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ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


JOÃO FERREIRA - O Zé Bonito

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 08.02.12
                                                                       
João Ferreira   UMA LENDA PARADENSE -  "ZÉ BONITO"
 
 Devido a não existir qualquer família  deste homem, ele  deve ser recordado de vez em quando, pela comunidade Paradense.
 ZÉ BONITO ( o sobrenome é alcunha). Nasceu em Parada, no ano de 1937. Era filho da senhora Rosalina. Tinha mais três irmãos, que já foram, em tempos, referenciados neste BLOG. Estatura mediana. De uma família humilde, honesto e muito educado. Teve duas fases na sua vida. 1ª.Fase: nasceu e viveu em Parada, cerca de 30 anos. Com uma vida cheia de dificuldades, como era normal naquele tempo, viveu honestamente  à custa do suor do seu trabalho, que nem sempre era remunerado.
Nas décadas de 50/60, o Zé Bonito, fazia parte da nossa equipa de futebol da aldeia. Jogador de pouca técnica, mas de raça e valentia, era imprescindível na equipa.
Jogava a  BEK DIREITO, (como se chamava na altura). Recebia instruções antes dos jogos, para jogar com garra, do primeiro ao último minuto e ele cumpria na íntegra. Pelo lado dele, ninguém passava, ou só passava a bola, ou só o adversário. Quando a bola chegava aos pés dele, chutava para o lado para onde estivesse virado. Acertar, acertava sempre, ou na bola ou no ............ Os adversários temiam-no, porque ele jogava de chancos. Era viril no jogo, mas nunca partiu nenhuma perna a ninguém. Era daqueles que antes quebrar que torcer, à boa maneira trasmontana. Obedecia sempre aos colegas da equipa, para ele estava sempre tudo bem.
2ª.Fase: - Um dia o Zé Bonito rumou a Chaves, julgo que por intermédio da família Rito, desde então a  vida dele modificou-se para melhor. Começou por trabalhar numa Quinta pertencente ao senhor Secundino, marido da dona Idalina Rito. Nada lhe faltava, era consciente do seu trabalho, bem educado e responsável. Depois a quinta foi urbanizada e ele foi trabalhar para um patrão, passado um tempo foi para outro, todos os patrões gostavam dele, por ser sério, honesto e trabalhador.
Gostava de beber o seu copito e de vez em quando a bebida fazia-lhe mal. Quando estava com ela, a reacção era cantar e rir. Aos fins de semana, a maior alegria dele, era montar na sua bicicleta (a jinga), como ele lhe chamava e percorrer alguns quilómetros pelas aldeias vizinhas, visitar amigos e beber o seu copito.
Passava todos os dias à minha porta, mas só chamava se estivesse um pouco pingueiro. Quando ia a minha casa era uma alegria para os dois e passávamos algum tempo a recordar a vida passada na aldeia.
Esteve sempre ligado à família Rito. Por esta família foi sempre bem tratado, nada lhe faltava, andava sempre com boas roupas, muito limpinho, bem comido e bem bebido.
Até que um dia tive a triste notícia do seu falecimento. Paz à sua alma.
 
JOÃO FERREIRA

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às 23:56

Quem ousa dizer que em Parada do Corgo o eterno feminino não está bem representado?

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 08.02.12

 

A Otília Pereira, filha da tia Maria Augusta e do Ti António Jaloto. Para meu espanto, vive em Barcelona, e é funcionária da companhia aérea Ryanair.

 

FCR

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às 23:39

Pecados

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 08.02.12

 

Um infeliz sacerdote minhoto não resistiu aos encantos eróticos de duas beldades vindas expressamente do paraíso. E mal lhe mostraram a rubra maçã, não resistiu ao íntimo sabor do seu sumo, e salivou de prazer até se sentir saciado.

Porém, consumado o pecado, veio o sofrimento. As duas beldades eram afinal venenosas serpentes (prostitutas) que, em vez de prazer, buscavam dinheiro. E o pobre do sacerdote viu-se extorquido em milhares de euros, quem sabe se ganho à custa do trabalho duro de muitas missas e funerais.

A sorte é que Deus estava atento ao desvario do padre, e, talvez em sonho, indicou-lhe o caminho da redenção. E lá foi o sacerdote contar a sua desdita ao posto mais próximo da GNR. 

 

Cunha Ribeiro

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às 23:23

Eu não acredito que alguém inveje os portugueses devido ao "acordo de concertação social", Senhor Presidente; Mas ainda acredito menos que alguém nos inveje por o termos a si como presidente

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 08.02.12

 

Cavaco: Acordo de concertação social é de fazer "inveja"

O Presidente da República, Cavaco Silva, vai mostrar aos chefes de Estado do "grupo de Arraiolos" que Portugal está a "cumprir" os compromissos, promove "reformas estruturais" e alcançou um acordo de concertação social "que alguns podem até invejar".

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às 22:57

Em Junho, aguiarenses do Vale do Corgo, já podereis ciclo-passear

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 08.02.12

 Do arquivo camarário saiu, finalmente, a vertente sul da ciclovia aguiarense.

Preparem-se, pois, senhores e senhoras que tendes o prazer do ciclo-turismo, e viveis nos socalcos da aldeia. Em breve – no mês de Junho, segundo se diz - muitos de vós já podeis desenferrujar a vossa “amiga de duas rodas”. Pegareis então, estimadamente, na menina às costas – evitando, desse modo, dolorosas e inconvenientes fracturas, na “via romana” que passa à vossa porta. Trazê-la-eis, então, com todo o cuidado, pelo ar, até à pista. Descei-a, depois, até que fique de pé sobre o negro betume e…relaxem agora… deslizem em duas rodas, esqueçam o que está para trás.

 

CR

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às 19:10

Mais doloroso que a decisão camarária, é termos de admitir que - em plena penúria financeira, mesmo dos bancos - haja dinheiro para mais um Centro Cultural, em Lisboa!

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 08.02.12

 

À beira-Tejo

Câmara de Lisboa deixa seguir projecto da EDP que viola Plano Director

08.02.2012 - 17:05 Por Ana Henriques, Inês Boaventura

O projecto é da autoria da britânica Amanda Levete O projecto é da autoria da britânica Amanda Levete (DR)
A Câmara de Lisboa aprovou hoje, com os votos contra do PSD e do CDS, um pedido de informação prévia da Fundação EDP para construir um centro cultural em forma de concha à beira-Tejo. Isto apesar de o projecto violar as regras urbanísticas de preservação da frente ribeirinha impostas pelo Plano Director Municipal

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às 17:53

António Cândido - Olhar de Fora

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 08.02.12

 

 

                                                                           

   CONFESSO QUE VIVI

 

Como era o mais novo de oito irmãos, todos eles tinham por mim um carinho muito especial. Quando nasci, eles os rapazes alguns já eram homens, e elas as raparigas algumas já eram também mulheres.

O meu pai homem de carácter bem rígido, era um honrado lavrador como muitos da nossa aldeia. Era um homem vergado pelo trabalho, e acima de tudo pelas dificuldades da vida.

A minha mãe não tinha mãos a medir, tanta gente para dar de comer, tanta roupa para lavar e remendar, e ainda ajudada nas terras quando o trabalho era de mais.

Eu aí crescendo, e cada vez mais sentia o calor humano da família, e começava então com birras de os acompanhar quando saíam de casa com destino às terras ou outro lugar qualquer.

Quando me levavam, saltava e corria pelos caminhos só parando no destino, eles íam sachar milho, e eu, espreitando os buracos das paredes chiscando aqui e ali procurava os ninhos. Um dia depois de tanto chiscar nos buracos, fui picado por tantas vespas que fiquei tão inchado que não via nada, foi remédio santo nunca mais quis.

Lá em casa havia sempre gado, que era preciso apascentar por vários lugares, ora nos lameiros da algobada, ora na serra, ou qualquer baldio mais á mão. A minha irmã Etelvina honra lhe seja feita, era uma excelente cantadeira e guardadora de vacas, e eu, sempre que podia andava com ela, pelos montes e vales lá do burgo.

O meu irmão Manuel era um rapagão sendo no fundo um autêntico estoira-vergas, por ironia do destino, quando o acompanhava para qualquer lugar, aconteciam sempre coisas levadas do diabo. Certo dia no mês de Julho, o nosso destino era ir ao lameiro das algobadas buscar um carro de feno, ele seguia á frente do carro das vacas, e eu ía sentado nas xedas agarrado a um estadulho, quando se preparava para entrar o portelo do lameiro, uma das rodas  passou por cima da parede, tombando-se o carro, e as rodas lameiro abaixo só pararam no ribeiro.

Ainda hoje falamos nisso, o anjo da guarda estava comigo nesse dia, porque nem um arranhão eu tive.

Era também hábito os lavradores carrar carros de estrume, e fazer uma moreia nas terras para depois espalhar quando ser lavrava. Nessa altura o meu pai trazia uma grande terra arrendada ali para os lados do serralheiro que ficava entre o rio e a linha do comboio.

Naquele dia estava muito frio, não sei bem se era inverno ou primavera, o meu irmão preocupado comigo acendeu uma fogueira ao lado da moreia de estrume, e o resultado foi dos piores, a moreia começa a arder e ele atarantado sem saber que fazer, logo descalça os socos e começa a carrar água neles para apagar o fogo mas em vão. Sente-se impotente perante tragédia, mas logo agarra em mim e me leva para longe. Passados cinquenta e tal anos, recordo com o maior desprezo um sujeito qualquer que ali apareceu, que em vez  de ajudar a apagar o fogo ainda começou a aquecer os pés, encostado a uma sachola que levava ao ombro. De facto ele á gente neste mundo para tudo. Como não há duas sem três, numa bela tarde de verão, fui com o Manuel com as vacas pró monte na zona da veiguinha. Já lá andavam alguns rapazes e entretanto chegaram mais, todos se juntaram numa zona bem arranjada com alguns buracos para jogar a reca, isso mesmo jogar a reca. Os rapazes tinham umas mocas que batiam numa bola de urgueira a qual tinha que entrar nos tais buracos.

É aquilo que nós conhecemos hoje por golfe, portanto já nessa altura Parada estava avançada no tempo. Com todo aquele entusiasmo do jogo da reca, todos perderam a noção do tempo e das vacas, quando chegamos a casa já era noite, e mais uma vez lá veio o sermão de umas bordoadas e uns cachaços á mistura

Entretanto o tempo tinha passado tão rápido, que nem sequer me apercebi que já tinha 12 anos. O percurso da minha vida lá vai continuando, mas cada dia que passa me vou sentindo mais só. Os meus irmãos mais velhos já há muito tempo partiram para Lisboa, á procura de um lugar ao sol.

O Manuel é agora pára-quedista, visitou-nos há dias e envergava um farda de se lhe tirar o chapéu, e pelo que sabemos brevemente irá prá guerra em África. Na casa dos meus pais, que era um ninho tão belo e acolhedor, é hoje vago e sombrio. Resta o meu pai e a minha mãe, eu, e minha irmã Etelvina.

Tenho observado que a grande azáfama dos trabalhos da terra, morreu completamente, temos ainda algum gado que mais dia, menos dia é para vender. Ao subir as escale iras do quinteiro até á sala grande, encostei-me á porta e olhava aquilo que eu mais temia, A Etelvina estava naquele momento a fazer a mala, porque também ela vai para Lisboa amanhã.

Cada dia que passa, uma solidão atróz invade o meu corpo que só me apetece chorar, sinto-me verdadeiramente só. Já se passou algum tempo, e o meu pai foi passar a Páscoa a Lisboa na companhia de todos os filhos que lá se encontram. Regressou há dias mas vem doente, tem-se refugiado na cama e não quer sair, a minha mãe anda preocupada e eu vou ajudando no que posso.

Inesperadamente num domingo de manhã do mês de Maio, o meu pai acordou-me e pediu-me que o acompanha-se a dar uma volta pelas nossas terras, logo obedeci e fiquei admirado por ele ter saído da cama. Fomos até á  cortinha dos enxertos, e quando chegamos logo se sentou olhando olhando, e  disse, vamos até ao tojal. Quando passava-mos na tragalhela junto aquela casa velha, voltou a sentar-se, e rapidamente se agarrou ao peito murmurando qualquer coisa que eu não percebia. Nunca na vida tinha gritado tanto e tão alto, porque naquele momento não sabia o que fazer, beijei-o vezes sem conta, e agarrado a ele continuava gritando, meu pai, meu rico pai, mas nunca tive resposta.

Foram chegando pessoas, e ouvi alguém dizer aquilo que não queria ouvir, o senhor Aníbal Cunha está morto. Meu Deus! Como é doloroso ouvir tal coisa, numa circunstância daquelas.

Todos os meus irmãos vieram de Lisboa, prestar a última homenagem, àquele que todos amava-mos, seguiram-se todas as formalidades que um acontecimento desta natureza requer, e uns após outros foram partindo mas desta vez muito mais tristes.

Fiquei sozinho com a minha mãe, mais alguns meses, no dia 7 de Dezembro do ano de 1965, chegava a Lisboa pela primeira vez, e aí iria começar uma nova vida com a bonita idade de 13 anos.

 

 

António Cândido------Lisboa

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às 17:41

FARPAS - a Dona Banca

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 08.02.12

 

Quem era rica e agora se mascarou de pobre foi a “Dona Banca”. Tudo para ser socorrida pelos homens de palha (políticos) que a vão mantendo de barriga larga e charuto na boca. Sim, porque é ela – a Dona Banca - quem manda na classe política.

E se você – que é crédulo - ainda tem dúvidas que é a Dona Banca que manda no nosso país, pergunte a Judite de Sousa que ela o esclarecerá. Esta simpática jornalista entrevistou em série os vários banqueiros que gerem o dinheiro dos portugueses a seu bel prazer. E como  está “por dentro” da panelinha, sabe como o estrugido foi feito. Por isso, se for sua amiga, ela lhe lembrará o que aconteceu a seguir ( o ultimato a Sócrates).

E já agora aproveite para consultar os arquivos da sua memória, regressando ao fim forçado do governo Santana Lopes, precedido de um consílio bancário que nomeou um “homem de palha” para mudar o governo. Esse homem de palha já não está na política; mas ainda (se) vai governando.

 

CR

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às 12:10

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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