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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Mudam-se os tempos, permanecem os sacrifícios

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 26.09.11

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às 21:49

António Cândido, Olhar de Fora

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 26.09.11

                                                                       

                                                            

  O MEU PRIMEIRO DIA DE ESCOLA

 

Se bem me lembro, certo dia ao meio da tarde dos primeiros dias de Outubro do ano de 1959, pela mão da minha mãe fui até á escola da nossa aldeia. Quando lá cheguei, vi logo pelo reboliço que havia coisa nova, toda a canalhada que havia em Parada estava ali, uns mais matulões, outros pequenos como eu cirandavam por aqui e ali, transbordando de alegria.

Fiquei então a saber, que a razão pela qual eu ali estava, era para me matricular na primeira classe, como também conhecer a nova professora Dona Alcina, que começava exactamente nesse ano a dar escola em Parada.

Depois das formalidades serem cumpridas, ouvi aquela que iria ser a minha professora durante alguns anos dizer, no dia 7 de Outubro começa a escola para todos os meninos e meninas.

Quando regressava pelo mesmo caminho até casa, comecei a matutar como iria enfrentar a nova aventura. Fiz algumas interrogações a mim próprio, e a conclusão a que cheguei foi excelente. Primeiro, já vi ir para a escola o João Baldeiro, e ele lê muito os livros que trás na saca de farrapo, e escreve na lousa preta, e também já o vi ler na doutrina que a tia Euzébia mandou, assim também vou gostar de ir para a escola.

Segundo, o Manuel Maquelino também é igual ao João, já o vi ler as cartas da mãe e da avó que a irmã manda de Lisboa, um dia destes quando passava no beco, lá estava ele nas escale iras a ler as cartas, e como lia alto que eu bem ouvia. Terceiro eu, também gostava de ler as cartas que vêm de Lisboa, e os papeis que chegam da vila, mas em casa só os meus irmãos mais velhos sabem ler, o meu pai e a minha mãe não sabem ler nem escrever, porque nunca na vida foram para a escola. Sendo assim, só me resta a vontade que tenho para um dia contar como foi. Quarto, tudo isto aqui contado tem muita originalidade do visado, não há criança nenhuma que perante uma situação nova, não deixe de pensar sobre ela, comigo também assim aconteceu.

Não me lembro se no dia 7 de Outubro primeiro dia de escola, fui sozinho ou se alguém me lá levou, uma coisa eu sei, fiquei sentado numa das filas do meio, com um repetente que era o António da Tia Iracema. Como ele já sabia ler, logo se disponibilizou para me ensinar lendo algumas lições, que eu ia ouvindo e achando graça até rebentar á gargalhada. Fui avisado pela Senhora Professora que para a próxima vez que fize-se barulho levava uma reguada, como não sabia o que era uma reguada logo alguém me explicou como funcionava aquele instrumento.

Ao meio da manhã, a Senhora Professora anunciou em voz alta que estava na hora do recreio, era uma palavra que eu ouvia pela primeira vez, mas logo vi que era para brincar, porque os mais velhos saíram logo porta fora. Do grupo dos mais velhos e alguns já com um grande corpanzil, fazia parte o Diamantino Pico a irmã Ludovina que era uma autêntica mulher, a Glória Rata, maus a Luísa sua irmã, a Otília do Zé Pena to. O João Albino da Tia Solidade, o Albertino do ti Alberto, a Julieta filha do Heitor que era sargento na tropa, enfim muitos mais que já não me lembro de alguns.

  • No dito recreio havia brincadeiras para todos os gostos, vi alguns mais matulões andar ao couce, mostrando aos mais novos que eram eles de facto os reis da selva, depois havia um grupo mais instruído que jogava á bola, tendo de um lado duas árvores que serviam de baliza e do outro lado duas pedras que completavam o resto. Aqui e ali, havia alguns rapazes que jogavam o botão, que traziam enfiados num arame para fácil transporte, posso dizer que era jogo que me entusiasmava pouco. Do outro lado estavam as raparigas que se divertiam a jogar a macaca ou a saltar á corda, outras conversavam, e ainda outras que jogavam qualquer coisa mais.

Alguns como eu, limitavam-se a estar encostados á parede da escola, observando todas as tropelias que o tal recreio proporcionava, e eu começava a gostar daquilo, porque cá no fundo da aldeia se fazia coisas daquelas. Alguém gritou dizendo meninos Para dentro! E todos regressaram á sala ordeiramente como tinham saído, O António da Tia Iracema continuou a ler mais lições mas desta vez fiz o possível para não fazer barulho. Os alunos mais velhos faziam uma redacção por aquilo que me disseram, outros esfolhavam os livros, e ouvindo aquilo que Professora lhes ia dizendo.

Já não me recordo qual foi o tempo estabelecido para o intervalo do almoço, que nós lá na aldeia chamava-mos de jantar, a única coisa que sei, foi que vim num pé e fui noutro, tal era a empatia que eu estava a sentir naquele dia.

Durante a tarde, já a senhora Professora se abeirou de nós, e nos ia perguntando o nosso nome e o nome dos nossos pais, mais conversa menos conversa, lá foi dizendo que os mais mal comportados podiam passar um mau bocado. Antes de escola acabar era da praxe rezar o Pai-nosso e fazer o sinal da cruz, e só depois havia ordem para sair porta fora, naquele dia também assim foi, mas nós já estava-mos habituado porque em casa se fazia o mesmo. Pelo caminho abaixo havia uma grande algazarra por a escola ter acabado, e todos íam metendo por este ou aquele caminho em direcção a casa, para alegremente contar aos pais como é afinal o primeiro dia de escola na vida de qualquer um.

 

António Cândido ---Lisboa

 

 

Foi falado aqui há dias atrás na Glória Rata e irmã Luísa, sim elas moram aqui em Lisboa bem perto de mim, não foram ao nosso jantar porque já tinham compromisso naquela altura, e é tudo verdade o tal rapaz que diz ser genro da Luísa tem de facto esse apelido Camacho, eu sei bem e conheço bem a filha da Luísa.  

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às 21:22

Zapatero nos antípodas de Sócrates

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 26.09.11
 Já não se recordam?
 Ao contrário  do que fez o Ex-Primeiro Ministro ( que bom poder dizer isto...) Sócrates, Zapatero vai voluntariamente a eleições, não sendo preciso arrancá-lo a ferros do cadeirão.
 
 CR

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às 19:13

Não é no salário de duas ou três pessoas por Município que está o problema da despesa.

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 26.09.11

 

 É no corte das despesas inúteis. Nos desperdícios. No dinheiro que circula na cave escura da corrupção. Aí sim, é preciso mexer, diminuir, varrer, limpar.Diminuir o número de vereadores é desempregar pessoas. Tirar pão, embora do bom, às famílias.

 

CR

 

 


26 de Setembro, 2011
O Governo quer reduzir em 35% os vereadores eleitos das câmaras municipais e em 31% o número daqueles que exercem o cargo a tempo inteiro, segundo o Documento Verde da Administração Local que hoje o primeiro-ministro apresenta publicamente.

A proposta do Governo é que os 308 municípios portugueses passem a eleger menos 618 vereadores, passando dos actuais 1.770 para 1.152. Já os vereadores «em regime de permanência» (que exercem o cargo a tempo inteiro) passariam de 836 para 576 (menos 260).

O novo número de vereadores eleitos resulta de um novo critério que tem na base o número de eleitores de cada município.

Assim, Lisboa e Porto passariam a eleger 12 e 10 vereadores, contra os actuais 16 e 12, respectivamente. Depois, municípios com 100 mil ou mais eleitores elegeriam oito vereadores; com 50 mil a 100 mil eleitores seis vereadores; 10 mil a 50 mil eleitores quatro vereadores; até 10 mil eleitores dois vereadores.

O mesmo documento confirma ainda a pretensão do Governo de Passos Coelho de reduzir os dirigentes municipais para cerca de metade. Assim, passaria a haver menos 1.642 dirigentes municipais, o que corresponde a uma redução de 52 por cento.

Segundo dados do executivo anteriormente disponibilizados, existem actualmente 70 dirigentes superiores (directores municipais), 563 dirigentes intermédios de primeiro grau (directores de departamento e equiparados) e 2.504 dirigentes intermédios de segundo e terceiro graus (chefes de divisão e equiparados), o que dá um total de 3.137 dirigentes.

O Governo pretende alterar os critérios quanto ao número de dirigentes por habitante, de forma a que os dirigentes superiores sejam no máximo 35, os dirigentes intermédios de primeiro grau não ultrapassem os 196 e os dirigentes intermédios de segundo e terceiro grau sejam no limite 1.264, totalizando 1.495 dirigentes.

Fonte oficial do Governo disse, no passado dia 8 de Setembro, quando as linhas gerais da reforma da Administração Local foram aprovadas em Conselho de Ministros, que «a poupança anual estimada com esta redução de dirigentes é de 40 milhões de euros».

O documento hoje apresentado por Passos Coelho estabelece ainda os princípios orientadores da reforma da Administração Local, que o Governo pretende ter concluída no segundo semestre de 2012.

O Governo propõe, neste âmbito, a adopção do modelo de «executivo homogéneo» e o reforço dos poderes de fiscalização da Assembleia Municipal.

O presidente do município seria «o cidadão que encabeça a lista à Assembleia Municipal mais votada» e os «restantes membros do órgão executivo» seriam «escolhidos pelo presidente entre os membros eleitos para a Assembleia Municipal».

O Governo propõe também a redução do número de deputados municipais, consequência do menor número de membros dos executivos.

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às 18:59

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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