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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


O Zitinho

por cunha ribeiro, Terça-feira, 19.07.11

 

  Era alto. Vinha sempre ( julgo) pela mão da Otília Moutinho,  não fosse o diabo tecê-las. Era, se não estou em erro, filho do José Manuel,  por isso, neto do sr. Manuel Chaves e DonaManuela.

  Vi-o, diversas vezes, junto à antiga casa da família Gomes,  ao lado da qual eu morava.

Mal vinha o Zitinho, punha-me sempre à distância. É que o Zitinho - diminutivo pelo qual o tratavam - era um rapaz de gesto rápido e imprevisível. À menor distracção, o rapaz desferia um poderoso pontapé, na pessoa mais próxima, fosse ela quem fosse. E o pior é que o pontapé do Zitinho não tinha um ponto cardeal definido. Podia sair para a frente, mas também podia soltar-se para a rectaguarda; para o lado esquerdo, ou para o direito.

Quem o conhecia sabia o que fazer. Nem atrás, nem à frente, nem dos lados. Sempre a uma distância superior ao tamanho da sua perna. Só não me lembro é se ele disparava com os dois pés ( à Eusébio) ou apenas com um ( como o Futre ).

 Também não sei por que acaso feliz, nunca fui atingido pelo pontapé traiçoeiro do Zitinho. Sorte, talvez. Para além, de guardar a distância correcta.

 Não sei como acabou o Zitinho. Sei que não terá vivido muito para além do tempo destas minhas recordações. As quais remontam à minha pequena infância, quando o Zitinho teria os seus treze anos.

 

 Francisco Cunha Ribeiro

 

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às 22:10

Ronaldo, "El Predador"

por cunha ribeiro, Terça-feira, 19.07.11

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às 21:38

Direitos Adquiridos, ou Privilégios?

por cunha ribeiro, Terça-feira, 19.07.11

 

 Nas alterações ao Código do Trabalho há um princípio, para mim essencial, que não deveria ser derrogado - o da preservação dos direitos adquiridos. É que a defesa dos direitos adquiridos não é, quanto a mim, o mesmo que manter privilégios indevidos para determinadas pessoas, mas sim, procurar a todo o custo não permitir que se percam direitos sociais que custaram muito a conquistar.

 A sociedade não deve nivelar-se por baixo. Deve sim tentar nivelar-se por cima. Em vez de se atacarem os direitos adquiridos, quando esses direitos são razoáveis e justos, devem atacar-se privilégios injustos e irrazoáveis. Esses sim nefastos para asociedade.

 Quando se atingem direitos adquiridos, são escolhas de vida, realizações pessoais, legítimas, que se defraudam. São planos de vida não só económica, mas afectiva que se alteram abruptamente.

 Recordo ter sido atingido por esse veneno político chamado "revogação dos direitos adquiridos" quando estava a um exame de obter habilitação própria para integrar a carreira de professor. Exigia o decreto legislativo em vigor que, eu e outros colegas, que cumpriam como eu certos requisitos, efectuássemos três exames. Com esses três exames feitos, obteríamos o diploma que nos habilitaria para a docência efectiva. Pois bem, depois de um grande esforço de preparação para esses exames, esse decreto foi revogado pelo então Ministro da Educação, na quase véspera dos tais exames. Sem que nos tenham ouvido.

 Fiquei, melhor, ficámos todos furiosos, e nem o advogado que mandatámos nos viria a salvar dessa injustiça.

  Outra situação de arrepiar foi a que sobreveio com o socratismo, quando o poder absoluto de então cortou a direito em tudo quanto eram direitos adquiridos. No sector do ensino, foi o descalabro: congelaram-se os escalões por tempo indeterminado; e alterou-se o estatuto da carreira docente, sem a menor consideração e ponderação dos direitos, e da justiça sociais. Ou seja, não foram apenas direitos adquiridos que se atingiram; foram pessoas, foram famílias, foram vidas. As pessoas foram reduzidas a números, as famílias a equações matemáticas, as vidas a saldos.

 

 É por isso que não concordo, nem defendo, que se atinjam direitos adquiridos, a menos que esses direitos se possam chamar pelo nome de "privilégios" injustificáveis.

 

CR

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às 18:49

Secção Infantil do Grupo Coral "Mulher Gorda", na Eurodisney

por cunha ribeiro, Terça-feira, 19.07.11

 

 

 

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às 17:41

O Aníbal

por cunha ribeiro, Terça-feira, 19.07.11

 

  No meu tempo de criança, havia um rapaz da minha idade que vivia, com os seus pais, no Apeadeiro, em Parada do Corgo.  Era filho único desse casal que aí residiu alguns anos, antes que a família do actual "residente" - o Pedro - para aí fosse. Chamava-se Aníbal, esse rapaz.

 O Aníbal era um privilegiado. Os pais vestiam-no como se fosse um príncipe da renacença. Até um boné de marca o Aníbal usava. Só isso distinguia -o de todos os seus colegas de escola. Mas ainda tinha direito a vestir um fatinho de vez em quando. E sapatos! O Aníbal usava sapatos! Não andava descalço, como nós. Nem de socos, ou chancas. Botas, sim, usava. Mas eram do melhor cabedal. Compradas na sapataria mais fina da Vila.

 Mas para além do seu vestuário de príncipe, o Aníbal tinha outros privilégios que me deixavam arreliado com a vida: não ia com as vacas pró monte; não sacudia a rama às batatas; não levava com o pó do feno e da palha nos olhos; não ia ao estrume e à lenha; enfim, não trabalhava no campo, como a maioria dos seus colegas.

 A vida do Aníbal, mais que a dos filhos e  netos do Sr Manuel Chaves e Dona Manuela, mexia comigo de forma profunda. Quantas vezes eu lamentava com os meus botões a minha vida ocupada, e dura, de filho de camponês, ao comparar-me com a do Aníbal. Não entendia, não achava justo aquele destino diverso de dois rapazes iguais. Se o Aníbal usava aquela boina, que o tornava uma criança distinta, por que razão eu não usava uma boina daquelas também?! Se não se sujava no campo, por que havia eu de me sujar?!

 Hoje, depois de viver a distância que separa o adulto  que sou da criança que fui, penso que nessa altura, em que eu e o Aníbal éramos colegas de escola e de brincadeira, já germinava dentro de mim esta quase intolerância perante as desigualdades artificiais que foram sendo cavadas através dos séculos pela vaidade humana. Vaidades espúrias que colocam homens iguais em patamares sociais diferentes, sem que haja explicação lógica para que isso aconteça.

 Por isso, compreendo aqueles que,  não se deixam vergar pelo destino e pelo infortúnio, e lutam pela ascenção social, para se não sentirem filhos menores neste mundo em que o homem parece ser, cada vez mais, " lobo do homem".

 

CR

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às 15:16

Agostinho Rodrigues, Sobre os Desvios

por cunha ribeiro, Terça-feira, 19.07.11

    “ DESVIO – DESVIADO OU MUDANÇA DE RUMO – É TUDO A MESMA COISA “

 

Tudo isto por falta de brio, competência e aprumo de bons e honestos Portugueses. Infelizmente, com muita mágoa que o digo mas, após o 25 de Abril, fomos assaltados por pessoas sem escrúpulos que nos foram adoçando a boca com uns rebuçaditos, enquanto eles foram enchendo o bandulho à custa de todos nós, povo honesto e trabalhador que nos deixamos ir na onda de certos palradores foragidos regressados sem eira nem beira e hoje em dia cantam de papo cheio como se tivessem sido os salvadores da Pátria.

No entanto, não deixo de dizer que, para uma grande camada deste mesmo povo, não lhes deixa de ser por bem empregue aquilo que lhes está a bater à porta. Só que, por infelicidade dos demais, também comem por tabela, sem que para isso tivessem tido qualquer culpa no que se está a passar.

A ser verdade o desvio dos 2 milhões, seria de toda a conveniência e até para esclarecimento público que fosse feito um inquérito rigoroso para apuramento dos fatos e, depois desse apuramento feito, existisse matéria palpável, que os responsáveis fossem chamados à pedra, julgados e condenados com penas pesadas para exemplo de todos os corruptos deste País. Como cidadão e pessoa de bem, ficaria regozijado e gratificado se isso acontecesse.

Quem tem andado atento às políticas após o 25 de Abril de 1974 e não tem memória curta. Concerteza que se deve lembrar dos trapalhões que nos andaram a enganar ao longo destes anos todos.

Digo com toda a franqueza. Ficaria muito satisfeito se um dia os visse a todos na prisão pelos danos causados ao povo e ao nosso Portugal.

Para todos aqueles que comentam que neste Blogue se fala muito em política, das duas uma, ou não estão atentos ao desenrolar dos acontecimentos, ou então são partidários da mesma ceita. Mas, não tenham receio de manifestar as vossas ideias. Como sabem, este Blogue está aberto a todas as críticas, não estivéssemos nós num País livre e com liberdade de expressão. Por isso, façam o favor de se manifestarem sem qualquer receio de represálias.

Agostinho Rodrigues

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às 15:06


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