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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Os meus problemas

por cunha ribeiro, Sábado, 01.10.11

 O Problema da minha autodeterminação

 

 Vou agora falar-vos de um outro problema que não foi nada fácil de enfrentar. Foi a luta adolescente pela minha autodeterminação.

 Todos nós quando somos muito jovens estamos cheios de pressa em sermos adultos, e quando somos adultos já temos saudades do tempo em que o não éramos.

 Pois bem, no tempo em que eu tinha pressa de ser adulto, vivia debaixo da alçada de um trio severo de educadores - a minha Tia-Avó ( ou Madrinha) Ana Cunha, o meu pai e a minha mãe. E, para agravar a desdita, na minha  qualidade de irmão mais novo da prole,  tinha de suportar  a autoridade infundada e abusadora dos meus três irmãos, que muitas vezes se traduzia em situações humilhantes como ter de ser sempre eu a ir buscar água à fonte, estivesse a chover, ou a nevar.

 Claro que o trio que verdadeiramente mandava, às vezes, lá me defendia de certos abusos. Mas tinha que haver uma humilhação exagerada, quase a raiar a escravidão. Senão, também eles achavam natural que o mais novo tivesse de obedecer aos mais velhos. As relações dentro de  casa eram uma espécie de espelho didáctico do que devia acontecer lá fora, em que os mais idosos eram sempre mais respeitados mais que não fosse pela idade que tinham. 

 Mas regressando à "troika" que de facto mandava dentro de casa, havia uma espécie de acordo tácito entre os três, em que nenhum individualmente se intrometia nas ordens dadas pelos outros. Aquilo funcionava tão bem, que não havia a mínima chance de nos queixarmos. Se um ralhava, ou castigava de determinada maneira, os outros estavam plenamente de acordo com o sermão, e com o castigo.

 Para além da coesão educativa, as regras eram severas e implacáveis: chegar fora de horas a casa era categoricamente punido pelos três. Não ir à missa ao domingo era pecado mortal, e por isso severamente reprimido  também pelos três. Faltar à escola, dizer asneiras, ou mesmo fumar, Deus nos livrasse! " Enquanto viverdes debaixo das telhas da minha casa" - dizia o meu pai - "fazeis o que vos mando!".

 Havia, porém, alguns comportamentos que eram mais reprovados e punidos por uns que por outros:

Ao terço, alguma distração, ou sono, provocados pela extensa ladaínha de santos e santas, faziam saltar a tampa à minha mãe, que nos sacudia com força, e ralhava; Alguma asneira que nos escapasse, era logo alvejada pelo sermão da Madrinha; das relações por vezes difíceis e agressivas entre  irmãos tratava o patriarca da casa, com sermão e missa chorada.

 

FCR

 

 ( continua)

 

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às 23:09

Agostinho Rodrigues, a Feira das Cebolas

por cunha ribeiro, Sábado, 01.10.11

                      

A tão apregoada feira das cebolas, em minha opinião, deixou muito a desejar relativamente aos tempos do antigamente. Ao ver aquilo tudo, fez-me relembrar o tempo da minha juventude. Para a juventude dos anos 60, a feira das cebolas e a feira dos santos, eram qualquer coisa de importante - onde a rapaziada tinha oportunidade de se distrair com os bailaricos que se faziam na Praça e,  com a música dos carrosséis, também se dançava. Era um convívio muito salutar onde a juventude se juntava e fazia questão em estar presente.

Nesta feira, não vi nada disso. Apenas vi o mercado das cebolas onde circulavam algumas pessoas na compra das mesmas. Vi também um conjunto de concertinas que animaram os presentes com umas belas gaitadas e que eu gostei muito de ver - pois sou um ouvinte acérrimo destes instrumentos.

Também vi a exposição de 2 carros de bois carregados de milho a imitar as desfolhadas. Estavam também presentes umas casinhas a representar as mais diversas ASSOCIAÇÕES, com as suas específicas iguarias. Resumindo. A feira em si, não se pode dizer que estivesse mal organizada e, concerteza que os representantes dos munícipes, fazem todos os possíveis para que a tradição se mantenha viva e presente na memória das pessoas. Mas; a questão não é essa. A questão é a falta das nossas gentes que estão emigradas e, a prova disso é que estive em Vila Pouca no mês de Agosto e foi-me dado ver muito mais gente do que aquela que vi numa feira anual e com publicidade à mesma. Por aqui já se pode ver por onde andam os nossos estimados e amigos conterrâneos que tiveram de abandonar as suas aldeias, vilas ou cidades em procura de algo melhor para si e os seus em virtude do País não lhes oferecer condições para fazer uma vida decente. Daí, a desertificação das nossas aldeias e uma grande aglomeração de pessoas em volta das grandes cidades como Lisboa, Porto e Coimbra. Culpa de quem? Talvez dos nossos políticos - que ao longo dos tempos não souberam ou não quiseram desenvolver o País nesse sentido – para que tudo isto fosse evitado. Desta forma nunca se conseguirá apanhar o pelotão de frente como o nosso Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva, assim o dizia - que, também não deixa de ter a sua cota parte de R……………)

Termino com respeitosos cumprimentos para todos os que escrevem e que, por um motivo ou outro vêm a este Blogue de Parada matar saudades.

Quinta das Laranjeiras, 30 de Setembro de 2011

Agostinho Rodrigues

 

 

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às 02:10

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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