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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


ANTES QUE ELES CRESÇAM

por Francisco Gomes, Sexta-feira, 07.10.11

 

No dia 12 de outubro, no Brasil, é o "Dia da Criança", por isso, achei por bem enviar o seguinte Post.

 

Há um tempo em nossa vida que, nós Pais, começamos a ficar órfãos de nossos próprios filhos. É que eles  crescem independentes de nós, como árvores, como plantas, crescem tagarelas e às vezes estabanados, crescem sem pedir licença à vida. Crescem numa estridente  alegria e, às vezes, com lardeada arrogância. Não crescem um pouquinho a cada dia, crescem de repente, sem a gente se dar conta.

Um dia, sentam-se junto de nós, começam a falar coisas com tal maturidade, que nós sentimos que o tempo das fraldas já se foi há muito tempo, e a gente nem sentiu. Então, começamos a imaginar, a pazinha de brincar na areia desapareceu como que por encanto.

Agora estamos ali, na porta da discoteca, a esperar que  eles apareçam, esfuziantes, cabelos longos e soltos, brincos nas orelhas. Lá vão eles para a lanchonete se empanturrar de hambúrgueres e refrigerantes, com aquele uniforme da moda, a camisola amarrada na cintura, e aquela mochila nas costas.

Ali estamos nós, cabelos todos brancos, a olhar e admirar os filhos que geramos, a rezar para que cresçam e observem sempre as coisas certas. Sabemos que erros são inevitáveis, mas que se corrijam e nunca venham a repetir os mesmos erros.

 Há um tempo em que, nós pais, estamos a ficar órfãos de nossos filhos. Não mais iremos pegá-los na porta da discoteca, passou o tempo do boliche, da natação, do Judô, do balé. Eles agora saíram do banco traseiro para o volante de suas próprias vidas. Cresceram e nós não os curtimos, deixamos escorrer por entre os dedos o tempo mais lindo de suas vidas. Deveríamos ter ido mais vezes junto às suas camas, naqueles quartos cheios de adesivos e de posters. Deveríamos tê-los levado mais ao Playcenter, ao Shoping, deveríamos ter pago mais hambúrgueres e mais refrigerantes. Eles cresceram sem que a gente esgotasse todo o amor e todo o afeto. Agora, não querem mais viajar  nos fins-de-semana, não querem deixar as namoradas.

Ali estamos nós, exilados de nossos próprios filhos, cheios de solidão e de saudades daqueles "pestinhas". Devemos continuar a rezar, a observar de longe, a torcer para que eles acertem em suas escolhas e sejam muito felizes.

Agora só nos resta esperar, a qualquer hora, eles podem nos dar netos. O neto vem despertar todo aquele carinho  ocioso, guardado, que não foi usado nos filhos e que não pode morrer connosco. É por isso que os avós são muito desmesurados e distribuem aos netos um carinho incontrolado. Afinal, os netos são a última oportunidade de expandir o nosso afeto.

É necessário curtir ao máximo os nossos filhos, antes que eles cresçam.

Nós aprendemos a ser filhos depois que somos Pais. Mas só aprendemos a ser Pais depois que já somos Avós.

 

Abraços para todos.           

 

Agostinho  Gomes    Ribeiro

 

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às 09:36
editado por cunha ribeiro às 11:23

O Vate, Silva

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 07.10.11

  Afinal a presidência da República perdeu um poeta confesso ( Manuel Alegre), mas ganhou outro, de forma imprevista, mas esclarecedora:

 

"Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando para o pasto que começava a ficar verdejante” - disse Cavaco Silva, nos Açores, num assomo lírico incomum que deliciou todo o Arquipélago. 

 

  Há quem tenha interpretado esta frase como se fosse mais um daqueles vazios linguísticos em que Cavaco se especializou, quando o assunto não é a sua quinta( economia e finanças). Outros acharam que Cavaco se desenrascou como pôde, soltando a palavra de que lhe saíu no momento , não lhe tendo ocorrido a palavra certa, oportuna.  Essa palavra poderia ter sido "contentamento", ou mesmo "felicidade".

 Toda a gente sabe que o sorriso é um impulso da alma que se transmite ao corpo induzindo a abertura da boca, o afastamento dos lábios, e o inevitável escancaramento dos dentes ( se lá estiverem). Ora, um animal com os dentes à mostra, é de desconfiar que esteja contente. Vejam um animal assanhado e notem como os caninos se soltam. Todos sabem, exceptuando talvez as crianças - ainda muito crianças -  que aquilo não é sorriso nenhum.

 Para mim, Cavaco, que já não é nenhuma criança, estava num raro momento de inspiração poética, e transfigurou a imagem da vaca, de modo a visionar um ser humano qualquer, que sorria, usando uma figura de estilo muito querida aos poetas - a personificação.

 Julgo que esta situação dos Açores não é nada banal. Antes pelo contrário. Foi um momento histórico. Um daqueles raros momentos, em que mesmo  um Presidente da República economista, revela ter alma, e pensamento. No fundo, um momento de inspiração só ao alcance dos grandes vates, como Camões.

  Só um poeta, pelo menos assim assim,  poderia olhar para uma vaca, mesmo em verdejantes pastagens açoreanas, e vê-la sorrir... Cavaco é, pois, um poeta. Mas não apenas - é um poeta assim assim. Contentem-se os portugueses com isso. Não lhe exijam também ser mais que um Presidente da República assim assim.

 

CR

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às 00:11

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