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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


A Família PICO

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 08.09.11

Vou pegar nas sábias palavras do sr. Agostinho Ribeiro para falar da FAMÍLIA PICO.

 

Comecemos então por relembrar o que sobre ela escreveu o nosso colaborador:

 

 "O André tem dúvida de que o Senhor João Ribeiro ou João Pico fosse irmão de meu Pai. Segundo escutava o meu Pai falar, ele era Filho do Senhor Luís Pico, primo do meu avô António Joaquim Ribeiro. Meu Pai falava muito num tio Agostinho Pico. Foi em homenagem a esse tio que eu ganhei o meu nome. O apelido de Pico, era porque a pessoa era um artista no preparo de grandes blocos de pedra, usados nas construções, com uma ferramenta chamada Pico, que picava as pedras, ajustando as formas. O Senhor João Pico era um homem muito alto e muito forte, um santo homem. Era casado com a Senhora Seferina, filha da Senhora Angelina Ricota. Ele tinha muitos filhos, a maioria ainda vivos, um deles era o José Ribeiro ou José Pico, meu cunhado, casado com minha irmã Laurinda. Era o Pai do Manuel Agostinho e da Maria de Lourdes. O Senhor João Pico, bem como a Senhora Angelina, moravam junto às fragas do Outeiro."

 

 

O que se me oferece dizer sobre a família PICO, cabe no pequeno texto seguinte:

 

 Para mim, esta é  uma família muito interessante da nossa aldeia. Salvo erro, só o António, filho da Ermelinda Pica, escapou à exclusividade do nome PICO, dividindo-o com o de GERALDO, herdado do pai, Manuel Geraldo ( nome que lhe vem de Zimão, por causa da mãe, e minha avó, Maria Geralda).

 Escrever sobre esta família é como falar do que é simples, e, ao mesmo tempo, complexo. Sou de opinião que todos os PICOS são pessoas afáveis e bem dispostas. 

A minha recordação desta família começa junto da fraga do Outeiro, onde moravam o Ti João Pico e a mulher, Zeferina ( Julgava, até à revelação do sr. Agostinho,  que  se chamava SOFRINA, porque era assim que ouvia falar no seu nome). Também me recordo ter lá morado a actual vizinha de meus pais, a Tia Ermelinda Pica, numa casinha pequena, adjacente à dos seus pais. Lá terão nascido, o António, o Zé Manuel, a Fátima, e o Diamantino - a sua prole. Conheci o Ti João Pico já ele andava curvado. Segundo ouvia dizer, consequência do trabalho duro que o acompanhou toda a vida.

 Mas voltando ao largo conjunto que forma a família Pico, há uma  minoria, entre eles, que gosta de estar na vida como a cigarra. Gostam da natureza, e deixam-se confundir com ela. Cantam, e dançam, comem e bebem, gozam a vida, à sua maneira.

 Outros, porém - a maioria - quiseram escavar e trilhar o seu próprio caminho, imitando a formiga. Fizeram juz ao nome que herdaram. Disciplinados, trabalhadores,  e mais ambiciosos que os outros, emigraram, carregando às costas o que o produto do seu trabalho lhes proporcionou, construindo o futuro dos seus com as pedras duras que eles próprios talharam. 

 Estes dignificaram a sua família com o trabalho e a ambição de terem uma vida desafogada; aqueles dignificam-na com a alegria e bondade que os caracteriza.

 Uns e outros são gente boa e honrada, com quem - julgo - todos os paradenses convivem bem.

 

FCR


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às 21:36

Parada de Aguiar, vista pelo Site MEMÓRIA PORTUGUESA

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 08.09.11

 

Parada de Aguiar, também chamada de Parada do Corgo, é uma aldeia pertencente à freguesia de Soutelo de Aguiar, no concelho de Vila Pouca de Aguiar.

A aldeia é pequena, tem à volta de 90 fogos e aproximadamente 230 habitantes. Fica situada numa encosta, a 3 km da vila e perto da estrada nacional 2. No fundo da aldeia passa o rio Corgo que actualmente se encontra bastante poluído.

É bom viver em Parada, respirar o ar puro que aqui temos e viver o sossego dos seus dias. Aqui não se conhecem os perigos das grandes cidades. As crianças andam à vontade nas ruas e brincam livremente nos largos da aldeia. As pessoas conhecem-se todas e ajudam-se quando é preciso.

Panorama de Parada de Aguiar- foto da autoria de Fernando Ribeiro
Panorama de Parada de Aguiar- foto da autoria de Fernando Ribeiro

Economia

As pessoas, na sua maioria, vivem da agricultura e da criação de gado. Existe nesta localidade uma exploração de coelhos, além de alguns rebanhos de ovelhas, vacas, etc. Devido à falta de emprego muitas pessoas foram levadas a emigrar, para outros países, como: Suíça, França, Espanha, entre outros.

Património

Na aldeia existem algumas coisas antigas, tais como ruas, casas, capelas, o tanque, a escola e a linha do comboio. Existe ainda um túmulo escavado na rocha, que se situa no lugar do Outeiro e que, segundo informações recolhidas, será do século IX ou pré-romano. Na dita rocha podem ver-se pequenos rasgos, com a forma de uma serpente e que serviam para rituais pagãos.

Existem duas capelas, uma maior que se situa no cimo da aldeia e que é utilizada regularmente, e outra mais antiga chamada Capela de São Pedro. Esta situa-se no fundo da aldeia e só é utilizada no dia 29 de Junho, data da festa em honra de São Pedro.

Ligações externas

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às 21:22

Um canastro ( espigueiro) em Montenegrelo

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 08.09.11

O velho e o novo

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às 20:06

Cidadelha dá o exemplo. O Conselho Directivo de Parada de Aguiar segui-lo-á... Ou não

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 08.09.11

 

28 de Fev de 2009

Ronda de Cidadelha de Aguiar

Após ter recebido alguns emails a perguntar o que é a Ronda de Cidadelha e qual o motivo de estar na minha musica preferida, nada melhor do que usar as palavras do nosso ilustre Cidadelhense, Professor Albertino Sousa, que também ele é um exímio tocador, para explicar a quem não é destas paragens.
"A Ronda de Cidadelha é um daqueles últimos símbolos da cultura popular do concelho de Vila Pouca de Aguiar que sobreviveram à desertificação rural e à destruição do tecido sócio-económico, provocados pela emigração em massa para os países da Europa Central, ao longo de quase meio século. Constituída por todos aqueles que gostam de música e sabem tocar qualquer um dos seus instrumentos, soube manter uma identidade própria, com sonoridades únicas que parecem vir do fundo da alma do povo, extasiando quem toca e quem ouve, numa mistura dionisíaca de alegria, paixão e às vezes de vinho.
Ao patrocinar a gravação deste CD, a Assembleia de Compartes dos Baldios de Cidadelha de Aguiar, deu um passo enorme para a preservação da cultura local e honra todos aqueles que de um modo ou de outro participaram na realização deste projecto, bem como todos os que, não estando já entre nós, contribuíram a seu tempo, para manter viva esta tradição ao longo de mais de um século."
in (CD) Ronda de Cidadelha
Albertino Sousa
Cidadelha de Aguiar
24 de Abril de 2003

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às 19:36

"Parada de Aguiar" - Um Blog em progressiva subida de audiências

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 08.09.11

 

 Está à vista de todos os que aqui vêm o número de pessoas que nos visitaram, desde o início ( Julho de 2009) até hoje, Setembro de 2011.

 Foram, como podem ver na margem esquerda do Blog, mais de 140.000. Talvez no Natal, já tenhamos ultrapassado os 150.000 visitantes.

 

 Claro que alguns destes são "voyeurs" de circunstância. Mas - e o que vou dizer a maioria dos que nos visitam não sabe - se no primeiro ano, a média de visitantes diários era quarenta, e, no segundo, setenta, hoje em dia temos uma média de visitas por dia superior a 100, sendo que mais de SESSENTA, nos acompanham de forma quase diária.

 

FCR

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às 19:13

Fátima Monteiro - Poesia

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 08.09.11

PARADA

Parada, terra de encantos 
Onde nasci e cresci
És a terra mais bonita 
Outra igual não conheci 

 Pelas ruas e ruelas 
Fui reviver o passado
Da infância que passei
E confesso que adorei

Não tens luxos nem grandezas
És pequenina e bizarra
Simples e acolhedora
Nela vive gente boa

Gente boa prazenteira 
Cheia de amor para dar
Quando por ali passares 
Não deixes  de visitar

Tens montes serras,e vales
Os campos tão verdejantes 
Tens ribeiros e regatos 
Água a jorrar das fontes 

A fraga do Outeiro
Onde em tempos se dizia 
Que sangue dali escorria 
Das almas sacrificadas

A tua fonte do Santo
De água fresca e cristalina
Todos lá iam beber 
E os seus cântaros encher

Tens o largo de S Pedro
Onde está sua capela
Seu altar é um encanto 
Feito de talha dourada

Também a fonte do mouro
Onde os namorados iam 
Para belas tardes passar 
E suas rosas cheirar

Fátima  Monteiro

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às 19:00

Memórias de Infância

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 08.09.11

A Dona Alegria

 

Conheci-a logo em pequeno, quando, pela primeira vez, viajei de comboio.  

Já na viajem a pressentira, a estrebuchar  dentro de mim, como se fosse um corpo estranho,  até ali adormecido, e tivesse acordado com o baloiçar da carruagem, me tocasse o coração, e perturbasse a respiração.

Horas depois, na casa que visitei, com minha Tia-Avó, Ana Cunha, a levar-me pela mão, vi-lhe finalmente os olhos brilhantes e o sorriso aberto e feliz. Estava em Soutelinho  do Monte, à saída da porta que dava para o “quinteiro”, quando ela me olhou de mãos estendidas ,com uma bola na mão, dizendo alegremente - “toma, é tua!” .

Minha?! Exclamei, atordoado, feliz. Peguei nela e corri, chutei, voltei a chutar… Era uma bola pequena. Segurava-a só com uma mão. Diferente das que andavam  lá por casa, de farrapos, envolvidos por um plástico, apertada com  baraços, dos que atavam os sacos de batatas. Era diferente, aquela bola. Pinchava! Dava-lhe muitos toques sem a deixar cair ao chão… E até para jogar de cabeça, era muito melhor que as improvisadas por nós.

 Já em casa, percebi  o porquê daquela diferença – “ É de borracha”, disseram os meus irmãos, depois de lhe acertarem uns pontapés.

Conviveu de dia e de noite comigo, durante uns meses da minha infância. Em casa, na sala. Lá fora, na rua. Até se perder, debaixo do estrume, na corte das vacas, onde ela, por vezes ia parar, no fim do ricochete, de um pontapé contra o muro do armazém .

Aquela bola sem mim era um objecto esquecido, numa gaveta qualquer da casa de Soutelinho. Comigo, formámos uma dupla fantástica. Ela, sempre pronta prá brincadeira, esperava por mim a toda a hora.  Eu, quando me mordia o corpo, lá ia ao pé dela, pegava-a na mão, e “Zás”, “catrapás”, começava a festa.

Este foi o meu primeiro contacto com Dona Alegria. Um momento que o tempo levou, pra longe de mim, mas que a minha memória arrumou, num cantinho… Naquele cantinho da alma reservado apenas para  a minha querida  Alegria.

 

C.R.

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às 16:36

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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