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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


A Minha Velha Amiga

por cunha ribeiro, Domingo, 17.07.11

 Queria alertar o leitor para a  intimidade  e sinceridade deste relato. Trata-se de uma relação especial que, desde a pequena infância, vou mantendo com esta minha amiga, e que, espero, irá manter-se forte, viva e sincera até que a morte de um de nós nos separe.

 Nasci já ela se vestia de mulher. Vivia a uns cinquenta metros de mim. Durante a minha infância não houve grandes convívios. Apenas me deixava cair, do alto do seu regaço, de um avental verde,  umas guloseimas. E eram doces as guloseimas. Sabiam a mel selvagem. Às vezes, era eu que, apanhando-a a dormir,  lhe surripiava duas ou três, sem que ela desse por isso. Fazia-o sem o mais leve sentimento de culpa. Quantas delas caíam ao chão escorregando por entre os folhos  do seu largo vestido verde.

 Mais tarde, por volta dos meus sete anos,  meu pai achou-a muito simpática, e, com o consentimento do nosso vizinho, onde ela vivia há muito tempo, quis que ela continuasse a sua existência junto de nós.

 Não imaginam a minha felicidade quando soube que ela iria viver connosco. Nessa altura, embora jovem, era já uma uma mulher extraordinária:  alta, de  braços finos e longos, vestia um exuberante vestido verde. Amiga de todos,  mas recatada. Tudo o que tinha, sobretudo as suas soberbas guloseimas, de produção própria, dava-as a quem quisesse. Bastava ir junto dela. Subir-lhe cuidadosamente para o regaço, sempre vestido de verde, e as guloseimas soltavam-se por entre os seus dedos, amáveis, doces, e moles, prontas a escorregar pela garganta.

 Ontem visitei essa minha grande amiga de sempre. Continua fresca, bela, e exuberante. Continua a vestir-se de verde. Continua muito feliz quando me vê junto dela, e a mimar-me com guloseimas. Confesso-vos que ao vê-la experimentei o habitual e irresistível impulso que sinto sempre que a vejo, carregada de guloseimas. Corri para ela, subi-lhe para o regaço, deslizei suavemente as mãos por todo o seu corpo, à procura  das suas melhores guloseimas. E,ela, a minha amiga de sempre, estremeceu de carinho, e ofereceu-me muitas e extraordinárias guloseimas.

 

( Para que não fiquem equívocos, a minha amiga é a Figueira da casa de maus pais. Ontem, especialmente farta de figos  maduros).

 

CR

 

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às 13:45

Era uma vez

por cunha ribeiro, Domingo, 17.07.11

 

 Era uma vez uma  Senhora que, graças ao seu fervor partidário, ascendeu ao cargo de directora, entre aspas,  de um departamento do Ministério da Educação.

 Um belo dia, a dita senhora directora ouviu (ou escutou, talvez) um funcionário do referido departamento gozar, entre aspas, com a "licenciatura" algo estranha e domingueira de J. Sócrates.

Ora, a sra directora, que não era de grandes ponderações, puxou dos galões, e , de um dia para o outro,  despachou a demissão do  funcionário gozão.

 A atitude destemperada da sra directora despoletou na imprensa tanto alarido que a sua superior hierárquica - apesar de lhe imitar na íntegra a irracionalidade -  foi obrigada a reparar o percalço, desautorizando-a. Resultado?  A exma directora foi obrigada a readmitir o Senhor ao serviço.

 Sucede porém, que o funcionário em questão não anda no mundo de pés para o ar. E vai de pôr o governo em tribunal, exigindo um cheque gordinho por ter sofrido danos morais consideráveis, com base num acto acriançado e ilegal.

 Saíu agora a sentença, e  há-de sair o cheque ( de cerca de 10.000,00 euros).

Termino com uma pergunta sacramental:

Quem vai pagar o cheque ao senhor?

 Sócrates não, pois pediu "azilo político " em  Paris;  a directora não, porque não foi Ré no processo; e a Ministra também não pela mesma razão.

  Pagas tu, Zé, que trabalhas para educar  os teus filhos, alimentar e vestir toda a família, e ainda te vão à ao bolso para seres tu a suportar indemnizações de danos alheios, causados por decisões que tu não tomaste.

 

 CR

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às 02:02

Bairrão e as moscas

por cunha ribeiro, Domingo, 17.07.11

 

 Bairrão é um sujeito que era para ser secretário de estado e acabou por não ser . E não se sabe ainda claramente porquê.

 O Expresso que , desde a mudança de governo, anda um bocado mais  bisbilhoteiro,  terá descoberto que houve mão dos Serviços Secretos ( SIS) neste affaire.

 O Governo veio a terreiro dizer que não, e que, portanto,  o Expresso é mentiroso.

 O director do Expresso, Ricardo Costa, o tal que é irmão de um presuntivo futuro primeiro ministro, jura que é absolutamente  verdade.

 Ora, eu que pensava não ter de lidar com mais escória desta ( mentiras ) no Blog, depois da queda de Sócrates, vejo-me forçado a admitir  que o eterno retorno da mentira política  é uma fatalidade tão real e  palpável como o regresso  das moscas no Verão.

 

CR

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às 00:21


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