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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Relembrando Abílio Ribeiro, por ocasião de mais um aniversário, da sua morte

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 28.09.11
 
Repito: "Abílio Ribeiro, para mim, não morreu"

 

 

A música exprime melhor que qualquer outra arte os sentimentos mais íntimos e profundos da nossa alma. Esta foi a música que me acompanhou durante meses, ajudando-me a superar o luto do homenageado, o meu saudoso irmão - Abílio Ribeiro. Quem quiser perceber ( embora seja difícil por razões óbvias ) o que pretendo exprimir, leia o texto e oiça, ao mesmo tempo, esta belíssima canção de Zeca Afonso:

 

 

 

" A morte não é a escuridão. É uma lâmpada que se apaga, para que possa enfim raiar a aurora"

(adaptado de autor desconhecido)

  

Falar ou escrever sobre os nossos mortos parece-me uma excelente forma de insuflar um pouco de “ vida” a quem já não pode estar nela. É o coração “esquecido” dessas pessoas que volta a pulsar nas nossas memórias. E se escrevemos ou falamos para o público, pouco que seja, então é uma espécie de “missa campal” que lhes oferecemos. Porém, o retrato que fazemos daqueles que amamos, vivos ou mortos, resulta sempre do traço e da cor dos nossos afectos.

Fica, assim, avisado o leitor que é com a cor dos meus próprios afectos que vou recordar Abílio Ribeiro, um mártir – entre muitos - da inconsciência humana que anda à solta pelas estradas deste país.

 Abílio da Cunha Ribeiro nasceu numa casa simples de lavrador, em Parada de Aguiar, no ano de 1954. Durante a infância, teve de conviver, tal como a restante família, com a ausência do pai, emigrado no Brasil, durante sete anos.

Quando se sentou num dos bancos da 1ª classe da Escola Primária, logo se revelou um aluno de aprendizagem fácil. A tabuada, o ditado, e a aritmética eram assuntos com que lidava sem embaraço. Uma espécie de brincadeira mais séria que a do recreio, que não descurava, pois raramente se via parado, ou sentado - Jogando, correndo, saltando, enquanto o recreio durava. Era um miúdo feliz.

Depois de um exame de quarta acima da média, a família, aconselhada pela professora, teve a noção  que o melhor seria  pô-lo a estudar. Mas os parcos recursos não permitem  alternativa: Ou ia para o Seminário, ou “passava à reserva”, como guardador de vacas e de sonhos.

Em Setembro de 1965, trajado de fato preto e gravata, ei-lo no apeadeiro de Parada do Corgo, de mala na mão, pronto a entrar no comboio, a caminho do Seminário de Godim, Régua. Não vou  perder muito tempo com o seu percurso no Seminário ( Godim, Braga, Barcelos )ao longo de sete anos de estudo. Apenas dizer que a sua inteligência,  convivialidade e empatia fizeram dele um seminarista  bem sucedido e feliz.

 Sai do Seminário, com o sétimo ano ( antigo ) concluído. O orçamento caseiro impede-o de prosseguir os estudos. Decide então ganhar uns tostões, experimentando o trabalho duro da fábrica da Tabopan, no Ferreirinho.

 A experiência foi má, pois poucos meses volvidos, já está a selar uma carta para enviar a Veiga Simão (Ministro da Educação), pedindo autorização especial para um exame de aptidão, “ad hoc”, de ingresso à Universidade de Coimbra, em Direito. Veiga Simão autoriza. Ele faz o exame, e entra na faculdade de direito de Coimbra, já o ano escolar decorria.

Não foi um estudante de alto rendimento académico. Sempre teve a noção que a vida, e sobretudo, a juventude, são pedaços de gelo que vão derretendo, e que rapidamente evaporam. Por isso seguiu à risca a filosofia horaciana do “carpe diem”, aproveitando o melhor que pôde os prazeres do quotidiano, sem esquecer a obrigação de, ao fim de cada ano académico, cumprir o objectivo mínimo de não reprovar.

 Saído da Universidade, logo se lança na profissão. Estagia com Leal da Costa.

 Faz uma rápida incursão no Ministério Público, como procurador, em Boticas. Sai, pouco tempo depois,  decidido a exercer advocacia.

 Segue-se uma década de intensa actividade profissional. O trabalho vai-se densificando. O sucesso profissional e material não param de crescer.

Sociável e ambicioso, ao lado da maratona profissional, encetara outra corrida de fundo: a maratona social e política. Preside ao  Vila Pouca Sport Clube, à Associação dos Bombeiros Voluntários da mesma localidade; é vice-presidente do Grupo Desportivo de Chaves durante alguns anos, de onde sai para exercer o cargo de Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

Entretanto surge o apelo da política. O começo é promissor. A presidência da Câmara de Vila Pouca estava-lhe, há muito, na mente, agora está-lhe quase nas mãos.

Mas muito cedo na sua vida já era tarde demais. O destino negou-lhe o sonho que, certamente, lhe faiscava na alma. E que se esfumou em negros segundos, na berma da Estrada. A três pequenos quilómetros da terra que o viu nascer (Parada do Corgo) e a um escasso quilómetro daquela que  quase o via morrer (Vila Pouca de Aguiar).

 Partiu jovem para o outro lado do tempo. Do lado de cá, a família ficou, desarmada, impotente, a chorá-lo.

 

 Pudesse Deus parecer justo aos meus olhos e eles não chorariam.


Cunha Ribeiro

 



DEPOIMENTOS DE AMIGOS:


 

 

 

Francisco José Gomes

 

"... mimha primeira lembrança foi precisamente o dia e a hora em que soube a fatídica notícia. Estava em Oeiras no INA, sito na Quinta do Marques de Pombal, a fazer o curso de programação, quando à hora do almoço o meu colega de serviço e de curso o Heitor Codeço, o Heitor de Fontes que morava no Serralheiro e foi colega no seminário do meu irmão, me disse: O Abílio teve um acidente muito grave e faleceu. Eu fiquei perpelexo e disse, não pode ser. Deve haver engano, tão dificil foi aceitar a ideia dessa possibilidade. Mas infelizmente era verdade.

 Depois quando vi a foto, que eu tenho uma exacatamente igual em minha casa, foi um recordar de tanta coisa! 

Bons tempos e bons colegas. Há um colega, o que está sentado à minha frente e ao lado do teu irmão,o Dr. João Nabais, que de vez em quando vejo, pois trabalha aqui perto de mim,no Ministério da Saúde.
Quanto ao teu irmão Abilio, que dizer? Para além da nossa vivência diária como irmãos até ao fim da idade escolar, passamos 7 anos juntos longe das nossas famílias, e que sempre nos apoiamos um no outro para ultrapassar as saudades de casa, as dificuldades e adversidades da vida de estudantes. SOMOS BONS AMIGOS e concordo plenamente contigo ao afirmares que era muito cedo para ele ter morrido."

Um abraço.

Francisco Gomes

 

 

 

 

 

 António Cândido:

 

 Ao longo da minha vida nunca me esqueci daquele sorriso alegre, e da personagem agradável que era o meu querido amigo ABILIO DA CUNHA RIBEIRO. Partilhei com ele, momentos bons da vida nos nossos encontros, tanto em Parada como em Lisboa. Quando soube da sua morte, senti um vazio tão grande, que imediatamente me pus ao caminho para o último adeus. Embora eu seja um pouco mais velho, ainda anda -mos na escola primária em Parada e já nessa altura o ABILIO se destacava como bom aluno.

 Cresceu, e fez-se um grande homem, sempre o admirei pelo percurso da sua vida, e chegar onde chegou. Quando me desloco ao cemitério em Soutelo, tenho sempre comigo uma flor para depositar na sua campa, depois de fazer o sinal da cruz, despeço-me do meu amigo com um PAI NOSSO para que descanse na paz de DEUS. Hoje poderia escrever muito sobre o ABILIO, poderia mesmo, mas como a saudade é enorme fico por aqui.

 

 

António Cândido — Lisboa

 

 

 

 

 

 

Ilídio Santos:

É SEMPRE BOM LEMBRAR

 

É muito usual a expressão “tem memória curta”.

A agitação da nossa vida pessoal, profissional entre outros, leva-nos por esquecer os nossos amigos em especial os que já partiram.

A perda de alguém que fez parte dos nossos relacionamentos, sejam eles chegados ou mais distanciados, é algo que sempre nos afecta.

É normal que tal aconteça, são os sentimentos em acção.

Efectivamente, Abílio Ribeiro partiu, já lá vão 17 anos, parece mentira…

Partiu tão jovem e com tantos projectos de vida.

Era um grande amigo.

Personalidade muito conhecida e acarinhada pela sua participação na vida social, sua conduta primava pela elegância e simpatia que nos contagiava a todos.

A minha memória mantêm-te vivo.

A terra que serviste não pode esquecer o teu exemplo.

E para que a sua intervenção social e cívica permaneçam vivas, e para memoria dos vindouros, ficou o seu nome perpetuado numa Avenida em Vila Pouca de Aguiar e numa Rua em Parada de Aguiar, sua terra natal.

 

Concordo contigo Francisco “era muito cedo para ele ter morrido”.

 

Um abraço

 

Ilídio Santos

 

 

 

 

 

Cândida Dias e João Pinto:

 

 O Dr Abilio Ribeiro... 

...Depois de terminar a sua licenciatura em Direito, na universidade de Coimbra,comprendeu logo que nào era com um estalar de dedos que ia ter sucesso na vida.visto naquela época ser um dos primeiros advogados depois do vinte cinco de Abril, se instalar em Vila Pouca; e haver já outros colegas de grande peso.Por isso foi necessario muita coragem,convicção,e preserverença.
Admirei sempre muito a sua inteligência , a sua grandeza e a sua fraqueza em defender as suas opiniões e ter a coragem de as manter o que não é o caso de muitos actualmente .
Sem pretensào alguma foi um grande amigo nosso, que sempre que podiamos era um grande prazer juntarmo-nos para recordar a nossa mocidade ...
Infelizmente Deus nào quis que ele ficasse perante nós ,o que nos deixou com muita saudade e,boas recordações, pois era um Grande Homem.

 

João e Cândida

 

 

 

 

 

ANDRÉ RIBEIRO:

 

 Gostei muito da homenagem ao primo Abílio. Eu me lembro muito bem o choque que foi lá em casa, quando recebemos a notícia. Todos nós, principalmente minha mãe, ficamos muito abalados. 

Realmente o tempo passa muito rápido. Já se foram 17 anos. E já se foram 13 anos que minha mãe também se foi.

 

Abraços

 

 

 

 

 

 

 

  

 

João Machado Ribeiro


POIS É SEMPRE MUITO TRISTE RELEMBRAR ALGUÉM QUE SE AMA E ADMIRA MAS TAMBÉM É UM GRANDE ORGULHO PODER DIZER QUE O MEU SAUDOSO PRIMO ERA SOBRINHO E AFILHADO DE MEU SAUDOSO PAI TAMBÉM COM O NOME DE ABÍLIO RIBEIRO DO QUAL HERDOU O NOME.
HOMENAGEM SINCERA DE SEU ADMIRADOR E PRIMO JOÃO DE PARADA (RIBEIRO ).

 

 

 

 

 

 

 

José Carlos Pacheco Alves

 

O Abílio foi o meu maior amigo, como tal recordo-o muitas vezes. Fomos colegas de Seminário e depois em Coimbra, durante o curso de direto. Foram doze anos de sincero convívio, não apenas com o Abílio, mas também com o Cesário Mesquita (Advogado na Régua) e o Luís Louro ( Juiz , este também já falecido). E estes momentos para mim são sempre dolorosos, sendo muito díficil ter palavras para exprimir o que sentimos. E fico-me por aqui ... O Abílio, mais do que o melhor amigo, foi sempre  um IRMÃO. Não o acompanhei depois da nossa saida da faculdade, já que saí do país e só aquando do meu regresso foi informado do seu falecimento. Pelos anos de convívio tornámo-nos còmo IRMÃOS. Obrigado Francisco  ... o teu IRMÃO merce que o recordemos . Mas ... não tenho mais palavras ! .... ...

 



 

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às 12:38

No lagar do Ti Megildo

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 28.09.11

 A long night in the lagar

  No texto onde evocava os tempos em que o meu pai me presenteava pelo Outono com quatro ou cinco "lagaradas" de vizinhos e amigos da nossa aldeia, para eu me entreter ao serão, prometi voltar ao assunto, com uma historieta relacionada com a temática aí tratada.

  Eis então a dita historieta:

 

  Foi no lagar do Ti Megildo, marido da Tia Irene. Éramos quatro rapazes com o sangue na guelra. Um deles, o José Manuel, filho da Tia Soledade. As uvas eram do Ti João Ricote. O bagaço também, e à discrição.

" Bebei, rapazes! Não vos deixeis arrefecer!" - dizia o Ti joão.

  Era o deixavas. O líquido da garrafa, branco, parecia  água da bica. Mas a bica era outra. Escorregava garganta abaixo, enquanto ia queimando o esófago. Não sabia lá muito bem, mas aquecia as entranhas. Por isso, toca a emborcar.

 Bebi até ao disparate. Liberto de todos os receios pelo efeito enebriante da alcoolémia, devo ter dado um "show" de pilhérias, tal foi a sequência de gargalhadas dos meus comparsas, surpreendidos pela minha inusitada linguagem à solta.

 E foi assim, bem dispostinhos, que, transformado o cacho em vinho, eu e a minha equipa, fomos até à cozinha da Tia Olívia. Onde já fumegavam as batatas cozidas, e crepitavam as brasas com as sardinhas assadas.

 Jantamos que foi um regalo. Regressámos a casa consolados e de barriga em arco que nem abades.

 Fui-me deitar. Minutos depois, no interior do meu estômago, repleto, estalou uma revolução. Mudar de posição só agravava o mau estar. Um pouco depois, já eram dores de barriga, já eram enjoos e vómitos. Em cinco minutos, tudo o que entrara no estômago, de lá saíu como se fosse lava a jorrar de um vulcão. 

 Veio aflita a minha mãe; aterrorizado, o meu pai; aos gritos a minha madrinha. E veio o Chá de cidreira logo a seguir. E o alívio. O sono. A paz.

 

 

FCR

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às 11:50

O TIO FIRMINO CUNHA

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 28.09.11

Vou tentar narrar a vida do Tio Firmino Cunha, o meu Padrinho, uma figura muito marcante na história de Parada do Corgo e depois Parada de Aguiar.

Tentarei escrever em três partes:

Primeira Parte:  Quem era o Tio Firmino, o que ele me contava de sua vida, o que as pessoas falavam  a respeito dele.

Segunda Parte: A minha convivência com ele e o que ele representava para Parada.

 Terceira Parte: O que se passou depois da minha vinda para o Brasil.

 Obs: Não tenho qualquer documento e nem datas precisas, jamais eu imaginaria, um dia me propor  escrever, sobre uma pessoa tão interessante.

 

O Tio Firmino Cunha, não tinha nada a ver com a tradicional Família Cunha. Ele era  o filho  mais velho de meus avós, Manuel José de Sousa, que depois trocou o nome para Manuel José Gomes e Maria dos Prazeres, que era conhecida pelo apelido de Maria Cunha. Daí, o meu Padrinho,  ser também apelidado de Firmino Cunha. O nome principal era Firmino Augusto de Sousa. A minha Mãe, Ana Deluvina, o segundo filho, não recebeu o apelido de Ana Cunha, porque, naquele tempo, vivia em Parada, a titular deste nome, Senhora Ana Cunha, uma pessoa muito conceituada e querida na vida da aldeia

O Tio Firmino  deve ter nascido por volta de 1896 ou 1897, isto porque, a minha mãe, logo em seguida a ele, nasceu  no dia 31 de janeiro de 1898.

Quando o Tio Firmino tinha 22 anos, resolveu ir para a América, logo que terminara a Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1918. Embarcou num navio para tentar desembarcar nos E.U.A. como clandestino. Ao chegar a Nova Iorque, foi descoberto e impedido de desembarcar. Foi mandado de volta no mesmo navio. O navio retornou por Cuba onde ele conseguiu desembarcar e ficar em Havana dois meses, fazendo biscates para comer.   Embarcou em seguida num navio espanhol que ia para o México. Conseguiu desembarcar no México, e três dias depois, já estava nos E.U.A. como clandestino. Seguiu para a cidade de Detróit. Conseguiu um emprego, mas seis meses depois, foi preso e colocado numa prisão para ser deportado. Na prisão, fez amizade com um guarda penitenciário, filho de emigrantes portugueses e que falava muito bem o português. Além de facilitar a sua fuga da prisão, ainda o ajudou para ele legalizar sua permanência nos E.U.A.

Tudo caminhava muito bem. Estava muito bem empregado. Conheceu, namorou e casou com uma rapariga portuguesa, da aldeia do Couto, perto de Vila Real. Chamava-se Ana Monteiro. Nasceram três filhos, nenhum deles é Monteiro, pois nos E.U.A., naquele tempo, os filhos só levavam o sobrenome do Pai. A Maria, a mais velha, ainda vive na cidade de Hartford, tem 93 anos, o José, faleceu em 2005, o Francisco ainda vivo, mas não sei em que cidade reside. Quando os filhos tinham 9,7 e 5 anos, foi diagnosticado Câncer na esposa, já em estado adiantado. Levou a família para Parada, a  esposa faleceu pouco tempo depois, e a minha Avó  é que criou os três netos americanos.

Abraços, até breve .

 

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 08:49

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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