O ESPERTO é aquele que mente bem. Que mente depressa. Que mente muito e com convicção. E, como é ESPERTO, escolhe a dedo aqueles a quem vai enganar, para o êxito da mentira ser infalível. O ESPERTO não precisa de tirar um curso superior para ter êxito na vida, e , caso precise do curso para ocupar um cargo p`ra ESPERTOS, num abrir e fechar de olhos, ele desenrasca o diploma. O ESPERTO também não precisa ser culto. Basta fingir que o é, mentindo. Pode nunca ter lido os Lusíadas, mas, junto de quem nunca os leu, e que não seja ESPERTO, nem INTELIGENTE, é capaz de afirmar que já os leu muitas vezes, e, para convencer de vez, até é capaz de citar um verso qualquer, memorizado num jantar de espertos, dizendo que é dos Lusíadas. Os ESPERTOS, em geral, são os que se colam ao poder porque acham que é aquele o seu destino. Os ESPERTOS , por serem espertos, são os que governam . Governam mal os outros, mas governam-se bem eles próprios. Desde o maior ao mais pequeno poder, à frente dele, a mandar, há-de estar um ESPERTO. Assim, o ESPERTO, ou é Ministro ( e, quantas vezes, o “Primeiro”), ou Presidente da Câmara ( sobretudo, se também é sócio de uma empresa intermunicipal), ou Presidente da Junta ( sobretudo, se diz sempre “ámen” ao Presidente da Câmara ).Também são ELES, os ESPERTOS, os que mais dinheiro têm. Não à custa do seu próprio esforço, mas à custa da sua esperteza. Os ESPERTOS são exímios a multiplicar o dinheiro dos outros, mas metem o produto da multiplicação no seu bolso. Os ESPERTOS detestam pagar impostos, por isso houve um ESPERTO qualquer que inventou os Paraísos Fiscais. Os ESPERTOS, ou são gestores bancários (sobretudo, de bancos com off-shores) ou presidentes de clubes de futebol ( sobretudo, dos clubes em que há resmas de fanáticos que se põem a jeito face à rapina) ou empreiteiros ( sobretudo, de obras públicas em contínua derrapagem); Os ESPERTOS são ainda os chefes de quase tudo ( sobretudo os que são promovidos à base da cunha). Os ESPERTOS não estudam demais, não trabalham demais, não se esforçam demais. Os ESPERTOS revelam-se logo nos bancos da escola, pois têm excelentes notas porque copiam nos testes; No trabalho, são os que mais cruzam as pernas e engraxam o chefe; Se vão a um espectáculo, não compram bilhete. Se compram bilhete, não vão ao espectáculo, e vendem-no dez vezes mais caro. Há ESPERTOS capazes de tudo: de comer à custa dos outros; de viajar em primeira com bilhete de segunda; de fazer de polícia, sendo ladrão; de “roubar” dinheiro a um “amigo” para lho emprestar a seguir. ( e, algum tempo depois, o ESPERTO processa o “amigo” para reaver aquele dinheiro e muito mais, porque o ESPERTO além de ser esperto, é usurário). Enfim, o ESPERTO é tão hábil, tão cheio de magia, que é mesmo capaz de ir a tribunal jurar sobre o que nunca viu nem presenciou. E, quantas vezes, no enredo da sua descarada mentira, faz com que esta pareça de tal modo verdadeira que o próprio julgador ( humanamente caído no logro) a admite como a pura e absoluta verdade.

Quanto aos INTELIGENTES, a história é outra. Os INTELIGENTES são todos os que sabem tanto ou mais que os ESPERTOS mas, ou não têm feitio para serem espertos, e, por isso, não o são ( o pior é que, às vezes, o feitio muda, e logo se tornam ESPERTOS). Ou tiveram uma educação moral muito séria para o poderem ser. Os INTELIGENTES, ou foram ESPERTOS à nascença e , pela educação, ficaram a preencher o quadro dos INTELIGENTES, ou já nasceram INTELIGENTES e não se deixaram influenciar ( corromper) pelos ESPERTOS. Mas há muitos INTELIGENTES que, se fossem ESPERTOS, não queriam ser INTELIGENTES… Ao grupo dos INTELIGENTES pertence, felizmente, a grande maioria da humanidade. Os INTELIGENTES são todos os trabalhadores por conta de outrem e os empresários ( sobretudo os pequenos e médios - mas só os que pagam impostos). São também a maioria dos médicos, dos advogados, dos magistrados, dos agricultores , dos professores…

E os AFINS quem são?

Há duas subclasses de AFINS: os PRÓ-ESPERTOS e os PRÉ-INTELIGENTES. Os PRÓ-ESPERTOS, são os que estão em trânsito da classe dos INTELIGENTES para a classe dos ESPERTOS. São todos os que “despertaram” para a ESPERTALHICE. A esta subclasse pertencem todos os que almejam ser ESPERTOS. Por isso são perigosos concorrentes destes. A esta subclasse pertencem os subchefes de tudo ( das finanças, das esquadras, e por aí fora). Também os Secretários e sub-secretários de Estado….

Quanto aos PRÉ-INTELIGENTES, prefiro não falar deles. Não porque não mereçam que se fale deles, mas porque não vou em ironias com quem é vítima quer dos ESPERTOS quer dos PRÓ-ESPERTOS.

P.S.: Não referi os deputados. Não foi por esquecimento. Foi só porque é uma actividade que até parece já não ter “classe”. Mas é evidente que também são ESPERTOS ( sobretudo, os que lá não estão nem p`ra falar, nem p`ra votar...Porque sempre que se vota estão de fim de semana...)

 

Cunha Ribeiro

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às 21:30

Uma interpretação da história de Portugal muito original

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 04.02.11

 

 

 


> Exmo Senhor Professor,
>
> Sou obrigado a escrever-lhe, nesta data, depois de ter escutado, com
> toda a atenção, a aula de História, que nos deu sobre a Revolução de
> Abril de 1974.
>
> Li todos os apontamentos que tirei na aula e os textos de apoio que me
> entregou para me preparar para o teste, que o Senhor Professor irá
> apresentar-nos, na próxima semana, sobre a Revolução dos Cravos.
>
> Disse o Senhor Professor que a Revolução derrubou a ditadura
> salazarista e veio a permitir o final da Guerra Colonial, com a
> conquista da Liberdade do Povo Português o dos Povos dos territórios
> que nós dominávamos e que constituíam o nosso Império.
>
> Afirmou ainda que passámos a viver em Democracia e que iniciámos uma
> nova política de Desenvolvimento, baseada na economia de mercado.
>
> Informou-nos também que a Censura sobre os órgãos de Comunicação Social
> terminara e que a PIDE/DGS, a Polícia Política do Estado Fascista
> acabara, dando a possibilidade aos Portugueses de terem liberdade de
> expressão, opinião e pensamento. Hoje, todos eles podem exprimir as
> suas opiniões nos jornais, rádio, televisão, cinema e teatro, sem
> receio de serem presos.
>
> Disse igualmente que Portugal era um país isolado no contexto
> internacional e que agora fazemos parte da União Europeia e temos
> grande prestígio no mundo. Que somos dos poucos países da União a
> cumprir, na íntegra, os cinco critérios de convergência nominal do
> Tratado de Maastricht para fazermos parte do pelotão da frente com
> vista ao Euro.
>
> Li os textos de apoio do Professor Fernando Rosas, onde me informam que
> os Capitães de Abril são considerados heróis nacionais, como nunca
> houvera antes na nossa história, e que eles são os responsáveis por
> toda a modernidade do nosso país, pois se não tivesse acontecido a
> memorável Revolução, estaríamos na cauda da Europa e viveríamos em
> grande atraso, em relação aos outros países, e num total obscurantismo.
>
> Tinha já tudo bem compreendido e decorado, quando pedi ao meu pai que
> lesse os apontamentos e os textos para me fazer perguntas sobre a tal
> Revolução, com vista à minha preparação para o teste, pois eu não
> assisti ao acontecimento histórico, por não ter ainda nascido, uma vez
> que, como sabe, tenho apenas dezasseis anos de idade.
>
> Com o pedido que fiz ao meu pai, começaram os meus problemas pois ele
> ficou horrorizado com o que o Senhor Professor me ensinou e chamou-lhe
> até mentiroso porque conseguira falsificar a História de portugal. Ele
> disse-me que assistira à Revolução dos Cravos dos Capitães de Abril e
> que vira com «os olhos que a terra há-de comer» o que acontecera e as
> suas consequências.
>
> Disse-me que os Capitães foram os maiores traidores que a nossa
> História conhecera, porque entregaram aos comunistas todo o nosso
> império, enganando os Portugueses e os naturais dos territórios, que
> nos pertenciam por direito histórico. Que a Guerra no Ultramar
> envolvera toda a sua geração e que nela sobressaíra a valentia dum povo
> em armas, a defender a herança dos nossos maiores.
>
> Que já não existia ditadura salazarista, porque Salazar já tinha
> morrido na altura e que vigorava a Primavera Marcelista que,
> paulatinamente, estava a colocar Portugal na vanguarda da Europa. Que
> hoje o nosso país, conjuntamente com a Grécia, são os países mais
> atrasados da Comunidade Europeia.
>
> Que Portugal já desfrutava de muitas liberdades ao tempo do Professor
> Marcelo Caetano, que caminhávamos para a Democracia sem sobressaltos,
> que os jovens, como eu, tinham empregos assegurados, quando terminavam
> os estudos, que não se drogavam, que não frequentavam antros de deboche
> a que chamam discotecas, nem viviam na promiscuidade sexual, que hoje
> lhes embotam os sentidos.
>
> Disse-me também que ele sabia o que era Deus, a Pátria e a Família e
> que eu sou um ignorante nessas matérias. Aliás, eu nem sabia que a
> minha Pátria era Portugal, pois o Senhor Professor ensinou-me que a
> minha Pátria era a Europa.
>
> O meu pai disse-me que os governantes de outrora não eram corru pt os e
> que após o 25 de Abril nunca se viu tanta corrupção como actualmente.
> Também me disse que a criminalidade aumentara assustadoramente em
> Portugal e que já há verdadeiras máfias a operar, vivendo à custa da
> miséria dos jovens drogados e da prostituição, resultado do abandono
> dos filhos de pais divorciados e dum lamentável atraso cultural, em
> virtude de um Sistema Educativo, que é a nossa maior vergonha, desde há
> mais vinte anos.
>
> Eu fiquei de boca aberta, quando o meu pai me disse que a Censura
> continuava na ordem do dia, porque ele manda artigos para alguns
> jornais e não são publicados, visto que ele diz as verdades, que são
> escamoteadas ao Povo Português, e isso não interessa a certos orgãos de
> Comunicação Social ao serviço de interesses obscuros.
>
> O meu pai diz que o nosso país é hoje uma colónia de Bruxelas, que nos
> dá esmolas para nós conseguirmos sobreviver, pois os tais Capitães de
> Abril reduziram Portugal a uma «pobreza franciscana» e que o nosso país
> já não nos pertence e que perdemos a nossa independência.
>
> Perguntei-lhe se ele já ouvira falar de Mário Soares, Almeida Santos,
> Rosa Coutinho, Melo Antunes, Álvaro Cunhal, Vítor Alves, Vítor Crespo,
> Lemos Pires, Vasco Lourenço, Vasco Gonçalves, Costa Gomes, Pezarat
> Correia... Não pude acrescentar mais nomes, que fixara com enorme
> sacrifício e trabalho de memória, porque o meu pai começou a vomitar só
> de me ouvir pronunciar estes nomes.
>
> Quando se sentiu melhor, disse-me que nunca mais lhe falasse em tais
> «sacanas de gajos», mas que decorasse antes os nomes de Vasco da Gama,
> Pedro Álvares Cabral, Diogo Cão, D. João II, D. Manuel I, Bartolomeu
> Dias, Afonso de Alburquerque, D. João de Castro, Camões, Norton de
> Matos, porque os outros não eram dignos de ser Portugueses, mas estes
> eram as grandes e respeitáveis figuras da nossa História.
>
> Naturalmente que fiquei admirado, porque o Senhor Professor nunca me
> falara nestas personagens tão importantes e apenas me citara os nomes
> que constam dos textos do Professor Fernado Rosas.
>
> Senhor Professor, dada a circunstância do meu pai ter visto, ouvido,
> sentido e lido a Revolução de Abril, estou completamente baralhado, com
> o que o Senhor me ensinou e com a leitura dos textos de apoio. Eu julgo
> que o meu pai é que tem razão e, por isso, no próximo teste, vou seguir
> os conselhos dele.
>
> Não foi o Senhor Professor que disse que a Revolução nos deu a
> liberdade de opinião? Certamente terei uma nota negativa, mas o meu pai
> nunca me mentiu e eu continuo a acreditar nele.
>
> Como ele, também eu vou pôr uma gravata preta no dia 25 de abril, em
> sinal de luto pelos milhares de mortos havidos no nosso Império,
> provocados pela Revolução dos Espinhos, perdão, dos Cravos.
>
> O Senhor disse-me que esta Revolução não vertera uma gota de sangue e
> agora vim a saber que militantes negros que serviram o exército
> português, durante a guerra, que o Senhor chamou colonial, foram
> abandonados e depois fuzilados pelos comunistas a quem foram entregues
> as nossas terras.
>
> Desculpe-me, Senhor Professor, mas o meu pai disse-me que o Senhor era
> cego de um olho, que só sabia ler a História de Portugal com o olho
> esquerdo. Se o Senhor tivesse os dois olhos não me ensinaria tantas
> asneiras, mas que o desculpava porque o Senhor era um jovem e
> certamente só lera o que o Professor Fernando Rosas escrevera.
>
> A minha carta já vai longa, mas eu usei de toda a honestidade e espero
> que o Senhor Professor consiga igualmente ser honesto para comigo, no
> próximo teste, quando o avaliar.
>
> Com os meus respeitosos cumprimentos
>
> O seu aluno
>
> Todos os anos, nesta data, se fala em comemorações em todo o país,
> mas eu pergunto:
> COMEMORAR O QUÊ????
>
>

 





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